Leitura sem fronteiras - Tradutor

Mostrando postagens com marcador Monitoramento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Monitoramento. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Vício em redes sociais


O Fato:

Facebook pode tornar adolescentes mais vulneráveis a ansiedade e depressão

Um estudo apresentado no sábado (6/8) na 119.ª convenção anual da Associação Americana de Psicologia, em Washington DC (EUA), e divulgado no domingo (7/8) pelo site Science Daily afirma que o uso de redes sociais pode levar adolescentes a manifestar "tendências narcisísticas" e torná-los mais vulneráveis a ansiedade, depressão e outros problemas psicológicos.
Na apresentação, intitulada "Poke Me: How Social Networks Can Both Help and Harm Our Kids" (Cutuque-me: Como as redes sociais podem ao mesmo tempo ajudar e prejudicar nossas crianças), o PhD e professor de psicologia Larry D. Rosen, da Universidade Estadual da Califórnia, expôs que "particularmente entre jovens, estamos apenas começando a ver pesquisas sólidas que demonstram tanto o lado positivo quanto o negativo" de redes sociais como o Facebook.
Em seu estudo, Rosen aponta que adolescentes que usam Facebook tendem a apresentar com mais frequência tendências narcisísticas, enquanto jovens com forte presença no Facebook mostram mais sinais de outros problemas psicológicos, como comportamento antissocial, manias e tendências agressivas.
O abuso diário das mídias sociais e das tecnologias tem efeito negativo na saúde de todas as crianças, pré-adolescentes e adolescentes, que se tornam mais propensos a ansiedade, depressão e outros problemas psicológicos, além de deixá-los mais suscetíveis a problemas de saúde no futuro.
O psicólogo advertiu também sobre os efeitos do Facebook em estudantes: a rede social pode distrair e causar impacto negativo nos estudos. Rosen citou pesquisas que mostraram que alunos de colégio e de faculdade que visitaram o Facebook pelo menos uma vez durante um período de 15 minutos de estudo tiraram notas menores.
Entre os impactos positivos das redes sociais, Rosen destacou que os relacionamentos virtuais podem ajudar adolescentes introvertidos a aprender como se socializar. Além disso, as redes sociais podem fornecer ferramentas de ensino mais atraentes, capazes de promover o engajamento de jovens estudantes.
Aos pais, o professor recomendou que acompanhem as atividades dos filhos nos sites de redes sociais e discutam a remoção de conteúdo ou conexões impróprias. Os pais também precisam ficar atentos às tendências online e às últimas tecnologias, sites e aplicações que as crianças utilizam.

A Opinião:
O mal não é a rede social ou mesmo a internet e sim a forma como a utilizamos. Crianças e adolescentes precisam ser monitorados com cuidado, para que ao mesmo tempo que tenha privacidade, receba a proteção e evite assim ficar exposto a conteúdo impróprio ou a horas excessivas de uso. Lembrem-se, tudo demais faz mal.

O Debate:

Você se considera viciado em redes sociais?

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Tornozeleira em presos



O Fato:

Tornozeleira para presos vira alternativa em lei, mas para poucos

Alegando escassez de verbas, falta de regulamentação da lei e até ausência de banda larga, 11 estados não têm previsão para implantar sistema de monitoramento eletrônico de presos. A alternativa, antes usada só para presos condenados, está prevista na nova lei de prisões, que entra em vigor a partir desta segunda (04/07) e pode obrigar a revisão de mais de 200 mil casos no país.
A Lei 12.403 muda o Código do Processo Penal para alterar as possibilidades em que a prisão preventiva é aplicada. Pela norma, o juiz, ao se deparar com uma detenção por crimes dolosos (quando há intenção), poderá se decidir entre nove tipos de medida cautelar além da prisão, entre elas, o pagamento de fiança, o comparecimento à Justiça e a proibição de frequentar determinados locais.
Outra medida cautelar possível é o monitoramento eletrônico, com o uso de uma pulseira ou tornozeleira eletrônica. A responsabilidade seria dos estados, mas 11 informaram que ainda não possuem previsão de implementação do sistema.
Preços de R$ 300 a R$ 1 mil
Os governos estaduais alegam que, apesar de a lei entrar em vigor nos próximos dias, ainda falta esclarecer o funcionamento e há falta de informação sobre o custo do sistema de monitoramento eletrônico. Entre as dúvidas, estão a forma de utilização  - se no tornozelo e no pulso ou em apenas uma parte do corpo, evitando expor mais a pessoa monitorada - , e até em relação ao limite de circulação de quem estiver com o equipamento de maneira a ficar ao alcance da fiscalização, evitando fugas.
O Ministério da Justiça informou que a regulamentação do tema para criar um padrão nacional de aplicação do sistema ainda está sendo discutida.
Nos locais onde o sistema já existe, as tornozeleiras ou pulseiras não são vendidas, mas fornecidas aos estados sob uma espécie de “aluguel”. O monitoramento e a manutenção dos equipamentos ficam a cargo das empresas.
No Rio de Janeiro, o governo gasta cerca de R$ 650 por tornozeleira. Na Paraíba, o estado abriu uma licitação e estima que o custo seja de R$ 300 por monitorado. O secretário da Administração Penitenciária do estado, Harrison Targino, diz que os valores em outros estados “ainda estão muito altos”.
Em Santa Catarina, o governo diz que estuda novas tecnologias para baratear os custos. “O aluguel mensal de cada equipamento é de R$ 650, segundo nossas previsões, o que está muito caro”, diz João Luiz Botelho, coronel da Polícia Militar e diretor de inteligência da Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania do estado.
O preço dos equipamentos e do serviço atrapalhou a implantação do monitoramento no Rio Grande do Sul. O estado chegou a utilizar tornozeleiras entre agosto de 2010 e fevereiro de 2011, por meio de um contrato emergencial. Com o fim do contrato, a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) realizou uma licitação, mas alega que os valores ficaram acima do esperado e cancelou o processo.
'Pontos cegos' e banda larga
Em muitos casos, as dificuldades relatadas pelos estados vão além de falta de orçamento. No Amazonas, o governo fez testes e diz que o sistema funcionou “muito bem”, apesar de algumas falhas. “Algumas questões precisam ser resolvidas ainda, como o que a gente chama de ponto cego em algumas cidades. São áreas que têm falhas no sistema de transmissão. Mas não é nada que não possa ser ajustado”, diz o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Carlos Lélio Lauria Ferreira.
No Amapá, a falta de verba se alia a um problema mais estrutural. “Tem uma dificuldade a mais, porque não existe banda larga no estado. O sistema não funcionaria bem”, diz o diretor-presidente do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), Nixon Kenedy.
Governo federal tem que ajudar estados, diz entidade
"Se nós não tivermos o apoio do governo federal, não vamos conseguir muita coisa. Os estados têm os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, nós temos um contingenciamento terrível do Fundo Penitenciário Nacional. Há anos que o governo federal vem fazendo superávit primário com esse dinheiro do fundo, que é das loterias. Logo, é inconstitucional esse tipo de contingenciamento", afirma o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Justiça, Direitos Humanos e Administração Penitenciária (Consej), Carlos Lélio Lauria Ferreira.
O Ministério da Justiça afirma que, em razão de a regulamentação ainda estar sob discussão, não poderia responder sobre a possibilidade de enviar recursos aos estados.


Outras opiniões e fatos sobre o assunto:



A Opinião:

Os gastos do nosso país com o sistema carcerário são imensos, fruto de uma política educacional ineficiente, que começa a ser formado a partir e em função dos vestibulares gerando uma verdadeira pedagogia do resultado.
Muitos alunos e muitos responsáveis só vão para a escola com o objetivo de alcançar o mínimo para ser aprovado, assim não estão preocupados com a aprendizagem de fato, não só das disciplinas curriculares, como também das normas de convivência em sociedade.
Não aceitam punição, não compreendem que o seu direito termina quando começa o do outro e ainda precisam compreender que o bem coletivo é mais saudável para a sociedade do que regalias individuais.
É desse sistema educacional que saem os nossos políticos e também os nossos detentos, assim como os muitos policiais corruptos (importante ressaltar que não são todos, nenhuma generalização é sadia e muito menos correta) que acabam com a credibilidade da polícia e profissionais de outras áreas que agem sem pudor nenhum e dificultam toda e qualquer tentativa de acerto.
A ideia da tornozeleira é até boa, mas será que o Brasil está preparado para ela?

O Debate:

Você acha que a tornozeleira vai funcionar?