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domingo, 15 de setembro de 2013

E o conflito continua na Síria


Síria registra novos ataques após acordo entre EUA e Rússia


A Síria registrou novos ataques em redutos rebeldes de Damasco neste domingo (15/09), um dia após o acordo entre Estados Unidos e Rússia para remover as armas químicas do país. Ataques aéreos, bombardeios e ataques de infantaria no subúrbio de Damasco foram registrados na manhã deste domingo, depois de um recuo após o ataque químico de 21 de agosto, que provocou a ameaça de um ataque norte-americano. De acordo com a agência  Reuters, os ataques teriam sido feitos por aviões de guerra sírios contra redutos rebeldes da capital.
Outro atentado em uma estrada de Idleb deixou ao menos três pessoas mortas, incluindo jornalista que trabalhava para uma revista do governo, informou a agência oficial Sana. O ataque também deixou nove feridos e provocou danos materiais.
Pelo acordo firmado entre Estados Unidos e Rússia, a Síria terá de entregar em uma semana informação sobre seu arsenal de armas químicas para evitar um ataque. Se a Síria não cumprir os procedimentos para eliminar suas armas químicas, a ameaça de uso de força será incluída em uma resolução do Conselho de Segurança da ONU
Ao mesmo tempo em que se registraram os ataques, Damasco comemorou neste domingo o acordo entre Estados Unidos e Rússia para desmantelar o arsenal químico sírio, afirmando que ele "permitiu evitar a guerra", declarou o ministro sírio da Reconciliação, Ali Haidar.
"Nós saudamos este acordo. Por um lado, ajuda os sírios a sair da crise e, por outro, permitiu evitar a guerra contra a Síria ao deixar sem argumentos quem queria desencadeá-la", disse o ministro à agência estatal russa Ria Novosti.
"Este acordo foi possível graças à diplomacia e ao governo russo, é uma vitória para a Síria graças aos nossos amigos russos", disse Haidar.
O presidente Barack Obama disse que ainda poderá lançar ataques se Damasco não seguir o plano de desarmamento de nove meses da ONU desenhado por Washington e Moscou.
Os rebeldes sírios, chamando o foco internacional para o gás venenoso, evitaram comentar se o pacto poderia levar a conversas de paz e disseram que Assad retomou uma ofensiva com armas regulares agora que a ameaça de um ataque aéreo dos Estados Unidos diminuiu.
Fonte: Portal G1
A Opinião:
Desde a Invasão do Iraque pelos Estados Unidos, utilizando o mesmo argumento de agora no possível ataque a Síria, que é visível o "racha" no Conselho de Segurança da ONU. Essa divisão mostra o antagonismo entra o ocidente e o oriente, afinal temos de um lado Estados Unidos, Inglaterra e França e de outro China e Rússia.
Os estadunidenses atacaram o Iraque mesmo diante do veto dos orientais anteriormente, mas, agora, desgastados financeiramente por conta da crise de 2008, militarmente por estarem ocupados com o Iraque e o Afeganistão e principalmente, politicamente, uma vez que a malfadada "Guerra ao terror" gerou uma antipatia mundial em relação a politica externa dos Estados Unidos.
Já a Rússia mostrou força, ao conseguir no mínimo adiar o confronto militar, e conquistou a simpatia da Síria e à reboque das nações que condenam o imperialismo estadunidense.
Nesse evento o que é impressionante é essa "lógica ilógica". O ataque ocorreria por conta do uso de armas químicas que mataram centenas de pessoas, mas o conflito já matou milhares utilizando armas convencionais e continuará matando, principalmente agora que sabem que, em teoria, se não usarem armas químicas, não sofrerão retaliações. E mais, para livrar o povo da Síria dessa ameaça haveria um derramamento de sangue até superior ao visto até o momento.
De fato aquela região precisa de paz, mas é muito difícil ter paz quando muitos interesses conflitantes estão em jogo: petróleo, questões religiosas, estratégicas, étnicas e as inventadas por aqueles "vampiros gananciosos" sedentos por sangue.   

domingo, 1 de julho de 2012

Rio de Janeiro é Patrimônio Cultural da Humanidade


O Fato:



Rio de Janeiro é Patrimônio Cultural da Humanidade

A cidade do Rio de Janeiro recebeu na manhã desse domingo (1/7) o título de Patrimônio Cultural da Humanidade durante a 37ª Reunião do Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco, que aconteceu em São Petersburgo, na Rússia. 
A Ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e o presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, acompanharam a votação. O Rio foi a primeira cidade a candidatar-se inteira a Patrimônio Mundial como Paisagem Cultural Urbana.
O Brasil tem ainda outros 18 bens culturais e naturais na lista de 911 bens reconhecidos pela Unesco.
Bens culturais: Conjunto Arquitetônico e Urbanístico de Ouro Preto, Minas Gerais (1980); Centro Histórico de Olinda, Pernambuco (1982); Ruínas de São Miguel das Missões, Rio Grande do Sul (1983); Santuário do Bom Jesus de Matosinhos em Congonhas, Minas (1985); Centro Histórico de Salvador, Bahia (1985); Conjunto Urbanístico de Brasília, Distrito Federal (1987); Centro Histórico de São Luís, Maranhão (1997); Centro Histórico de Diamantina, Minas (1999); Centro Histórico de Goiás, Goiás (2001); Praça de São Francisco em São Cristovão, Sergipe (2010).
Bens naturais: Parque Nacional do Iguaçu, Paraná (1986); Costa do Descobrimento, Bahia e Espírito Santo (1997); Parque Nacional Serra da Capivara, Piauí (1998); Reserva Mata Atlântica, São Paulo e Paraná (1999); Parque Nacional do Jaú, Amazonas (2000); Pantanal Mato-grossense, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul (2000); Reservas do Cerrado: Parque Nacional dos Veadeiros e das Emas, Goiás (2001); e Parque Nacional de Fernando de Noronha, Pernambuco (2001).
Fonte: Último segundo


A Breve Opinião:
É inegável que o Rio de Janeiro é uma cidade singular, agora, mais do que nunca, reconhecida pelo mundo inteiro. Cabe aos nossos governantes e a população carioca manter esse título, tornar essa cidade cada vez mais maravilhosa. 
Realização:


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quinta-feira, 31 de maio de 2012

ONU pede o fim da Polícia Militar

O Fato:



ONU pede o fim da Polícia Militar

Esta é uma de 170 recomendações que os membros do Conselho de Direitos Humanos aprovaram ontem como parte do relatório elaborado pelo Grupo de Trabalho sobre o Exame Periódico Universal (EPU) do Brasil, uma avaliação à qual se submetem todos os países.
A recomendação em favor da supressão da PM foi obra da Dinamarca, que pede a abolição do "sistema separado de Polícia Militar, aplicando medidas mais eficazes (...) para reduzir a incidência de execuções extrajudiciais".
A Coreia do Sul falou diretamente de "esquadrões da morte" e Austrália sugeriu a Brasília que outros governos estaduais "considerem aplicar programas similares aos da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) criada no Rio de Janeiro".
Já a Espanha solicitou a "revisão dos programas de formação em direitos humanos para as forças de segurança, insistindo no uso da força de acordo com os critérios de necessidade e de proporcionalidade, e pondo fim às execuções extrajudiciais".
O relatório destaca a importância de que o Brasil garanta que todos os crimes cometidos por agentes da ordem sejam investigados de maneira independente e que se combata a impunidade dos crimes cometidos contra juízes e ativistas de direitos humanos.
A França, por sua parte, quer garantias para que "a Comissão da Verdade criada em novembro de 2011 seja provida dos recursos necessários para reconhecer o direito das vítimas à justiça".
Muitas das delegações que participaram do exame ao Brasil concordaram também nas recomendações em favor de uma melhoria das condições penitenciárias, sobretudo no caso das mulheres, que são vítimas de novos abusos quando estão presas. 
Fonte: Diário do Nordeste


A Opinião:

É uma injustiça tremenda colocar a culpa pela violência toda nas costas da PM, outra injustiça é colocar policiais corruptos e despreparados no mesmo grupo daqueles que cumprem o seu dever com coragem e dignidade.
Vários países analisaram o Brasil e deram opinião sem saber como as coisas funcionam de fato aqui no nosso território. Seria interessante se falassem contra a corrupção, contra a falta de investimento na educação, contra a desigualdade social, contra a gastança para satisfazer os turistas e não o povo brasileiro na copa de 2014 e nas olimpíadas de 2016, contra o sistema carcerário falido, contra a politicagem. 
"Apontar as armas apenas" para a PM é ignorar milhões de outros aspectos, fundamentais para que a paz seja uma constante em nosso país. Tudo bem, foram 170 recomendações e seria interessante conhecer todas, mas essa em especial foi uma recomendação infeliz, já proposta no excelente filme "Tropa de Elite 2".
Uma sociedade não pode ser construída na base da tentativa e erro, não podemos ser um rascunho de sociedade, é necessário planejamento e todos os planos que não envolvam a educação estão fadados ao fracasso.


Realização:



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quinta-feira, 3 de maio de 2012

Dia mundial da Liberdade de Imprensa

O Fato:



ONU celebra o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa 

A ONU celebra nesta quinta-feira o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. Em mensagem oficial, o secretário-geral da organização, Ban Ki-moon, disse que uma imprensa livre "dá às pessoas o acesso às informações que precisam para tomar decisões importantes".
Relembrando as recentes transformações políticas no Oriente Médio e no norte da África, Ban afirmou que as novas mídias tiveram um papel central na queda de regimes autocráticos na região. Segundo ele, essa nova realidade se reflete no tema do Dia Internacional desse ano: "Novas Vozes:  a Liberdade da  Mídia Ajudando a Transformar Sociedades".
A jornalista Beatriz Cardoso disse à Rádio ONU, do Rio de Janeiro, que uma imprensa livre é essencial para a democracia e para o desenvolvimento.
"Eu acho que a liberdade de imprensa é fundamental. Somente com uma imprensa livre é que a gente vai ter maior transparência da gestão do poder público principalmente no combate à corrupção, justiça social, melhor distribuição econômica, acesso à saúde.  E sem liberdade de imprensa, você não constrói esse desenvolvimento."
Mas segundo o secretário-geral da ONU, a liberdade de imprensa continua frágil.
Ele lembrou que, somente no ano passado, mais de 60 jornalistas foram assassinados no mundo inteiro, e muitos outros detidos ou censurados.
Ban falou ainda sobre a importância de que a violência contra profissionais da imprensa seja combatida com justiça.
Fonte: Jornal do Brasil

A Opinião:
Duas questões são extremamente importantes:
1- Até que ponto a imprensa tem realmente liberdade?
2- O que a imprensa anda fazendo com essa liberdade?
Essas duas questões levam a um debate eterno, pois muitos acreditam que a imprensa tem um poderio capaz de controlar a tudo e a todos. Outros já acreditam que a imprensa está de mãos atadas, chegando apenas até onde permitem que ela chegue.
Já em relação ao uso da liberdade por parte da imprensa, é possível observar que em geral a imprensa utiliza tudo o que pode até o ponto onde ela não sofra dano. É uma liberdade com medo. Até porque se extrapolarem, podem caminhar a passos largos para o abismo. 
A liberdade é necessária, mas comemorar liberdade hoje é apenas hipocrisia.

segunda-feira, 12 de março de 2012

EUA e o combate ao narcotráfico


O Fato:



Morales afirma que EUA usam luta antidrogas como ferramenta geopolítica


O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou nesta segunda-feira durante uma entrevista coletiva em Viena, na Áustria, que os Estados Unidos utilizam a luta contra as drogas como uma ferramenta "geopolítica".
"Infelizmente, os EUA usam a luta contra o narcotráfico a partir de um ponto de vista geopolítico, por interesses geopolíticos", disse o presidente ao ser perguntado sobre um recente relatório do Departamento de Estado americano que afirmou que a política antidrogas de La Paz tinha fracassado.
Morales reclamou que o "Departamento de Estado americano sempre desqualifica os avanços na luta contra o narcotráfico".
Já as Nações Unidas, ressaltou o chefe de estado, "reconhecem os avanços na luta contra o narcotráfico e a redução da área de cultivo de coca".
Morales explicou que o Departamento Americano Antidroga (DEA) foi expulso da Bolívia pois tentava influenciar a política interna do país.
O presidente disse que o DEA operava no país apenas para perseguir "políticos e dirigentes sindicais antiimperialistas. Por isso expulsamos a DEA".
Morales denunciou que os países antiimperialistas da América Latina são acusados pelos EUA de serem terroristas, autoritários e de abrigarem narcotraficantes.
O líder boliviano discursou hoje na Comissão de Entorpecentes da ONU para solicitar a descriminalização em seu país da folha de coca para usos tradicionais e medicinais, ao mesmo tempo em que reafirmou a luta da Bolívia contra o narcotráfico.
Evo Morales voltará para La Paz na noite desta segunda-feira, após uma ampla agenda em Viena, que inclui uma reunião com o presidente da Áustria, Heinz Fischer.
A Bolívia é o terceiro maior produtor de coca do mundo, após a Colômbia e o Peru, com 31 mil hectares de área cultivada, dos quais 12 mil são áreas legais destinadas ao uso tradicional.
Fonte: Portal Terra


A Opinião:

Os Estados Unidos ainda detém a hegemonia mundial e para se manter assim é fundamental que todas as suas ações tenham interesses geopolíticos. Os países que não enxergam dessa forma são no mínimo inocentes.
É inviável acabar com o tráfico de drogas sem acabar com o mercado consumidor. Atualmente o que se vê é a criminalização da venda, porém a descriminalização do consumo, os usuários são vistos como vítimas e não como mantenedores de uma indústria ilegal.
Todos sabem que os principais mercados consumidores estão nos países desenvolvidos, que fazem de conta que combatem ao mesmo tempo em que lucram com a venda de armas e equipamentos de segurança enquanto culpam as nações mais pobres e criam brechas para intervenções.
O presidente boliviano tem razão? Em grande parte sim, mas quem se importa? A quem vão ouvir: Evo Morales ou Barack Obama? Quero ver quem vai ter coragem de combater o tráfico da hipocrisia.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Homicídios

O Fato:

ONU: homicídios caem em São Paulo, mas permanecem altos no Rio

Um relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, Unodc, sugere que o número de homicídios no Rio de Janeiro permaneceu alto entre 2001 e 2009.
No documento “Estudo Global sobre Homicídios 2011”, a cidade aparecia com 105 assassinatos para cada 100 mil habitantes em 2001; e em 2009, o número baixou em apenas cinco assassinatos por ano, passando a 100 homicídios por 100 mil pessoas.
O estudo, divulgado nesta quinta-feira pela ONU, também analisou as taxas de homicídio de São Paulo, que registraram uma queda de 120 para 40 assassinatos.
A média nacional se manteve estável. Na América Latina, o Brasil é o terceiro país com o maior número de homicídios, atrás da Colômbia e da Venezuela.
De acordo com o Unodc, a disparidade nas taxas de homicídios entre São Paulo e Rio tem a ver com as políticas aplicadas pelos dois estados. No caso paulista, ações de prevenção e repressão ao crime conseguiram frear a onda de criminalidade.
Uma outra medida de sucesso de campanhas de desarmamento é a apreensão de armas de fogo, que são usadas em 74% dos homicídios na América Latina.
Os dados do Brasil foram analisados com base em informações da justiça. Em 2009, o país registrou 43.909 homicídios.
O resultado das medidas de repressão ao tráfico de drogas e de pacificação de favelas cariocas não foi refletido na pesquisa, cujos dados foram somente até 2009.

Fonte: Jornal do Brasil 


A Opinião:

O Brasil é um país que consegue melhorar a imagem internacional ano após ano. Nos orgulhamos por ser uma nação com muitas belezas naturais, uma nação que não sofre com terremotos e não tem vulcões ativos.
Um paraíso onde existe liberdade religiosa, onde há uma grande mistura de raças, com um povo receptivo, alegre e que faz piada com a própria desgraça.
Mas infelizmente, a violência impera, e tudo por causa do que mais temos vergonha...a desigualdade social e poucos investimentos em educação.
Esses dois fatores somados acabam por levar muitos adolescentes a ingressar num caminho praticamente sem volta que é o tráfico de drogas. 
E o que mais irrita é que a guerra que eles vivem é pelo prazer de consumir, pelo prazer de poder ostentar um luxo que sempre sonharam. Se perguntarem a dez adolescentes o motivo pelo qual entraram para o tráfico, tenho certeza de que pelo menos nove responderão que é para poder comprar roupas de marca ou para ser respeitado. São forçados a acreditar que armas e dinheiro dão poder.
Como virar o jogo? 
A sociedade brasileira precisa parar de lutar por "benefícios" e passar a lutar pelos direitos. Temos que parar de nos perguntar "E o que vamos ganhar com isso?" pensando apenas em valores financeiros ou materiais. Precisamos pensar em valores humanos: vamos ter paz, segurança, liberdade, futuro...
Investimentos em educação são fundamentais, mas não podemos tratar os alunos com a frieza dos números e sim como seres humanos que buscam um lugar ao sol como cada um de nós um dia buscou ou continua buscando. 
Já em relação a desigualdade social, sabemos que sempre vai existir, não podemos ter um pensamento tão infantil. Mas sabe-se também que é possível minimizar, e o pontapé inicial precisa ser dado pelo poder público.
Dentro do funcionalismo público o maior salário não pode ser mais de 10 vezes maior do que o menor salário, o governo sempre fala em diminuir o fosso da desigualdade social, mas ela começa pelo setor público. 
Essa proposta não é absurda, o salário mínimo sim. Pensem! Se é possível para alguém viver com um salário mínimo, podem também viver com 10 salários. Mas o que vemos? Salários monstruosos em uma ponta e salários ridículos em outra. É justo? Não e onde há injustiça não há paz.
Gostaria muito de estar vivo para ver um Brasil pacificado. 
Como já dizia o "Profeta Gentileza":


 

 

sábado, 24 de setembro de 2011

Bolsa Família


O Fato:

Bolsa família é exemplo para África, diz representante da ONU

A estratégia brasileira para reduzir a pobreza despertou o interesse de outros países que querem saber qual a receita usada no País. Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, o diretor do Grupo de Redução da Pobreza do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Selim Jahan, citou algumas nações, como Índia, Turquia e Botsuana, que estão atentas às ações brasileiras, entre elas, o Bolsa Família.
Para o diretor, o ponto positivo do programa é exigir que as famílias pobres assumam compromissos em troca de receber a transferência de renda. Para ter direito ao benefício, as famílias devem vacinar os filhos, matriculá-los em uma escola e as mulheres grávidas precisam fazer o exame pré-natal.
"O benefício está aí. Não estamos falando apenas de transferência de dinheiro, mas estamos falando em dar educação e outros benefícios", disse Jahan, que trabalha na sede do Pnud, nos Estados Unidos, e veio ao Brasil para participar de reuniões no Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), uma parceria do Pnud com o governo brasileiro.
De acordo com Selim Jahan, grande número de países africanos pode usar a experiência brasileira.
Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado em julho, aponta que 18 milhões de brasileiros saíram da pobreza extrema e 39,5 milhões entraram na classe C nos últimos 10 anos. Mas o Censo de 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou que 16,2 milhões de pessoas ainda estão em situação de miséria, foco do plano Brasil sem Miséria, lançado pela presidente Dilma Rousseff, no início de julho. O plano pretende retirar essas pessoas da extrema pobreza até 2014.

A Opinião: 

O Brasil se transforma em um país especialista em acabar com a pobreza, sim, o nosso modelo começa a ser copiado por outras nações. De fato houve redução da miséria no país, muitas pessoas foram beneficiadas e agora possuem uma vida melhor (ainda não é uma vida digna, mas é inegavelmente uma vida melhor).

Mas, algumas questões surgem sempre em políticas públicas polêmicas. Eis algumas: 

1- A dificuldade de fiscalizar, que pode levar pessoas que não se enquadram no perfil necessário a receber o auxílio ou mesmo facilita o desvio de dinheiro público.

2- O fato do Bolsa Família servir como uma espécie de compra de votos.

3- Para ter direito ao benefício, as famílias precisam vacinar os filhos, matricula-los em uma escola e as grávidas precisam fazer o pré-natal, ou seja, basta cumprir com as suas obrigações para receber. Muitas pessoas fazem o mesmo e não recebem por isso, algo está errado.

É um programa paliativo, que vai maquear um problema em vez de solucioná-lo e agora esse paliativo será exportado como uma solução milagrosa. até que os governos encontrem coragem para discutir de verdade a questão da desigualdade social

  

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Palestina pedirá adesão à ONU


O Fato:

Abbas pedirá adesão da Palestina à ONU no dia 23

O presidente palestino, Mahmud Abbas, apresentará no dia 23 de setembro o pedido de adesão de um Estado palestino à ONU, exceto no caso da oferta de uma alternativa "crível", afirmou o ministro palestino das Relações Exteriores, Riyad al-Malki.
"O presidente apresentará a solicitação no dia 23 às 12h30, exceto no caso de uma proposta crível para a retomada das negociações", disse Malki, em referência aos contatos em curso entre Estados Unidos e os países europeus. "Nossa prioridade agora é ir ao Conselho de Segurança e pedir nossa admissão".
"Vamos submeter nossa demanda para virar um membro com plenos direitos, mas estamos abertos a qualquer sugestão e ideia, que poderiam vir de qualquer lado, para reiniciar as negociações com bases sólidas, com termos de referência claros, um calendário claro e garantias claras", completou. "Vamos ver se alguém apresenta uma oferta crível que nos permita considerá-la seriamente".
Israel e Estados Unidos são contrários ao plano de Abbas e defendem um retorno às negociações diretas, que estão totalmente suspensas há um ano.
A atividade diplomática é intensa e nesta quinta-feira a chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Catherine Ashton, se reuniu em Jerusalén pela segunda vez com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, antes de retornar a Bruxelas.
Na quarta-feira, Ashton decidiu prolongar a estadia em Israel para continuar com as consultas. Ela tenta obter uma solução de compromisso para a retomada das negociações.
Representantes americanos - o emissário para o Oriente Médio David Hale e o conselheiro especial do presidente Barack Obama Dennis Ross - também estão na região com o objetivo de tentar convencer os palestinos a não apresentar a demanda.
Mais cedo, o vice-ministro israelense das Relações Exteriores, Danny Ayalon, advertiu que um pedido de adesão à ONU de um Estado da Palestina estabeleceria o fim de todos os acordos com os palestinos.
"Se os palestinos adotarem uma ação unilateral, isto significaria a anulação de todos os acordos, liberando Israel de todos os compromissos. Os palestinos terão a inteira responsabilidade", declarou Ayalon à radio estatal. O vice-chanceler se negou, no entanto, a detalhar as medidas de represália que seriam adotadas por Israel.


A Opinião:
Essa cartada da Palestina, pretendendo terminar com a disputa eterna com Israel, pode acirrar ainda mais a rivalidade entre os países e criar ainda mais instabilidade na região. A medida unilateral, no momento em que o mundo inteiro pedia por acordos, pode gerar retaliações por parte de seu inimigo, muito mais poderoso economicamente e militarmente.
Por outro lado, depois de uma longa espera, a Palestina nunca se viu tão próxima de conseguir a criação de um Estado. O problema é a forma como esse Estado vai nascer e as chances de ser próspero. Dentro de pouco mais de uma semana teremos o desfecho desse capítulo, mas com certeza não teremos o desfecho dessa história.   

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Obstáculos para ajudar a Somália



O (Revoltante) Fato:

ONU admite roubo de comida na Somália, desvio corresponde a 1%

A ONU admitiu hoje o roubo de comida distribuída em Mogadíscio pelo Programa Mundial de Alimentação (PMA), mas afirmou que a quantia desviada para o mercado negro nos últimos meses representa 1% do total.
Representantes do PMA condenaram em Genebra o desvio da ajuda enviada à capital do país africano, mas garantiram que "a maior parte da assistência humanitária chega às pessoas que passam fome e salvam vidas a cada dia que passa".
Segundo o PMA são enviados mensalmente 5 mil toneladas de alimentos para a Somália. Por estas estimativas, a comida roubada giraria em torno de 50 mil quilogramas mensais.
Christiane Berthiaume, porta-voz do PMA em Genebra, disse à imprensa que o assunto segue sob investigação e quando houver conclusões serão tomadas as medidas pertinentes.
Garantiu, no entanto, que os sistemas de controle do organismo para evitar este tipo de situações demonstraram serem "sólidos e rigorosos", já que era conhecido o desvio de parte da ajuda antes do assunto ser revelado pela imprensa.
Fonte: Diário Digital




A Opinião:

A Guerra Civil na Somália não é nenhuma novidade, já dura em torno de 20 anos com a morte de muitos civis incluindo crianças. Os habitantes da Somália já devem ter retirado a palavra esperança dos seus dicionários, até porque depois de 20 anos nessa situação, até a esperança morreu de fome.
Tentam transferir a culpa pelo caos apenas aos muçulmanos, o que é uma grande injustiça, pois assim se generaliza, quando na verdade são apenas os muçulmanos mais radicais ou fundamentalistas.
Antes disso, os países europeus realizaram a divisão dos países do continente africano segundo a sua própria vontade, muitas vezes separando amigos e unindo, dentro do mesmo território, grupos rivais.
A disputa pelo poder segue constantemente, para delírio daqueles que lucram com a venda de armas e com o desvio dos donativos enviados pelas pessoas do mundo inteiro.
A Guerra e a corrupção se unem a seca e assolam completamente a Somália e por azar (ou sorte) não é uma nação rica em petróleo, sendo assim completamente abandonada pelas "nobres" ações da OTAN.
O assunto é extremamente triste e a sensação de impotência é acompanhada da revolta ao ver que apesar do sofrimento de um povo, ainda existem seres humanos capazes de encontrar uma forma de lucrar.

O Debate:
O que fazer com as pessoas que desviam mantimentos a serem enviados para a Somália?

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Luta contra a AIDS

O Fato:

ONU pede esforço para a eliminação da Aids até 2020

Ban Ki-moon quer iniciativa para conseguir 'zero novas infecções, zero preconceito e zero mortes relacionadas à Aids'
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu nesta quarta-feira um esforço global para tentar acabar com a Aids até 2020.
"Este é o nosso objetivo: zero novas infecções, zero preconceito (contra portadores) e zero mortes relacionadas à Aids", declarou Ban em seminário da ONU relacionado ao tema em Nova York. O evento marca o 30º aniversário da descoberta do vírus HIV.
Ao redor de 34 milhões de pessoas no mundo são portadoras do vírus (contra 26,2 milhões em 1999), mas estima-se que cerca da metade delas não sabe disso, segundo estatísticas da ONU.
"Hoje, nos unimos contra a Aids", declarou Ban na abertura da Assembleia Geral da ONU nesta quarta. "Se queremos relegar a Aids aos livros de história, temos de ser corajosos. Isso significa enfrentar temas sensíveis, incluindo homens que fazem sexo com homens, usuários de drogas e prostituição."
O secretário da ONU ressaltou que o número de novas infecções caiu desde 2001, ano em que os líderes globais prometeram tomar medidas contra a pandemia. Ban também pediu que a comunidade global "se una em solidariedade como nunca antes" para garantir até 2015 o acesso universal ao tratamento à Aids e a redução de seus custos.
O encontro na ONU está contando com a participação de 30 presidentes e chefes de governo. Líderes da África, continente com maior incidência da pandemia, pediram mais recursos para combatê-la.
O presidente Goodluck Jonathan, da Nigéria - país com o segundo maior número de pessoas HIV-positivas, depois da África do Sul -, disse que "o financiamento adequado é crítico para o sucesso da resposta" à doença.
O presidente do Gabão, Ali Bongo Ondimba, disse que os recursos disponíveis para a África "continuam insuficientes dado o impacto do HIV e da Aids no continente".
Mais de 9 milhões de pessoas ainda não têm acesso a tratamento com retrovirais que combatem o HIV, e cerca de 1,8 milhão de pacientes morrem anualmente de males relacionados à Aids.

A Opinião:

Seria interessante ver o mundo unido em torno de uma causa, abriria um bom precedente para que a população do nosso planeta se una por outras causas, tão nobres quanto essa, como por exemplo: A erradicação da fome, da miséria, do analfabetismo, da desigualdade...
A prevenção à Aids é uma luta que tem que ser tratada com responsabilidade e precisa ser constante, não ficando relegada apenas a uma lembrança no dia primeiro de dezembro.
Que daqui a 9 anos a Aids esteja realmente eliminada do mundo.


O Debate:


Você acredita que a Aids será erradicada?
Você acredita na união dos povos em torno de uma causa?