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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Sobre os problemas do ENEM



Relembrando os fatos:

2009:



2010:


2011:


Nos últimos 3 anos o Enem teve problemas sérios. A dúvida que fica é: Será que é boicote ou pura incompetência mesmo?
Seja qual for a justificativa, os alunos não podem ficar reféns de um sistema tão falho.
É um erro anular somente a prova dos alunos de uma escola. O correto seria anular totalmente a prova desse ano e punir severamente os envolvidos no vazamento.
Parece que várias manifestações já estão sendo preparadas, mas pelo que já vi pelo Brasil, será a mesma coisa: cartazes, nariz de palhaço, gritos de ordem, enfim...
O fundamental é que os alunos saiam mesmo para as ruas e que busquem justiça, mas procurem agir com inteligência, porque repetir os mesmos protestos dos anos anteriores nós já vimos que não adianta.
 


domingo, 4 de setembro de 2011

Protestos em Israel


O Fato:


Protestos em massa impulsionam movimento por reformas em Israel



"As pessoas conhecem sua força, é como algo de que dependemos, não pode ser interrompido", disse Yonatan Levy, um dos líderes do novo movimento social israelense, em declarações à Rádio Israel.
Organizadores disseram que mais de 450 mil pessoas tomaram parte dos protestos de sábado, mantendo a pressão no governo de Netanyahu para abaixar o custo de vida e promover a igualdade social.
A polícia estimou os manifestantes em cerca de 300 mil. Concentrações nessa escala num país como Israel, com 7,7 milhões de habitantes, só costumam ser realizadas por questões de guerra ou paz.
As bases do protesto s ampliaram muito desde julho, passando de um punhado de estudantes acampados em barracas para uma mobilização nacional da classe média de Israel.
A coalizão de governo de Netanyahu não está sob ameaça imediata, mas os protestos demonstraram o potencial impacto eleitoral de centenas de milhares de eleitores saindo às ruas sob a bandeira da "justiça social".
Os líderes do protesto disseram que vão interromper as manifestações nas próximas semanas até que um comitê de reformas nomeado pelo governo apresente suas conclusões. Eles afirmaram que a aglomeração de barracas em Jerusalém seria desmontada na noite deste domingo, e o mesmo ocorreria depois com as outras.
Uma grande faixa na manifestação de sábado em Tel-Aviv —em uma praça cercada por algumas das lojas mais luxuosas da cidade— pedia que o orçamento do Estado seja reformulado para elevar os gastos com benefícios sociais.
Em declarações feitas a seu gabinete na manhã deste domingo, Netanyahu não deu indicações de que iria voltar atrás em sua recusa de modificar a estrutura orçamentária. Ele afirmou ter aberto uma brecha ao nomear o comitê de reformas, que deve apresentar suas recomendações dentro de duas semanas.
Fonte: Portal Terra


A Breve Opinião:
O capitalismo passa por um momento de crise e toda crise apresenta um risco e uma oportunidade.
A grande oportunidade é pensar novos formatos para o capitalismo, rever os erros do passado para que não se repitam no futuro. 

domingo, 21 de agosto de 2011

Belo (?) Monte


O Fato:

Mais de 1500 pessoas no ato em Belém

Manifestantes contrários à construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, na Volta Grande do Rio Xingu, sudoeste paraense, saíram às ruas de Belém ontem (20/08), em protesto contra a decisão do governo brasileiro. A cidade amanheceu com cartazes alusivos à campanha “Pare Belo Monte!”, promovida pelo Comitê Metropolitano Xingu Vivo Para Sempre, em diversos pontos das principais avenidas.
“Governo Dilma, mas que vergonha, constrói Belo Monte e destrói a Amazônia!” eram algumas das palavras de ordem que soavam nas ruas da cidade
O ato teve início por volta das 9 da manhã, na Praça da República, e seguiu até a pedra do peixe no Ver-o-Peso, considerada a maior feira livre da América Latina, às margens da Baía do Guajará.
Muitos manifestantes saíram com os rostos pintados e vestidos com indumentárias indígenas para lembrar a resistência dos povos da região. “Não, não, não. Belo Monte não!”, “Governo Dilma, mas que vergonha, constrói Belo Monte e destrói a Amazônia!” eram algumas das palavras de ordem que soavam nas ruas da cidade, cantadas por mais de 1500 pessoas aproximadamente, enquanto caminhavam e angariavam apoio entre populares da capital paraense.
Os manifestantes estendiam as palmas das mãos para frente e repetiam a frase “Pare Belo Monte!”, gesto que foi sendo copiado e virou o símbolo do ato realizado em Belém.
Às margens da Baia do Guajará, os manifestantes simularam um grande abraço. “Este é um abraço que estamos dando no Rio Xingu e nos rios da Amazônia. É um abraço pela vida e um compromisso incondicional com a luta dos povos da floresta” bradava a voz que saía de um carro som.
A manifestação de Belém aconteceu em sintonia com outras realizadas pelo Brasil e por vários continentes. Para o economista Dion Monteiro e membro do Comitê Metropolitano Xingu Vivo Para Sempre, este ato foi uma demonstração pública de indignação e repúdio em escala mundial contra esta mega ação destruidora, planejada pelo governo da presidenta Dilma Rousseff (PT), “No mundo todo, as pessoas e as organizações estão unidas contra este projeto de destruição e morte que é Belo Monte. O governo vai ter que ouvir a população da Amazônia e a população do mundo todo dizendo Pare Belo Monte!”.
Para o arquiteto e professor Edmilson Rodrigues, deputado estadual do Pará, Belo Monte é um ameaça para a conservação da sociobiodiversidade da Amazônia, “É bonito ver a humanidade, é bonito ver os lutadores do povo no mundo inteiro, em todos os países, dizendo não a Belo Monte, dizendo não aos grandes projetos que alavancam as riquezas nas mãos de poucos e, ao mesmo tempo, produzem desgraça, assassinatos, prostituição infantil, enfim, ampliam as profundas desigualdades sociais. O Brasil e o mundo dizem não a Belo Monte. O povo paraense diz: Pare Belo Monte!”.
Marcos Mota do Fórum da Amazônia Oriental avalia que as ações de protesto que ocorrem pelo mundo ajudam a esvaziar o discurso falacioso do governo, “De fato, a usina causará um impacto social e ambiental sem precedente na região e entre habitantes locais.”
Para o estudante Anderson Castro, liderança do movimento estudantil, “Este ato tem uma importância fundamental, pela primeira vez a gente consegue unir forças a nível internacional para lutar contra a construção de barragens na Amazônia e nós fazemos um convite para a juventude indignada que venha para somar nesta luta”. A opinião também é compartilhada pelo estudante William Pessoa: “Belo Monte é um grande crime socioambiental que quer destruir a vida do Xingu; vamos às ruas barrar Belo Monte e evitar que se construa uma usina de destruição e morte”.
Para Neide Solimões, funcionária pública e dirigente sindical, “O Rio Xingu é um patrimônio da humanidade, daqueles que precisam e vivem do rio. E todos sabem que, politicamente, o que está por traz desta decisão governamental são compromissos com as grandes empreiteiras e grupos econômicos”, afirma.
A Bacia do Rio Xingu é uma referência pela sua diversidade biológica e cultural. Caso seja construída, a vida das etnias indígenas será duramente afetada no seu modo de vida. Trata-se, na verdade, de um crime contra o meio ambiente e à soberania do país. Por isso, a luta para barrar este projeto assume cada vez mais importância. É decisivo para o futuro da Amazônia e do Brasil.   
Dirigentes do movimento contra a barragem são unânimes em afirmar que até os peixes do Xingu sabem que este projeto é um exemplo de ineficiência energética, financiada com recursos do erário público que só ajudam a reforçar o esquema de corrupção dos que se locupletam no poder. Daí o motivo do governo ignorar o apelo das populações locais, das comunidades científicas e de promover sistematicamente violações da legislação, da Constituição Brasileira e de tratados internacionais.
Enquanto o governo se fecha ao diálogo, órgãos de inteligência monitoram a movimentação dos ativistas na região e em outros centros de resistência.
Ato de Belém foi convocado no rastro de outras mobilizações ocorridas em vários estados brasileiros. A nível internacional, protestos estão confirmados na Alemanha, Austrália, Canadá, Estados Unidos, França, Portugal, México, Inglaterra, Holanda, Escócia, Taiwan, Turquia e País de Gales. A maioria das manifestações ocorrerá em frente à Embaixada Brasileira desses países.
Fonte: Ecoagência
Vejam abaixo os dois lados da moeda:
A Opinião:




O projeto é bastante polêmico, estudos foram feitos, mas os resultados apresentados pelos estudos não convenceram nem a população local e nem uma grande parte da comunidade científica local, nacional e ainda internacional. 
Como em toda polêmica, existem exageros das duas partes. De um lado, parece que a construção da usina em Belo Monte será o estopim para o apocalipse e de outro lado, querem mostrar que será o melhor investimento para o Brasil, vital para o futuro do Brasil.
Muitos se revoltam e tentam barrar um projeto prestes a ser iniciado, porém não apresentam uma solução para esse impasse. Por outro lado o governo alega que foram feitas audiências públicas. Mas que valor possui uma audiência pública que apenas mostra o projeto pronto? Houve mesmo participação popular? Os habitantes locais foram ouvidos? 
Enfim, o debate está aberto, aí estão os dois lados da moeda, cabe a você formar a sua opinião.

O Debate: 

Você é favorável a construção da Hidrelétrica Belo Monte?

domingo, 7 de agosto de 2011

Protestos em Londres






O Fato:

Londres acorda para as consequências do pior tumulto em anos

Mais de 40 pessoas foram presas e 26 policiais ficaram feridos devido a uma série de manifestações que aconteceu desde a noite deste sábado (06/08) na região norte de Londres.  Dezenas de pessoas foram às ruas e atearam fogo em prédios e veículos para protestarem contra a morte de Mark Duggan, de 29 anos, baleado pela Polícia na quinta-feira (04/08). Pai de quatro filhos, ele estava em um táxi e morreu em um incidente que também deixou um policial ferido, em circunstâncias ainda não esclarecidas.
Tudo começou com uma manifestação pacifista de aproximadamente 300 pessoas às 20h20 (horário local) de sábado, perto da delegacia da região de Tottenham. Segundo a Polícia Metropolitana de Londres, um pequeno número de jovens provocou cenas de caos e inúmeros episódios de vandalismo.
A polícia divulgou que pelo menos 26 policiais ficaram feridos no tumulto. Nove tiveram que ser levados ao hospital e dois policiais continuam hospitalizados, assim como três civis. Quarenta e duas pessoas foram presas e algumas áreas do bairro continuam com cordões de isolamento.
Um porta-voz do primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse que a violência em Tottenham é "inaceitável'. A ministra do Interior, Theresa May, afirmou que a polícia metropolitana tem o seu total apoio para restaurar a ordem no bairro.
O vice-prefeito de Londres, Kit Malthouse, afirmou não imaginar qualquer desculpa para o ocorrido. "É totalmente revoltante ver isso nas ruas de Londres. Nós faremos todo o possível para evitar que isso se repita", disse. "Eu entendo que haja impaciência das pessoas [com a investigação sobre o caso Duggan], mas essas investigações demoram", completou.
Durante a madrugada, a Polícia Metropolitana, que vai ser responsável pela segurança dos Jogos Olímpicos de Londres no próximo ano, enfrentou perguntas sobre como permitiu que os tumultos atingissem tal escala.
O tumulto só foi controlado neste domingo, horas após confrontos esporádicos. Fumaça ainda saía de alguns prédios, tijolos cobriam as ruas e alarmes continuavam soando.
Em uma galeria nas redondezas, lojas de celulares e de produtos eletrônicos foram saqueadas, e caixas de televisores foram deixadas no lado de fora, junto com CDs e vidro das vitrines destruídas.
Os tumultos também aconteceram em meio a uma crescente inquietação na Grã-Bretanha, com a economia lutando para se recuperar, e em meio a profundos cortes nos gastos públicos e aumento dos impostos para eliminar um deficit orçamentário que atingiu mais de 10 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).



A Opinião:
Essa notícia traz alguns fatos à tona. 
1- Ano que vem teremos os Jogos Olímpicos em Londres. Nota-se então a falta de parcialidade na divulgação das notícias. Observem: no verão aqui do Rio de Janeiro, a cidade enfrentou enchentes e os meios de comunicação colocavam em dúvida a capacidade do Brasil de sediar um evento importante como os jogos olímpicos daqui a cinco anos. Ocorre então um protesto violento em Londres, há menos de um ano dos jogos olímpicos, mas não se questiona a capacidade para realizar o evento.
Acredito que ambas as cidades possuem capacidade para sediar os jogos, mas como a maioria das cidades do mundo, enfrentam problemas variados. O que se questiona aqui é o tratamento diferenciado oferecido as duas cidades.
2- Relacionam de maneira equivocada a falta de educação com a violência. Sabe-se que o povo Londrino possui uma boa educação, mas ainda assim foi possível ver atos de vandalismo. A falta de educação é uma das causas da violência sim, mas a principal causa é a revolta causada por injustiças.
3- O momento econômico de muitas nações protagonistas não é bom, e a maior parte do povo dessas nações não está acostumado a isso e não têm reagido bem a essas mudanças.
4- Protestos violentos ganham muito mais destaque na mídia do que protestos pacíficos, o que o tornam mais eficazes. Chamaram a atenção do mundo para um problema e, assim, os governantes da região vão precisar trabalhar para reverter esse quadro, antes que novos protestos violentos ocorram.
5- A União Europeia pode ter se precipitado ao incluir novos países no bloco, enfraquecendo assim o seu poderio.  

O Debate:

Será que a União Europeia está fracassando?