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domingo, 16 de outubro de 2011

Movimento dos Indignados


O Fato:

Movimento dos 'indignados' adquire dimensão planetária

O movimento dos "indignados" contra a crise e as finanças globais adquiriu neste fim de semana dimensão planetária, levando às ruas dezenas de milhares de pessoas em manifestações marcadas por incidentes e prisões em Roma e Nova York.
"O movimento dos indignados renasce como uma força global", proclama em sua capa neste domingo o jornal El País, principal diário da Espanha, onde em 15 de maio os primeiros "indignados" começaram a levantar suas barracas em pleno centro de Madri.
É a primeira vez que uma "iniciativa cidadã" consegue organizar "de forma coordenada tantas manifestações em lugares diferentes e afastados", diz o jornal.
Sob slogans como "povos do mundo, levantem-se", ou "sair à rua cria um novo mundo", os "indignados" convocaram no sábado manifestações em 951 cidades de 82 países, segundo o site 15october.net, em protesto contra a precariedade vinculada à crise e o poder das finanças.
"Evidentemente, existe agora um movimento internacional", confirmou o editorialista do Repubblica, Eugenio Scalfari.
"Expressa a cólera de uma geração sem futuro nem fé nas instituições tradicionais, políticas, mas também financeiras, que são consideradas responsáveis pela crise e que se aproveitam dos danos causados ao bem comum", prossegue o editorialista.
"O mundo sai às ruas, de forma pacífica e colorida", assegura o La Stampa, apesar da manifestação de Roma ter sido a mais violenta, perturbada desde o início por indivíduos descontrolados que quebraram vitrines e queimaram automóveis. Os confrontos com a polícia deixaram 70 feridos, entre eles três graves. Doze pessoas foram detidas.
Além de Roma, onde dezenas de milhares de pessoas protestaram pacificamente, Madri e Lisboa foram cenário das maiores marchas.
Milhares protestaram também em Washington e Nova York, onde 88 pessoas foram detidas.
"Somos o povo, e eles nos venderam", "a cada dia, a cada semanas, ocupemos Wall Street", foram suas principais mensagens.
Em Londres, várias centenas de "indignados" passaram a noite de sábado para domingo em barracas na praça na frente da catedral de St. Paul, no coração da City, após a manifestação do dia anterior, marcada também por alguns confrontos e prisões.
No sábado, de 2.000 a 3.000 "indignados", segundo estimativas da BBC, protestaram ao redor da St. Paul, entre cartazes contra a política de austeridade do governo britânico e os cortes orçamentários, assim como contra o sistema financeiro.
Também em Amsterdã foram levantadas 50 barracas, colocadas na praça da Bolsa, onde os indignados passaram a noite de sábado para domingo.
Genebra, Miami, Paris, Saraievo, Zurique, Cidade do México, Lima, Santiago, Hong Kong, Tóquio, Sidney... a "indignação" contra o capitalismo foi expressada no sábado praticamente em todos os continentes.
E receberam inclusive um inesperado apoio: o do governador do Banco da Itália, Mario Draghi, ex-diretor do Goldman Sachs, símbolo da desregulamentação das finanças anglo-saxãs, que no mês que vem assumirá a presidência do Banco Central Europeu.
"Os jovens têm razão de estar indignados", declarou Draghi a jornalistas italianos no sábado paralelamente a uma reunião de finanças do G20 em Paris. "Estão irados contra o mundo das finanças. Eu os compreendo", completou.
Fonte: AFP
A Opinião:

Não faz muito tempo, aqui mesmo nesse blog alertou-se para a possibilidade da "Revolução pela População" substituindo a Revolução técnico-científica-informacional.
Agora os povos do mundo começam a se unir para realizarem manifestações ao redor do mundo, podendo inclusive acender o pavio que estoure o modelo neoliberal.
O que virá por aí? Ainda é cedo para fazer previsões, mas o fato é que as revoltas começaram e a tendência é que sejam ampliadas e só terminem com a vitória.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Conquistas das mulheres na Arábia Saudita


O Fato:

Rei saudita anula sentença de dez chibatadas contra mulher que dirigiu

O rei Abdullah da Arábia Saudita revogou nesta quarta-feira a sentença contra uma mulher condenada a dez chibatadas por dirigir um automóvel, violando a lei que proíbe as mulheres de dirigir, anunciou uma princesa saudita.
"Graças a Deus a flagelação de Shaima foi anulada. Graças a nosso amado rei", anunciou em sua conta do Twitter a princesa Amira Tawil, mulher do sobrinho do rei e homem de negócios bilionário Walid ben Talal. A anulação da condenação foi confirmada por uma fonte go governo em Riad.
Shaima Jastaina, na casa dos 30 anos, foi condenada na segunda-feira por um tribunal de Jeddah, cidade onde havia sido detida em julho quando dirigia um carro, segundo anunciou na terça-feira uma militante de defesa dos direitos humanos. Segundo ela, Shaima "não quis falar aos meios de comunicação sobre seu processo (...) e estamos impressionados" de que tenha sido condenada a dez chibatadas.
A sentença representou a primeira vez que uma punição legal foi dada pela violação do banimento. Outras mulheres ficaram detidas durante dias, mas não foram sentenciadas pela Justiça. Normalmente, a polícia apenas para as motoristas, as questiona e as deixa ir depois de assinarem uma promessa de que não cometerão a infração novamente.
Para os ativistas, a decisão judicial tornou-se mais perturbadora por ter sido tomada dois dias depois de o rei saudita, Abdullah, ter anunciado que as mulheres terão o direito de votar e concorrer nas eleições locais do país pela primeira vez a partir de 2015.
Os sinais mistos revelam o desafio para Abdullah, conhecido como um reformista, de pressionar gentilmente por mudança sem antagonizar o poderoso clero e um segmento conservador da população.
Ao permitir a participação política das mulheres, Abdullah disse que tinha o apoio oficial do conselho clerical. Mas ativistas consideraram a sentença contra Shaima como uma retaliação dos religiosos linha dura que controlam as cortes e supervisionam a intrusiva polícia religiosa.
A Arábia Saudita, onde as mulheres não podem trabalhar sem a autorização de seus maridos ou pais, é o único país do mundo onde as sauditas e as estrangeiras são proibidas de dirigir. Nenhuma lei proíbe oficialmente a prática, mas decretos religiosos conservadores a baniram.
Em meses recentes, várias mulheres dirigiram veículos em cidades sauditas em uma tentativa de pressionar a monarquia a mudar a lei. Para se deslocar, as sauditas precisam contratar um motorista e, se não tiverem de US$ 300 a US$ 400 mensais para pagar por esse serviço, dependem da boa vontade dos homens da família.
O ícone da campanha foi Manal al-Sharif, uma jovem especialista em informática, libertada em 30 de maio após ter permanecido detida por duas semanas por ter desafiado a proibição de dirigir e publicar no YouTube um vídeo no qual aparecia ao volante.
Najalaa Harriri, que é uma das outras duas mulheres que também enfrentam uma ação judicial por dirigir, disse à Associated Press que precisava usar um carro para cuidar melhor de seus filhos.


A Opinião:

O mundo está passando por um período de grandes transformações e a velocidade dessas mudanças está cada vez maior. Mas quais são os fatores responsáveis por essas mudanças?
Bem, o ser humano consegue se diferenciar dos outros animais principalmente pela capacidade que possui de transmitir conhecimentos a outras gerações. Somado a isso, observa-se um avanço espetacular da tecnologia, integrando o mundo e praticamente suprimindo o tempo e o espaço.
Assim, os registros do passado se tornam conhecidos pelo mundo inteiro, tanto as atitudes erradas, quanto ideias de pensadores que são capazes de acender fagulhas na mente das pessoas que desembocam no "incêndio incontrolável" que estamos assistindo atônitos, muitos com satisfação, pois esperavam o dia em que conquistariam direitos e a esperança de um mundo melhor, outros com medo, por não saberem o que está por vir.
O ser humano só quer ser feliz o máximo de tempo que puder, para isso lutam por seus direitos. As mulheres começam a conquistar seus direitos na Arábia Saudita e podem inclusive chegar ao poder nesse país.
Cada vez mais temos mulheres assumindo o poder e a visão feminina é diferente da masculina, as discussões entre um homem e outro é diferente da discussão entre um homem e uma mulher e o mesmo vale para as alianças. 
Temos um mundo que se transforma aos poucos, parece que de fato a Revolução Técnico-Científica-Informacional se completa deixando espaço aberto para uma possível nova Revolução: a "Revolução dos Povos da Terra", onde minorias lutarão por seus direitos e muitos tabus serão enterrados. É esperar para ver.

sábado, 18 de junho de 2011

Revoltas no norte da África

O mapa acima mostra todos os países africanos que passaram por momentos de tensão ou que estão em "ebulição" podendo enfrentar tensões a qualquer momento. O que a maioria deles tem em comum: Petróleo e domínio sobre o Mar Mediterrâneo, extremamente importante estrategicamente para escoar a produção de petróleo do Oriente Médio.
Esses fatores são muito atraentes para o mundo ocidental que realiza bombardeios para promover a "paz" ou seria para possuir o controle da região?
Por outro lado, parece mesmo ser o fim dos regimes teocráticos (baseados em leis religiosas) no mundo árabe. 
A dúvida é em relação à legitimidade da interferência da OTAN na região. Posam de heróis, agindo com uma hipocrisia que enoja. Parecem vir revestidos de nobreza, mas no mesmo continente não enxergam (ou não interessa enxergar?) as atrocidades que ocorrem em países como a Costa do Marfim.
Abaixo alguns vídeos curtos sobre os confrontos:

Egito:


Líbia:


Outros Vídeos: (clique no link)