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domingo, 15 de setembro de 2013

E o conflito continua na Síria


Síria registra novos ataques após acordo entre EUA e Rússia


A Síria registrou novos ataques em redutos rebeldes de Damasco neste domingo (15/09), um dia após o acordo entre Estados Unidos e Rússia para remover as armas químicas do país. Ataques aéreos, bombardeios e ataques de infantaria no subúrbio de Damasco foram registrados na manhã deste domingo, depois de um recuo após o ataque químico de 21 de agosto, que provocou a ameaça de um ataque norte-americano. De acordo com a agência  Reuters, os ataques teriam sido feitos por aviões de guerra sírios contra redutos rebeldes da capital.
Outro atentado em uma estrada de Idleb deixou ao menos três pessoas mortas, incluindo jornalista que trabalhava para uma revista do governo, informou a agência oficial Sana. O ataque também deixou nove feridos e provocou danos materiais.
Pelo acordo firmado entre Estados Unidos e Rússia, a Síria terá de entregar em uma semana informação sobre seu arsenal de armas químicas para evitar um ataque. Se a Síria não cumprir os procedimentos para eliminar suas armas químicas, a ameaça de uso de força será incluída em uma resolução do Conselho de Segurança da ONU
Ao mesmo tempo em que se registraram os ataques, Damasco comemorou neste domingo o acordo entre Estados Unidos e Rússia para desmantelar o arsenal químico sírio, afirmando que ele "permitiu evitar a guerra", declarou o ministro sírio da Reconciliação, Ali Haidar.
"Nós saudamos este acordo. Por um lado, ajuda os sírios a sair da crise e, por outro, permitiu evitar a guerra contra a Síria ao deixar sem argumentos quem queria desencadeá-la", disse o ministro à agência estatal russa Ria Novosti.
"Este acordo foi possível graças à diplomacia e ao governo russo, é uma vitória para a Síria graças aos nossos amigos russos", disse Haidar.
O presidente Barack Obama disse que ainda poderá lançar ataques se Damasco não seguir o plano de desarmamento de nove meses da ONU desenhado por Washington e Moscou.
Os rebeldes sírios, chamando o foco internacional para o gás venenoso, evitaram comentar se o pacto poderia levar a conversas de paz e disseram que Assad retomou uma ofensiva com armas regulares agora que a ameaça de um ataque aéreo dos Estados Unidos diminuiu.
Fonte: Portal G1
A Opinião:
Desde a Invasão do Iraque pelos Estados Unidos, utilizando o mesmo argumento de agora no possível ataque a Síria, que é visível o "racha" no Conselho de Segurança da ONU. Essa divisão mostra o antagonismo entra o ocidente e o oriente, afinal temos de um lado Estados Unidos, Inglaterra e França e de outro China e Rússia.
Os estadunidenses atacaram o Iraque mesmo diante do veto dos orientais anteriormente, mas, agora, desgastados financeiramente por conta da crise de 2008, militarmente por estarem ocupados com o Iraque e o Afeganistão e principalmente, politicamente, uma vez que a malfadada "Guerra ao terror" gerou uma antipatia mundial em relação a politica externa dos Estados Unidos.
Já a Rússia mostrou força, ao conseguir no mínimo adiar o confronto militar, e conquistou a simpatia da Síria e à reboque das nações que condenam o imperialismo estadunidense.
Nesse evento o que é impressionante é essa "lógica ilógica". O ataque ocorreria por conta do uso de armas químicas que mataram centenas de pessoas, mas o conflito já matou milhares utilizando armas convencionais e continuará matando, principalmente agora que sabem que, em teoria, se não usarem armas químicas, não sofrerão retaliações. E mais, para livrar o povo da Síria dessa ameaça haveria um derramamento de sangue até superior ao visto até o momento.
De fato aquela região precisa de paz, mas é muito difícil ter paz quando muitos interesses conflitantes estão em jogo: petróleo, questões religiosas, estratégicas, étnicas e as inventadas por aqueles "vampiros gananciosos" sedentos por sangue.   

terça-feira, 21 de maio de 2013

A guerra da medicina antienvelhecimento

O Fato:


A batalha da medicina antienvelhecimento

A prática foi recentemente proibida no Brasil por falta de comprovação científica mas, para seus adeptos, é apenas uma questão de tempo até que novas pesquisas atestem sua eficácia

Desde a publicação de uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) que proíbe a prática da chamada medicina antienvelhecimento no Brasil, no dia 19 de outubro de 2012, a discussão sobre a terapia de reposição hormonal ganhou força. Está vetada a prescrição de qualquer tipo de hormônio ou outras substâncias com finalidade de reduzir os efeitos do envelhecimento.  A terapia hormonal é permitida apenas em caso de deficiência comprovada da substância e os médicos que não seguirem a resolução estão sujeitos a punições. De acordo com o relatório do CFM, uma revisão dos estudos publicados sobre o assunto nos últimos seis anos concluiu que “encontram-se evidências claras de riscos e prejuízos à saúde e nenhuma ou pouca evidência de benefícios para a capacidade funcional, qualidade de vida, cognição e para prevenir doenças crônicas associadas à idade”.
A resolução causou descontentamento em parte da classe médica, seja praticante ou simpatizante dessa técnica. Foi nesse cenário que o médico americano Jeffry Life, ícone da medicina antienvelhecimento, voltou ao Brasil promover um evento sobre o assunto, no dia 21 de outubro de 2012, em um luxuoso hotel de São Paulo. 
História de vida - Aos 59 anos, Dr. Life tinha problemas cardíacos e estava acima do peso. A mudança em sua vida teve início quando ele resolveu participar de um concurso chamado Body for Life, destinado a pessoas que desejavam transformar seu corpo e estilo de vida em apenas 12 semanas. Ele entrou em uma dieta rigorosa e num elaborado programa de exercícios e, em 1998, aos 60 anos, se tornou o vencedor do concurso.
Satisfeito com a mudança em seu estilo de vida, o médico continuou a rotina de dieta e exercícios, mas aos 63 anos, percebeu que os efeitos alcançados já não eram os mesmos. Jeffry decidiu então adicionar um tratamento com suplementação hormonal a sua rotina e, segundo ele, os resultados foram ainda melhores.
Life se tornou uma espécie de ícone do antienvelhecimento. Suas fotos de "antes e depois", sem camisa, aos 59 anos e, atualmente, aos 74, aparecem em diversos programas de televisão e matérias de jornal. "Eu sinto que me tornei um exemplo vivo do que os homens podem fazer para manter a qualidade de vida, evitar doenças. Considero isso uma grande responsabilidade, porque impacta na saúde e bem estar de milhões de pessoas nos Estados Unidos e outros países, como o Brasil, apenas por mostrar às pessoas o que eu posso fazer, por ser um exemplo", disse Life ao site de VEJA.
Evidências científicas — Nos Estados Unidos, a medicina anti-aging, como é chamada, também não é reconhecida pelo American Board of Medical Specialties (Conselho Americano de Especialidades Médicas, organização sem fins lucrativos que ajuda a desenvolver e implementar parâmetros para avaliação de especialistas), mas a regulamentação da prática fica a cargo de cada estado, como é comum no país. No Brasil, a resolução do CFM e a alegação de falta de evidências científicas é contestada por adeptos da prática. O próprio Dr. Life, quando questionado sobre quais estudos comprovam a eficácia da terapia hormonal, não hesita em mostrar a extensa bibliografia ao final de seu livro, The Life Plan. A maior parte dos estudos citados, porém, foram realizados em um número reduzido de pessoas e publicados em periódicos de menor impacto.
Um dos estudos citados por Life, publicado em 1992 no periódico Journal of Obesity and Related Metabolic Disorders, foi realizado apenas com 23 homens obesos de meia-idade. Metade deles foi tratada com testosterona e os demais com placebo. Os resultados encontrados no grupo que utilizou testosterona foram bons: houve redução da gordura abdominal, dos níveis de açúcar no sangue, da pressão arterial e do colesterol. O estudo também relatou um pequeno aumento no volume da próstata dos participantes, mas os níveis de antígeno protático específico (PSA, considerado um marcador tumoral) não sofreram alterações.
Já um estudo dos pesquisadores Nicole Nigro e Mirjam Christ-Crain, publicado este ano no periódico Swiss Medical Weekly, concluiu que o uso de testosterona em idosos pode trazer benefícios como o aumento de massa muscular e densidade óssea, mas outros efeitos, como força muscular e aumento da qualidade de vida, ainda apresentam dados contraditórios. Os autores afirmam que mais estudos são necessários, uma vez que nem mesmo sobre os riscos há um consenso, e por enquanto a terapia hormonal com testosterona deve ser restrita àqueles que apresentam deficiência do hormônio.
Nem tão distantes assim - Mesmo em um assunto controverso como a medicina antienvelhecimento, parte dos argumentos tanto dos médicos que são contra e quanto dos que são a favor de tal prática coincidem em muitos pontos.
O primeiro deles tem relação com o próprio nome da prática. "Não é antienvelhecimento, é envelhecimento saudável", defende Life. Edson Peracchi, presidente da Academia Brasileira de Medicina Antienvelhecimento, compartilha a visão de Jeffry: "O termo medicina antienvelhecimento dá a impressão de que os médicos tem o poder de parar o relógio e fazer as pessoas voltarem no tempo. Isso não existe. O que existe é o seguinte: a pessoa pode envelhecer com doença ou envelhecer com saúde." A prática também tem sido chamada de age management medicine (medicina de gerenciamento do envelhecimento) nos Estados Unidos. 
O segundo ponto em comum se refere à realização de exercícios físicos e alimentação adequada. Quando questionado sobre qual a parte mais importante da medicina antienvelhecimento, Jeffry Life não tem dúvidas: "Faça exercícios de forma inteligente e tenha uma alimentação saudável, o que eu chamo de 'alimentação limpa'. Isso é mais importante do que os hormônios."  Ruth Clapauch, diretora da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, tem restrições em relação a terapia antienvelhecimento. "Não há nada que possa retardar o envelhecimento, o que você pode fazer é ter o envelhecimento o mais saudável possível. E o que a gente sabe é que dieta e atividade física são práticas essenciais que levam à promoção da saúde."
Terapia hormonal — O principal causador de divergências a respeito da medicina antienvelhecimento é o uso da terapia hormonal. A resolução do Conselho Federal de Medicina deixa claro que a terapia hormonal é um tratamento reconhecido, mas só deve ser utilizado quando há uma deficiência comprovada no paciente e que acarreta sintomas para ele. É na interpretação do que vem a ser "deficiência" e "sintomas" que recai a grande dissidência entre os dois lados.
Para Ruth Clapauch, a terapia hormonal é útil em casos de deficiência, ou seja, ausência incomum da substância. Quanto utilizada em jovens, ela pode restaurar todas as características de uma condição hormonal normal. "No idoso existem outros fatores, não é só a reposição que vai anular todas as consequências. Existe uma diminuição da função cardíaca, da função renal, artrofia muscular, diminuição da massa óssea, as articulações vão ficando mais rígidas. Em uma pessoa idosa [a reposição hormonal] não vai ter o mesmo efeito do que num organismo jovem", diz Ruth. Ela explica que um nível normal de testosterona é aquele que fica dentro de uma faixa que vai de em torno de 220 até 800 nanogramas por decilitro de sangue, com pequenas variações dependendo do laboratório. Isso significa que, mesmo que um indivíduo sofra uma redução nos níveis de testoterona com o passar dos anos, desde que ele continue acima do valor mínimo, ele não é considerado deficiente.
Com o passar dos anos, os níveis de hormônio presentes no organismo vão sendo reduzidos. De acordo com Ruth, uma das hipóteses para explicar essa redução seria a necessidade dos níveis hormonais acompanharem a desaceleração do metabolismo que ocorre com o envelhecimento, de modo que o organismo teria dificuldades de lidar com a mesma quantidade de hormônios que tinha antes.
Do ponto de vista da medicina antienvelhecimento, porém, essa redução de níveis hormonais não deve ser encarada com naturalidade. "Um homem de 70 anos deveria ter um nível de testosterona de um homem de 35, 40 anos. A razão é que isso melhora sua saúde, reduz os riscos de câncer, até câncer de próstata, reduz os riscos de ataque cardíaco, derrame, diabetes e outras doenças. Nós sabemos hoje que homens com níveis baixos de testosterona têm baixa qualidade de vida, perdem massa muscular e força e vão custar para a sociedade mais dinheiro do que se nós cuidarmos deles e colocarmos seus níveis hormonais onde devem estar para pessoas mais novas e saudáveis", afirma Jeffry Life.
Riscos x benefícios — Os pontos em comum e variações de interpretação vão chegando ao fim quando o assunto são os riscos e os benefícios da utilização de hormônios. Enquanto diversos médicos apontam para os riscos dessa prática, seus adeptos afirmam que eles podem ser controlados quando o acompanhamento adequado é realizado. "Existem riscos, sim. E eles devem ser monitorados muito de perto, por meio de acompanhamento médico, exames de rotina periódicos. Mas hormônio não é um bicho de sete cabeças, não é mais um mistério, já se tem o domínio científico sobre as vantagens e as desvantagens dele", diz Edson Peracchi. 
Para a endocrinologista Ruth Clapauch, a testosterona, hormônio principalmente masculino mas também presente nas mulheres, quanto utilizada em indivíduos que não apresentam deficiência, eleva o risco de câncer de próstata, aumento de glóbulos vermelhos e tumores do fígado (se administrado por via oral).
O mesmo ocorre com o hormônio do crescimento, que pode elevar os riscos do aparecimento de diabetes, doenças articulares e até alguns tipos de câncer. Jeffry Life explica que o uso do hormônio do crescimento é bastante regulamentado pelas autoridades americanas, mas pode ser utilizado depois que o paciente é submetido a alguns testes que comprovam a necessidade do hormônio.
Menopausa — O tratamento com hormônios, indicado para algumas mulheres na menopausa, é um capítulo à parte na discussão da terapia hormonal. Ela não faz parte das práticas vetadas pelo CFM, pois sua finalidade principal não é o antienvelhecimento. "Nesse caso, trata-se de um problema de saúde, causado pela deficiência de um hormônio que não só está em falta, mas também está causando sintomas", afirma Salo Buksman, diretor da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Ele explica que se for realizada uma medição hormonal em mulheres na menopausa, todas apresentarão níveis baixos mas, mesmo assim, nem todas são indicadas para o tratamento. 
"Tem que haver sintomas muito sérios, que justifiquem o risco dela desenvolver essas doenças que são provocadas pela ingestão do hormônio. É preciso pesar o risco, pesar o benefício e ver se vale a pena. É bem diferente de dar hormônios para qualquer mulher, mesmo que ela não tenha sintoma nenhum de menopausa. Seria expô-la a riscos desnecessariamente", diz Buksman. 
Os principais sintomas ligados à menopausa são ondas de calor, ressecamento vaginal, incontinência urinária e até osteopenia (um caso mais leve de osteoporose). Além disso, a terapia hormonal só pode ser indicada para pacientes que não apresentam contraindicações: histórico pessoal de trombose e histórico pessoal ou de pelo menos dois parentes próximos de câncer relacionado a hormônios (mama, endométrio e ovários). "Se não tiver contraindicação ela é elegível para fazer a terapia hormonal, mesmo assim acompanhada muito de perto pelo ginecologista, com exames bem frequentes", afirma Buksman.
Outro ponto importante desse tipo de tratamento é o momento de início. A reposição hormonal deve começar a ser feita no início da menopausa, e de seus sintomas, que ocorre por volta dos 50 anos. "Se a mulher começou o tratamento no inicio da menopausa, ela pode continuar após os 60 anos, mas não é uma terapia para ser feita a partir da idade idosa. Trabalhos atuais mostram que esse início em torno dos 50 anos é fundamental", diz Ruth Caplauch
Bioidênticos – A resolução do Conselho Federal de Medicina também se refere aos hormônios bioidênticos. A prescrição desses hormônios com finalidade antienvelhecimento fica proibida, de acordo com o documento, por falta de evidências que comprovem sua eficácia.
O termo "bioidêntico" se refere ao fato de que esses hormônios têm a constituição química exatamente igual ou o mais próximo possível aos hormônios que o organismo produz. "O estradiol, por exemplo, é um hormônio produzido pelo ovário. Ele é fabricado por indústrias farmacêuticas há muitos anos e sua estrutura química é idêntica ao feito pelo ovário. A versão produzida pela natureza mais próxima possível do estradiol é um fitoestrogênio denominado isoflavona, encontrado em diversas espécies vegetais, principalmente a soja. Ela tem uma ação no organismo semelhante à do estradiol, mas como eles não são bioidênticos, têm efeitos um pouco diferentes. As isoflavonas podem ter um efeito mais fraco ou provocar alguma coisa que o estradiol não provoca", explica Ruth Clapauch.
De acordo com a endocrinologista, os bioidênticos podem ser utilizados, desde que com a mesma finalidade da terapia hormonal permitida no país atualmente: suprir carências do organismo. Para ela, a questão problemática é que alguns médicos, adeptos do antienvelhecimento, utilizam-se do termo para se referir apenas a hormônios feitos em farmácias de manipulação, o que é incorreto. "Os bioidênticos apresentam os mesmos riscos dos demais, caso utilizados de forma não-indicada", diz Ruth.
Abusos – A discussão sobre a medicina antienvelhecimento tem início em uma etapa anterior à prática clínica. Trata-se de um debate que ainda está sendo travado no campo da pesquisa científica. Edson Peracchi, presidente da Academia Brasileira de Medicina Antienvelhecimento, acredita que novos trabalhos científicos levarão a uma revisão nas determinações do CFM. Para ele, essa proibição tem caráter mais preventivo, para evitar os abusos que vinham ocorrendo em relação à medicina antienvelhecimento: "Infelizmente, no processo de implantação de qualquer técnica, tem a fase inicial que gera um deslumbramento e só depois vem uma sedimentação." Por enquanto, e pelo menos até uma nova revisão dos trabalhos científicos sobre o assunto, o que vale é a resolução do CFM.
Fonte: Veja

A Breve Opinião:
Atualmente, esse tipo de tratamento não é mais proibido, mas essa guerra está longe de acabar. As minhas dúvidas são: Será que o CFM está realmente preocupado com os efeitos nocivos da "medicina antienvelhecimento"? Será que consideram um placebo? e por fim será que o CFM está sendo utilizado pelo governo que preocupa-se com uma população que envelhece com saúde e pode aumentar consideravelmente a expectativa de vida quebrando assim a previdência social?
Se realmente fizer mal ou não for eficaz, caberá a população processar esses médicos por charlatanismo e nesse caso o CFM terá prestado um excelente serviço a sociedade.
Mas, se de fato o CFM estiver apenas servindo os interesses do governo, vão prejudicar e muito a sociedade. Alguns dirão: "Se a população viver com saúde por mais tempo, o governo mudará as regras para aposentadoria para manter esse grupo contribuindo por mais tempo". Nesse caso, outro problema surge, pois o aumento da concorrência achatará ainda mais os salários e também o número de desempregados. Continua sendo interessante para o governo que não haja investimentos nesse tipo de medicina.
As respostas somente o tempo nos dará, no momento cabe seguir o próprio coração para decidir em quem ou no que acreditar e seguir o principal dos conselhos médicos: Prevenir é melhor do que remediar.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Israel X Irã


O Fato:

Israel testa mísseis após alerta sobre programa do Irã

Israel testou um míssil nesta quarta-feira, dois dias depois de o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ter alertado para a "ameaça direta e pesada" que o programa nuclear iraniano representa para o Estado judaico.
"Israel realizou hoje o teste de disparo de um sistema de propulsão por foguete a partir da base Palmachim", disse um comunicado do Ministério de Defesa. "Isso havia sido planejado há algum tempo pela defesa e foi realizado conforme o programado."
O míssil voou em um ângulo alto em direção ao céu, com sua pluma visível ao longo do centro de Israel, segundo testemunhas que informaram a mídia local do lançamento antes do anúncio formal do ministério.
O ministério se recusou a dar detalhes sobre o sistema testado, mas o correspondente para assuntos militares da Rádio Israel, que é regularmente informado por funcionários de alto escalão sobre questões de defesa, disse que um "míssil balístico" havia sido lançado.
O termo geralmente se aplica a mísseis de longo alcance para lançar ogivas. Israel, que não confirma nem nega ter tais armas, conhecidas como Jericós, também vem aprimorando seu escudo aéreo Arrow, que usa mísseis interceptadores para abater mísseis balísticos acima da atmosfera.
A imprensa israelense tem realizado uma série de reportagens sobre supostos esforços do primeiro-ministro Netanyahu para garantir a aprovação do gabinete para uma ação militar contra o Irã. Alguns analistas dizem que a especulação visa convencer as potências mundiais a endurecer as sanções sobre Teerã.
Questionado sobre as especulações da mídia, um porta-voz do primeiro-ministro se recusou a comentar, afirmando que Netanyahu havia falado sobre o programa nuclear de Teerã em um discurso político na segunda-feira que abriu a sessão de inverno do Parlamento.
"Um Irã nuclear vai representar uma ameaça séria para o Oriente Médio e todo o mundo, e isso, claro, representa uma ameaça séria e pesada para nós," disse Netanyahu naquele discurso, repetindo comentários feitos por ele no passado.
Netanyahu não deu nenhuma indicação sobre qual ação Israel poderia tomar. Ele disse que todas as opções estão disponíveis para tentar impedir que o Irã construa armas nucleares. O Irã alega estar enriquecendo urânio para propósitos pacíficos.
Fonte: Correio do Estado
A Opinião:

Esse pavio já foi acesso há muito tempo, a demora em explodir é tão grande quanto o estrago que essa explosão irá causar.
Estamos diante de mais um confronto entre árabes e judeus, fomentado principalmente por interesses dos Estados Unidos e pelas declarações infelizes do líder do Irã.
O mundo faz campanhas pela paz, mas o ano de 2011 foi marcado por conflitos. A pergunta é: Que país será o próximo alvo?
Resta esperar pra ver

 

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

EUA acusa o Irã


O Fato:

EUA 'sustentam' acusações contra o Irã em plano de atentado, diz Obama

"Nós não estaríamos levando adiante esse caso se não soubéssemos exatamente como sustentar as alegações contidas na acusação formal", disse Obama, na Casa Branca, em coletiva ao lado do presidente sul-coreano, Lee Myung-bak.

O Irã nega as alegações trazidas à tona na terça-feira, quando o Departamento de Justiça indiciou dois iranianos (um deles com dupla cidadania americana) por suposta participação em um plano que envolveria a contratação de narcotraficantes mexicanos para assassinar o embaixador Adel al-Jubeir em solo americano.
Um dos indiciados é membro da Força Quds, a unidade de elite responsável pelas operações internacionais da Guarda Revolucionária do Irã, e os Estados Unidos alegam que o governo iraniano sabia do plano.
O governo do Irã, no entanto, afirma que os Estados Unidos "fabricaram" a história para desviar a atenção do público de seus problemas domésticos.
Apesar de Teerã negar envolvimento, Obama disse que o episódio é parte de um "padrão de comportamento perigoso" por parte do governo iraniano.
O presidente disse que os Estados Unidos vão buscar as "mais duras sanções" para aumentar o isolamento do Irã e que nenhuma opção está descartada.
"Mesmo que no mais alto escalão não houvesse conhecimento operacional detalhado (do plano), é preciso haver responsabilização com relação a qualquer um no governo iraniano envolvido nesse tipo de atividade", disse Obama.
O presidente, porém, não respondeu a uma pergunta sobre se o mais alto escalão do governo iraniano estaria envolvido no plano.
Um dia após a aprovação pelo Congresso de um acordo de livre comércio com a Coreia do Sul – e também com a Colômbia e o Panamá – Obama recebeu o presidente Lee em Washington e disse que a medida é uma "vitória para ambos os países".
Após reunir-se com o aliado sul-coreano, Obama disse que a Coreia do Norte foi um dos temas do encontro e "continua a representar uma ameaça direta à segurança de ambas as nações".
O presidente americano afirmou ainda que as "provocações" do norte serão respondidas não com recompensas, mas com sanções e isolamento ainda maiores.
Obama disse, no entanto, que caso o governo de Pyongyang abandone sua intenção de produzir armas nucleares irá ganhar "maior segurança e oportunidades para o seu povo".
As relações dos Estados Unidos e da Coreia do Sul com a Coreia do Norte estão deterioradas desde que Pyongyang abandonou as negociações para desativar seu programa nuclear.
Fonte: BBC Brasil
A Opinião:

Algo mais uma vez não cheira bem. É impressionante! O governo Obama repetindo os mesmos discursos do governo Bush. Não aprenderam nada. Mas as histórias do Obama estão ainda mais mirabolantes.
A manipulação salta aos olhos, porém mesmo assim consegue iludir as pessoas que não enxergam que aqueles que estão prometendo paz (e ganhando até prêmios por isso), na verdade são os responsáveis pelas guerras.
Os Estados Unidos mantém tropas no Afeganistão, no Iraque, apoia o confronto absurdo na Líbia e não satisfeitos, agora partem para procurar encrenca com o Irã e com a Coreia do Norte.
A pele de cordeiro está quase rasgando seu lobo.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

EUA X Al Qaeda


Os Fatos:

Al Qaeda está perto do fim, afirma Obama

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse na quinta-feira, por ocasião do décimo aniversário da campanha militar norte-americana no Afeganistão, que a Al Qaeda está encurralada, mas que ainda há "enormes desafios" na reconstrução daquele país.

"Ao fazer Justiça com Osama bin Laden e muitos outros líderes da Al Qaeda, estamos mais próximos do que nunca de derrotar a Al Qaeda e a sua rede homicida", disse Obama em nota oficial.
Os EUA e seus aliados iniciaram a guerra do Afeganistão em 7 de outubro de 2001, com a intenção de acabar com o regime islâmico do Taliban e com sua proteção aos militantes da rede Al Qaeda, responsável pelos atentados de 11 de setembro daquele ano em Nova York e Washington.
Bin Laden, líder do grupo islâmico, passou quase dez anos foragido, até ser morto, em maio deste ano, por tropas especiais dos EUA numa casa do Paquistão. Na semana passada, os EUA anunciaram que um bombardeio teleguiado no Iêmen havia matado outro dirigente do grupo, Anwar al Awlaki.
"Expulsamos o Taliban dos seus principais redutos, as forças afegãs de segurança estão ficando mais fortes, e o povo afegão tem uma nova chance de forjar o seu próprio futuro", disse Obama.
Entre os desafios que restam, ele citou a continuidade da violência no Afeganistão, onde 1.800 militares norte-americanos já morreram. Lamentou também o assassinato de dirigentes políticos afegãos e a corrupção no país.
Numa entrevista coletiva na quinta-feira, Obama também criticou o aliado Paquistão por seus vínculos com "personagens desagradáveis" - ecoando as recentes acusações de autoridades norte-americanas segundo as quais os serviços paquistaneses de inteligência teriam colaborado com o grupo militante Haqqani em um ataque ocorrido em setembro contra a embaixada dos EUA em Cabul.
O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, disse que os EUA sofreram reveses estratégicos no Afeganistão, mas que a meta primordial de Obama - "perturbar, desmantelar e afinal derrotar a Al Qaeda" - está em vias de ser alcançada.
Em entrevista na sexta-feira à BBC, o presidente afegão, Hamid Karzai, alvo de uma recente tentativa de assassinato, admitiu que seu governo e as forças estrangeiras não têm sido capazes de garantir a segurança dos afegãos comuns.
Os EUA pretendem retirar 10 mil soldados do Afeganistão até o final do ano, e outros 23 mil até meados de 2012, com a meta de transferir totalmente o controle da segurança aos afegãos até 2014.
"Após uma década difícil, estamos encerrando de forma responsável as guerras de hoje a partir de uma posição de força", disse Obama.

Fonte: Reuters
Ataques de braço da Al Qaeda matam seis no Iêmen

Quatro supostos insurgentes da Al Qaeda e dois milicianos que combatem a rede terrorista foram mortos na explosão de uma bomba nesta quarta-feira no sul do Iêmen, indicaram fontes tribais.
"Homens que apoiavam o Exército atacaram um prédio público em Zinjibar ocupado por membros da Al Qaeda, matando quatro, deles, incluindo um médico paquistanês", afirmou uma dessas fontes.
Dois dos agressores ficaram feridos no ataque, segundo a fonte.
Dois milicianos integrantes de um comitê popular de Loder que combate a rede terrorista morreram na explosão de outra bomba colocada por supostos membros da Al Qaeda em um posto de controle da milícia. Outros nove milicianos também ficaram feridos.
Moradores de Loder afirmaram que houve trocas de tiros entre os milicianos e supostos membros da Al Qaeda no centro da cidade, na Província de Abyane.
A principal cidade da região, Zinjibar, está em poder dos combatentes da rede terrorista desde maio deste ano. 


Fonte: Agência de notícias

Um vídeo para aqueles que gostam de teorias da conspiração:


A Opinião:
Estamos diante de um presidente perdido jogando suas últimas cartadas para garantir a reeleição, eis que agora o ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 2010, Barack Obama afirma que estão vencendo a batalha contra uma superpoderosa rede terrorista, a Al-Qaeda.
Por outro lado, os atentados continuam, matando inocentes a serviço de quem não se sabe. Qual é a causa que defendem, menos ainda.
O que podemos deduzir diante dos acontecimentos é que o principal poder do mundo não é o dinheiro, muito menos as armas e sim a informação.
De posse das informações é possível manipular grandes massas e legitimar o uso das armas para assim conquistar ainda mais dinheiro. 
O mundo abomina e se revolta quando assistem a um ato terrorista, mas não tem o mesmo comportamento ao ver as nações se lixando para as crianças da Somália que estão morrendo de fome e mais, essas mesmas nações bombardeiam a Líbia como paladinos da justiça num dos ataques mais covardes do atual século.
Dinheiro? Apenas para os mais ricos. Se a Grécia precisa de ajuda, lá se vão milhões de dólares para salvá-los. Mas já parou para pensar que esse mesmo dinheiro poderia salvar da morte milhares de pessoas na África?
Agora esse hipócrita, esse lobo em pele de cordeiro chamado Barack Obama, vem a público dizer que estão perto da vitória numa guerra contra o terror, justamente agora que está findando o seu governo e há a preocupação com a reeleição.
Os terroristas atacaram sim e continuam atacando no Afeganistão, no Iraque, na Líbia e onde mais for interessante. Querem legitimidade? É só chamar a CNN e vender imagens e biografias manchadas de sangue daqueles que precisam ser mortos pela paz mundial. 
Querem a paz mundial? Comecem fechando as fábricas de armas. É pedir demais?

 

terça-feira, 4 de outubro de 2011

China X EUA


O Fato:

EUA: Senado abre caminho para votar sanções comerciais contra a China

O Senados dos Estados Unidos abriu caminho para votar esta semana um projeto de lei com sanções comerciais contra a China pela manutenção da cotação do yuan abaixo do seu valor real estar a prejudicar as exportações americanas.

O Senado, com uma votação de 79 contra 19, aceitou esta segunda-feira debater o projeto, que conta com o apoio de republicanos e democratas naquela câmara, pelo que se prevê que seja aprovado até ao final da semana.
Porém, não é ainda certo que o projeto seja debatido também na Câmara dos Representantes, e apesar do Governo de Barak Obama concordar que o yuan está subvalorizado, até agora não adotou sanções unilaterais contra a China, sobretudo porque as consequências da decisão vão além do âmbito comercial.

Fonte: SIC

Sanções dos EUA à China podem causar "guerra comercial"

O banco central chinês manifestou hoje "profundo desagrado" pela intenção dos Estados Unidos punirem a China por alegada "manipulação cambial", e alertou para a possibilidade de «uma guerra comercial» entre os dois países.
O senado norte-americano pondera a imposição de sanções comerciais à China por considerar que o yuan, a moeda chinesa, está "artificialmente subavaliada".
A ser aprovado, o diploma "poderá afectar gravemente a reforma da política cambial da China e provocar uma guerra comercial entre as duas economias", revelou hoje o banco central da China num comunicado.
Ao longo dos últimos 15 anos, o yuan valorizou-se sete por cento em relação ao dólar, mas mesmo assim este valor é considerado insuficiente pelos Estados Unidos.
 

Fonte: A bola. pt 

A Opinião:

O confronto comercial entre China e Estados Unidos deixa o mundo em alerta, porém existe uma possibilidade de muitas nações serem privilegiadas por esse confronto comercial. Pois os preços podem ser derrubados em uma tentativa de enfraquecer o concorrente, ou ainda as alianças podem ser mais vantajosas para os países que pretenderem fazer acordos com a China ou com os EUA.

Embora muitos apontem a China como a nova potência hegemônica, não consigo enxergar dessa forma. O mundo é muito grande e complexo para ter apenas uma nação como modelo. Acredito sim na força de blocos como o G-7 ou ainda os BRICS.

É esperar e ver o que acontece.

 

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Alterações climáticas influenciam guerras


A Teoria:

Alterações climáticas influenciam guerras

Fenômenos climáticos como o "El Niño" e "La Niña" têm influência sobre conflitos nas regiões afetadas. A conclusão vem num estudo publicado na edição desta quarta-feira da revista "Nature".
De acordo com o estudo, cujos traços principais são adiantados pela AFP, os países tropicais, que sofrem com tempestades causadas pelo fenômeno "El Niño", são duas vezes mais suscetíveis a terem conflitos internos do que países afetados pelo "La Niña", mais úmida e menos quente.
Outro exemplo apontado é a fome, que dobrou na Somália por causa de uma guerra civil que castiga o Chifre da África. As variações intensificam a seca e as tensões de sociedades já fragilizadas, de acordo com os autores do estudo.
"O estudo mostra inegavelmente que, mesmo no nosso mundo moderno, as variações climáticas têm impacto sobre a propensão das pessoas à violência", explica Mark Cane, investigador do clima do Observatório da Terra Lamont-Doherty da Universidade de Columbia, em Nova Iorque.
Os autores do estudo estudaram os dois fenômenos climáticos, entre 1950 e 2004, cruzando-os com informações sobre conflitos internos ocorridos no mesmo período. Durante o período em que o "La Niña" estava ativo, a probabilidade de um conflito acontecer era de três por cento, enquanto que durante o "El Niño" a percentagem duplicava. Quando os países não eram afetados por nenhum dos dois fenômenos, o risco de conflito interno era de apenas dois por cento.
Os investigadores acreditam que o "El Niño" pode ter influenciado 21 por cento dos casos de guerras civis pelo mundo. O número chega aos 30 por cento nos países especialmente afetados pelo fenômeno climático.

 

O link abaixo é para um vídeo que explica um pouco mais essa teoria:

Alterações climáticas e guerras

 

A Opinião:

Apesar de parecer loucura, acredito que faz sentido. Toda e qualquer influência externa pode modificar o comportamento humano e assim se torna ainda mais importante preservar o planeta e evitar a ampliação da emissão dos gases estufa e consequentemente do calor.

O clima tem influência direta em muitas atividades econômicas, que vão desde atividades agrícolas ao turismo e essas mudanças desencadeam novos comportamentos da sociedade. A relação entre homem e natureza se torna ainda mais importante, pois além no oferecer recursos, pode ainda auxiliar na manutenção da paz. Muito interessante.

 

O Debate:

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