Brasil tem 14 cidades entre as mais violentas do mundo, diz ONG mexicana
O Brasil tem 14 cidades na lista das 50 mais violentas do mundo em 2011, de acordo com estudo da ONG mexicana Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal. É o país com maior número de municípios no topo do ranking de insegurança. Belo Horizonte está na 45ª posição e perde para outras capitais como Maceió (3ª), Belém (10ª), Vitória (17ª), Salvador (22ª), Manaus (26ª), São Luís (27ª), João Pessoa (28ª), Cuiabá, (31ª), Recife (32ª), Macapá (36ª), Fortaleza (37ª), Curitiba (39ª), Goiânia (40ª). O estudo usa as informações de municípios com mais de 300 mil habitantes que contem com as estatísticas oficiais de homicídios na internet. A taxa de assassinatos (homicídio por 100 mil habitantes) é o padrão para indicação de violência nas cidades. O estudo aponta San Pedro Sula, em Honduras, como a mais violenta do mundo, quase 159 homicídios por 100 mil habitantes. Além do Brasil, entre os países mais violentos também estão México, Colômbia e Venezuela. Os Estados Unidos aparecem nas primeiras posições por causa das cidades de New Orleans (21ª), Detroit (30ª), St. Louis (43ª) e Baltimore (48ª). Segundo a ONG, o destaque da pesquisa 2011 em relação aos dados do ano anterior é o surgimento de 14 cidades brasileiras no topo. Na pesquisa de 2010, eram apenas sete, entre elas o Rio de Janeiro, que agora não faz mais parte da lista de mais violentas.
Fonte: O Estado de Minas
A Opinião:
Não vi os critérios utilizados por essa ONG para determinar as cidades mais violentas do mundo, porém é um sinal de alerta para o nosso país.
Não adianta aumentar o policiamento se a desigualdade social continuar. Não adianta investir em penitenciárias se não investir em educação. Não adianta elaborarem leis mais rígidas se houver impunidade.
Kim Jong-un marca sua liderança nos dias de luto norte-coreano
Um dia antes do funeral de Kim Jong-il, o cenário de poder na
Coreia do Norte está cada vez mais nítido e mostra que o país já é
liderado por Kim Jong-un, herdeiro de uma dinastia autocrata legitimada
pela propaganda, as armas e o isolamento.
A TV norte-coreana KCTV continuou nesta terça-feira, na última
parte do luto que chega ao fim em 29 de dezembro, transmitindo cenas de
dor e condolências ao jovem Kim Jong-un no Palácio Memorial de Kumsusan,
onde está o corpo do líder falecido.
Pelas imagens é possível ver funcionários parando em frente ao
féretro de vidro de Kim. A todo instante chegam grandes coroas de flores
brancas com fitas pretas ao velório, pelo qual desfilaram na última
semana a cúpula das Forças Armadas e do Partido dos Trabalhadores.
A máquina de propaganda do regime também continua elogiando Kim
Jong-un, com palavras como "arguto líder". O objetivo é destacá-lo como
sucessor que, por sua juventude (acredita-se que tenha menos de 30 anos)
e falta de experiência, desperta dúvidas.
Já doente seu pai o nomeou general de quatro estrelas e
vice-presidente da comissão Militar Central em 2010. Pyongyang o
promoveu habilmente como "grande sucessor", consciente de que um
candidato alheio aos Kim arriscaria a unidade de um regime obsoleto com
aspirações de perpetuar-se.
Por enquanto se desconhece se o jovem herdeiro exercerá na prática o
poder totalitário que supostamente foi outorgado a ele ou se, pelo
contrário, as decisões serão tomadas por veteranos dirigentes do país,
como Jang Song-thaek, cunhado do falecido Kim Jong-il.
Muitos especialistas em Seul assinalam nos últimos dias como possível
futuro administrador do país Jang, braço-direito de Kim Jong-il e quem
sempre esteve próximo aos círculos de poder. No último domingo, ele
apareceu pela primeira vez com uniforme de general na televisão
norte-coreana.
Outra figura-chave que emerge nestes dias é Cho Ryung-hae, 61 anos,
assessor de Kim Jong-un e quem, da mesma forma que o sucessor, foi
elevado a general em 2010.
Cho, cujo pai e ele mesmo mantinham uma estreita relação com o
fundador do regime e "presidente eterno", Kim Il-sung, gozaria de uma
influência nas elites norte-coreanas similar à de Jang Song-thaek,
respeito ao qual goza além de uma categoria superior no partido, como
publicou nesta terça-feira o jornal sul-coreano The Chosun Ilbo.
Os analistas cogitam também o octogenário Kim Yong-nam, presidente da
Assembleia Popular da Coreia do Norte, ao que o espanhol Alejandro Cao
de Benós, delegado especial do Comitê de Relações Culturais com o
Exterior norte-coreano, denominou "a verdadeira autoridade do país".
As futuras relações com o exterior da hermética Coreia do Norte se
transformaram em outra das grandes incertezas na comunidade
internacional, onde ninguém espera que Pyongyang tome decisões
transcendentes até quinta-feira, quando acaba o luto nacional pela morte
de Kim Jong-il.
Esta postura foi confirmada nesta terça-feira pelos vice-ministros da
Coreia do Sul e da China, que em um encontro realizado em Seul
coincidiram em que "manter a paz e a estabilidade" na Coreia do Norte é a
prioridade máxima para ambas as nações.
Embora Seul cogite constantemente a reunificação coreana e inclusive
existe um Ministério dedicado a esse objetivo, em momentos delicados
como o atual opta pela cautela e advoga para que se mantenha a
estabilidade no norte, cuja evolução política pode ter consequências
sobre a próspera economia do Sul.
A Coreia do Norte, cuja economia ancorada no comunismo mais ortodoxo
sofre uma crise constante desde os anos 90, depende da ajuda humanitária
externa para alimentar sua população. Em contraste, a dinâmica Coreia
do Sul, cujo PIB per capita é 15 vezes superior ao do país vizinho,
segue abrindo passagem entre as principais economias do mundo.
Diante deste panorama, uma das incertezas na nova etapa que se abre é
se, seguindo o exemplo da China, a Coreia do Norte de Kim Jong-un
impulsionará uma abertura econômica que dê asas a seu desenvolvimento ou
fará o contrário, opte por perpetuar seu isolamento e, com ele, o
regime.
A Opinião:
Com um regime extremamente fechado, a Coreia do Norte perde o seu líder e o mundo não sabe o que pode acontecer. Isso porque as notícias que temos são apenas as notícias oficiais do governo ou as notícias veiculadas pelos principais inimigos, sendo dois polos extremos dificultando a compreensão dos fatos.
Tudo o que for veiculado ao longo de 2011 e até meados de 2012 será mera especulação, porém especulações necessárias, pois o mundo precisa se preparar para diversos cenários.
Os mais otimistas acreditam na reunificação das Coreias ou ainda em uma abertura e retomada de crescimento da Coreia do Norte.
Os pessimistas pensam na guerra e no grande barril de pólvora que aquela região se tornará.
World Trade Center foi criado em meio a "febre de arranha-céus". Conheça a história
O reinado do World Trade Center como complexo que incluía
os edifícios mais altos do mundo - as Torres Gêmeas, com 110 andares
cada - foi curto. As torres abriram em 4 de abril de 1973, e só foram
superadas pela Sears Tower (hoje Willis Tower), de Chicago, em 1974. A
corrida rumo ao topo em Nova York, no entanto, começou em 1889.
Naquele ano, a França erguia a Torre Eiffel para a Feira
Internacional em Paris, como um marco dos cem anos da Revolução
Francesa. Enquanto isso, em Nova York, empresários atentos para as
inovações em engenharia e arquitetura desenvolvidas para a construção da
torre francesa pensavam literalmente grande. Dessa união de fatores
surgiu o Tower Building, com seus 13 andares - até então inéditos na
cidade.
O edifício durou até 1914 – mas aí ele já havia deixado de ser o mais
alto há quase 20 anos. Em 1894 surge o Empire Building, com
impressionantes 21 andares – só superado pelo Woolworth Building, com
inacreditáveis 55 andares, inaugurado em 1913.
A briga foi ganha em 1931 pelo Empire State Building, com seus
heroicos 102 andares - ainda hoje um dos cartões postais mais famosos de
Nova York e do mundo. O título de mais alto do mundo ficou com o
edifício até surgirem as Torres Gêmeas do World Trade Center.
A ideia do WTC começa a nascer em fins dos anos 40 e começo da década de
50, como apenas um edifício, que teria 70 andares. O presidente do
banco Chase Manhattan, David Rockefeller, criou assim a Associação para o
Desenvolvimento da Região Central e da Baixa Manhattan, para
revitalizar a cidade e aproveitar o papel central que Nova York passava a
ter na economia global.
Em 1962, a ideia ganha força junto ao governo, e a região da baixa
Manhattan - delimitada pela rua 14 ao norte, a leste pelo rio Leste, ao
sul pelo porto de Nova York e a oeste pelo rio Hudson - começa a passar
por transformações. Na área dos 13 quarteirões que seriam desocupados e
demolidos para a construção do conjunto ficava a “Radio Row” (“Rua dos
Rádios”, em tradução livre), conhecida por esse nome até então por
concentrar muitas lojas de eletrodomésticos.
Os EUA continuaram a ser os campeões das alturas até 1996, quando a
coroa então mudou inclusive de continente: a Willis Tower cedeu lugar ao
complexo Petronas Towers, em Kuala Lumpur (Malásia), e seus 452 m - mas
isso devido à agulha da torre; em andares, a Willis continuou a mais
alta (108, contra 88 da torre asiática).
Fonte: R7
O Atentado e suas versões:
Notícia publicada no dia seguinte ao atentado:
Atentados podem recriar a unidade perdida dos EUA
Houve só um momento, na história americana, comparável ao ataque
terrorista que começou (e espera-se que tenha acabado) na manhã de
ontem. Foi Pearl Harbor. Sabemos no que deu. Forçou o ingresso
(que já era inevitável) dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial.
Solidificou a coesão nacional. Identificou os norte-americanos com seu
governo - mesmo aqueles que não tinham simpatia nenhuma pela Presidência
de Roosevelt. Também dispôs todos aos sacrifícios necessários
para encarar a guerra e ganhá-la. Submeteu à prova de fogo uma geração
que ainda hoje é miticamente considerada, nos Estados Unidos, como a
maior de todas. Enfim, produziu décadas de uma primazia norte-americana,
econômica e cultural, que ainda dura. O
ataque de ontem tem toda a chance de desencadear os mesmos efeitos, a
começar pela unidade nacional em torno de um governo que antes disso era
desacreditado. Eu mesmo não saberia onde encontrar, hoje, a vontade de
criticar o presidente Bush. Por um momento, até gostei de suas palavras. Os
norte-americanos passarão pela redescoberta de uma solidariedade talvez
esquecida. Consegui falar com uma amiga, normalmente temerosa, de nariz
empinado, no Upper East Side de Nova York: ela estava correndo para
doar sangue. Reencontrarão os valores americanos, atrás dos
sonhos de sucesso material e de consumo que prevaleceram nas últimas
décadas. Outro amigo, em Nova York, notou que Wall Street fechou e que,
com a ruína das torres do World Trade Center, muitas operações
financeiras serão atrapalhadas durante dias. Argumenta que, se
essa era uma das intenções dos terroristas, tanto pior para eles: o que
importa é que durante dias os americanos nem olharão para os índices Dow
Jones e Nasdaq. Talvez redescubram nessa ocasião, acrescenta, que o
orgulho nacional tem outras razões além da prosperidade. A
América do começo do século 21 era, até hoje, um país ideologicamente
hesitante. Para definir-se, faltava-lhe um adversário, pois o inimigo
comunista havia sumido. Só sobrava, como glória nacional, justamente a
riqueza - um ideal facilmente desprezível. O multiculturalismo, também,
tornava problemático invocar os valores americanos. Ora, graças
aos atentados de ontem, essa fase pode ter acabado - sobretudo porque o
novo inimigo não é um governo imperialista ou expansionista como a
Alemanha nazista ou o Japão imperial. É um inimigo ideológico: uma
concepção do mundo e da vida oposta aos fundamentos da cultura ocidental
moderna. A América, a partir
de hoje, poderá voltar provavelmente a desempenhar aquele que sempre foi
seu melhor papel: o de defensora da civilização contra a barbárie. Os
Estados Unidos perseguirão todo país que, de uma maneira ou de outra,
aparecer como cúmplice dos terroristas que conceberam e realizaram o
ataque. É difícil imaginar qualquer outra potência em posição ou com
alguma razão de contestar esse direito. Nem a Rússia nem a China. Mesmo
uma boa parte dos países árabes concordará, de coração ou por medo. É
possível, com isso, que o ataque de ontem tenha definitivamente
alterado a organização política do planeta, sobrepondo a todos os
conflitos (econômicos, políticos ou ideológicos) uma divisão cultural.
Haverá, de um lado, os que acreditam no ideário da razão ocidental e, de
outro, um pequeno (ou grande) catálogo de fundamentalismos. E haverá a
necessidade de se declarar.
Fonte: Folha on-line (12/09/2001)
O link abaixo mostra algumas teorias da conspiração relacionadas aos ataques de 11/09/2001:
Custos da guerra pós-atentados do 11/09 podem chegar a US$ 4 trilhões, diz professora de Harvard
Um alvo fácil: o prédio do Pentágono fica às margens do Rio Potomac,
cercados por enormes estacionamentos. Na manhã do dia 11 de setembro de
2001, o terrorista Hani Hanjour pilotava o Boeing-757 a baixa altitude e
estava em aceleração total, a 850 km/h, quando atingiu o comando
militar americano.
A explosão fez o prédio, um dos maiores do mundo, tremer. Ao todo, 184
pessoas morreram. Porém, em pouco tempo, no centro nervoso das Forças
Armadas americanas, começou a ser planejada a resposta militar aos
ataques terroristas.
A decisão inicial foi atacar o regime Talibã, que protegia a rede
terrorista al-Qaeda de Osama bin Laden no Afeganistão. A maioria dos
americanos e governos de 56 países apoiaram a iniciativa, mas o então
presidente George W. Bush decidiu ampliar a resposta com uma segunda guerra e os Estados Unidos invadiram o Iraque.
Dez anos depois, o custo dessas duas decisões ainda se acumula: em
vidas, dinheiro e em mudanças na sociedade americana. Mais de 100 mil
soldados americanos ainda lutam na Guerra do Afeganistão, que se tornou a
mais longa da história dos Estados Unidos. No Iraque, depois de sete
anos, a retirada das tropas de combate já foi concluída, mas o governo
americano ainda mantém no país milhares de soldados somente para
treinamento das forças locais.
Mais de seis mil militares de 20 países morreram nas duas guerras. No
Afeganistão, as mortes de civis chegaram a quase nove mil. No Iraque, as
estimativas variam de 100 mil a 1 milhão de civis mortos no conflito.
William Galston foi assessor na Casa Branca durante os anos 90 e, hoje,
integra o respeitado Instituto de Pesquisa Brookings, em Washington.
Para ele, a invasão do Iraque foi a ofensiva errada, no país errado, no
momento errado. Galston tem certeza de que Bush acreditava que o então
presidente do Iraque, Saddam Hussein, tinha armas de destruição em massa
e afirma: “O que ele não teve foi o cuidado de verificar se as
conclusões a que chegou estavam bem fundamentadas. Portanto, Bush levou o
país na direção errada”.
Donald Rumsfeld
era o encarregado de planejar e executar a invasão do Iraque. O então
secretário de Defesa deixou a Casa Branca em 2006. Hoje, aos 79 anos de
idade, ele defende a ação do governo Bush e diz que não subestimou o
custo da guerra.
Quando a invasão começou, o ex-secretário estimou que ela teria apenas
seis meses de duração e custaria US$ 50 bilhões: “Eu não disse isso”,
afirma Rumsfeld. “Eu escrevi, sim, um memorando ao presidente falando de
custos, mas mostrando que as projeções podiam dar errado”, explica.
Em um documento, Rumsfeld afirma que a guerra custaria menos de US$ 50
bilhões, mas ele explica: “Não eram números meus, eram números
orçamentários. Eu repeti dezenas de vezes que não sabia quanto a guerra
iria custar nem quanto tempo iria durar”, ele diz.
Qual foi então o custo real do 11 de setembro? “O povo americano não
vive aterrorizado”, ele responde. “O governo tomou a decisão de avançar
contra os terroristas para proteger o povo americano e teve enorme
sucesso. Em dez anos, nenhum outro ataque terrorista foi concluído nos
Estados Unidos", completa Rumsfeld.
Linda Bilmes, professora de orçamentos e finanças públicas na
Universidade Harvard, faz uma avaliação diferente. Ela é co-autora do
livro “A guerra de US$ 3 trilhões, o custo real da guerra do Iraque” e
afirma que os custos continuam a crescer com o tratamento de veteranos
feridos e os gastos militares que ainda hoje são feitos no Iraque.
Para Linda Bilmes, o valor já está perto dos US$ 4 trilhões, cerca de
80 vezes o valor citado inicialmente por Donald Rumsfeld. E ela diz que,
mais do que o gasto direto, a guerra do Iraque criou outros graves
problemas. Um deles foi o endividamento do governo americano: “Os
Estados Unidos estão sofrendo por falta de investimento, basta andar na
rua para ver isso. Todo aquele dinheiro poderia ter sido gasto aqui. Nós
vamos viver com as consequências disso por muito tempo”, conclui Linda
Bilmes.
Durante sete anos, George W. Bush tentou capturar o principal
responsável pelos ataques de 11 de setembro, mas a notícia que os
americanos esperaram por quase uma década foi anunciada em maio deste
ano, pelo sucessor dele, Barack Obama. O terrorista Osama bin Laden
estava morto.
O paradeiro do chefe da al-Qaeda foi descoberto a partir de um
minucioso trabalho de inteligência feito pelo Serviço Secreto Americano.
Bin Laden foi morto em um esconderijo a 100 quilômetros de Islamabad,
capital do Paquistão, um dos países que mais receberam dinheiro e apoio
dos Estados Unidos.
Fonte: (Adaptado) Jornal Nacional
O link abaixo traz muitas informações sobre o mundo pós 11/09/2001:
10 acontecimentos que moldaram o mundo depois do 11 de Setembro
1. Guerra ao terrorFoi com esta formulação
vaga que George W. Bush respondeu ao 11 de Setembro, mas o plano foi
objetivo: derrotar o regime dos talibãs no Afeganistão e destruir a
rede terrorista da al-Qaeda, bem como os seus campos de treino. Em 2002,
já com Cabul livre do regime fundamentalista, o Presidente
norte-americano inclui o Iraque num "eixo do mal" composto ainda por
Irã e Coreia do Norte, por ter armas de destruição maciça, que afinal
não existiam. No ano seguinte, sem o apoio das Nações Unidas, EUA e
Reino Unido derrubam o regime de Saddam Hussein, que acaba enforcado. A
guerra ao terrorismo fica também marcada pela perda de liberdades
individuais e de privacidade nos EUA (e em aeroportos de todo o mundo),
por abusos e práticas de tortura aos prisioneiros em Abu Ghraib e
Guantánamo. Apesar de vários planos terem sido descobertos, Bali,
Madrid, Beslan, Londres e Mumbai foram alvo de atentados de grande
dimensão.
2. Ascensão da China e de outros paísesO
mundo dividido em dois blocos acabou com a queda do Muro de Berlim e o
fim da União Soviética. Mas a mudança deu-se antes, no princípio dos
anos 80, quando a China comunista de Deng Xiaoping lançou as zonas
econômicas especiais que atraíram desde cedo multinacionais como a
Coca-Cola. A explosão da economia chinesa deu-se na última década. O "Império do Meio" é hoje a fábrica do mundo. Tem a segunda maior
economia e a sua combinação paradoxal de governação socialista e mercado
capitalista, mão-de-obra infindável e (ainda) barata é imbatível. Mas
outras potências emergem, casos da Índia e do Brasil (este em especial,
ao combater com sucesso a pobreza e ao reduzir as desigualdades
sociais). O Ocidente perde peso e relevância.
3. Grandes tragédiasOs
ataques do 11 de Setembro fizeram 2.996 mortos. Um horror mas, ainda
assim, gotas em comparação com os desastres de enormes proporções que
atingiram outros cantos do planeta. Em Dezembro de 2004, os efeitos do
sismo e consequente tsunami que se registou no Oceano Índico e que
afetou em especial a Indonésia, o Sri Lanka, a Índia e a Tailândia. No
total morreram 226 mil pessoas e mais de dois milhões foram afectadas.
Números dantescos que o terramoto de Janeiro de 2010 no Haiti conseguiu
rivalizar: o paupérrimo país perdeu 222 mil habitantes e quase 3,5
milhões sofreram com o abalo de magnitude 7. Outros desastres naturais
de graves consequências foram o furacão Katrina (EUA), o ciclone Nargis
(Birmânia), os sismos em Bam (Irã), Caxemira (Paquistão), Java
(Indonésia) e Sichuan (China) e a onda de calor que varreu a Europa em
2003. A soma de mortos destes desastres naturais dá uma cifra
impressionante: 855 mil, segundo um relatório conjunto da Cruz Vermelha e
Crescente Vermelho.
4. Tsunami e crise nuclear de FukushimaO
sismo de magnitude 9 ocorrido em 11 de Março ao largo do Japão, o
tsunami e as 900 réplicas que se seguiram tiveram efeitos devastadores
em vidas e em destruição. Morreram mais de 15 mil pessoas, cem mil casas
desapareceram. Seis meses depois, 85 mil japoneses ainda estão a viver
em abrigos. O prejuízo dos danos calcula-se em 157 mil milhões de euros,
sem contar com as consequências do desastre nuclear de Fukushima: o
terremoto e tsunami destruíram os sistemas de arrefecimento da central, o
que provocou explosões e consequentes fugas de radiação, que se mantêm.
O acidente veio minar a reabilitação da imagem da indústria nuclear e
vários países reequacionaram os seus programas de energia.
5. Crise financeira de 2008-2011Sabe-se
quando começou, mas não se sabe quando nem como irá estancar. Por uns
apelidada de grande recessão, por outros de depressão menor, a crise
financeira iniciou-se com a falência do Banco Lehman Brothers,
especializado em produtos de investimento. Foi a face visível da chamada
crise do subprime, iniciada quando a alta de juros nos EUA levou a que
milhares de pessoas – que tinham créditos à habitação mas não tinham
condições para as pagar – ficaram em incumprimento. Com isso, produtos
financeiros de risco associados a esse crédito fácil passaram a ser lixo
e gigantes financeiros tiveram perdas colossais; outros faliram e até
um país, a Islândia, foi pelo mesmo caminho. Os Estados injetaram
dinheiro nos bancos para que o sistema financeiro não entrasse em
colapso, mas as consequências pagam-se até hoje: vários países com
problemas estruturais como a Grécia, Irlanda e Portugal
sobreendividaram-se e lutam para cumprir projetos de emagrecimento com
planos de resgate, mas a crise de confiança atingiu outros países como a
Espanha, Itália, EUA, e quer o euro, quer os mercados bolsistas
enfrentam tempos incertos.
6. Redes sociais Depois
da popularização do uso dos celulares e do acesso à internet, a
propagação das redes sociais foi imparável nos últimos anos. Estão em
qualquer suporte, TV incluída, e servem para coisas tão díspares como
colecionar amigos virtuais, escrever banalidades ou incitar a revoltas.
As aplicações mais populares são o Facebook, com 750 milhões de
utilizadores, e o Twitter, com 200 milhões.
7. Eleição de ObamaMarcou
o fim de uma controversa presidência, a de George W. Bush, que levou o
país – que ficou com uma imagem beliscada no resto do mundo – para dois
teatros de guerra, e no campo interno para uma espiral de endividamento.
A maioria dos eleitores votou por uma mensagem de esperança que pusesse
termo aos conflitos e recolocasse o país na senda da prosperidade, ao
mesmo tempo que elegia um cidadão de uma minoria que há 60 anos era
tratada como segunda classe. Mas até agora o mandato de Barack Obama –
exceto o apaziguamento com o mundo muçulmano e a histórica extensão dos
cuidados de saúde – tem sido dominado pela crise e pela oposição
encarniçada dos republicanos, maioritários na Câmara dos Representantes.
8. Fim dos vaivéns espaciaisA
aterragem do Atlantis, em 21 de Julho, no Centro Espacial Kennedy, na
Florida, assinalou o fim do programa de vaivéns espaciais dos Estados
Unidos da América. Encerrou-se um capítulo com 30 anos e 135 missões. Os
veículos espaciais permitiram aos norte-americanos consolidar a
liderança no Espaço – apesar dos tristemente célebres desastres do
Columbia e do Challenger –, e pôr em órbita o telescópio espacial
Hubble. O programa espacial da NASA fica em suspenso e agora os EUA
passam a depender das naves russas para poderem alcançar a Estação
Espacial Internacional.
9. Criação do TPICom
sede em Haia, começou a atividade em 2002. Tem como objetivo levar a
julgamento responsáveis por atos como crimes de guerra, crimes contra a
humanidade e genocídio. Até agora só foram realizadas investigações que
levaram a acusações de políticos em países africanos. Muammar Kadhafi e
o filho Saif al-Islam são os mais recentes procurados. Muitos países
oferecem resistência ao TPI: 40 não ratificaram o tratado (casos de EUA,
Rússia, Angola, Moçambique), outros, como a China, Índia ou Indonésia,
nem sequer o assinaram. Mas é um avanço na universalidade dos direitos
humanos e do direito internacional.
10. Primavera ÁrabeTeve
como inspirador o falhado movimento verde do Irã (não árabe, mas
muçulmano), nascido em 2009 após as eleições consideradas fraudulentas
pela oposição iraniana e pela comunidade internacional. Mas o grito de
indignação via redes sociais de dezenas de milhares de iranianos,
asfixiados pelo regime dos aiatolas, teve seguidores. Em Dezembro de
2010, a imolação do jovem tunisino Mohamed Bouazizi, por lhe ter sido
negada a venda ambulante, ateou fogo ao país e a quase todo o mundo
árabe, cuja mistura de ditaduras com elevados níveis de desemprego,
desigualdades sociais e pressões demográficas formaram um cocktail que
degenerou na queda de Ben Ali (Tunísia), Mubarak (Egipto), Kadhafi
(Líbia) e que mantém outros em guarda.
Fonte: (Adaptado) sol.sapo.pt
Nova York relembra vítimas do 11 de Setembro
A cidade de Nova York lembra neste domingo os dez
anos dos atentados de 11 de setembro de 2001 sob o temor de novos
ataques e um forte esquema de segurança.
As cerimônias de homenagem às vítimas dos
ataques começaram antes das 9h (horário local), com discursos do
prefeito Michael Bloomberg, do presidente Barack Obama, com um minuto de
silêncio no horário em que a primeira Torre do World Trade Center foi
atingida (8h46) e com a leitura dos nomes das quase 3 mil pessoas mortas
naquele dia.
O reforço no policiamento da cidade - assim como em Washington e
Shanksville (no Estado da Pensilvânia), onde os atentados também
deixaram vítimas e onde também serão realizadas cerimônias neste domingo
- já era previsto em razão dos eventos.
A segurança, no entanto, foi redobrada nos
últimos dias, depois que o governo recebeu informações de que a rede
extremista Al-Qaeda planejaria novos ataques contra os Estados Unidos.
O aumento da presença policial é visível em toda
a cidade. Na Penn Station, estação ferroviária por onde passam trens de
todo o país, é possível ver vários policiais e até militares armados.
Cães farejadores da polícia podem ser vistos em
estações de metrô à procura de possíveis artefatos explosivos.
Estacionamentos subterrâneos, pontes e túneis e outros locais com
potencial para virar alvo de explosões estão sendo intensamente
averiguados
A área ao redor do Marco Zero - local onde ficavam as Torres Gêmeas
do World Trade Center, derrubadas nos atentados – é palco da principal
cerimônia.
Neste domingo, as principais ruas da região estão fechadas para o tráfego, com grandes restrições à passagem de pedestres.
O presidente Barack Obama, que na manhã de
sábado se reuniu com a cúpula da segurança para discutir as medidas
adotadas para prevenir novos ataques, havia dito que os Estados Unidos
"permanecem vigilantes".
Em seu pronunciamento semanal no sábado, Obama
mencionou as ameaças de novos ataques. "Nós estamos fazendo todo o
possível para proteger nosso povo. E não importa o que apareça no nosso
caminho, como nação resiliente que somos, nós seguiremos em frente",
afirmou.
A cerimônia no marco zero começou às 8h35 deste
domingo (horário de Nova York, 9h35 em Brasília) e está sendo
acompanhada por Obama e pelo ex-presidente George W. Bush (que governava
o país na época dos atentados), além de várias outras autoridades,
artistas e familiares das vítimas.
A cerimônia será interrompida seis vezes. Às
8h46, o primeiro minuto de silêncio marcou o momento exato em que o
primeiro avião sequestrado pelos extremistas da Al-Qaeda, o voo 11 da
American Airlines, chocou-se contra a Torre Norte do World Trade Center.
O prefeito Michael Bloomberg disse em discurso que o momento é tanto
de lembrar o ocorrido como de seguir adiante. "Desde (11 de setembro de
2001), vivemos na luz e na sombra. Crianças cresceram e netos nasceram."
Obama falou em seguida, lendo uma passagem da Bíblia.
Outros cinco minutos de silêncio marcam o choque
do voo 175 da United Airlines contra a Torre Sul, o colapso de cada uma
das torres, o momento do ataque ao Pentágono, em Washington, e o
momento em que o voo 93 da United Airlines, também sequestrado, caiu em
Shanksville, na Pensilvânia.
Depois de encerrada a cerimônia, as famílias das
vítimas poderão pela primeira vez visitar o Memorial do 11 de Setembro,
construído no Marco Zero, que será aberto ao público a partir de
segunda-feira.
Diversos outros eventos serão realizados neste
domingo para marcar os dez anos dos atentados. Após deixar Nova York,
Obama acompanha ainda as cerimônias em Shanksville e no Pentágono.
Em Nova York, além da programação oficial, a
passagem da data é lembrada também com diversas homenagens, exposições e
instalações que podem ser vistas em museus, igrejas e nas próprias ruas
da cidade.
Fonte: BBC Brasil
A Breve Opinião:
O objetivo desse post não é esgotar o assunto, afinal tem desmembramentos diversos, praticamente em todo o mundo e em todas as áreas de atuação dos seres humanos. Os atentados colocaram os Estados Unidos e, por tabela, o mundo inteiro em um estado de alerta constante, porque foi como se os terroristas dissessem: "Fizemos e somos capazes de fazer novamente e ainda fazer pior". A partir desse dia, todo grande evento fica cercado de cuidados. Existem diversas teorias da conspiração, algumas inclusive bastante plausíveis, porém nos atemos aos fatos, mesmo sabendo que a história acaba sendo contada segundo a versão dos vencedores (ou dos detentores dos grandes meios de comunicação).
Professora é presa por não pagar pensão às filhas na BA
A professora Elenísia Borges da Silva, 41 anos, está presa na delegacia
de Ubaitaba, cidade localizada a 370 km de Salvador, sob a acusação de
não pagar ao ex-marido a pensão alimentícia das duas filhas. Elenísia
foi detida ontem ao retornar para casa, depois de sair do trabalho. O
pedido de prisão foi assinado pela juíza da Vara Crime Andreia Gomes
Fernandes Beraldi, a pedido do ex-marido.
Segundo
a polícia, a professora perdeu, há sete anos, a guarda das filhas, que
têm respectivamente 16 e 18 anos. As jovens já trabalham e uma delas não
morava mais com o pai, Ademilson Tibúcio dos Santos, 40 anos, que
trabalha como vendedor de acarajé. Ele alega que o montante devido pela
ex-mulher já alcança a cifra de R$ 21 mil. A pensão estipulada pela
Justiça é de R$ 4 mil.
Ainda
de acordo com a polícia, o casal está separado há dez anos. Ademilson
alega que a ex-mulher é professora concursada e tem condições de arcar
com as despesas das filhas e garante já ter planos para o dinheiro que
espera receber: custear os estudos da menina mais nova, de 16 anos.
Familiares
do casal considerarem a medida extrema, mas Santos afirma que está
decidido a seguir com a cobrança e não pretende retirar a queixa, que
considera justa.
Apanhada
de surpresa, Elenísia estaria em estado de choque, sem se alimentar
desde que foi detida. Hoje ela foi levada pelos policiais a um hospital,
onde foi medicada e retornou para a delegacia local.
Fonte: Agência Estado
A Opinião:
Esse caso traz muitas discussões à tona.
Primeiro: Se tem um delito no Brasil que dá cadeia é o não pagamento da pensão aos filhos. Se a justiça conseguisse julgar todos os casos com a mesma eficiência que julga as questões referentes à pensão, não haveria tantos casos sem solução.
Segundo: Não é de hoje que não existe mais uma "divisão de funções" entre o homem e a mulher, embora ainda seja muito mais comum ver homens pagando pensões a ex-mulheres, poucos ainda se assustam ao saber que existem mulheres que pagam pensões a ex-maridos.
Terceiro: A questão da pensão tem servido muitas vezes como uma espécie de "vingança" para o ex-cônjuge, em muitos casos inclusive, pessoas se aproveitam e praticamente transformam-se em ex-esposas ou ex-maridos "profissionais", fato muitas vezes observado no mundo do futebol com as "maria chuteiras".
As referências estão mudando no mundo o tempo todo, com a informação imediata dinamizando o processo. Assim, as já complexas relações humanas se tornam ainda mais complexas, uma vez que não há um padrão definido para a atuação de determinado sexo dentro da sociedade.
Entenda melhor a crise da dívida nos Estados Unidos
O presidente dos Estados Unidos, o democrata Barack Obama, tem uma tarefa árdua para cumprir até a próxima terça-feira: evitar que o país entre em bancarrota conseguindo um acordo quase que milagroso entre os líderes republicanos e democratas do Congresso, em relação ao aumento do teto da dívida norte-americana. Os impasses maiores estão relacionados com o pacote de medidas e o prazo de cumprimento da dívida. Mas, como o professor de Economia da PUC-SP, Antonio Carlos dos Santos, observa, “esta crise está mais ligada à política do que à economia”.
“Democratas e republicanos têm uma visão de sociedade e de mundo totalmente diferentes. Republicanos hoje estão literalmente tomados por uma visão extremamente conservadora e limitada da economia. Não há possibilidade de encontrar um ponto em comum. É uma situação muito delicada”, alerta ele.
Basicamente, a economia americana e mundial está nas mãos de dois partidos políticos que não se entendem e tem duas propostas distintas. Republicanos querem cortar gastos públicos, e com isso, políticas públicas assistencialistas, além de defenderem aumentar o teto da dívida suficientemente para desafogar o governo americano, mas com um acordo de curto prazo. Já os democratas aceitam alguns cortes, mas priorizam o aumento da arrecadação de impostos sobre os ricos e um acordo de longo prazo, pois, assim, teriam muito mais chances de reeleição em 2012. Mas, depois de gastar bilhões para aquecer a economia após a crise de 2008, será que cortar gastos seria uma boa ideia?
“A economia ainda não apresenta uma recuperação sólida, então cortar gastos não é bom. Aumentar a arrecadação de imposto é uma boa ideia porque quem vai pagar é o pessoal de alta renda. Tanto do ponto econômico quanto social, isso faz todo o sentido. Os democratas estão defendendo o sistema de bem-estar social e os republicanos estão tentando destruir o Welfare State dos EUA. É isso que está em jogo”, analisa Antonio Carlos.
Afinal, como os Estados Unidos, a maior potência econômica do mundo, conseguiram chegar a esse ponto, prestes a declarar moratória? O professor de Política Internacional da Universidade Federal Fluminense (UFF), Adriano Freixo, responde:
“Nos últimos anos, os gastos públicos norte-americanos aumentaram enormemente, por conta do envolvimento em inúmeras guerras e das medidas para combater os efeitos da crise de 2008. Historicamente, a dívida norte-americana é alta, mas nesta última década a situação se agravou enormemente. E isto não se deve somente ao governo Obama, o governo Bush também abusou do cofre público”, explica Freixo.
A rivalidade antiga entre os dois principais partidos dos EUA, que se acirrou no governo Obama (a oposição republicana do governo de Bill Clinton não era tão intransigente) pode pôr tudo a perder. Caso o acordo não saia, a economia mundial conheceria o verdadeiro caos, sem uma moeda de referência, já que todas as economias se baseiam no preço do dólar e o euro não está lá essas coisas. Só a possibilidade de não se chegar a um acordo já tem impactado o mercado, com a queda da bolsa no mundo inteiro. Se, efetivamente, a crise não tiver solução e o dólar continuar caindo, esta desvalorização pode afetar nosso mercado, prejudicando ainda mais nossas exportações, nossas indústrias, aumentando a entrada de importados, entre outras coisas.
“Acredito que eles vão conseguir entrar em um acordo dentro do prazo, mas não está mais na esfera da loucura se isso não acontecer. O cenário alternativo é tão catastrófico que é melhor nem pensar e as pessoas não estão nem considerando”, diz Antonio Carlos.
Freixo já é mais otimista e acredita que “as próprias pressões que a sociedade norte-americana começa a fazer sobre seus congressistas para que se chegue a um acordo mínimo pode facilitar uma solução nos próximos dias”.
Barack Obama enfrentou grandes leões em seu primeiro mandato. Além de ter que lidar com os altos custos das guerras e com redução da carga tributária, criações de seu antecessor, Obama herdou uma imensa dívida que sucumbiu na crise econômica de 2008, primeiro ano de seu mandato. Diante dos frequentes ataques da oposição e da insatisfação da população, que se viu em uma situação econômica há muito tempo não experimentada, obrigada a encarar um alto índice de desemprego, sua reeleição poderia estar em risco, não fosse o “heróico” assassinato de Osama Bin Laden.
“A morte do Bin Laden foi positiva e o Obama capitalizou isso em termos de imagens para seu governo para tentar a reeleição. É difícil avaliar se ele seria reeleito ou não, pois existe uma certa imprevisibilidade. Se houver mesmo um agravamento da crise, isso não necessariamente vai recair sobre o Obama. Depende de como vai ser essa crise e como ela vai ser compreendida pelo eleitorado norte-americano”, avalia o professor do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal Fluminense (UFF), Marcus Ianoni.
Já Antonio Carlos analisa a situação de forma menos imparcial.
“Quando chega o momento de tomar a decisão certa, os americanos acabam tomando. No fim das contas, vai prevalecer o bom censo e os democratas vão ganhar. Principalmente porque os candidatos republicanos que até agora se apresentaram não são convincentes. O Obama, na minha opinião, é um animal político genial”, finaliza.
A Opinião:
Parece que a política bélica está cobrando seu preço agora e embora a crise esteja no momento mais agudo, o principal culpado não é o governo Obama e sim o governo Bush, afinal foram oito anos desastrosos.
Quando o Barack Obama foi eleito, o mundo se encheu de esperança, porém observa-se agora um governo pífio, que não conseguiu levar os Estados Unidos para longe do lamaçal para onde estavam caminhando.
Um presidente que ganhou o Prêmio Nobel da Paz mesmo envolvido em guerras, ele, que foi superestimado, até mesmo sobrevalorizado, apareceu como solução antes mesmo de ter sido testado e assim toda essa euforia em torno do nome do Obama agora se reverte em frustração.
Belos discursos, porém sem atitudes concretas. O assassinato (até agora envolto em mistério) do Osama Bin Laden, de fato serviu como cortina de fumaça para encobrir a crise, pena que não conseguiram resolver antes da fumaça se dissipar.
Pelo menos esse "ato heróico" de assassinar (mas cadê o corpo?) o inimigo número 1 dos Estados Unidos pode servir para garantir uma reeleição de um herói, um mito, que nada fez até o momento para justificar o cartaz que recebe.
O Debate:
Será que o mundo deixará de ter uma nação hegemônica?
Venezuela tem a maior reserva de petróleo do mundo
As reservas provadas de óleo cru da Venezuela somaram 296,5 bilhões de barris em 2010, ultrapassando as da Arábia Saudita, de 264,5 bilhões de barris. A estimativa atual é 40% superior à de 2009, quando se calculava em 211,17 bilhões de barris a quantidade de petróleo em terras venezuelanas. Os dados constam no boletim de estatística anual da Opep, divulgado nesta segunda-feira (18/7).
O Brasil permaneceu na 14ª posição, com 12,8 bilhões de barris de óleo cru, alta de 0,4% em relação aos números do ano anterior. O Irã ocupa a terceira posição, com 151 bilhões de barris, seguido por Iraque (115 bilhões de barris) e Kwait (101 bilhões de barris). As reservas mundiais totalizam 1,467 trilhões de barris.
No gás natural, a Rússia lidera com a maior reserva provada: 46 trilhões de m³. O Irã ocupa a segunda posição, com 33,1 trilhões de m³. O Brasil aparece na 40ª posição, com 358 bilhões de m³ do energético. As reservas mundiais somam 192,54 trilhões de m³, segundo a Opep.
A Opinião:
Desde a Segunda Revolução Industrial, o petróleo se tornou a principal fonte de energia do mundo, pela facilidade de transporte e pelo múltiplo uso. Com isso, nações detentoras de grandes reservas tendem a gerar riquezas.
A Venezuela possui a maior reserva de petróleo do mundo e essa descoberta faz com que e torne um dos mais importantes países da América Latina. Ao falar em Petróleo, os olhos do mundo que antes se voltavam praticamente apenas para o Oriente Médio, passam a se voltar também para a América do Sul, graças ao Brasil e principalmente a Venezuela.
A cada ano novas jazidas de petróleo são descobertas, mas ainda são insuficientes para alimentar um mercado faminto pelo petróleo e seus derivados, o que justifica a preocupação com a sua escassez e a necessidade de investimentos em fontes alternativas que poderia diminuir a emissão de gases estufa e diminuir o risco de guerras.
O Debate:
O que acha que aconteceria com o mundo se o petróleo acabasse?