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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Os jovens e os refrigerantes


O Fato:


Refrigerante pode ser causa de comportamento agressivo em jovens

Um estudo estadunidense publicado nesta segunda-feira na revista "Injury Prevetion" concluiu que o uso abusivo do refrigerante está relacionado com o comportamento violento em jovens. De acordo com a pesquisa, a bebida pode aumentar em 15% a chance de conduta agressiva.
Foram observados adolescentes que bebem mais de cinco latas por semana de refrigerantes não-dietéticos. Estes, devido ao perfil de consumo estariam mais propensos à atitudes violentas, como portar armas e cometer agressões. A pesquisa foi realiza com 1.878 adolescentes, com idades entre 14 e 18 anos, por 22 escolas públicas de Boston.
Os jovens foram divididos com perfis de consumos diferentes. Aqueles classificados como baixo consumo e alto consumo, de acordo com o número de latas de refrigerante consumidas por semana. Do total, um terço ficou dentro da última categoria.
A pesquisa também realizou entrevistas a respeito do comportamento dos adolescentes com parentes e amigos. Porém, o perfil individual do consumir também pode afetar nos resultados da pesquisa, como gênero, consumo de tabaco, álcool e padrão de sono.
"Pode haver uma relação direta causa-efeito, talvez devido ao conteúdo de açúcar ou cafeína nessas bebidas, ou pode haver outros fatores, não analisados ainda, que relacionem alto consumo de refrigerantes a agressão", aponta o estudo.

Fonte: sidneyrezende.com


A Opinião:
Chegou o século XXI e, o que era muito difícil de ser entendido, está quase indecifrável: O comportamento dos adolescentes.
Para entender melhor é fundamental compreender alguns aspectos que mudaram a rotina da sociedade. Vamos a alguns e estamos abertos a sugestões nos comentários:
1- A alimentação mudou, passamos a consumir mais produtos industrializados e semi-prontos, repletos de cafeína, açúcar, sódio e os aromatizantes para dar cor e sabor. Deixando de lado alimentos naturais, logicamente mais saudáveis. A indústria alimentícia literalmente se alimenta da nossa fome por novidades e total desprezo pelo conhecimento. É gostoso? Então não importa se faz mal.
2- As famílias estão ficando reduzidas, muitos são filhos únicos, outros possuem apenas um irmão. Dessa forma, surge uma geração que "não convive" com irmãos, primos, amigos, enfim...precisam suprir essa carência com bens materiais que não aceitam dividir, simplesmente porque não sabem.
3- A tecnologia ampliou o conforto e o sedentarismo. Para que sair se tudo chega nas suas mãos? Criamos uma geração mal acostumada. 
4- As ideias difundidas por novas e "geniais" pesquisas, que praticamente proíbem as crianças de sofrer. E ai daqueles que causarem sofrimento. Banalizamos a hiperatividade e o déficit de atenção, além de amplificarmos os efeitos nocivos das gozações dos colegas sob o nome de bullying. Tudo traumatiza, tudo faz mal, compreenda as crianças, são apenas fases que não podem ser puladas ou mesmo interrompidas. Cada um aprende ao seu ritmo. Enfim, temos uma sociedade em formação que não é capaz de assumir os próprios erros. É como se a parte mais forte do corpo nesse século fosse o dedo indicador.
5- A terceirização da educação é grave também. Para que estar do lado do filho e ensinar coisas novas? Deixe com os DVDs "Xuxa só para baixinhos". Os responsáveis dizem: "É ótimo, meu filho já sabe todas as letras e dança todas as músicas". Se colocarmos na ponta do lápis, muitas crianças passam mais tempo na frente da televisão e de outros aparelhos eletrônicos do que com os pais. Quando crescem um pouco chega a hora de fazer natação, balé, inglês, futebol, música e depois dessa maratona toda...terapia. 
Enfim, acredito que difícil não é entender o comportamento adolescente, mas sim o dos adultos, que se fazem de cegos deixando tudo acontecer diante dos seus olhos e ainda dizem não saber mais o que fazer. A culpa é do refrigerante....pronto! Tão simples! #Ironiamodeon

terça-feira, 18 de outubro de 2011

A TV e os bebês


O Fato:

Pediatras pedem que menores de 2 anos fiquem longe das telas

Ver televisão ou vídeos não é aconselhável para crianças menores de dois anos. Pesquisas mostram que a prática pode afetar o desenvolvimento, informou um grupo de pediatras americanos nesta terça-feira.
Em vez de permitir que as crianças assistam a vídeos ou televisão, os pais deveriam falar com elas para estimulá-las a brincar de forma independente, de acordo com a primeira diretriz divulgada em mais de uma década pela Academia Americana de Pediatria (AAP, em inglês).
O Conselho segue a linha da recomendação emitida em 1999 pela maior associação americana de pediatras, mas esta publicação também adverte os pais sobre como seus próprios hábitos televisivos podem retardar a capacidade de falar em seus filhos.
"Esta diretiva atualizada traz mais evidências de que os meios de comunicação --tanto em primeiro como em segundo plano-- têm um efeito potencialmente negativo e nenhum efeito positivo conhecido para as crianças menores de dois anos", sustentou.
"Portanto, a AAP reafirma suas recomendações de desaconselhar o uso de meios deste tipo nesta faixa etária", acrescentou.
Esta última diretiva não se refere a jogos interativos como videogames, smartphones e outros dispositivos, mas sim a meios de comunicação cujo consumo por meio de qualquer tipo de tela seja passivo, como o telefone, o computador, a televisão e outros.
O pediatra Ari Brown explicou que esta atualização era necessária devido ao aumento dos lançamentos de DVD segmentados para crianças menores de 2 anos e pelo fato de quase 90% dos pais reconhecerem que seus filhos veem algum tipo de meio de comunicação eletrônico.
A AAP convocou os pediatras a abordar o tema do uso da tecnologia com os novos pais e afirmou que qualquer adulto deve estar consciente do quanto está distraído quando a televisão está ligada.
Os estudos citados na diretiva indicam que os pais interagem menos com seus filhos quando a televisão está em funcionamento e que uma criança que brinca em frente à televisão olhará o aparelho --se ele estiver ligado, inclusive como som de fundo-- três vezes por minuto.
"Quando a televisão está ligada, os pais falam menos com seus filhos", afirmou. "Há alguma evidência científica que mostra que quanto menos tempo se dedica a uma criança, mais pobre é sua linguagem".
Nem mesmo os chamados vídeos educativos estão beneficiando as crianças menores de dois anos, já que elas são muito pequenas para entender as imagens na tela, disse a AAP.
"As propriedades educativas dos meios de comunicação para crianças menores de dois anos continuam sem ser demonstradas, apesar do fato de três quartos dos produtos audiovisuais infantis mais vendidos terem reivindicações educativas implícitas ou explícitas", acrescentou.
"Um espaço de brincadeiras livre é mais valioso para o desenvolvimento cerebral do que qualquer exposição a meios de comunicação eletrônicos", concluiu a Academia Americana de Pediatria.
Fonte: Correio do Estado

A Opinião:

É fundamental o diálogo e o acompanhamento dos pais para o desenvolvimento da criança, essa pesquisa precisa ser levada a sério para tentar diminuir uma prática cada vez mais frequente: a terceirização da educação das crianças.
Muitos pais estão delegando a função de educar a terceiros, entregando toda a responsabilidade para as escolas e o pior, deixando que os filhos sejam educados e aprendam exclusivamente assistindo a dvds "educativos", fazendo com que se tornem crianças passivas.
Nada contra assistir uma vez ou outra, o problema é que crianças muito pequenas passam horas diante da televisão, assim, diminuindo a velocidade do desenvolvimento da criança