Leitura sem fronteiras - Tradutor

Mostrando postagens com marcador trânsito. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador trânsito. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Acidentes de moto


O Fato:

Número de mortos em acidentes com motos triplicou em 10 anos


As mortes por acidentes com motocicletas quase triplicaram em nove anos, passando de 3.744, em 2002, para 10.143 no ano passado. Os dados são do Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde. Em 2010, mais de 40,6 mil brasileiros morreram em acidentes nas ruas e estradas do país. Os acidentes com motos responderam por 25% das mortes.
De acordo com o ministério, o Brasil é o quinto país em número de mortes provocadas por veículos terrestres, atrás de Índia, China, Estados Unidos e Rússia.
Em nota, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, comemorou decisão do Supremo Tribunal Federal de considerar que o motorista, ao dirigir embriagado, está cometendo um crime mesmo que não provoque acidente ou ponha a vida de outras pessoas em risco. Para o ministro, a decisão da Corte vai contribuir para a redução das estatísticas de mortes no trânsito no Brasil que, segundo Padilha, vive uma "epidemia" de lesões e mortes por acidentes.
Dados do ministério apontam que as regiões Norte e Nordeste registraram o maior aumento dos casos de mortes no trânsito entre 2002 e 2010, com percentuais de 53% e 48%, respectivamente.
Fonte: DCI


A Opinião:

Não adianta culpar apenas a bebida alcoólica pelos acidentes no trânsito, outros fatores precisam ser observados:
1- A educação para o trânsito no Brasil é muito deficiente, é só sair as ruas e observar as infrações absurdas que são cometidas pelos motoristas tanto de carros, ônibus ou motos. No caso das motos, é comum ver pessoas sem capacetes, sem contar os casos de pessoas que andam sem habilitação e acima da velocidade permitida.
2- A qualidade das nossas estradas é péssima, falta sinalização, em muitos lugares temos ruas esburacadas, sem pavimentação, enfim...mais um convite aos acidentes.
3- Os veículos estão cada vez mais velozes e há o incentivo para que se acelere ao máximo. Basta assistir as propagandas, quase nunca se vê em uma propaganda, o motorista andando devagar.
4- A falta de leis e de fiscalização. A sensação de impunidade estimula o infrator. A nossa sociedade é corrupta, tanto é que criam "boletins lei seca" informando os locais de blitz.
5- A falta de um sistema para socorrer vítimas de acidentes de trânsito.
E é óbvio que além de todos esses fatores, entra também a bebida alcoólica. Mas enquanto focarmos apenas na bebida, não resolveremos o problema.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Aniversário dos Supermercados Guanabara


O Fato:

Supermercado Guanabara consegue liminar para reabertura em Niterói

Depois de ficar fechado desde ontem, a loja do supermercado Guanabara em Niterói, conseguiu na Justiça uma liminar para a reabertura do estabelecimento nesta quarta-feira (19/10).
A liminar foi conseguido no plantão judiciário desta quarta-feira, dia 19, e derruba um mandado de segurança contra ato do secretário de segurança e controle urbano do município de Niterói, que embargou administrativamente o funcionamento de uma loja do grupo sob a alegação de transtorno causado ao sistema viário da cidade  em função de promoções realizadas pelo supermercado. 
Segundo o Guanabara, a prefeitura foi cientificada da realização do evento promocional previamente, tendo o supermercado, inclusive, efetuado o pagamento referente ao quadro de apoio móvel operacional para controle de tráfego e conseqüente realização do evento. A empresa afirmou ainda que obteve o “nada a opor” das autoridades públicas locais, tendo cumprido o que determina a legislação.
Fonte: Jornal do Brasil



A Opinião:

O poder público encontrou um álibi para não ser considerado culpado pelo caos no trânsito de uma cidade que cresce muito mais do que se imaginava. A culpa pela desordem não pode ser  apenas das promoções de um supermercado. 
Agora é fato que fazer compras nesse mês no Guanabara é um ato heróico. As pessoas fazem filas para esperar que outros clientes esvaziem os seus carrinhos de compras para poder conseguir um.
Após isso, encaram corredores superlotados e pessoas disputando as últimas mercadorias das prateleiras e enfrentam mais duas filas.
A primeira é a fila do caixa, onde aguardam por mais de duas horas antes de serem atendidos e a segunda é somente para aqueles que precisam de táxi para deixar o local.
O tempo passa, as pessoas começam a discutir, ficam estressadas e começam a se perguntar se vale mesmo a pena enfrentar tudo isso.
Num país onde o poder de compra não é tão grande, com um povo que adora se dar bem, promoções como essa são capazes mesmo de parar o trânsito.


 

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Proibição do uso dos celulares


Os Fatos:

Aprovada lei que proíbe uso de celular em bancos de São Paulo

São Paulo pode tornar-se a terceira cidade do Estado a proibir o uso de celulares dentro de agências bancárias. Em votação simbólica com apoio dos 14 líderes de bancada, a Câmara Municipal aprovou ontem projeto da vereadora Sandra Tadeu (DEM) que restringe o uso do telefone móvel no interior dos bancos. Essa proibição já é lei municipal em Franca e Campinas. Entre as capitais, Curitiba, Belo Horizonte e Salvador também têm legislação semelhante.

O objetivo da restrição é evitar o golpe da "saidinha" de banco. Normalmente, nesses casos um bandido dentro do banco informa o comparsa, via celular, sobre clientes que estão saindo com grandes quantias. Perto do banco ou nas ruas no entorno, a vítima costuma ser atacada pelos ladrões - avisados por quem está dentro da agência. Entre janeiro e julho, pelo menos 12 pessoas foram baleadas na capital nesses golpes.
A lei ainda precisa ser sancionada pelo prefeito Gilberto Kassab (sem partido). Mas, caso alguma entidade ligada aos bancos conteste a lei na Justiça, a chance de os efeitos da medida serem suspensos é grande. Pode-se alegar que é tarefa somente dos governos estaduais legislar sobre assuntos relacionados à segurança pública, conforme prevê o artigo 144 da Constituição Federal de 1988 - lei nesse sentido foi aprovada por Minas, em janeiro; pelo Rio, em abril, e pelo Ceará, em julho
 
Campanha alerta: é preciso atenção 

O trânsito de Porto Velho foi alvo de mais uma ação integrada da prefeitura com o governo do Estado, no último final de semana, quando os 30 cruzamentos considerados mais perigosos foram alvo de campanha educativa. Com panfletos e faixas, as equipes procuraram sensibilizar os motoristas para que respeitem as leis, como o uso do cinto de segurança, a proibição do celular ao volante e as cadeirinhas para crianças no banco de trás dos veículos. Uma equipe formada por cerca de 320 pessoas foi envolvida no trabalho que compreendeu blitz e pit-stop. 
 

Som no transporte coletivo, ou desliga, ou desce

Dizem que cada um tem seu gosto musical, no entanto, no transporte coletivo de Cascavel tem passageiro que resolve compartilhar seu som com os demais. O ônibus inteiro precisa conviver com “popozudas” e “vidas lokas”, músicas que não agradam todo tipo de ouvido. 
A situação chegou a tal ponto que o vereador Airton Camargo, resolveu interferir e quer acabar com a festa nos ônibus. Entrou em discussão e votação no dia 02/08 um projeto de lei que quer proibir o uso de aparelhos sonoros nos veículos do transporte coletivo. “Muitas pessoas que moram nos bairros e utilizam o transporte coletivo entraram em contato comentando que se incomodam com a situação. Mulheres casadas, moças que estudam, ficam constrangidas com letras que falam palavrões, além do desconforto da música alta”, explica o vereador. Os principais vilões são os celulares potentes e caixinhas de som portáteis, com entrada para cartão de memória que comportam centenas de músicas. 
No geral, os passageiros aprovam a iniciativa. Liliane Marins Faustino usa o transporte coletivo diariamente e comenta que ouvir música alta no ônibus virou moda. “Principalmente em grupos de jovens que estão indo ou voltando da escola. E são aquelas músicas... funk, rap, muitas vezes as letras são constrangedoras, para mim a proibição está mais que aprovada”, comenta a passageira. Ela conta que já chegou a pedir para os jovens abaixarem o som, mas o pedido só fez com que eles aumentassem ainda mais o volume.

Celular ou papel: o que distrai nas aulas

Uma ampla discussão toma conta dos bancos escolares: A tecnologia veio para auxiliar no ensino ou está atrapalhando as aulas e distraindo os alunos? Educadores analisam e buscam alternativas para conciliar o fácil e rápido acesso aos recursos tecnológicos, às práticas pedagógicas. O objetivo: minimizar os efeitos e fazer com que o aluno ainda preste atenção naquela aula onde quadro, giz e um bom livro ainda merecem comparecer.
Mas a grande questão é: será que a distração na escola surgiu apenas com o advento das novas tecnologias da informação e da comunicação? Controlar as conversas paralelas, as risadas e a troca de bilhetinhos é um exercício diário de domínio da classe. E não é de hoje. O problema é que a tecnologia é atraente, e mesmo quando não permitida oficialmente em sala de aula, é a grande promotora da distração entre os estudantes. Um bom celular permite ao aluno acessar seus e-mails, frequentar redes sociais, ‘twittar’ durante aquela explicação na aula considerada por esse aluno menos interessante.
 

Meris Bertin é professora de História e Psicopedagoga, no Colégio Marista e no Colégio Sepam, em Ponta Grossa
“Não acredito que antigamente era mais fácil dar aula, porque apesar de hoje o estudante ter uma carga muito grande de informações, isso não quer dizer que ele tenha o conhecimento, porque esse conhecimento tem que ser construído. Eu percebo que o aluno vem para aula se ele está curioso por o que vai aprender, e é o professor quem precisa mediar o conhecimento desse aluno, mediação essa que pode ser feita através de objetos, pessoas, meios de comunicação, livros, um projeto. Isso vai fazer com que esse aluno não se distraia em sala de aula.
Todas as teorias de aprendizagem que surgiram nos ajudam e dão suporte para dar uma aula melhor. Hoje, o professor tem mais conhecimento, porque ele passou daquele estágio de uma aula tradicional para uma aula mais dinâmica, mais interessante. A tecnologia está aí não só para o aluno utilizar, mas para o professor também. A partir do momento que você cativa os alunos, que você traz coisas interessantes, que dá uma aula interessante, o retorno vai o ser o empenho do aluno. Ele vai querer fazer a tarefa, realizar bem um trabalho porque vai estar interessado.
Como lidar com o celular na sala de aula? Eu acho que é muito simples: basta o professor fazer um ‘contrato pedagógico’ e esclarecer aos alunos, no começo do ano escolar, que o celular precisa estar desligado durante as aulas, e na atividade onde ele pode ser utilizado, quem vai direcionar é o professor. Eles entendem essa linguagem. É só explicar.”
 
 
 
 
A Opinião:

Os aparelhos de telefone celular ou telefones móveis tem como principal função agilizar a comunicação e permitir mobilidade do usuário. Mas sempre encontram um jeito de fazer mau uso de uma boa ideia.
A proibição nos bancos, nas escolas e no trânsito já foram aprovadas, a continuar nesse ritmo devem ser acompanhadas da proibição no teatro, no cinema, nos shows e nas bibliotecas.
Ou seja, o celular está ganhando um "status" semelhante aos cigarros no tocante às proibições, será que o incômodo provocado pelo fumante à sociedade é o mesmo incômodo provocado pelo usuário de um celular? Crê-se que não, porém a capacidade de causar estrago a outras pessoas é tão grande quanto, pois pode levar a acidentes no trânsito causando mortes, pode levar ao aumento dos assaltos na "saidinha" dos bancos, pode desconcentrar um aluno durante as aulas fazendo perder informações importantes.
A pergunta que fica então é: Será que a sociedade não estava preparada para ter em mãos um aparelho com tantas funções? Provavelmente não, a necessidade de restringir o uso prova isso, seja pelo simples incômodo que causa a outros, seja para proteger a vida do usuário e daqueles que estão ao seu redor. Tomara que essas medidas tenham mesmo efeito positivo sobre a população, mas que elas venham acompanhadas de campanhas que conscientizem a sociedade para um uso adequado, que traga benefícios e não prejuízos.

O Debate:

Você é a favor da proibição do uso do celular em bancos?