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terça-feira, 29 de maio de 2012

Brasil e a população carcerária


O (Triste) Fato:



Brasil tem quarta maior população carcerária do mundo


Com cerca de 500 mil presos, o Brasil tem a quarta maior população carcerária do mundo e um sistema prisional superlotado. O déficit de vagas (quase 200 mil) é um dos principais focos das críticas da ONU sobre desrespeito a direitos humanos no país.
Ao ser submetido na semana passada pela Revisão Periódica Universal - instrumento de fiscalização do Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU -, o Brasil recebeu como recomendação "melhorar as condições das prisões e enfrentar o problema da superlotação".
Segundo a organização não-governamental Centro Internacional para Estudos Prisionais (ICPS, na sigla em inglês), o Brasil só fica atrás em número de presos para os Estados Unidos (2,2 milhões), China (1,6 milhão) e Rússia (740 mil). De acordo com os dados mais recentes do Depen (Departamento Penitenciário Nacional), de 2010, o Brasil tem um número de presos 66% superior à sua capacidade de abrigá-los (déficit de 198 mil).
"Pela lei brasileira, cada preso tem que ter no mínimo seis metros quadrados de espaço (na unidade prisional). Encontramos situações em que cada um tinha só 70 cm quadrados", disse o deputado federal Domingos Dutra (PT-MA), que foi relator da CPI do Sistema Carcerário, em 2008.

Segundo ele, a superlotação é inconstitucional e causa torturas físicas e psicológicas. "No verão, faz um calor insuportável e no inverno, muito frio. Além disso, imagine ter que fazer suas necessidades com os outros 49 pesos da cela observando ou ter que dormir sobre o vaso sanitário".

De acordo com ele, durante a CPI, foram encontradas situações onde os presos dormiam junto com porcos, no Mato Grosso do Sul, e em meio a esgoto e ratos, no Rio Grande do Sul. Segundo o defensor público Patrick Cacicedo, do Núcleo de Sistema Carcerário da Defensoria de São Paulo, algumas unidades prisionais estão hoje funcionando com o triplo de sua capacidade.

Em algumas delas, os presos têm de se revezar para dormir, pois não há espaço na cela para que todos se deitem ao mesmo tempo. "A superlotação provoca um quadro geral de escassez. Em São Paulo, por exemplo, o que mais faz falta é atendimento médico, mas também há (denúncias de) racionamento de produtos de higiene, roupas e remédios", disse o defensor.
Porém, abusos de direitos humanos não ocorrem somente devido ao déficit de vagas. Em todo país, há denúncias de agressões físicas e até tortura contra detentos praticadas tanto por outros presos quanto por agentes penitenciários. 
"No dia a dia, recebemos muitas denúncias de agressões físicas, mas é muito difícil provar, pelo próprio ambiente (de isolamento). Quando a denúncia chega e você vai apurar, as marcas (da agressão na vítima) já sumiram e não há testemunhas", disse.
O número de mortes de detentos nos sistemas prisionais não é divulgado pelos Estados, segundo o assessor jurídico da Pastoral Carcerária, José de Jesus Filho. "O sistema penitenciário é opaco, uma organização (não-governamental) já tentou fazer esse levantamento, mas não conseguiu", disse.
Segundo o deputado Dutra, o ambiente geral desfavorável aos direitos humanos no sistema prisional do país foi o que possibilitou o surgimento de facções criminosas. Entre elas estão o Comando Vermelho e o Terceiro Comando, no Rio de Janeiro, e o Primeiro Comando da Capital, em São Paulo, que hoje operam as ações do crime organizado dentro e fora dos presídios.
Outra recomendação explícita feita pelo grupo de 78 países-membros durante a sabatina na ONU foi a disponibilização permanente de defensores públicos em todas as unidades prisionais do país. Uma das funções deles seria acelerar a apuração de abusos de direitos humanos contra presos.
Outros papeis seriam oferecer assistência jurídica para que os detentos não fiquem encarcerados após acabar de cumprir suas penas ou tenham acesso mais rápido ao sistema de progressão penitenciária (regime semiaberto ou liberdade assistida) - o que ajudaria a reduzir a superlotação.
Mas o país ainda está longe dessa realidade. Só em São Paulo, um dos três Estados com maior número de defensores, o atendimento a presos nas unidades prisionais é feito por meio de visitas esporádicas.
Segundo Cacicedo, apenas 29 das 300 comarcas do Estado têm defensoria. Além disso, só 50 dos 500 defensores se dedicam ao atendimento dos presos.
O Estado, no entanto, possui 151 unidades prisionais da Secretaria de Administração Penitenciária (sem contar as cadeias públicas subordinadas à Secretaria de Segurança Pública.)
Segundo Jesus Filho, os problemas não são resolvidos em parte devido ao perfil da maioria dos detentos.
Um levantamento da Pastoral Carcerária mostra que a maior parte tem baixa escolaridade, é formada por negros ou pardos, não possuía emprego formal e é usuária de drogas.
Segundo o deputado Dutra, uma possível solução para reduzir a população carcerária seria o emprego de detentos em obras públicas e estímulo para que eles estudem durante a permanência na prisão.
A legislação já permite que a cada três dias de trabalho um dia seja reduzido da pena total. Mas, segundo Dutra, nem todos os governos estaduais exploram essa possibilidade.
Fonte: último segundo


A Opinião:

Não sou daqueles que defendem ardentemente os direitos humanos para bandidos, mas é inacreditável o que acontece nas cadeias brasileiras. E o pior: o custo de cada preso é maior do que o custo dos alunos para o nosso país.
O sistema carcerário brasileiro no formato atual é incapaz de reabilitar alguém, sendo inútil manter esse modelo. Investir em novas celas não resolveria o problema.
O código penal precisava ser revisto, os nossos governantes precisam entender que não é o tamanho da pena que faz com que o crime diminua e sim a certeza que ela realmente será cumprida.
Hoje o preso é condenado a mais de 100 anos, mas a pena máxima no nosso país é de 30 anos. Porém, por mais hediondo que seja o crime, essa pena acaba sendo muito reduzida pelo "bom comportamento" dos presos na cadeia.
Ou seja, já na prisão, basta fazer o que qualquer cidadão deveria fazer para ser premiado.
Essa batalha está sendo perdida a cada desvio de verba destinado a educação e a cada governo que negligencia as nossas crianças. Tomara que essa realidade mude.

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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Infanticídio beneficia espécies da natureza

O Fato:



Matar filhotes beneficia espécies da natureza, diz estudo


O infanticídio pode ser um instrumento eficiente para a sobrevivência de determinadas espécies de animais, indicam um crescente número de estudos. A ideia é chocante do ponto de vista humano, mas a realidade é que para muitos filhotes de animais, a maior ameaça à sua sobrevivência vem de sua própria espécie.
"Não é como um ato de predação, que é silencioso", disse o especialista em leões Craig Packer, da University of Minnesota, em Falcon Heights, Estados Unidos. "Durante o infanticídio há rugidos, é violento e muito perturbador", ele diz, descrevendo como leões adultos matam filhotes. "Eles mordem (os filhotes) atrás da cabeça e na nuca, esmagando seus abdomens".
O infanticídio tende a ser pouco estudado enquanto recurso para garantir a sobrevivência dos mais fortes em uma determinada espécie. Entretanto, há registros de que ele acontece entre roedores e primatas, peixes, insetos e anfíbios.
Segundo estudos, o infanticídio pode trazer benefícios às espécies animais que o cometem, como maiores oportunidades para que o infanticida se reproduza e mesmo alimentação (quando o infanticida come o filhote morto). Matar um filhote é também uma maneira de evitar que seus pais tenham que investir energia para cuidar da cria. O infanticídio é com frequência cometido por machos adultos.
Normalmente, a proteção que um filhote recebe do pai cumpre um papel importante em assegurar sua sobrevivência. Mas quando novos machos entram em cena, tudo pode mudar. Os machos recém-chegados tendem a derrubar os machos pais de suas posições no topo da hierarquia do grupo. Se eles conseguem ferir, expulsar ou até matar um macho que ocupava uma posição dominante no grupo, tomando o seu lugar, os filhotes do antigo líder passam a correr grande risco. Isso acontece porque machos recém-chegados com frequência têm apenas um objetivo: ter seus próprios filhotes com a mãe.
Em sociedades de leões, por exemplo, matar filhotes faz com que suas mães voltem a ficar férteis mais rápido, aumentando a chance de que os novos machos se reproduzam. E se não matam filhotes alheios, correm o risco de que os filhotes do antigo líder cresçam e deem o seu próprio golpe.
Mas o infanticídio não é cometido apenas por animais machos. Fêmeas também o praticam, disse o zoólogo Tim Clutton-Brock, da University of Cambridge, na Inglaterra. "Fêmeas matam os filhotes umas das outras com a mesma prontidão", ele disse.

Ratas matam as crias de outras fêmeas para se alimentar e se apoderam dos ninhos para criar seus próprios filhotes. Ratas também matam sua própria cria se os filhotes têm deformidades ou ferimentos. Isso permite que elas concentrem seus recursos em outros filhotes.
O infanticídio também pode aumentar o sucesso reprodutivo de um animal, reduzindo a competição para os filhotes do infanticida. Besouros fêmeas matam as larvas de suas rivais para assegurar que suas próprias larvas sobrevivam.
Esse comportamento foi observado também em mais de 40 espécies de primatas, mas em muitas dessas espécies as fêmeas usam estratégias para reduzir os riscos de que ele ocorra, segundo um estudo publicado na revista científica Journal of Theoretical Biology.
A saída utilizada por essas fêmeas é o acasalamento com parceiros múltiplos para gerar o que os especialistas chamaram de "confusão de paternidade". Ou seja, os machos não sabem quem é o pai do filhote. Isso dá aos filhotes maiores chances de sobreviver quando novos machos tentam se integrar no grupo.
Quando há mudanças na hierarquia de dominância, "o infanticídio ocorre apenas quando a chance de o assassino ser o pai do próximo filhote é alta", disse o estudo. Os suricatos (mamíferos pequenos e altamente sociáveis que habitam regiões inóspitas) se reproduzem de forma cooperativa, ou seja, se um macho alfa e uma fêmea alfa se reproduzem, outros integrantes do grupo em posições de subordinação ajudam a criar os filhotes do casal alfa.

Fêmeas dominantes matam filhotes de subordinados e os próprios subordinados, se tiverem cria própria, podem também matar o filhote de uma fêmea dominante. Suricatos machos, no entanto, não sujam suas patas com o sangue de filhotes.
Clutton-Brock explicou: "Suricatos machos não apresentam (comportamento) infanticida porque assim que (as fêmeas) têm filhotes, ficam prontas para se acasalar novamente. Então, matar crianças não interessa aos machos". Uma situação que contrasta bastante com a dos leões, onde as fêmeas passam quase 18 meses amamentando após o nascimento dos filhotes.
Sabe-se que machos nômades, ou coalizões de machos competindo pelo controle de matilhas, matam filhotes com o objetivo de fazer com que a mãe volte a ficar fértil. Desta forma, podem se reproduzir com ela.
Fonte: Portal Terra
A Opinião:
No reino animal o infanticídio pode ser benéfico, mas entre os seres humanos é justamente o contrário que irá trazer benefícios a nossa espécie. É fundamental cuidarmos das nossas crianças, ensinar a elas valores humanos e o respeito a natureza. O que acontece (cada vez mais raramente) entre algumas tribos indígenas é inaceitável. Vejam o vídeo abaixo de 2008:



Vivemos em um mundo onde a informação é transmitida com muita facilidade. Assim, é fundamental haver uma conscientização sobre a importância das crianças para o futuro das nações. Um casal antes de ter filhos precisam planejar para que não tenhamos esse número absurdo de crianças abandonadas. 
O acompanhamento deve ser feito de perto, ensinar o que é certo e errado, dizer não quando necessário para que saibam que o direito delas termina quando começa o dos outros. Cada um é responsável pelos seus atos e podem ter certeza de que são também pela sua prole. Que filhos vamos deixar para o mundo? 


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domingo, 20 de maio de 2012

Tremor de terra em Montes Claros/MG


O Fato:



Tremor de 4,2 atinge cidade de Montes Claros, em Minas Gerais


Um tremor de terra ocorrido na manhã deste sábado (19) na cidade mineira de Montes Claros (418 quilômetros de Belo Horizonte) assustou moradores e causou rachaduras em pelo menos um edifício. Não há registro de vítimas. O chefe do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB), Lucas Barros, falou que, mesmo sem medida de intensidade exata, o tremor está com certeza entre um dos maiores registrados em Montes Claros e pode chegar a 4,2 graus de magnitude.
O instituto, que calcula os abalos sísmicos no Brasil, parou de receber os dados do terremoto na manhã de ontem e não pode estimar a intensidade exata do abalo. “A cidade de Montes Claros está localizada em uma falha geológica, que fica especificamente dentro do bairro Atlântida. Por isso que sempre acontecem tremores por lá”, explicou o especialista.
Barros afirmou que, segundo  relatos da população, é possível estimar que o abalo chegou a registrar um ápice de 6 ou 7 pontos de intensidade. “Em uma escala que vai de 1 a 12, que é um índice que calculamos a partir da percepção das pessoas, o fato em Montes Claros, pode ter atingido o máximo de 7 pontos”, disse. “Para deixar claro, podemos dizer que, na Escala Richter, o tremor foi de aproximadamente 4,2 pontos”, afirmou Barros.
Ele explicou ainda que todos os abalos que já atingiram a cidade no Norte de Minas Gerais são tremores de superfície terrestre, ou seja, são acomodações da crosta. “Dependendo de onde estão os pontos centrais de alguns abalos, um tremor de 4,8 pontos já pode causar danos para cidades urbanas”, diz Barros. O especialista não descartou a possibilidade de novos tremores atingirem a cidade. “Certamente pequenos sismos ainda estão acontecendo na região, mas são imperceptíveis para a população. Não podemos descartar as chances de um novo sismo acontecer em Montes Claros”.
O Corpo de Bombeiros disse ter recebido centenas de ligações com relatos de quedas de objetos no interior das moradias além de pequenos danos nos imóveis. Muitas pessoas também queriam saber se havia a possibilidade de réplicas e se poderiam permanecer em casa. O prédio de quatro andares onde funciona o Shopping Popular, no centro da cidade, sofreu rachaduras. As imagens de uma câmera do circuito interno do shopping registraram a correria no momento do tremor.
Segundo os bombeiros, os tremores de terra são comuns em Montes Claros. No dia 2 de abril deste ano, foram registrados três tremores.
Fonte: correio24horas

A Opinião:

Foram aproximadamente 10 segundos com a terra tremendo, tempo suficiente para apavorar muitas pessoas na cidade de Montes Claros, até porque 4,5 graus na escala Richter é um abalo considerável.
Há 20 anos era impensável falarmos em tremores de terra no Brasil, hoje recebemos notícias de tremores em algumas cidades brasileiras. A impressão que as pessoas tinham era que não haveria terremotos no Brasil por estarmos afastados da área de contato entre placas tectônicas, porém os abalos que acontecem aqui são decorrentes de acomodações da crosta terrestre e não de choque entre placas tectônicas. O risco de um abalo forte é bem menor em situações como essa.
Com o crescimento das cidades e o avanço dos meios de comunicação, os abalos passaram a ser notícia em todo o Brasil, assim começamos a perceber que não estamos livres de tremores de terra. Assim, é fundamental os governos das áreas mais suscetíveis aos tremores começarem a se preparar estruturalmente, além de transmitir informações para a população para diminuir o pânico que uma situação como essa causa.






sexta-feira, 18 de maio de 2012

Brasileira é destaque em Cannes


O Fato:



Brasileira entre dez selecionados para 'Os Cinemas do Mundo' em Cannes




Uma brasileira está entre os dez jovens convidados a apresentar seus projetos e buscar financiamento para um primeiro ou segundo longa-metragem no pavilhão "Os Cinemas do Mundo" do Festival de Cannes.
A brasileira Anita Rocha da Silveira, uma paraguaia, um chileno e mais sete jovens da Ásia, África, Europa central, Magreb e do Oriente Médio foram escolhidos para ir a Cannes e se apresentar no maior festival de cinema do mundo.
Anita exibe, em Cannes, o seu projeto "Mata-me, por favor". A brasileira estudou cinema na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC) em 2008. É roteirista, editora e diretora de três curtas, "The Noon Vampire" (2008), "Handball" (2010) e "The Living Dead" (2012).
Com o apoio do presidente do Festival de Cannes, Gilles Jacob, do Instituto Francês, da Organização da Francofonia, assim como de grandes veículos franceses, como France 24, RFI e TV5 Monde, o pavilhão oferece aos jovens cineastas a possibilidade de mostrar a variedade da criação internacional.
Os jovens cineastas têm acompanhamento personalizado, o que abre as portas do festival e, sobretudo, dos produtores em busca de projetos originais e dos talentos de amanhã.
Fonte: Portal Terra

A Opinião:
O cinema brasileiro se destaca ano após ano, mostrando a consolidação do jeito brasileiro de fazer cinema. O cinema fascina e ao mesmo tempo é uma ferramenta muito útil para a educação.
Nesse sentido, é com orgulho que o Clube de Geografia recebe o seu novo parceiro: a rede de cinemas Cinespaço, localizada no Boulevard Shopping em São Gonçalo/RJ e com salas de cinema espalhadas pelo Brasil. 

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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Brasil Carinhoso


O Fato:



Brasil Carinhoso investirá R$ 10 bi para tirar crianças até 6 anos da extrema pobreza

Mais de dois milhões de famílias brasileiras que vivem na extrema pobreza e têm filhos com até seis anos de idade serão beneficiadas com a nova ação da Agenda de Atenção Básica à Primeira Infância - Brasil Carinhoso, lançada nesta segunda-feira (14/05), pela presidenta Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto.
O plano reúne iniciativas voltadas para a primeira infância nas áreas social, com a ampliação do Bolsa Família; da educação, com o aumento da oferta de vagas nas creches; e da saúde, oferecendo suplementação de vitamina A, ferro, e medicação gratuita contra asma. A previsão de investimento é de R$ 10 bilhões entre 2012 e 2014.
A expectativa do governo é reduzir em 62% a extrema pobreza na faixa de 0 a 6 anos. O impacto generalizado previsto em todas as faixas é a redução da extrema pobreza em até 40%, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
Durante o lançamento das novas medidas, a presidenta disse que a iniciativa reduz de fato a extrema pobreza onde ela se concentra, quando se olha pela distribuição etária. "A pobreza se concentra nas faixas de idade mais baixa da população. Essa é, infelizmente, uma das características da nossa distribuição de renda. Chegou a hora de centrarmos o nosso foco e o nosso olhar para essa faixa etária", enfatizou.
Dilma destacou ainda que a ação representa a primeira porta de acesso a uma vida melhor, com cidadania. De acordo com ela, esse é um governo que não tem medo de enfrentar o duplo desafio de crescer e enfrentar a pobreza. "Queremos ser um país rico e sem pobreza, quanto mais rápido, melhor", afirmou.
Sobre a distribuição de medicação, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que, de cada cinco mulheres, uma tem anemia. E 20% das crianças brasileiras têm falta de vitamina A. Ele adiantou que será feita uma busca ativa das crianças, para que elas tomem suplementação de vitamina A pelo menos duas vezes por ano, a cada seis meses. E lembrou, ainda, que a asma é a segunda principal causa de internação de crianças de até cinco anos no SUS.
A distribuição de vitamina A será feita durante as campanhas nacionais de vacinação. O suplemento de ferro será garantido por meio das Unidades Básicas de Saúde para quem tiver indicação médica. Os remédios para o tratamento da asma serão distribuídos de graça, na rede Aqui tem Farmácia Popular.
O Bolsa Família será ampliado para garantir a todas as famílias que tenham, pelo menos, uma criança de zero a seis, uma renda mensal de no mínimo R$ 70,00 por pessoa. Esse dinheiro será pago no cartão do Bolsa Família no mesmo dia em que as famílias já recebem o benefício.
A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, lembrou os resultados do último Censo 2010, divulgados em abril pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mostraram os indiscutíveis avanços sociais do País na última década. Ela destacou a queda no indicador de mortalidade infantil, que, em uma década, caiu praticamente pela metade, e o aumento da frequência escolar, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, as mais pobres.
"Todos os preconceitos com os pobres e os questionamentos sobre políticas de transferência de renda ruíram com os últimos números do IBGE", comemorou ela.
Na área da educação, o governo vai aumentar o número de vagas nas creches. Durante o lançamento do Brasil Carinhoso, foi assinado um acordo com as prefeituras para a construção de mais 1.500 creches em todo o País. O governo federal vai repassar para as prefeituras os recursos para custear cada nova vaga aberta nas creches públicas ou conveniadas.
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse que, além disso, para cada criança do Bolsa Família matriculada, o município vai receber 50% a mais do valor que já é repassado pelo governo federal. Com isso, o governo quer estimular a matrícula de crianças do Bolsa Família nas creches de todo o País.
Outra ação prevista no Brasil Carinhoso é o aumento em quase 70% do valor que o governo federal repassa aos municípios para reforçar a alimentação nessas creches.
A presidenta Dilma enfatizou que vai buscar, "por todos os meios possíveis", implantar, conveniar e incentivar a implantação de creches no País, em especial para os mais pobres. Isso porque, lembrou ela, a creche é uma forma de se atacar pela raiz a desigualdade - que é sempre uma desigualdade de oportunidades -, para que a criança possa, mais tarde, disputar seu lugar na sociedade.

Fonte: cenariomt


A Opinião:

Vou começar olhando o lado positivo, acredito que o Governo Federal está atirando no que vê e acertando no que não vê. Isso porque os projetos sociais do governo estão facilitando a vida das pessoas mais pobres e incentivando os casais mais pobres a terem filhos, evitando assim o envelhecimento da população e a futura quebra da previdência social. Se formos analisar friamente, isso é bom para o país e não para o povo.
Agora, infelizmente o crescimento do Brasil está ocorrendo em cima da superexploração da classe média, os mais pobres são "embalados" pelo governo paternalista (agora maternal) e os mais ricos obtém vantagens por fazerem parte de uma elite que se articula o tempo todo para continuar no comando. Sobra para a classe média subsidiar todo esse "crescimento".
Estamos produzindo uma população de pedintes, um grupo mal acostumado que espera tudo na mão e que não está disposto a se esforçar para conquistar os seus objetivos. Tudo pautado em um falso discurso moralista de oferecer oportunidades a todos.

 

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Dilma é a segunda mãe mais poderosa do mundo


O Fato:

Dilma é segunda mãe mais poderosa do mundo, diz Forbes




A revista norte-americana Forbes divulgou nesta sexta uma lista das 20 mães mais poderosas do mundo. Nela, a presidente brasileira, Dilma Rousseff, aparece em segundo lugar, atrás apenas da secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, e na frente de Indra Nooyi, executiva-chefe da PepsiCo.
No perfil, a Forbes destaca que Dilma, 64 anos, é divorciada e tem apenas uma filha. Paula Rousseff Araújo nasceu em 1976 e é mãe do pequeno Gabriel, que nasceu durante a campanha presidencial de Dilma, em setembro de 2010. A lista da revista é divulgada em homenagem ao Dia das Mães, que tanto nos EUA quanto no Brasil é celebrado no segundo domingo de maio.
"Mães poderosas precisam desenvolver estratégias únicas para ter sucesso tanto nas salas de reunião quanto nos quartos de brinquedos", lembra a Forbes. "Muitas das mães da lista reconheceram publicamente as dificuldades decorrentes de ser mãe e profissional".


A Breve Opinião:

Pesquisas a parte, não existe um ser mais maravilhoso do que uma mãe. Ela descobre que possui qualidades que nunca imaginou possuir, tem todas as respostas mesmo fugindo do convencional e do científico. Todas são poderosas, merecem carinho e respeito. As mães têm paciência para nos aguardar por 9 meses, mesmo recebendo muitos chutes. Acompanha cada passo da nossa vida e registra com carinho através de fotos, vídeos, copiando em um caderninho e principalmente na memória. Além de tudo isso existe uma fonte da juventude que só elas enxergam, porque por mais velho que você esteja, sempre continuará sendo o bebê da mamãe. Domingo é o dia de dar presente, todos os outros dias são dias de dar amor, carinho e deixá-las com orgulho. 
Façam o mínimo por quem sempre foi o máximo.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Suposto racismo?


O Fato:

A polêmica envolvendo a participação de Neymar no clipe da música "Kong", de Alexandre Pires, pode não ter passado de um mal-entendido. Na tarde desta quarta-feira, o procurador da República Frederico Pellucci informou que o Ministério Público Federal (MPF) não irá intimar o craque santista para prestar esclarecimentos.
Segundo denúncia do MPF, o clipe contribui a pratica de racismo por conta da participação de homens transvestidos de macacos - entre eles, o camisa 11 do Peixe - e por trechos da música que intensificam o suposto preconceito: "É no pelo do macaco que o bicho vai pegar".
O cantor de funk Mr. Catra também deve ficar livre da acusação. “Neymar e Mr. Catra não serão intimados. O procedimento é de Uberlândia e desconheço o fato. Eu ouvi apenas um lado da história, que foi o autor da música e agora o Ministério Público Federal vai colher mais informações de representantes das classes, que em tese são vítimas do resultado do clipe, para poder chegar a alguma conclusão”, disse Pellucci.
O ouvidor nacional da Igualdade Racial e denunciante, Carlos Alberto Silva Júnior, relatou ainda que o clipe leva a crer que os negros estão em "condição de ser inferior" e que "não se desenvolveu a ponto de se tornar ser humano".
O cantor e compositor do hit, Alexandre Pires, já prestou esclarecimentos ao Ministério Público no último dia 3 de maio.
Fonte: Band




A Breve Opinião (porque de hipocrisia estamos cansados):

Tem gente procurando chifres em cabeça de cavalo. O clipe acima nada tem de racista e nem de menosprezo de uma raça. Mas no Brasil está cada vez mais corriqueiro surgirem os defensores dos menos favorecidos, mesmo em casos onde não há necessidade de defesa.
Músicas como Lôra Burra (sic) do Gabriel, o pensador são mais ofensivas a um grupo do que esta e mesmo assim não há motivos para demonizar. Isso sempre acontece quando alguém está querendo aparecer e levantar discussões inúteis que em nada contribuem para resolver a questão.
No mundo estamos cada vez mais pisando em ovos para nos expressarmos, nossa fala não pode arranhar ninguém. A pergunta que fica é: O mundo melhorou por causa disso ou estamos indo de mal a pior?