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domingo, 1 de julho de 2012

Rio de Janeiro é Patrimônio Cultural da Humanidade


O Fato:



Rio de Janeiro é Patrimônio Cultural da Humanidade

A cidade do Rio de Janeiro recebeu na manhã desse domingo (1/7) o título de Patrimônio Cultural da Humanidade durante a 37ª Reunião do Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco, que aconteceu em São Petersburgo, na Rússia. 
A Ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e o presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, acompanharam a votação. O Rio foi a primeira cidade a candidatar-se inteira a Patrimônio Mundial como Paisagem Cultural Urbana.
O Brasil tem ainda outros 18 bens culturais e naturais na lista de 911 bens reconhecidos pela Unesco.
Bens culturais: Conjunto Arquitetônico e Urbanístico de Ouro Preto, Minas Gerais (1980); Centro Histórico de Olinda, Pernambuco (1982); Ruínas de São Miguel das Missões, Rio Grande do Sul (1983); Santuário do Bom Jesus de Matosinhos em Congonhas, Minas (1985); Centro Histórico de Salvador, Bahia (1985); Conjunto Urbanístico de Brasília, Distrito Federal (1987); Centro Histórico de São Luís, Maranhão (1997); Centro Histórico de Diamantina, Minas (1999); Centro Histórico de Goiás, Goiás (2001); Praça de São Francisco em São Cristovão, Sergipe (2010).
Bens naturais: Parque Nacional do Iguaçu, Paraná (1986); Costa do Descobrimento, Bahia e Espírito Santo (1997); Parque Nacional Serra da Capivara, Piauí (1998); Reserva Mata Atlântica, São Paulo e Paraná (1999); Parque Nacional do Jaú, Amazonas (2000); Pantanal Mato-grossense, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul (2000); Reservas do Cerrado: Parque Nacional dos Veadeiros e das Emas, Goiás (2001); e Parque Nacional de Fernando de Noronha, Pernambuco (2001).
Fonte: Último segundo


A Breve Opinião:
É inegável que o Rio de Janeiro é uma cidade singular, agora, mais do que nunca, reconhecida pelo mundo inteiro. Cabe aos nossos governantes e a população carioca manter esse título, tornar essa cidade cada vez mais maravilhosa. 
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terça-feira, 26 de junho de 2012

Collor considera legal impeachment do Lugo


O Fato:



Collor considera legal o impeachment de Lugo e pede moderação ao Itamaraty

O senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL), que há 20 anos foi destituído da Presidência por um impeachment do Congresso, considerou legal o processo similar sofrido por Fernando Lugo no Paraguai na sexta-feira passada e pediu moderação à diplomacia brasileira.

"A norma foi cumprida, não há que se falar em golpe de estado ou quebra da legalidade, o que só ocorreria se houvesse a desobediência às normas legais com o uso da força", declarou o senador em discurso no plenário do Senado.
Collor, que também é presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, disse que o Brasil tem de respeitar as normas jurídicas do país vizinho.
"O Estado de Direito significa a existência de normas jurídicas. É o contrário da anarquia. Pressupõe a existência e o respeito às regras", acrescentou o ex-presidente brasileiro, que teve os direitos políticos cassados por corrupção, embora a Justiça o tenha absolvido posteriormente das mesmas acusações.
No sábado, o governo brasileiro condenou o processo legislativo que destituiu Lugo do poder e empossou seu vice-presidente, Federico Franco. O Brasil convocou seu embaixador em Assunção para consultas e anunciou que estudará medidas contra o novo governo paraguaio.
Segundo Collor, a Constituição do Paraguai prevê a possibilidade de o Congresso submeter o presidente a um julgamento político por mau desempenho de suas funções e também autoriza o Legislativo a destituí-lo por votação, tal como aconteceu.
O senador esclareceu que a Constituição paraguaia não faz menções sobre qual deveria ser o ritmo desse processo e afirmou que ninguém pode considerá-lo como ilegal ou sumário.
Para ele, golpe de Estado significa uma ação fora da norma legal e que pressupõe o uso da força física, o que, em sua opinião, não ocorreu no Paraguai.
O parlamentar alagoano disse ainda que até a Corte Suprema do Paraguai rejeitou o recursos apresentado por Lugo para anular o julgamento e garantiu o mandato de seu sucessor.
Por essas razões, o ex-presidente qualificou a reação do governo brasileiro como "açodada". "Parece que o governo brasileiro foi tomado de surpresa. Ou nossa representação não informou adequadamente sobre a evolução da crise ou os centros de poder em Brasília não tentaram influir, como fazendo uma composição com Lugo ou pedindo mais calma à oposição parlamentar", ressaltou.
Collor defendeu uma atuação mais efetiva da diplomacia brasileira perante o Paraguai para amenizar a crise, já que, em sua opinião, um agravamento da crise pode incentivar Lugo a adotar uma posição mais radical e dificultar os interesses do Brasil na região.
Para o senador, a suspensão do Paraguai do Mercosul ou da União de Nações Sul-americanas (Unasul) aumentaria a gravidade da crise e contribuiria para a radicalização. "Ainda cabe à diplomacia brasileira uma iniciativa de moderação e bom senso". 
Fonte: Portal Terra

A Opinião:
De fato, todas as nações precisam respeitar a soberania do Paraguai. Trata-se de um país que possui normas jurídicas e nada do que foi feito no Paraguai ocorreu fora da lei.
Porém, cabe aos países vizinhos e parceiros econômicos analisar a legitimidade desse julgamento. Nosso continente já sofreu com golpes civis-militares e agora pode sofrer com um golpe parlamentar. 
Mas por que golpe se agiram dentro da lei?
Ora, não podemos ser ingênuos. Basta simplesmente conquistar a maioria através de alianças políticas, muitas vezes escusas, para eliminar um adversário político. A verdade vai aparecer e enquanto ela não aparece precisamos ficar em estado de alerta.
Lembrem-se que muitas ações podem não ser ilegais, mas são imorais.


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domingo, 17 de junho de 2012

Concurso do minuto geointocáveis


O Clube de Geografia organizou no Colégio Auxiliadora um concurso cultural onde os alunos deveriam responder uma pergunta através de um vídeo com no máximo 1 minuto.
A questão proposta foi: "O que eu faria se tivesse apenas 1 dia para mudar o mundo?"

O vencedor vai ganhar 1 par de ingresso para assistir a um filme no Cinespaço, 1 rodízio de pizzas na Parmê e 1 vale presente no valor de 30 reais na livraria Nobel.

Aqui estão os 5 finalistas, Votem no seu favorito até a meia noite do dia 24 de junho, o vídeo mais votado será o vencedor.

Isaque Cerqueira

Paula Beatriz

Gabriella Sales

Mariane Alfradique


Raíssa Campos

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Esclarecimentos necessários:

Pelo regulamento do concurso os vídeos poderiam ter no máximo 1:00. No vídeo da Mariane Alfradique aparece 1:01 no contador, mas trata-se de um erro do contador de vídeo que pula no final de 0:59 para 1:01, portanto o vídeo da concorrente Mariane Alfradique possui exatamente 1:00, estando assim, dentro do regulamento e apto para o concurso, continuem votando galera!!!

domingo, 10 de junho de 2012

Jato com combustível renovável na Rio + 20


O Fato:



Jato fará voo com combustível renovável

Os participantes da Rio + 20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, poderão assistir, no próximo dia 19, ao voo de demonstração Azul+Verde, de um jato 195 da Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica), pertencente à empresa Azul Linhas Aéreas, abastecido com combustível renovável, feito à base de cana-de-açúcar produzida no Brasil.
O sucesso dos testes foi anunciado no último dia 4 pelas empresas Azul Linhas Aéreas, Embraer, Amyris e GE, essa última fabricante do motor CF34-10E que vai equipar o jato da Embraer.
Pela primeira vez no país, um jato irá voar com um biocombustível de aviação produzido à base de cana-de-açúcar. A assessoria da Embraer informou que maiores detalhes serão fornecidos durante o voo, na Rio+20. A ideia é que o biocombustível para jatos apresente desempenho similar aos combustíveis convencionais derivados de petróleo.
Na avaliação do coordenador do Programa de Engenharia de Transportes da Coordenação de Programas de Pós-Graduação de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), Marcio D’Agosto, o projeto representa benefícios do lado ambiental, mas mostra problemas tecnológicos. O professor lembrou que a Amyris já fabrica uma série de produtos a partir da fermentação do caldo de cana-de-açúcar. A própria Coppe vem testando um diesel de cana fabricado pela Amyris. D'Agosto disse que já existem algumas iniciativas no mundo utilizando biodiesel no setor da aviação. “O mundo todo está desenvolvendo biocombustíveis para uso aeronáutico, porque você tem que substituir o querosene de aviação”. Ele lembrou ainda que, no Brasil, essa iniciativa é inovadora, embora não seja pioneira. Marcio D’Agosto citou o professor Expedito Parente, da Universidade Federal do Ceará, como um dos precursores nesse campo, ao produzir bioquerosene na década de 1980. “No momento, no Brasil, acho que essa é uma iniciativa isolada no campo do transporte aéreo". O país já vem usando etanol para motor aeronáutico em aviões de pequeno porte que fazem pulverização no interior.
O coordenador da Coppe esclareceu que diferentemente de outros modais de transporte, principalmente o terrestre, os setores aéreo e marítimo têm muita dificuldade de substituir os atuais sistemas de propulsão. Referiu-se aos automóveis que hoje, além de usar gasolina e álcool, podem também ser movidos a eletricidade. No avião, ao contrário, essa possibilidade é nula devido ao problema de autonomia e peso. ”A tecnologia do transporte aéreo hoje está muito amarrada ao uso de propulsor do tipo turbina, que é um motor com eficiência relativamente alta, que dá uma autonomia boa para tráfego, porque consegue ser mais eficiente”. O combustível usado é o querosene de aviação, que é um derivado de petróleo. “Eu consumo energia de fonte não renovável e emito dióxido de carbono, que é o principal gás de efeito estufa, que vai agravar o problema do aquecimento global”. No caso de uma fonte renovável, como o querosene derivado da cana-de-açúcar, o professor da Coppe comentou que a queima desse combustível é contrabalançada pela absorção de gás carbônico. “Quando eu planto a fonte da energia, que é a cana-de-açúcar, consigo ter um balanço positivo, tendendo a zerar esse processo.
Um dos problemas do novo combustível renovável para aviação é o alto custo, apontou D’Agosto. Embora não tenha dados a respeito do valor do produto, ele disse que o preço do diesel de cana, que vem sendo testado pela Coppe, por exemplo, é cinco vezes superior ao do diesel de petróleo. “Porque não há escala de produção ainda, porque há um processo tecnológico que está carente de uma estruturação de escala para produção, porque você está usando uma matéria-prima que serve para produzir também açúcar, etanol, diesel de cana ou querosene”. São mercados concorrentes, salientou.
Outro aspecto é que o modal aéreo é afetado de maneira significativa pela não conformidade de produto. “Se você coloca um óleo diesel que tem algum problema de produção, de especificação, em um ônibus ou caminhão, ele enguiça e para. Mas se isso acontece com um avião, ele cai”. Por isso, observou que o produto tem que estar muito bem enquadrado, com um processo produtivo regular e com qualidade comprovada, para ser utilizado pelas companhias aéreas. Essas, a seu ver, são muito criteriosas quanto ao aspecto da conformidade e qualidade do combustível e do processo produtivo.
A conclusão do professor da Coppe é que ainda vai demorar algum tempo até que o combustível renovável experimental para jatos alcance uma escala de produção. Esse processo vai depender de muitos fatores, entre eles o preço do petróleo no mercado externo. “Se o petróleo amanhã ficar muito caro, automaticamente as questões de preço (do combustível de cana para aviação) são minimizadas. Se você encontrar uma rota alternativa de produção que utiliza outra matéria-prima, facilita, porque não concorre com etanol ou com açúcar”. Ele lembrou que, em termos ambientais, o projeto desenvolvido pela Amyris “é muito bom”.
Procurada pela Agência Brasil, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que já existe pedido para a realização de um voo com biocombustível de Campinas para o Rio de Janeiro – Aeroporto Santos Dumont, com realização de voos locais no Rio e retorno para Campinas no mesmo dia. O pedido foi feito no último dia 25 de abril. O voo será autorizado pela Anac por meio da emissão de um Certificado de Autorização de Voo Experimental (Cave), “com o objetivo de pesquisa e desenvolvimento, só com
convidados a bordo e cientes do propósito experimental”. A Anac informou ainda, por meio de sua assessoria, que está em contato com a Azul, a Embraer e a GE (fabricante do motor) “para estabelecer os procedimentos e limitações impostas ao avião para permitir sua operação segura.

Fonte: Band.com


A Breve Opinião:

Líderes do mundo todo virão ao Rio de Janeiro para discutir assuntos de interesses globais relacionados ao meio ambiente ou será que apenas descobriram e gostariam de explorar um novo nicho de mercado?
O Biocombustível pode ser uma alternativa interessante, mas simplesmente priorizar uma fonte de energia em detrimento de outras vai gerar problemas no futuro e voltaremos a discussão inicial, parecendo até uma novela onde o problema seria o mesmo, mudando apenas o vilão.
O combustível extraído da cana-de-açúcar só vai vingar se for viável economicamente mesmo sendo melhor para o meio ambiente no momento. O  grande problema é, sendo viável economicamente, o cultivo da cana pode substituir o de outros gêneros alimentícios e pode acelerar o desgaste do solo. Assim, o cobertor continua curto. 
A Rio+10 foi um fracasso do ponto de vista ambiental, precisamos de discussões realmente interessadas em buscar soluções para os impactos ambientais, ainda que, para isso, o poderio das empresas petrolíferas tenha que ser reduzido.
Enquanto a economia lutar contra a ecologia, nada vai mudar.


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quinta-feira, 31 de maio de 2012

ONU pede o fim da Polícia Militar

O Fato:



ONU pede o fim da Polícia Militar

Esta é uma de 170 recomendações que os membros do Conselho de Direitos Humanos aprovaram ontem como parte do relatório elaborado pelo Grupo de Trabalho sobre o Exame Periódico Universal (EPU) do Brasil, uma avaliação à qual se submetem todos os países.
A recomendação em favor da supressão da PM foi obra da Dinamarca, que pede a abolição do "sistema separado de Polícia Militar, aplicando medidas mais eficazes (...) para reduzir a incidência de execuções extrajudiciais".
A Coreia do Sul falou diretamente de "esquadrões da morte" e Austrália sugeriu a Brasília que outros governos estaduais "considerem aplicar programas similares aos da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) criada no Rio de Janeiro".
Já a Espanha solicitou a "revisão dos programas de formação em direitos humanos para as forças de segurança, insistindo no uso da força de acordo com os critérios de necessidade e de proporcionalidade, e pondo fim às execuções extrajudiciais".
O relatório destaca a importância de que o Brasil garanta que todos os crimes cometidos por agentes da ordem sejam investigados de maneira independente e que se combata a impunidade dos crimes cometidos contra juízes e ativistas de direitos humanos.
A França, por sua parte, quer garantias para que "a Comissão da Verdade criada em novembro de 2011 seja provida dos recursos necessários para reconhecer o direito das vítimas à justiça".
Muitas das delegações que participaram do exame ao Brasil concordaram também nas recomendações em favor de uma melhoria das condições penitenciárias, sobretudo no caso das mulheres, que são vítimas de novos abusos quando estão presas. 
Fonte: Diário do Nordeste


A Opinião:

É uma injustiça tremenda colocar a culpa pela violência toda nas costas da PM, outra injustiça é colocar policiais corruptos e despreparados no mesmo grupo daqueles que cumprem o seu dever com coragem e dignidade.
Vários países analisaram o Brasil e deram opinião sem saber como as coisas funcionam de fato aqui no nosso território. Seria interessante se falassem contra a corrupção, contra a falta de investimento na educação, contra a desigualdade social, contra a gastança para satisfazer os turistas e não o povo brasileiro na copa de 2014 e nas olimpíadas de 2016, contra o sistema carcerário falido, contra a politicagem. 
"Apontar as armas apenas" para a PM é ignorar milhões de outros aspectos, fundamentais para que a paz seja uma constante em nosso país. Tudo bem, foram 170 recomendações e seria interessante conhecer todas, mas essa em especial foi uma recomendação infeliz, já proposta no excelente filme "Tropa de Elite 2".
Uma sociedade não pode ser construída na base da tentativa e erro, não podemos ser um rascunho de sociedade, é necessário planejamento e todos os planos que não envolvam a educação estão fadados ao fracasso.


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terça-feira, 29 de maio de 2012

Brasil e a população carcerária


O (Triste) Fato:



Brasil tem quarta maior população carcerária do mundo


Com cerca de 500 mil presos, o Brasil tem a quarta maior população carcerária do mundo e um sistema prisional superlotado. O déficit de vagas (quase 200 mil) é um dos principais focos das críticas da ONU sobre desrespeito a direitos humanos no país.
Ao ser submetido na semana passada pela Revisão Periódica Universal - instrumento de fiscalização do Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU -, o Brasil recebeu como recomendação "melhorar as condições das prisões e enfrentar o problema da superlotação".
Segundo a organização não-governamental Centro Internacional para Estudos Prisionais (ICPS, na sigla em inglês), o Brasil só fica atrás em número de presos para os Estados Unidos (2,2 milhões), China (1,6 milhão) e Rússia (740 mil). De acordo com os dados mais recentes do Depen (Departamento Penitenciário Nacional), de 2010, o Brasil tem um número de presos 66% superior à sua capacidade de abrigá-los (déficit de 198 mil).
"Pela lei brasileira, cada preso tem que ter no mínimo seis metros quadrados de espaço (na unidade prisional). Encontramos situações em que cada um tinha só 70 cm quadrados", disse o deputado federal Domingos Dutra (PT-MA), que foi relator da CPI do Sistema Carcerário, em 2008.

Segundo ele, a superlotação é inconstitucional e causa torturas físicas e psicológicas. "No verão, faz um calor insuportável e no inverno, muito frio. Além disso, imagine ter que fazer suas necessidades com os outros 49 pesos da cela observando ou ter que dormir sobre o vaso sanitário".

De acordo com ele, durante a CPI, foram encontradas situações onde os presos dormiam junto com porcos, no Mato Grosso do Sul, e em meio a esgoto e ratos, no Rio Grande do Sul. Segundo o defensor público Patrick Cacicedo, do Núcleo de Sistema Carcerário da Defensoria de São Paulo, algumas unidades prisionais estão hoje funcionando com o triplo de sua capacidade.

Em algumas delas, os presos têm de se revezar para dormir, pois não há espaço na cela para que todos se deitem ao mesmo tempo. "A superlotação provoca um quadro geral de escassez. Em São Paulo, por exemplo, o que mais faz falta é atendimento médico, mas também há (denúncias de) racionamento de produtos de higiene, roupas e remédios", disse o defensor.
Porém, abusos de direitos humanos não ocorrem somente devido ao déficit de vagas. Em todo país, há denúncias de agressões físicas e até tortura contra detentos praticadas tanto por outros presos quanto por agentes penitenciários. 
"No dia a dia, recebemos muitas denúncias de agressões físicas, mas é muito difícil provar, pelo próprio ambiente (de isolamento). Quando a denúncia chega e você vai apurar, as marcas (da agressão na vítima) já sumiram e não há testemunhas", disse.
O número de mortes de detentos nos sistemas prisionais não é divulgado pelos Estados, segundo o assessor jurídico da Pastoral Carcerária, José de Jesus Filho. "O sistema penitenciário é opaco, uma organização (não-governamental) já tentou fazer esse levantamento, mas não conseguiu", disse.
Segundo o deputado Dutra, o ambiente geral desfavorável aos direitos humanos no sistema prisional do país foi o que possibilitou o surgimento de facções criminosas. Entre elas estão o Comando Vermelho e o Terceiro Comando, no Rio de Janeiro, e o Primeiro Comando da Capital, em São Paulo, que hoje operam as ações do crime organizado dentro e fora dos presídios.
Outra recomendação explícita feita pelo grupo de 78 países-membros durante a sabatina na ONU foi a disponibilização permanente de defensores públicos em todas as unidades prisionais do país. Uma das funções deles seria acelerar a apuração de abusos de direitos humanos contra presos.
Outros papeis seriam oferecer assistência jurídica para que os detentos não fiquem encarcerados após acabar de cumprir suas penas ou tenham acesso mais rápido ao sistema de progressão penitenciária (regime semiaberto ou liberdade assistida) - o que ajudaria a reduzir a superlotação.
Mas o país ainda está longe dessa realidade. Só em São Paulo, um dos três Estados com maior número de defensores, o atendimento a presos nas unidades prisionais é feito por meio de visitas esporádicas.
Segundo Cacicedo, apenas 29 das 300 comarcas do Estado têm defensoria. Além disso, só 50 dos 500 defensores se dedicam ao atendimento dos presos.
O Estado, no entanto, possui 151 unidades prisionais da Secretaria de Administração Penitenciária (sem contar as cadeias públicas subordinadas à Secretaria de Segurança Pública.)
Segundo Jesus Filho, os problemas não são resolvidos em parte devido ao perfil da maioria dos detentos.
Um levantamento da Pastoral Carcerária mostra que a maior parte tem baixa escolaridade, é formada por negros ou pardos, não possuía emprego formal e é usuária de drogas.
Segundo o deputado Dutra, uma possível solução para reduzir a população carcerária seria o emprego de detentos em obras públicas e estímulo para que eles estudem durante a permanência na prisão.
A legislação já permite que a cada três dias de trabalho um dia seja reduzido da pena total. Mas, segundo Dutra, nem todos os governos estaduais exploram essa possibilidade.
Fonte: último segundo


A Opinião:

Não sou daqueles que defendem ardentemente os direitos humanos para bandidos, mas é inacreditável o que acontece nas cadeias brasileiras. E o pior: o custo de cada preso é maior do que o custo dos alunos para o nosso país.
O sistema carcerário brasileiro no formato atual é incapaz de reabilitar alguém, sendo inútil manter esse modelo. Investir em novas celas não resolveria o problema.
O código penal precisava ser revisto, os nossos governantes precisam entender que não é o tamanho da pena que faz com que o crime diminua e sim a certeza que ela realmente será cumprida.
Hoje o preso é condenado a mais de 100 anos, mas a pena máxima no nosso país é de 30 anos. Porém, por mais hediondo que seja o crime, essa pena acaba sendo muito reduzida pelo "bom comportamento" dos presos na cadeia.
Ou seja, já na prisão, basta fazer o que qualquer cidadão deveria fazer para ser premiado.
Essa batalha está sendo perdida a cada desvio de verba destinado a educação e a cada governo que negligencia as nossas crianças. Tomara que essa realidade mude.

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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Infanticídio beneficia espécies da natureza

O Fato:



Matar filhotes beneficia espécies da natureza, diz estudo


O infanticídio pode ser um instrumento eficiente para a sobrevivência de determinadas espécies de animais, indicam um crescente número de estudos. A ideia é chocante do ponto de vista humano, mas a realidade é que para muitos filhotes de animais, a maior ameaça à sua sobrevivência vem de sua própria espécie.
"Não é como um ato de predação, que é silencioso", disse o especialista em leões Craig Packer, da University of Minnesota, em Falcon Heights, Estados Unidos. "Durante o infanticídio há rugidos, é violento e muito perturbador", ele diz, descrevendo como leões adultos matam filhotes. "Eles mordem (os filhotes) atrás da cabeça e na nuca, esmagando seus abdomens".
O infanticídio tende a ser pouco estudado enquanto recurso para garantir a sobrevivência dos mais fortes em uma determinada espécie. Entretanto, há registros de que ele acontece entre roedores e primatas, peixes, insetos e anfíbios.
Segundo estudos, o infanticídio pode trazer benefícios às espécies animais que o cometem, como maiores oportunidades para que o infanticida se reproduza e mesmo alimentação (quando o infanticida come o filhote morto). Matar um filhote é também uma maneira de evitar que seus pais tenham que investir energia para cuidar da cria. O infanticídio é com frequência cometido por machos adultos.
Normalmente, a proteção que um filhote recebe do pai cumpre um papel importante em assegurar sua sobrevivência. Mas quando novos machos entram em cena, tudo pode mudar. Os machos recém-chegados tendem a derrubar os machos pais de suas posições no topo da hierarquia do grupo. Se eles conseguem ferir, expulsar ou até matar um macho que ocupava uma posição dominante no grupo, tomando o seu lugar, os filhotes do antigo líder passam a correr grande risco. Isso acontece porque machos recém-chegados com frequência têm apenas um objetivo: ter seus próprios filhotes com a mãe.
Em sociedades de leões, por exemplo, matar filhotes faz com que suas mães voltem a ficar férteis mais rápido, aumentando a chance de que os novos machos se reproduzam. E se não matam filhotes alheios, correm o risco de que os filhotes do antigo líder cresçam e deem o seu próprio golpe.
Mas o infanticídio não é cometido apenas por animais machos. Fêmeas também o praticam, disse o zoólogo Tim Clutton-Brock, da University of Cambridge, na Inglaterra. "Fêmeas matam os filhotes umas das outras com a mesma prontidão", ele disse.

Ratas matam as crias de outras fêmeas para se alimentar e se apoderam dos ninhos para criar seus próprios filhotes. Ratas também matam sua própria cria se os filhotes têm deformidades ou ferimentos. Isso permite que elas concentrem seus recursos em outros filhotes.
O infanticídio também pode aumentar o sucesso reprodutivo de um animal, reduzindo a competição para os filhotes do infanticida. Besouros fêmeas matam as larvas de suas rivais para assegurar que suas próprias larvas sobrevivam.
Esse comportamento foi observado também em mais de 40 espécies de primatas, mas em muitas dessas espécies as fêmeas usam estratégias para reduzir os riscos de que ele ocorra, segundo um estudo publicado na revista científica Journal of Theoretical Biology.
A saída utilizada por essas fêmeas é o acasalamento com parceiros múltiplos para gerar o que os especialistas chamaram de "confusão de paternidade". Ou seja, os machos não sabem quem é o pai do filhote. Isso dá aos filhotes maiores chances de sobreviver quando novos machos tentam se integrar no grupo.
Quando há mudanças na hierarquia de dominância, "o infanticídio ocorre apenas quando a chance de o assassino ser o pai do próximo filhote é alta", disse o estudo. Os suricatos (mamíferos pequenos e altamente sociáveis que habitam regiões inóspitas) se reproduzem de forma cooperativa, ou seja, se um macho alfa e uma fêmea alfa se reproduzem, outros integrantes do grupo em posições de subordinação ajudam a criar os filhotes do casal alfa.

Fêmeas dominantes matam filhotes de subordinados e os próprios subordinados, se tiverem cria própria, podem também matar o filhote de uma fêmea dominante. Suricatos machos, no entanto, não sujam suas patas com o sangue de filhotes.
Clutton-Brock explicou: "Suricatos machos não apresentam (comportamento) infanticida porque assim que (as fêmeas) têm filhotes, ficam prontas para se acasalar novamente. Então, matar crianças não interessa aos machos". Uma situação que contrasta bastante com a dos leões, onde as fêmeas passam quase 18 meses amamentando após o nascimento dos filhotes.
Sabe-se que machos nômades, ou coalizões de machos competindo pelo controle de matilhas, matam filhotes com o objetivo de fazer com que a mãe volte a ficar fértil. Desta forma, podem se reproduzir com ela.
Fonte: Portal Terra
A Opinião:
No reino animal o infanticídio pode ser benéfico, mas entre os seres humanos é justamente o contrário que irá trazer benefícios a nossa espécie. É fundamental cuidarmos das nossas crianças, ensinar a elas valores humanos e o respeito a natureza. O que acontece (cada vez mais raramente) entre algumas tribos indígenas é inaceitável. Vejam o vídeo abaixo de 2008:



Vivemos em um mundo onde a informação é transmitida com muita facilidade. Assim, é fundamental haver uma conscientização sobre a importância das crianças para o futuro das nações. Um casal antes de ter filhos precisam planejar para que não tenhamos esse número absurdo de crianças abandonadas. 
O acompanhamento deve ser feito de perto, ensinar o que é certo e errado, dizer não quando necessário para que saibam que o direito delas termina quando começa o dos outros. Cada um é responsável pelos seus atos e podem ter certeza de que são também pela sua prole. Que filhos vamos deixar para o mundo? 


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