Leitura sem fronteiras - Tradutor

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Aliança militar entre EUA e Paraguai aumenta tensão



O fato:
247 – Uma nova guerra do Paraguai, sem exageros, já está em curso. No campo diplomático, as relações entre o Brasil e o país vizinho estão praticamente rompidas desde o impeachment de Fernando Lugo, em junho deste ano, e a posse do atual presidente Federico Franco. Não há qualquer tipo de entendimento à vista sobre a volta dos paraguaios ao bloco do Mercosul e nem qualquer menção à suspensão das sanções econômicas impostas, a pedido do Brasil, também pela Argentina e o Uruguai. Agora, em agravamento do quadro, a temperatura acaba de subir. E bem mais. Tropas do exército do Paraguai participam neste momento, a convite do exército dos Estados Unidos, de manobras de treinamento no Canal do Paraguai.
A aliança militar já está sendo vista como um passo importante na preparação do terreno para a realização de um velho sonho acalentados pelos americanos: ter a sua própria base militar dentro do Paraguai, de modo a monitorar de perto, especialmente, qualquer movimento na fronteira brasileira. Além disso, a base iria provocar um intenso fluxo de militares entre Washington e Assunção, abrindo um corredor militar que  cortaria de alto a baixo o continente. A instalação da base sempre contou com a oposição silenciosa do Brasil. Com Lugo no poder, essa possibilidade praticamente não existia, mas com Federico Franco, o plano pode ser acelerado.
O treinamento do exército do Paraguai no Canal do Panamá, sob a liderança dos EUA, acontece semanas depois de o governo brasileiro ter tomado a decisão de realizar a Operação Ágata 2, para a qual foram enviados nove mil militares para a tríplice fronteira. A intenção declarada é a de combater o tráfico de drogas, mas sabe-se que o governo paraguaio não viu com bons olhos o movimento. Em guerra aberta no campo diplomático, a movimentação militar soou, para eles, mais como uma provocação do que uma necessidade real. A ida de tropas vizinhas ao Panamá só faz aumentar a tensão latente.
Abaixo, notícia publicada pelo jornal eletrônio Correio do Brasil sobre o treinamento dos militares americanos e paraguaios no Panamá:
Por Redação, com RickTV _de Cidade do Panamá, Ciudad del Leste, Assunção e Brasília - Soldados paraguaios participam desde o início deste semana dos exercícios militares dirigidos pelo Comando Sul dos Estados Unidos, em manobras de suposta defesa do Canal do Panamá. A participação paraguaia em um movimento de tropas norte-americanas ocorre logo após o golpe de Estado naquele país sul-americano, prontamente apoiado por Washington, contra o ex-presidente Fernando Lugo. O treinamento das tropas seguirá até o dia 17 de agosto e tem cerca de 600 militares.
"Robert Appin, do Comando Sul dos Estados Unidos afirmou que o enfoque dos exercícios é a reação a um hipotético ataque terrorista que pretenda bloquer o trânsito de navios no Canal", afirma nota do Movimento pela Paz, a Soberania e a Solidariedade entre os Povos (Mopassol, na sigla em espanhol). Segundo a instituição argentina, há no Panamá 12 bases aeronavais controladas pelos EUA. Desde 2003, sob a direção do Comando Sul, realizam-se os exercícios militares conhecidos como Panamax, que contam com a participação de militares do Chile, Panamá e Estados unidos. Atualmente, porém, integram as manobras 17 países ao todo e é considerado um dos maiores movimentos de tropas do mundo.
O Paraguai tem participado das manobras desde 2006, mas se manteve afastado de 2009 a 2012, sendo novamente convidado após o golpe que instituiu o governo de facto do presidente Federico Franco.
Referindo-se ao exercício multinacional que usa a desculpa da luta contra o terrorismo, o jornalista cubano Miguel Lamas afirmou, dois anos atrás, que o verdadeiro projeto dos exercícios militares na América Latina são ensaios de uma invasão.
"O aparato militar dos EUA aponta para a necessidade daquele país de buscar condições militares suficientes para dominar, militarmente, os demais países latino-americanos. Eles trabalham nos setores de inteligência e no treinamento físico para manter uma força capaz de intervir, no futuro, em qualquer país do continente. Este é o verdadiro objetivo de todas e de cada uma das manobras e dos exercícios militares que fazem, sempre com a cumplicidade aberta de vários países latino-americanos e de forma encoberta por outros".
Fonte: Brasil 247

Intercâmbio parlamentar
No caso paraguaio e do Cone Sul, vale recordar que o governo dos EUA, há anos, insiste na presença de células terroristas em Ciudad del Este, na zona denominada "tríplice fonteira" (Brasil, Argentina e Paraguai). Um grupo de parlamentares norte-americanos, em visita àquela cidade paraguaia, nesta semana, alegou que o propósito da missão é a de "compreender melhor os desafios do crime transnacikonal que o Ocidente enfrenta", segundo porta-voz.
O Paraguai mantém fortes laços de cooperação técnica e militar com os EUA, sempre a serviço daquele país no objetivo de bloquer a presença das repúblicas socialistas da Venezuela e demais integrantes da Unasul e no próprio Mercosul, do qual fazia parte até ser suspenso após o golpe de Estado, renovando sempre seu apoio à ingerência norte-americana na região. O país abriga uma classe política de ultradireita e conservadora que, no dia 22 de junho, perpetrou um ataque à democracia e ao mandato do presidente deposto Fernando Lugo. Essa mesma classe política, formada por partidos tradicionais e dependentes do capital estrangeiro, ampliou os contatos com o Congresso norte-americano nas últimas semanas
Manobras brasileiras
Ao longo desta semana, o governo brasileiro concluiu o envio de um contingente de cerca de 9 mil militares – equipados com helicópteros de combate, navios-patrulha, aviões de caça e blindados – para a Tríplice Fronteira, na Operação Ágata 5. O movimento de tropas irá durar 30 dias.
"É uma operação de fronteira que tem por objetivo, sobretudo, a repressão à criminalidade", disse o ministro da Defesa, Celso Amorim. A Marinha enviou aproximadamente 30 embarcações para os rios da Bacia do Prata, entre elas três navios de guerra e um navio-hospital.
A Força Aérea Brasileira (FAB) participa da operação com esquadrões de caças F5 e Super Tucano, além de aviões-radar e veículos aéreos não tripulados. O Exército mobilizou infantaria e blindados Urutu e Cascavel de três divisões. As três Forças usam ainda helicópteros Black Hawk e Pantera, para transporte de tropas e missões de ataque.
A operação terá ainda o apoio de 30 agências governamentais, entre elas a Polícia Federal, que elevarão o efetivo total para cerca de 10 mil homens. O general Carlos Bolivar Goellner, comandante militar do Sul, disse que a área crítica de patrulhamento é entre as cidades de Foz do Iguaçu, no Paraná, e Corumbá, em Mato Grosso do Sul, onde é maior a maior incidência de tráfico de drogas e contrabando.
Partiu da presidenta Dilma Rousseff a ordem a Amorim para a execução da Operação Ágata 5.
– A ação visa a reforçar a presença do Estado na fronteira com a Bacia do Prata – disse Goellner. Segundo ele, as fronteiras serão fortemente guarnecidas e como consequência o tráfico de drogas e o contrabando devem ser "sufocados".
Para Samuel Alves Soares, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e presidente da Associação Brasileira de Estudos de Defesa (Abed), a decisão de ampliar o número de homens armados na região de fronteira pode ser entendida como uma mensagem da disposição de aumentar a força brasileira.
Fonte: Brasil 247

 A (breve) opinião:
É algo muito difícil falar de um conflito como esse, principalmente quando nos lembramos da guerra do Paraguai.As relações rompidas entre nosso país e o vizinho, que, por sua vez, tem o apoio dos Estados Unidos, só provam que algo grande pode estar por vir mais cedo que possamos imaginar.O Brasil mandar guarnecer as fronteiras logo após o impeachment já é algo que nos deixa com uma "pulga atrás da orelha", e os exércitos dos EUA no Canal do Paraguai também.Muitas incertezas, é verdade, mas apenas uma coisa é certa neste momento tão turbulento: Em cada um de nós, que conhece a história da primeira guerra entre Paraguai e Tríplice Aliança (Brasil, Uruguai e Argentina), bate um sentimento: um apelo aos governantes que a guerra não se repita. Que Voluntários da Pátria permaneçam na história de cento e cinquenta anos atrás.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Cidades com menor renda do país têm campanhas milionárias



A Notícia:
RIO - O bairro de Malvinas, em Araioses (MA), não tem água encanada nem esgoto, posto de saúde ou escola. Lá, 90% das casas são de taipa e sem energia elétrica. Em cada uma dessas moradias vivem de 5 a 15 pessoas. Na cidade, os candidatos à prefeitura estimaram os gastos de campanha em até R$ 4,3 milhões para disputar os votos de 31 mil eleitores. Araioses é uma das cem cidades com os piores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil onde, ao todo, os aspirantes ao cargo de chefe dos Executivos locais planejam gastar R$ 97,2 milhões na disputa.
Juntos, esses rincões de pobreza têm menos de 900 mil cidadãos cadastrados para votar. Na maioria dos casos, dois ou três candidatos concorrem às prefeituras. Mas, com tamanha estimativa de gastos, a projeção de despesa foi às alturas: R$ 110,84 por eleitor, dez vezes mais que a previsão no Rio (R$ 10,64). O valor chama atenção pois os municípios não contam com programas de TV, normalmente o maior custo na campanha, e a maioria têm eleitorado inferior a oito mil pessoas.
Assim como Araioses, Governador Newton Bello e Presidente Juscelino, também no Maranhão, integram a lista de cidades pobres que podem ter campanhas ricas. Os três municípios já tiveram até papel de destaque no comércio estadual, mas hoje são lugares carentes de tudo. A impressão que se tem é que lá o tempo parou.
— É uma cidadezinha pequena e atrasada — resume a aposentada Joana Silva, ao descrever Araioses, sexto pior IDH do país.
Cidade vive de catar caranguejos
De acordo com o Censo 2010, em Araioses 32% da população vivem mensalmente com uma renda per capita de até R$ 70, e quase metade dos domicílios não contam com abastecimento de água. Sem bons indicadores, o município orgulha-se da boa produção de caranguejos.
A apenas quatro horas de São Luís, Governador Newton Bello parece estar mais distante do que os 298 quilômetros que as separam. A cidade, com o 11º pior IDH do país, homenageia um ex-governador com fama de progressista, embora o município tenha estagnado nos tempos de Raimundo “Chapéu de Couro”, que dava nome à cidade até 1994. Ruas sem asfalto, casas de taipa e teto de palha ajudam a dar um ar de zona rural de tempos antigos. Lá, os candidatos a prefeito estimaram gastar R$ 3,6 milhões. Uma quantia considerável se for levada em conta o universo de eleitores cadastrados: 7.837. Se todos desembolsarem o que planejam, serão R$ 459,35 por eleitor.
Em Governador Newton Bello, quatro a cada dez moradores acima dos 15 anos são analfabetos. E em bairros paupérrimos, como São José, a situação não mudou em quatro anos, com ruas de terra e casas sem esgoto.
Na cidade de Traipu, a 188 quilômetros de Maceió, os três candidatos a prefeito prometem gastar juntos R$ 2,4 milhões, valor considerável para uma cidade de 15 mil eleitores. Apesar de estar à beira do rio São Francisco, a cidade foi arrasada pela seca, sem contar os casos de corrupção. Em cinco anos, segundo a Polícia Federal, foram desviados R$ 15 milhões dos cofres da cidade. Em Traipu, sete a cada dez pessoas não sabem ler e escrever. Quando as televisões não pegam por falta de sinal, os traipuenses se apinham para assistir a um festival de decisões judiciais que fez a pequena cidade perder três prefeitos em menos de um ano. Eleito em 2008, Marcos Santos (PTB) foi afastado e preso cinco vezes por diferentes operações da PF.
Fonte: O Globo


A opinião
Quando olho para uma notícia dessas, a primeira sensação não poderia deixar de ser a de indignação, mas, mais do que isso, me obrigo a comparar essa ocorrência com a de pessoas na áfrica, por exemplo.
Em uma das cidades citadas na reportagem, a renda média de cada um é de R$74 por mês. Enquanto diversas pessoas gastam 74, até mesmo 100 reais por dia – nada contra o consumismo, é apenas uma comparação –, e políticos fazem campanhas milionárias.
Como depois da revolta vêm sempre as perguntas, a primeira pergunta que todos fazem é: de onde sai esse dinheiro? A lógica nos leva a crer que uma população paupérrima como a das cidades de Traipu e Governador Newton Bello mesmo em seus maiores sonhos de fartura não conseguiriam pagar impostos o suficiente para tanto.
Investimento de empresas seria uma boa resposta, mas isso gera mais uma pergunta: Por que essas mesmas empresas não investem na população?
Por último, temos a seguinte pergunta: Será mesmo necessário um investimento tão grande em campanha? Infelizmente eu, você e a população dessas cidades ficaremos sem resposta talvez para sempre.
Quando há crises econômicas em países ricos, as classes elitistas se mobilizam, e a situação começa a ser resolvida. Mas e quando é o povo que está falido? A população é deixada de lado na ignorância. Dizem que um povo que não pensa não questiona, e está aí a prova de que isso é verdade.
Desejaria jamais ter lido uma notícia dessas, e, mais do que isto, desejaria que essa notícia jamais precisasse ser publicada.


domingo, 8 de julho de 2012

Que tal cotas sociais para o poder legislativo?

Cotas sociais para o poder legislativo

A discussão gerada pela implantação do sistema de cotas, sejam elas raciais ou sociais, para ingresso nas universidades públicas brasileiras é intensa e acalorada. Concordando ou não com a implantação desse sistema, é importante aproveitarmos esse "precedente" para democratizar o Brasil e reparar injustiças históricas de vez.
Os defensores do sistema de cotas falam sobre a urgente necessidade de democratização, universalização e aprimoramento do sistema educacional brasileiro. A nossa questão é: Por que não ampliar essa democratização para toda a sociedade brasileira?
Por que não criar um sistema de cotas para preencher as vagas do poder legislativo brasileiro e assim termos a realidade do nosso país na Câmara dos Deputados, tanto estaduais quanto federais, no Senado e nas Câmaras de Vereadores de todo o país?
Nós elegemos os nossos representantes, assim nada mais justo do que implantar o sistema de cotas sociais no poder legislativo brasileiro. 
No Brasil, são eleitos 81 senadores, 513 deputados federais, 1059 deputados estaduais e mais de 60.000 vereadores. Pelo sistema de cotas, essas vagas deveriam ser preenchidas levando em conta o perfil da sociedade brasileira.
Só para exemplificar, em 2010, cerca de 21% da população pertenciam as classes A e B, 53% pertenciam a classe C e 25% as classes D e E. Assim, a composição do Senado e das Câmaras deveriam respeitar esse percentual, havendo vagas para que os menos favorecidos possam ter voz e sejam capazes de lutar por direitos de toda uma classe.
Esse é apenas uma proposta incipiente. Se você concorda, divulgue essa ideia. Se discorda, mostre o seu ponto de vista. Acrescentem novas ideias, afinal o importante é movimentar o debate para fazer do Brasil um país menos desigual.

Realização:


Apoio:


domingo, 1 de julho de 2012

Rio de Janeiro é Patrimônio Cultural da Humanidade


O Fato:



Rio de Janeiro é Patrimônio Cultural da Humanidade

A cidade do Rio de Janeiro recebeu na manhã desse domingo (1/7) o título de Patrimônio Cultural da Humanidade durante a 37ª Reunião do Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco, que aconteceu em São Petersburgo, na Rússia. 
A Ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e o presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, acompanharam a votação. O Rio foi a primeira cidade a candidatar-se inteira a Patrimônio Mundial como Paisagem Cultural Urbana.
O Brasil tem ainda outros 18 bens culturais e naturais na lista de 911 bens reconhecidos pela Unesco.
Bens culturais: Conjunto Arquitetônico e Urbanístico de Ouro Preto, Minas Gerais (1980); Centro Histórico de Olinda, Pernambuco (1982); Ruínas de São Miguel das Missões, Rio Grande do Sul (1983); Santuário do Bom Jesus de Matosinhos em Congonhas, Minas (1985); Centro Histórico de Salvador, Bahia (1985); Conjunto Urbanístico de Brasília, Distrito Federal (1987); Centro Histórico de São Luís, Maranhão (1997); Centro Histórico de Diamantina, Minas (1999); Centro Histórico de Goiás, Goiás (2001); Praça de São Francisco em São Cristovão, Sergipe (2010).
Bens naturais: Parque Nacional do Iguaçu, Paraná (1986); Costa do Descobrimento, Bahia e Espírito Santo (1997); Parque Nacional Serra da Capivara, Piauí (1998); Reserva Mata Atlântica, São Paulo e Paraná (1999); Parque Nacional do Jaú, Amazonas (2000); Pantanal Mato-grossense, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul (2000); Reservas do Cerrado: Parque Nacional dos Veadeiros e das Emas, Goiás (2001); e Parque Nacional de Fernando de Noronha, Pernambuco (2001).
Fonte: Último segundo


A Breve Opinião:
É inegável que o Rio de Janeiro é uma cidade singular, agora, mais do que nunca, reconhecida pelo mundo inteiro. Cabe aos nossos governantes e a população carioca manter esse título, tornar essa cidade cada vez mais maravilhosa. 
Realização:


Apoio:



terça-feira, 26 de junho de 2012

Collor considera legal impeachment do Lugo


O Fato:



Collor considera legal o impeachment de Lugo e pede moderação ao Itamaraty

O senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL), que há 20 anos foi destituído da Presidência por um impeachment do Congresso, considerou legal o processo similar sofrido por Fernando Lugo no Paraguai na sexta-feira passada e pediu moderação à diplomacia brasileira.

"A norma foi cumprida, não há que se falar em golpe de estado ou quebra da legalidade, o que só ocorreria se houvesse a desobediência às normas legais com o uso da força", declarou o senador em discurso no plenário do Senado.
Collor, que também é presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, disse que o Brasil tem de respeitar as normas jurídicas do país vizinho.
"O Estado de Direito significa a existência de normas jurídicas. É o contrário da anarquia. Pressupõe a existência e o respeito às regras", acrescentou o ex-presidente brasileiro, que teve os direitos políticos cassados por corrupção, embora a Justiça o tenha absolvido posteriormente das mesmas acusações.
No sábado, o governo brasileiro condenou o processo legislativo que destituiu Lugo do poder e empossou seu vice-presidente, Federico Franco. O Brasil convocou seu embaixador em Assunção para consultas e anunciou que estudará medidas contra o novo governo paraguaio.
Segundo Collor, a Constituição do Paraguai prevê a possibilidade de o Congresso submeter o presidente a um julgamento político por mau desempenho de suas funções e também autoriza o Legislativo a destituí-lo por votação, tal como aconteceu.
O senador esclareceu que a Constituição paraguaia não faz menções sobre qual deveria ser o ritmo desse processo e afirmou que ninguém pode considerá-lo como ilegal ou sumário.
Para ele, golpe de Estado significa uma ação fora da norma legal e que pressupõe o uso da força física, o que, em sua opinião, não ocorreu no Paraguai.
O parlamentar alagoano disse ainda que até a Corte Suprema do Paraguai rejeitou o recursos apresentado por Lugo para anular o julgamento e garantiu o mandato de seu sucessor.
Por essas razões, o ex-presidente qualificou a reação do governo brasileiro como "açodada". "Parece que o governo brasileiro foi tomado de surpresa. Ou nossa representação não informou adequadamente sobre a evolução da crise ou os centros de poder em Brasília não tentaram influir, como fazendo uma composição com Lugo ou pedindo mais calma à oposição parlamentar", ressaltou.
Collor defendeu uma atuação mais efetiva da diplomacia brasileira perante o Paraguai para amenizar a crise, já que, em sua opinião, um agravamento da crise pode incentivar Lugo a adotar uma posição mais radical e dificultar os interesses do Brasil na região.
Para o senador, a suspensão do Paraguai do Mercosul ou da União de Nações Sul-americanas (Unasul) aumentaria a gravidade da crise e contribuiria para a radicalização. "Ainda cabe à diplomacia brasileira uma iniciativa de moderação e bom senso". 
Fonte: Portal Terra

A Opinião:
De fato, todas as nações precisam respeitar a soberania do Paraguai. Trata-se de um país que possui normas jurídicas e nada do que foi feito no Paraguai ocorreu fora da lei.
Porém, cabe aos países vizinhos e parceiros econômicos analisar a legitimidade desse julgamento. Nosso continente já sofreu com golpes civis-militares e agora pode sofrer com um golpe parlamentar. 
Mas por que golpe se agiram dentro da lei?
Ora, não podemos ser ingênuos. Basta simplesmente conquistar a maioria através de alianças políticas, muitas vezes escusas, para eliminar um adversário político. A verdade vai aparecer e enquanto ela não aparece precisamos ficar em estado de alerta.
Lembrem-se que muitas ações podem não ser ilegais, mas são imorais.


Realização:



Apoio:




domingo, 17 de junho de 2012

Concurso do minuto geointocáveis


O Clube de Geografia organizou no Colégio Auxiliadora um concurso cultural onde os alunos deveriam responder uma pergunta através de um vídeo com no máximo 1 minuto.
A questão proposta foi: "O que eu faria se tivesse apenas 1 dia para mudar o mundo?"

O vencedor vai ganhar 1 par de ingresso para assistir a um filme no Cinespaço, 1 rodízio de pizzas na Parmê e 1 vale presente no valor de 30 reais na livraria Nobel.

Aqui estão os 5 finalistas, Votem no seu favorito até a meia noite do dia 24 de junho, o vídeo mais votado será o vencedor.

Isaque Cerqueira

Paula Beatriz

Gabriella Sales

Mariane Alfradique


Raíssa Campos

Realização:



Apoio:


Esclarecimentos necessários:

Pelo regulamento do concurso os vídeos poderiam ter no máximo 1:00. No vídeo da Mariane Alfradique aparece 1:01 no contador, mas trata-se de um erro do contador de vídeo que pula no final de 0:59 para 1:01, portanto o vídeo da concorrente Mariane Alfradique possui exatamente 1:00, estando assim, dentro do regulamento e apto para o concurso, continuem votando galera!!!

domingo, 10 de junho de 2012

Jato com combustível renovável na Rio + 20


O Fato:



Jato fará voo com combustível renovável

Os participantes da Rio + 20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, poderão assistir, no próximo dia 19, ao voo de demonstração Azul+Verde, de um jato 195 da Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica), pertencente à empresa Azul Linhas Aéreas, abastecido com combustível renovável, feito à base de cana-de-açúcar produzida no Brasil.
O sucesso dos testes foi anunciado no último dia 4 pelas empresas Azul Linhas Aéreas, Embraer, Amyris e GE, essa última fabricante do motor CF34-10E que vai equipar o jato da Embraer.
Pela primeira vez no país, um jato irá voar com um biocombustível de aviação produzido à base de cana-de-açúcar. A assessoria da Embraer informou que maiores detalhes serão fornecidos durante o voo, na Rio+20. A ideia é que o biocombustível para jatos apresente desempenho similar aos combustíveis convencionais derivados de petróleo.
Na avaliação do coordenador do Programa de Engenharia de Transportes da Coordenação de Programas de Pós-Graduação de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), Marcio D’Agosto, o projeto representa benefícios do lado ambiental, mas mostra problemas tecnológicos. O professor lembrou que a Amyris já fabrica uma série de produtos a partir da fermentação do caldo de cana-de-açúcar. A própria Coppe vem testando um diesel de cana fabricado pela Amyris. D'Agosto disse que já existem algumas iniciativas no mundo utilizando biodiesel no setor da aviação. “O mundo todo está desenvolvendo biocombustíveis para uso aeronáutico, porque você tem que substituir o querosene de aviação”. Ele lembrou ainda que, no Brasil, essa iniciativa é inovadora, embora não seja pioneira. Marcio D’Agosto citou o professor Expedito Parente, da Universidade Federal do Ceará, como um dos precursores nesse campo, ao produzir bioquerosene na década de 1980. “No momento, no Brasil, acho que essa é uma iniciativa isolada no campo do transporte aéreo". O país já vem usando etanol para motor aeronáutico em aviões de pequeno porte que fazem pulverização no interior.
O coordenador da Coppe esclareceu que diferentemente de outros modais de transporte, principalmente o terrestre, os setores aéreo e marítimo têm muita dificuldade de substituir os atuais sistemas de propulsão. Referiu-se aos automóveis que hoje, além de usar gasolina e álcool, podem também ser movidos a eletricidade. No avião, ao contrário, essa possibilidade é nula devido ao problema de autonomia e peso. ”A tecnologia do transporte aéreo hoje está muito amarrada ao uso de propulsor do tipo turbina, que é um motor com eficiência relativamente alta, que dá uma autonomia boa para tráfego, porque consegue ser mais eficiente”. O combustível usado é o querosene de aviação, que é um derivado de petróleo. “Eu consumo energia de fonte não renovável e emito dióxido de carbono, que é o principal gás de efeito estufa, que vai agravar o problema do aquecimento global”. No caso de uma fonte renovável, como o querosene derivado da cana-de-açúcar, o professor da Coppe comentou que a queima desse combustível é contrabalançada pela absorção de gás carbônico. “Quando eu planto a fonte da energia, que é a cana-de-açúcar, consigo ter um balanço positivo, tendendo a zerar esse processo.
Um dos problemas do novo combustível renovável para aviação é o alto custo, apontou D’Agosto. Embora não tenha dados a respeito do valor do produto, ele disse que o preço do diesel de cana, que vem sendo testado pela Coppe, por exemplo, é cinco vezes superior ao do diesel de petróleo. “Porque não há escala de produção ainda, porque há um processo tecnológico que está carente de uma estruturação de escala para produção, porque você está usando uma matéria-prima que serve para produzir também açúcar, etanol, diesel de cana ou querosene”. São mercados concorrentes, salientou.
Outro aspecto é que o modal aéreo é afetado de maneira significativa pela não conformidade de produto. “Se você coloca um óleo diesel que tem algum problema de produção, de especificação, em um ônibus ou caminhão, ele enguiça e para. Mas se isso acontece com um avião, ele cai”. Por isso, observou que o produto tem que estar muito bem enquadrado, com um processo produtivo regular e com qualidade comprovada, para ser utilizado pelas companhias aéreas. Essas, a seu ver, são muito criteriosas quanto ao aspecto da conformidade e qualidade do combustível e do processo produtivo.
A conclusão do professor da Coppe é que ainda vai demorar algum tempo até que o combustível renovável experimental para jatos alcance uma escala de produção. Esse processo vai depender de muitos fatores, entre eles o preço do petróleo no mercado externo. “Se o petróleo amanhã ficar muito caro, automaticamente as questões de preço (do combustível de cana para aviação) são minimizadas. Se você encontrar uma rota alternativa de produção que utiliza outra matéria-prima, facilita, porque não concorre com etanol ou com açúcar”. Ele lembrou que, em termos ambientais, o projeto desenvolvido pela Amyris “é muito bom”.
Procurada pela Agência Brasil, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que já existe pedido para a realização de um voo com biocombustível de Campinas para o Rio de Janeiro – Aeroporto Santos Dumont, com realização de voos locais no Rio e retorno para Campinas no mesmo dia. O pedido foi feito no último dia 25 de abril. O voo será autorizado pela Anac por meio da emissão de um Certificado de Autorização de Voo Experimental (Cave), “com o objetivo de pesquisa e desenvolvimento, só com
convidados a bordo e cientes do propósito experimental”. A Anac informou ainda, por meio de sua assessoria, que está em contato com a Azul, a Embraer e a GE (fabricante do motor) “para estabelecer os procedimentos e limitações impostas ao avião para permitir sua operação segura.

Fonte: Band.com


A Breve Opinião:

Líderes do mundo todo virão ao Rio de Janeiro para discutir assuntos de interesses globais relacionados ao meio ambiente ou será que apenas descobriram e gostariam de explorar um novo nicho de mercado?
O Biocombustível pode ser uma alternativa interessante, mas simplesmente priorizar uma fonte de energia em detrimento de outras vai gerar problemas no futuro e voltaremos a discussão inicial, parecendo até uma novela onde o problema seria o mesmo, mudando apenas o vilão.
O combustível extraído da cana-de-açúcar só vai vingar se for viável economicamente mesmo sendo melhor para o meio ambiente no momento. O  grande problema é, sendo viável economicamente, o cultivo da cana pode substituir o de outros gêneros alimentícios e pode acelerar o desgaste do solo. Assim, o cobertor continua curto. 
A Rio+10 foi um fracasso do ponto de vista ambiental, precisamos de discussões realmente interessadas em buscar soluções para os impactos ambientais, ainda que, para isso, o poderio das empresas petrolíferas tenha que ser reduzido.
Enquanto a economia lutar contra a ecologia, nada vai mudar.


Realização:




Apoio: