Não, você não está na seção "Vou morrer e não vou ver tudo". O Problema dos bueiros no Rio de Janeiro é real e já virou até jogo, confira no link abaixo:
Rio: Crea vê 100% de risco de explosão em 7 bueiros da Light
Representantes da Light e técnicos do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea-RJ) realizam uma vistoria, nesta sexta-feira, em bueiros no centro do Rio de Janeiro, após uma série de explosões na rede subterrânea. Ao todo, 20 bueiros na rua Uruguaiana e Sete de Setembro já foram vistoriados com a utilização de um aparelho chamado explosímetro. Em sete deles, foi constatado que há 100% de chance de ocorrer uma explosão caso alguma centelha seja acesa próximo ao bueiro.
O alto risco de explosão se deve à presença de gás na galeria, segundo o Crea-RJ. Em outros sete bueiros, a chance de explosão varia de 60% a 80% e, em seis, não foi encontrada nenhuma alteração.
A constatação do risco tem assustado até mesmo os técnicos, que se recusam a entrar nas câmaras subterrâneas - o nível de gás tolerável nestes casos é de até 10%. A rua da Assembleia permanece interditada desta a segunda-feira, depois que quatro bueiros explodiram na esquina com a avenida Nilo Peçanha, próximo ao Largo da Carioca.
A quinta-feira foi de mais problemas relacionados a bueiros. Uma ponta de cigarro foi atirada para dentro da câmara subterrânea, o que provocou fumaça e assustou pedestres que passavam pela rua Uruguaiana. À noite, bombeiros foram acionados por conta de um vazamento de gás em um bueiro na rua Sete de Setembro.
A Opinião:
Estamos diante de uma tragédia anunciada, parece que estão esperando o circo, quer dizer, o bueiro pegar fogo para começarem a agir. O brasileiro precisa aprender a importância do planejamento antes de realizar as obras, o planejamento é mais importante até do que a execução, evita transtornos no momento da obra e no futuro.
Os riscos precisam ser calculados e monitorados a cada momento, ainda que a obra não apareça no curto prazo, ela se tornará importante a longo prazo, o problema é que obras que não aparecem não dão votos no nosso país. Essa cultura precisa mudar.
Pelo menos o nosso povo ainda consegue rir da própria desgraça.
Pelo Twitter, Obama enfatiza avanço em prospecção espacial
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta quarta-feira em seu primeiro debate pelo microblog Twitter com os eleitores que a Nasa (agência espacial americana) precisa de um novo grande avanço tecnológico nos trabalhos de prospecção do espaço.
O presidente destacou que os EUA ainda possuem a "liderança" mundial em prospecção espacial, mas disse ter pedido à Nasa para "redefinir sua missão".
Obama respondia a uma pergunta sobre o futuro da Nasa após o iminente fim da era dos ônibus espaciais, que deve acontecer nesta sexta-feira com o lançamento da última viagem do Atlantis à ISS (Estação Espacial Internacional).
"Os ônibus espaciais fizeram um trabalho extraordinário em experimentos de baixa órbita, a ISS, o transporte de carga", afirmou o presidente no debate, moderado pelo cofundador do Twitter Jack Dorsey.
O líder mencionou, nesse sentido, que, "em vez de continuar fazendo o mesmo várias vezes", a Nasa deve se concentrar em pesquisa que permita ao homem seguir em frente na prospecção do espaço. "Comecemos a pensar qual será o próximo horizonte, qual será a próxima fronteira".
Para ele, as companhias privadas podem se concentrar em reduzir os custos das viagens ao espaço, enquanto o setor público em tarefas como as de enviar o homem a Marte, projetos que requerem, disse Obama, "maior investimento e risco".
A Opinião:
Investimentos em pesquisa e tecnologia são muito importantes para o mundo, o lançamento de satélites permitiu uma grande interatividade entre os diversos povos, aumentou o conhecimento sobre a superfície terrestre, fornece auxílio para meteorologistas, enfim, beneficiou bastante a humanidade.
Apesar disso, será que a relação custo-benefício de levar o homem a Marte é tão grande assim? Isso que não está tão claro, buscar vida em outros planetas vai nos oferecer conforto e proteção? Bem, conhecimento nunca é demais, mas todo o investimento poderia ser aplicado para impedir que pessoas que vivem no planeta Terra deixem de passar fome e possam estudar, ter moradia e uma vida digna.
Não somos contra a visita a Marte, apenas gostaríamos de ter uma justificativa para tamanho investimento.
Mudando um pouco de assunto, uma das maiores polêmicas do mundo é a ida do homem à Lua. Alguns até hoje acreditam que foi uma farsa, outros defendem como um grande feito. Os dois vídeos abaixo trazem opiniões opostas
Esse fala sobre a "farsa" é a primeira de cinco partes, mas dá para ter uma noção sobre a opinião dos que não acreditam que o homem foi até a Lua.
Agora um vídeo que mostra os argumentos dos que acreditam que o homem foi à Lua.
Assistam aos dois vídeos e tire as suas próprias conclusões.
Existem protestos pacíficos que não são mais eficazes, como por exemplo passeatas e discursos em carro de som. Alguns protestos violentos por chamarem a atenção da mídia e gerarem o medo são mais eficazes. Porém a violência não é de longe a melhor solução.
Toda crítica precisa ser acompanhada de uma alternativa e a proposta é que o modo de protestar da nossa sociedade precisa ser pacífico, porém pautado em atitudes inteligentes, irônicas, que coloquem o grande público para pensar, que alcance a mídia e que coloquem os alvos dos protesto em maus lençóis. Tudo isso sem usar a violência, porém saindo da ineficácia.
A população trabalha ou estuda em um ritmo frenético e precisa realizar protestos onde não haja perda de tempo. Sendo assim, necessário incorporar o protesto a própria rotina.
O primeiro passo é conhecer o problema e não criar um, o mal precisa existir de fato para que haja a mobilização e não ser inventado.Além de conhecer o problema é fundamental apresentar alternativas, para que não ocorra o sentimento "ruim com isso, pior sem isso".
Feito isso, o uso de inteligência torna o protesto eficaz sem o uso da violência, observe alguns exemplos:
Protesto da população de Jaraguá do Sul / SC contra o aumento do número de vereadores na cidade.
Ironia usada pela população do Rio de Janeiro contra os aumentos no preço da passagem do metrô
Protesto contra o aumento na passagem de ônibus
Protesto contra o aumento do preço do combustível
Protesto humilde e individual
Um exemplo de pressão popular inteligente e não violenta
Esse vídeo, embora seja fake, traz uma ideia de revolta pacífica.
Enfim, essa sociedade, com a facilidade de comunicação que possui, precisa passar a usar a inteligência a seu favor e deixar de lado o modelo já ultrapassado de passeatas, faixas e cartazes que já não são eficazes. Além, é claro, de abandonar protestos violentos, muitas vezes mais eficazes, mas que deixam marcas negativas.
Você conhece algum outro exemplo de protesto inteligente?
A possibilidade da compra do Carrefour pelo Grupo Pão de Açúcar pode causar prejuízos para o consumidor. Para Maria Inês Dolci, coordenadora da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), o negócio precisa ser muito bem definido, por se tratar de uma grande concentração de mercado.
Segundo Maria Inês, a redução de concorrência por meio de aquisições muitas vezes transforma os consumidores em “reféns” das empresas, por causa do ganho de escala de clientes. Essa concentração, afirma, pode afetar a qualidade dos produtos e até mesmo diminuir os investimentos da empresa em pesquisa e desenvolvimento, especialmente tecnológico – já que não há concorrência para pressionar por melhores serviços.
Para Frederico Rocha, professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a fusão pode reduzir a capacidade produtiva no Brasil. Ele acha que o negócio vai reduzir o número de lojas no país, o que pode ter impacto negativo no emprego.
Sobre a possibilidade de monopólio, Rocha calcula que cada companhia tenha entre 15% e 20% do mercado em que atuam. Se analisada a compra em âmbito nacional, a fatia delas salta para 30%. Em algumas cidades, porém, esse bolo aumenta para 80% ou 90%, diz, preocupado, o professor.
A Opinião:
Essa história está muito mal contada, parece que o apoio concedido à Dilma pelo Abílio Diniz está sendo cobrado agora. Assistam esse vídeo que traz uma boa análise sobre o tema.
Tornozeleira para presos vira alternativa em lei, mas para poucos
Alegando escassez de verbas, falta de regulamentação da lei e até ausência de banda larga, 11 estados não têm previsão para implantar sistema de monitoramento eletrônico de presos. A alternativa, antes usada só para presos condenados, está prevista na novalei de prisões, que entra em vigor a partir desta segunda (04/07) e pode obrigar a revisão de mais de 200 mil casos no país.
A Lei 12.403 muda o Código do Processo Penal para alterar as possibilidades em que a prisão preventiva é aplicada. Pela norma, o juiz, ao se deparar com uma detenção por crimes dolosos (quando há intenção), poderá se decidir entre nove tipos de medida cautelar além da prisão, entre elas, o pagamento de fiança, o comparecimento à Justiça e a proibição de frequentar determinados locais.
Outra medida cautelar possível é o monitoramento eletrônico, com o uso de uma pulseira ou tornozeleira eletrônica. A responsabilidade seria dos estados, mas 11 informaram que ainda não possuem previsão de implementação do sistema.
Preços de R$ 300 a R$ 1 mil
Os governos estaduais alegam que, apesar de a lei entrar em vigor nos próximos dias, ainda falta esclarecer o funcionamento e há falta de informação sobre o custo do sistema de monitoramento eletrônico. Entre as dúvidas, estão a forma de utilização - se no tornozelo e no pulso ou em apenas uma parte do corpo, evitando expor mais a pessoa monitorada - , e até em relação ao limite de circulação de quem estiver com o equipamento de maneira a ficar ao alcance da fiscalização, evitando fugas.
O Ministério da Justiça informou que a regulamentação do tema para criar um padrão nacional de aplicação do sistema ainda está sendo discutida.
Nos locais onde o sistema já existe, as tornozeleiras ou pulseiras não são vendidas, mas fornecidas aos estados sob uma espécie de “aluguel”. O monitoramento e a manutenção dos equipamentos ficam a cargo das empresas.
No Rio de Janeiro, o governo gasta cerca de R$ 650 por tornozeleira. Na Paraíba, o estado abriu uma licitação e estima que o custo seja de R$ 300 por monitorado. O secretário da Administração Penitenciária do estado, Harrison Targino, diz que os valores em outros estados “ainda estão muito altos”.
Em Santa Catarina, o governo diz que estuda novas tecnologias para baratear os custos. “O aluguel mensal de cada equipamento é de R$ 650, segundo nossas previsões, o que está muito caro”, diz João Luiz Botelho, coronel da Polícia Militar e diretor de inteligência da Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania do estado.
O preço dos equipamentos e do serviço atrapalhou a implantação do monitoramento no Rio Grande do Sul. O estado chegou a utilizar tornozeleiras entre agosto de 2010 e fevereiro de 2011, por meio de um contrato emergencial. Com o fim do contrato, a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) realizou uma licitação, mas alega que os valores ficaram acima do esperado e cancelou o processo.
'Pontos cegos' e banda larga
Em muitos casos, as dificuldades relatadas pelos estados vão além de falta de orçamento. No Amazonas, o governo fez testes e diz que o sistema funcionou “muito bem”, apesar de algumas falhas. “Algumas questões precisam ser resolvidas ainda, como o que a gente chama de ponto cego em algumas cidades. São áreas que têm falhas no sistema de transmissão. Mas não é nada que não possa ser ajustado”, diz o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Carlos Lélio Lauria Ferreira.
No Amapá, a falta de verba se alia a um problema mais estrutural. “Tem uma dificuldade a mais, porque não existe banda larga no estado. O sistema não funcionaria bem”, diz o diretor-presidente do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), Nixon Kenedy.
Governo federal tem que ajudar estados, diz entidade
"Se nós não tivermos o apoio do governo federal, não vamos conseguir muita coisa. Os estados têm os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, nós temos um contingenciamento terrível do Fundo Penitenciário Nacional. Há anos que o governo federal vem fazendo superávit primário com esse dinheiro do fundo, que é das loterias. Logo, é inconstitucional esse tipo de contingenciamento", afirma o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Justiça, Direitos Humanos e Administração Penitenciária (Consej), Carlos Lélio Lauria Ferreira.
O Ministério da Justiça afirma que, em razão de a regulamentação ainda estar sob discussão, não poderia responder sobre a possibilidade de enviar recursos aos estados.
Outras opiniões e fatos sobre o assunto:
A Opinião:
Os gastos do nosso país com o sistema carcerário são imensos, fruto de uma política educacional ineficiente, que começa a ser formado a partir e em função dos vestibulares gerando uma verdadeira pedagogia do resultado.
Muitos alunos e muitos responsáveis só vão para a escola com o objetivo de alcançar o mínimo para ser aprovado, assim não estão preocupados com a aprendizagem de fato, não só das disciplinas curriculares, como também das normas de convivência em sociedade.
Não aceitam punição, não compreendem que o seu direito termina quando começa o do outro e ainda precisam compreender que o bem coletivo é mais saudável para a sociedade do que regalias individuais.
É desse sistema educacional que saem os nossos políticos e também os nossos detentos, assim como os muitos policiais corruptos (importante ressaltar que não são todos, nenhuma generalização é sadia e muito menos correta) que acabam com a credibilidade da polícia e profissionais de outras áreas que agem sem pudor nenhum e dificultam toda e qualquer tentativa de acerto.
A ideia da tornozeleira é até boa, mas será que o Brasil está preparado para ela?
UFRJ decide acabar com vestibular e utilizar notas do Enem
Após uma reunião de cerca de três horas, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) decidiu nesta quinta-feira restringir o acesso às vagas de graduação exclusivamente ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A partir de 2012, o vestibular da universidade será anulado e 100% das vagas serão preenchidas pelas notas do exame. Os estudantes terão que se inscrever no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para poder concorrer às vagas.
O Conselho Universitário (Consuni) da UFRJ esteve reunido desde as 9h com representantes do Ministério da Educação (MEC) para tomar a decisão. De acordo com o reitor da universidade, Aloisio Teixeira, a ideia é unificar o sistema federal. "Pela primeira vez, veremos estudantes entrando por um sistema único, federal, na universidade. Criamos um ambiente de cooperação", disse.
No último vestibular, a UFRJ ofereceu 9.060 vagas, sendo que 40% foram destinadas ao Sisu. Ainda de acordo com o reitor, o número de vagas também deverá ser maior em 2012, mas a quantidade ainda não foi definida.
Na tentativa de facilitar o acesso à universidade, o Conselho de Graduação também estabeleceu que subirá de 20% para 30% o percentual de vagas em cada curso destinado a estudantes com renda per capita de um salário mínimo e que tenham feito o ensino médio em escolas públicas. O critério de cotas raciais foi, mais uma vez, reprovado.
Para Marcelo Paixão, representante do Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas no Conselho de Graduação, o aumento do percentual foi um ganho. Segundo ele, as cotas com critério de renda são a única forma de assegurar a entrada de estudantes menos favorecidos na universidade. "É evidente que o sistema (de ingresso) é elitista, seja pelo vestibular tradicional, ou pelo Sisu."
O Diretório Central do Estudantes (DCE) Mário Prata foi contra a adesão ao Enem e explicou que, no novo sistema, continuarão predominando estudantes de escolas particulares. "O fim do vestibular não significa o fim das desigualdades", disse Júlio Anselmo, representante do DCE. Para ele, o Enem continua favorecendo alunos que conseguiram pagar por um ensino melhor ou um curso preparatório para alcançar uma boa nota.
Dados recentes da UFRJ mostram que, mesmo com a ação afirmativa, no primeiro semestre deste ano, 61,34% dos 4,8 mil estudantes aprovados eram oriundos de escolas particulares. Em seguida, estavam os que cursaram o ensino médio na rede federal (20,7%).
Enem
De acordo com informações do Ministério da Educação, 6.221.697 estudantes inscreveram-se para o Enem deste ano. As provas foram marcadas para os dias 22 e 23 de outubro, com início às 13h (horário oficial de Brasília-DF), em todos os 26 Estados e no Distrito Federal.
Com as notas do Enem, os estudantes podem se inscrever no Sisu e pleitear vagas em instituições públicas de ensino superior de todo o País. No caso da UFRJ, os candidatos terão que entrar no sistema do Ministério da Educação e buscar as vagas da universidade.
Em 2010, foram ofertadas 83 mil vagas pelo Sisu em 83 instituições, sendo 39 universidades federais.
A Opinião:
A decisão da UFRJ causou revolta em grande parte dos estudantes. Isso porque faltaria pouco tempo para uma mudança desse porte e muitos já teriam pago por aulas específicas para a prova da UFRJ que é completamente diferente da prova do ENEM. E, além disso, como ficam aqueles que deixaram de fazer a inscrição no ENEM?
Bem, sabe-se que qualquer mudança na área da educação precisa de pelo menos uma década para ser perfeitamente assimilada e, mais uma vez, a mudança na educação brasileira começa por cima. Insistimos em começar a construção pelo telhado.
Na verdade, a mudança deveria começar no ensino fundamental, essa geração chegaria preparada ao ensino médio e reuniria condições de fazer uma avaliação como o ENEM com mais segurança.
Mas o que ocorre é justamente o contrário, muda-se o modo de ingresso no vestibular, com uma interdisciplinaridade que não era observada por essa geração na educação básica, em alguns casos só começam a trabalhar de forma interdisciplinar na última série do ensino médio, e a partir daí o novo ensino começa a ser formatado seguindo os moldes do ENEM.
Moldes esses que também não são vistos nas universidades. No Brasil o Ensino Superior não é tão interdisciplinar quanto o ENEM faz parecer.
Outra questão da UFRJ que causa controvérsia é a "cota" de 30% para alunos com baixa renda. Alguns acreditam que é a única forma de promover inclusão e diminuir a elitização do acesso à Universidade.
Bem, apresento outro caminho: Melhorar a educação pública de base, transformar as escolas de forma que todas tenham um padrão de qualidade semelhante ao observado em instituições como o Pedro II.
Alguns dirão: "É impossível". Pergunto: Como é possível então que agências bancárias públicas, como o Banco do Brasil por exemplo, funcionem da mesma forma em qualquer parte do Brasil?
Falta vontade de fazer o que é certo, de investir em áreas que não oferecem retorno financeiro direto para o governo, mas que são essenciais a longo prazo. Só que para esse longo prazo existir, precisa começar um dia e não é oferecendo cotas aos mais pobres que vamos resolver essa situação.
Inclusive porque embora a Universidade não tenha custo de mensalidade, existem outros gastos com transporte, alimentação e investimentos em livros. Além da necessidade de uma "bagagem educacional" anterior, a chamada "base", que pode dificultar tanto a vida dos cotistas a ponto de fazer com que abandonem o curso, tirando assim apenas a vaga de outros.
Resta torcer para que as confusões que ocorreram no ENEM nos últimos dois anos não se repitam esse ano.
Desde 2006, ano em que foi criado, o site WikiLeaks já publicou mais de 1 milhão de documentos confidenciais enviados por fontes anônimas. Mas foi em 2010 que ganhou fama mundial, com o vazamento de um vídeo mostrando um ataque norte-americano contra funcionários da Reuters e outros civis em Bagdá. Neste ano, o site ainda revelou dezenas de milhares de arquivos da inteligência norte-americana sobre as ações no Afeganistão e Iraque. E agora, com a divulgação de cerca de 250 mil telegramas diplomáticos secretos do Departamento de Estado dos EUA, a coisa pegou fogo mesmo.
O fundador do WikiLeaks, o australiano Julian Assange, está preso desde o dia 7 de dezembro por acusações de agressão sexual. Seus defensores dizem que o verdadeiro motivo está relacionado ao site e até o presidente Lula manifestou apoio a ele. Dentre os documentos revelados, muitos tratam da relação entre os EUA e o Brasil. Listamos 13 informações vazadas que revelam um pouco da visão que os americanos têm de nós.
1- Jeitinho brasileiro pode atrapalhar realização das Olimpíadas no Rio
Em um relatório com o título “Olimpíadas do Rio – O Futuro é Hoje“, a Ministra Conselheira da Embaixada americana Lisa Kubiske reclama das muitas promessas e pouco planejamento e ação do governo brasileiro. “Articular os objetivos mais amplos e deixar os detalhes para o último minuto pode ser o jeito tipicamente brasileiro, mas pode gerar problemas”, diz ela. “Os atrasos que esperamos do governo brasileiro em planejar e executar os trabalhos de preparação para uma Copa do Mundo e Olimpíadas bem-sucedidas com certeza vão gerar um ônus maior para o governo americano poder garantir que os padrões necessários serão alcançados”. Os EUA estão coordenando a ampliação de pessoal, estrutura e recursos para ajudar.
2- Brasil quer (neuroticamente) ser igual aos EUA
Um telegrama datadode novembro de 2009 que discutia o rumo das Relações Exteriores no Brasil diz: “O Brasil considera entrar em uma competição com os Estados Unidos na América do Sul e desconfia das intenções americanas (…) O Brasil tem uma necessidade quase neurótica de ser igual aos Estados Unidos e de ser percebido como tal”.
3- Brasileiros querem ser “independentes” ( entre aspas mesmo!)
Em telegrama enviado em janeiro de 2009 a Washington, o ex-embaixador americano no Brasil, Clifford Sobel (que deixou o cargo no começo do ano), deu algumas alfinetadas no Plano Nacional de Defesa anunciado por Lula no fim de 2008. Ele explica que a estratégia foi montada a partir da intenção do Brasil de ser “independente” (é, ele usou o termo entre aspas três vezes no documento). Em relação à compra dos caças franceses, diz que “não faz sentido economicamente” devido ao número relativamente pequeno. “Mas [o então Ministro do Planejamento Roberto Mangabeira] Unger “dá mais importância à ‘independência’ do que à capacidade militar ou ao uso eficiente de recursos”.
4- Brasileiros são paranoicos em relação à defesa de territórios
A diplomacia norteamericana também criticou a “tradicional paranoia brasileira” na defesa da fronteira amazônica “contra atividades de organizações não-governamentais e outras atividades estrangeiras vistas popularmente como ameaças potenciais à soberania nacional”. A área das reservas do Pré-Sal seria outro alvo dessa paranoia. “Não há nenhuma ameaça às reservas de petróleo brasileiras, mas os líderes brasileiros e a mídia têm citado as descobertas de petróleo no mar como razão urgente para melhorar a segurança marítima”, diz o telegrama escrito pelo embaixador norte-americano de janeiro de 2009.
5- Apagão de 2009 deixou EUA preocupados
O apagão que aconteceu em novembro de 2009 e deixou 18 estados brasileiros no escuro virou tema de relatórios da embaixada americana e de preocupações com a segurança da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, ambas no Brasil. “A preocupação, recentemente ampliada, com a infraestrutura brasileira depois do blackout (..) apresenta uma oportunidade para os EUA se envolverem no desenvolvimento da infraestrutura e segurança cibernética”, escreveu a conselheira para assuntos administrativos da embaixada, Cherie Jackson, num telegrama a Washington. Segundo ela, autoridades brasileiras “admitem a possibilidade de um ataque durante esses eventos” e estariam identificando as instalações que precisam ser protegidas.
6- Brasileiros rejeitaram prisioneiros de Guantánamo
Telegramas confidenciais enviados a Washington em de outubro de 2005 pelo então embaixador americano em Brasília, John Danilovitch, revelou que o Brasil foi procurado pelos EUA para receber refugiados prisioneiros uigures (minoria muçulmana de língua turca do noroeste da China) de Guantánamo, mas recusou a oferta. Os refugiados não podiam voltar à China por receio de que viessem a ser mortos ou torturados. Segundo o documento, o Ministério de Relações Exteriores “disse que o governo brasileiro não pode aceitar imigrantes de Guantánamo porque é ilegal designar como refugiado alguém que não está em solo brasileiro”. Outros dois telegramas mostram que o Brasil manteve o mesmo discurso quando procurado para receber cubanos que fugiram do regime de Fidel Castro, em 2005.
7-Presidente Lula, o esquerdista pragmático
Num telegrama de fevereiro de 2009, o então embaixador americano Clifford Sobel descreve o presidente Lula como um “esquerdista pragmático” e diz que ele “não é o principal arquiteto da política externa de sua administração”. O documento diz que, embora o presidente tenha chegado ao poder sem nenhuma experiência e “com a idéia esquerdista de que os países mais desenvolvidos estão contra os menos desenvolvidos”, ele se saiu muito bem na política externa pela sua “propensão a assumir uma abordagem pragmática em vez de ideológica”. Mas há um problema: “ainda existe uma tensão notável entre as ações e a retórica do presidente, que muitas vezes assume um discurso de ‘norte contra sul’ ou ‘nós contra eles’”, diz o embaixador.
8- Lula é encantador (para Michelle Bachelet, pelo menos)
Para a ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, nenhum dos candidatos à presidência do Brasil possuía as qualidades de Lula. “Ela descreveu José Serra como arrogante e (…) Dilma Rousseff como distante e formal”, diz um relatório americano de janeiro deste ano. O documento revelou também que, para ela, o Brasil não representava um papel assim tão importante na maioria dos assuntos da América Latina. “Por outro lado, o Brasil tem sido sempre um bom aliado para o Chile, ela afirmou, descrevendo o presidente Lula como inteligente e encantador”.
9- Brasil prende terroristas árabes em segredo
Documentos confidenciais revelaram operações antiterroristas no Brasil com o apoio americano. Um relatório de dezembro de 2009 da embaixada americana cita a prisão, em maio daquele ano, de um integrante da Al Qaeda em São Paulo, feita pela Polícia Federal. E esse não foi um fato isolado. “A polícia frequentemente prende indivíduos ligados ao terrorismo, mas os acusa de uma variedade de crimes não relacionados a isso para não chamar a atenção da imprensa e dos altos escalões do governo“, disse o então embaixador Clifford Sobel em outro relatório, de janeiro de 2008. O governo sempre negou a existência de atividades terroristas no Brasil e isso se daria “em parte pelo medo da estigmatização da grande comunidade islâmica no Brasil. Também é uma postura pública que visa evitar associação à guerra ao terror dos EUA, vista como agressiva demais”, diz ele.
10- Será preciso suar para conquistar a confiança dos brasileiros
Um documento da embaixada americana revela a preocupação com o ceticismo brasileiro a respeito da sinceridade do interesse dos EUA em seu relacionamento com o Brasil e a região como um todo. “Existe uma falta de visibilidade em relação ao lado positivo da América, o que a América tem feito, inclusive nossa preocupação histórica para com o bem comum e nossa tradição de responsabilidade corporativa e serviços à comunidade. Devemos encontrar formas de alterar estas percepções, enfocando projetos e parcerias que demonstrem o nosso compromisso e preocupação genuína com o povo do Brasil”, diz o texto.
11- Nordeste pode ser caminho para EUA ganhar simpatia dos brasileiros
Já que o Brasil mantém essa desconfiança em relação às intenções americanas, os EUA vêem como opção atuar em áreas menos ideológicas. Relatório do governo sugere, por exemplo, maior engajamento junto ao nordeste brasileiro, “uma região com mais de 50 milhões de pessoas, com enormes disparidades na distribuição de renda e um padrão de vida
inferior ao da Bolívia”. Mais do que isso, “essa região poderia ser o segundo maior país em tamanho e população da América do Sul”. Outra opção é ajudar no combate ao crime. “O crime também é uma preocupação constante nesse violento país e é um campo em que nós poderíamos ter um impacto significativo”, continua o texto.
12- Governo americano não botava fé na Dilma como empreendedora por ser ex-guerrilheira
Apesar da desconfiança, a embaixada americana revelou o alto grau de interesse do governo brasileiro em ampliar as relações comerciais e criar novas parcerias público-privadas com os EUA. A surpresa vem da adesão de Dilma à ideia: “Este sentimento pode até mesmo ser ouvido de Dilma Rousseff, cujo passado ideológico como militante de esquerda dificilmente sugere tal espírito empreendedor”.
13- França e Brasil: o início de uma relação de amor
A relação entre o Brasil e a França foi tema de um relatório com o título acima, feito em novembro de 2009 pela embaixada americana em Paris. Segundo o documento, deverá ocorrer um maior engajamento político, militar, econômico e diplomático nos próximos anos entre os dois países e isso deve beneficiar a reeleição do presidente francês Sarkozy. “Empenhado em expandir o papel da França como intercessor global”, ele irá ampliar sua presença na América Latina e poderá usar o “triunfo da política externa com o Brasil como uma indicação de suas proezas” para a reeleição em 2012.
Fonte: Superinteressante em 10/12/2010
A Opinião:
Wikileaks fez sucesso e esse sucesso deixou os governantes mundiais bastante preocupados. Mas a questão é: O sucesso é porque a população mundial tem sede de verdade ou no fundo mesmo as pessoas gostam é de um escândalo?
Com a internet pode-se ter acesso não somente a versão do vencedor, como também a outras versões, com isso, quem quiser mesmo buscar a verdade, tem acesso a uma gama de informações que torna possível se aproximar demais da realidade.
É praticamente impossível chegar à verdade porque praticamente todas as informações são carregadas de parcialidade, é muito difícil emitir uma opinião sem fazer nenhum tipo de julgamento e nem enfatizar o lado positivo ou negativo de uma notícia de acordo com os interesses dos detentores da informação.
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