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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

EUA acusa o Irã


O Fato:

EUA 'sustentam' acusações contra o Irã em plano de atentado, diz Obama

"Nós não estaríamos levando adiante esse caso se não soubéssemos exatamente como sustentar as alegações contidas na acusação formal", disse Obama, na Casa Branca, em coletiva ao lado do presidente sul-coreano, Lee Myung-bak.

O Irã nega as alegações trazidas à tona na terça-feira, quando o Departamento de Justiça indiciou dois iranianos (um deles com dupla cidadania americana) por suposta participação em um plano que envolveria a contratação de narcotraficantes mexicanos para assassinar o embaixador Adel al-Jubeir em solo americano.
Um dos indiciados é membro da Força Quds, a unidade de elite responsável pelas operações internacionais da Guarda Revolucionária do Irã, e os Estados Unidos alegam que o governo iraniano sabia do plano.
O governo do Irã, no entanto, afirma que os Estados Unidos "fabricaram" a história para desviar a atenção do público de seus problemas domésticos.
Apesar de Teerã negar envolvimento, Obama disse que o episódio é parte de um "padrão de comportamento perigoso" por parte do governo iraniano.
O presidente disse que os Estados Unidos vão buscar as "mais duras sanções" para aumentar o isolamento do Irã e que nenhuma opção está descartada.
"Mesmo que no mais alto escalão não houvesse conhecimento operacional detalhado (do plano), é preciso haver responsabilização com relação a qualquer um no governo iraniano envolvido nesse tipo de atividade", disse Obama.
O presidente, porém, não respondeu a uma pergunta sobre se o mais alto escalão do governo iraniano estaria envolvido no plano.
Um dia após a aprovação pelo Congresso de um acordo de livre comércio com a Coreia do Sul – e também com a Colômbia e o Panamá – Obama recebeu o presidente Lee em Washington e disse que a medida é uma "vitória para ambos os países".
Após reunir-se com o aliado sul-coreano, Obama disse que a Coreia do Norte foi um dos temas do encontro e "continua a representar uma ameaça direta à segurança de ambas as nações".
O presidente americano afirmou ainda que as "provocações" do norte serão respondidas não com recompensas, mas com sanções e isolamento ainda maiores.
Obama disse, no entanto, que caso o governo de Pyongyang abandone sua intenção de produzir armas nucleares irá ganhar "maior segurança e oportunidades para o seu povo".
As relações dos Estados Unidos e da Coreia do Sul com a Coreia do Norte estão deterioradas desde que Pyongyang abandonou as negociações para desativar seu programa nuclear.
Fonte: BBC Brasil
A Opinião:

Algo mais uma vez não cheira bem. É impressionante! O governo Obama repetindo os mesmos discursos do governo Bush. Não aprenderam nada. Mas as histórias do Obama estão ainda mais mirabolantes.
A manipulação salta aos olhos, porém mesmo assim consegue iludir as pessoas que não enxergam que aqueles que estão prometendo paz (e ganhando até prêmios por isso), na verdade são os responsáveis pelas guerras.
Os Estados Unidos mantém tropas no Afeganistão, no Iraque, apoia o confronto absurdo na Líbia e não satisfeitos, agora partem para procurar encrenca com o Irã e com a Coreia do Norte.
A pele de cordeiro está quase rasgando seu lobo.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Conquistas das mulheres na Arábia Saudita


O Fato:

Rei saudita anula sentença de dez chibatadas contra mulher que dirigiu

O rei Abdullah da Arábia Saudita revogou nesta quarta-feira a sentença contra uma mulher condenada a dez chibatadas por dirigir um automóvel, violando a lei que proíbe as mulheres de dirigir, anunciou uma princesa saudita.
"Graças a Deus a flagelação de Shaima foi anulada. Graças a nosso amado rei", anunciou em sua conta do Twitter a princesa Amira Tawil, mulher do sobrinho do rei e homem de negócios bilionário Walid ben Talal. A anulação da condenação foi confirmada por uma fonte go governo em Riad.
Shaima Jastaina, na casa dos 30 anos, foi condenada na segunda-feira por um tribunal de Jeddah, cidade onde havia sido detida em julho quando dirigia um carro, segundo anunciou na terça-feira uma militante de defesa dos direitos humanos. Segundo ela, Shaima "não quis falar aos meios de comunicação sobre seu processo (...) e estamos impressionados" de que tenha sido condenada a dez chibatadas.
A sentença representou a primeira vez que uma punição legal foi dada pela violação do banimento. Outras mulheres ficaram detidas durante dias, mas não foram sentenciadas pela Justiça. Normalmente, a polícia apenas para as motoristas, as questiona e as deixa ir depois de assinarem uma promessa de que não cometerão a infração novamente.
Para os ativistas, a decisão judicial tornou-se mais perturbadora por ter sido tomada dois dias depois de o rei saudita, Abdullah, ter anunciado que as mulheres terão o direito de votar e concorrer nas eleições locais do país pela primeira vez a partir de 2015.
Os sinais mistos revelam o desafio para Abdullah, conhecido como um reformista, de pressionar gentilmente por mudança sem antagonizar o poderoso clero e um segmento conservador da população.
Ao permitir a participação política das mulheres, Abdullah disse que tinha o apoio oficial do conselho clerical. Mas ativistas consideraram a sentença contra Shaima como uma retaliação dos religiosos linha dura que controlam as cortes e supervisionam a intrusiva polícia religiosa.
A Arábia Saudita, onde as mulheres não podem trabalhar sem a autorização de seus maridos ou pais, é o único país do mundo onde as sauditas e as estrangeiras são proibidas de dirigir. Nenhuma lei proíbe oficialmente a prática, mas decretos religiosos conservadores a baniram.
Em meses recentes, várias mulheres dirigiram veículos em cidades sauditas em uma tentativa de pressionar a monarquia a mudar a lei. Para se deslocar, as sauditas precisam contratar um motorista e, se não tiverem de US$ 300 a US$ 400 mensais para pagar por esse serviço, dependem da boa vontade dos homens da família.
O ícone da campanha foi Manal al-Sharif, uma jovem especialista em informática, libertada em 30 de maio após ter permanecido detida por duas semanas por ter desafiado a proibição de dirigir e publicar no YouTube um vídeo no qual aparecia ao volante.
Najalaa Harriri, que é uma das outras duas mulheres que também enfrentam uma ação judicial por dirigir, disse à Associated Press que precisava usar um carro para cuidar melhor de seus filhos.


A Opinião:

O mundo está passando por um período de grandes transformações e a velocidade dessas mudanças está cada vez maior. Mas quais são os fatores responsáveis por essas mudanças?
Bem, o ser humano consegue se diferenciar dos outros animais principalmente pela capacidade que possui de transmitir conhecimentos a outras gerações. Somado a isso, observa-se um avanço espetacular da tecnologia, integrando o mundo e praticamente suprimindo o tempo e o espaço.
Assim, os registros do passado se tornam conhecidos pelo mundo inteiro, tanto as atitudes erradas, quanto ideias de pensadores que são capazes de acender fagulhas na mente das pessoas que desembocam no "incêndio incontrolável" que estamos assistindo atônitos, muitos com satisfação, pois esperavam o dia em que conquistariam direitos e a esperança de um mundo melhor, outros com medo, por não saberem o que está por vir.
O ser humano só quer ser feliz o máximo de tempo que puder, para isso lutam por seus direitos. As mulheres começam a conquistar seus direitos na Arábia Saudita e podem inclusive chegar ao poder nesse país.
Cada vez mais temos mulheres assumindo o poder e a visão feminina é diferente da masculina, as discussões entre um homem e outro é diferente da discussão entre um homem e uma mulher e o mesmo vale para as alianças. 
Temos um mundo que se transforma aos poucos, parece que de fato a Revolução Técnico-Científica-Informacional se completa deixando espaço aberto para uma possível nova Revolução: a "Revolução dos Povos da Terra", onde minorias lutarão por seus direitos e muitos tabus serão enterrados. É esperar para ver.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

A torre mais alta do mundo


O Fato:

Príncipe saudita constrói torre mais alta do mundo com o grupo Bin Laden

Hoje, numa conferência de imprensa em Riyadh, o príncipe Alwalled declarou que tinha reiniciado o projecto do arranha-céus, de acordo com a revista Forbes.
O príncipe já assinou o contrato para o início das construções no valor de 1,2 mil milhões de dólares (843,5 milhões de euros), e anunciou que o edifico será conhecido por “Kingdom Tower” (Torre do Reino), em Jeddah, na Arábia Saudita.
A torre terá mais que 1.000 metros de altura, segundo a Forbes.
A construtora que foi escolhida para desenvolver o projecto foi a Bin Laden Group, e a mesma irá contribuir com 400 milhões de dólares para a conclusão da torre.
“Este projecto irá fornecer lucros sustentáveis para os accionistas da Kingdom Holding”, disse Alwalled. A Kingdom Holding é a empresa de investimento do príncipe saudita Alwalled. O projecto terá vários parceiros incluindo o Bin Laden Group e vários empresários sauditas.
A Kingdom Tower será o centro de uma praça com 5,3 milhões de metros quadrados, com vista para o Mar Vermelho a norte de Jeddah, localizada na Kingdom City (Cidade do Reino). O príncipe Alwaleed criou a empresa Jeddah Economic Company em 2009 para desenvolver a Kingdom City, explica a Forbes.
A Kingdom Tower irá sediar um hotel Four Seasons, apartamentos Four Seasons, espaço para escritórios, condomínios de luxo e um observatório que Alwaleed diz que será maior que a actual maior plataforma de observação do mundo.
Alwaleed está também envolvido na construção de outra Kingdom Tower em Riyadh, onde estão sediados os escritórios da Kingdom Holding.
Segundo a revista Forbes Alwalled tem um património líquido avaliado em 19,6 mil milhões de dólares, e é co-proprietário juntamente com Bill Gates da empresa de gestão do Hotel Four Seasons. Como investidor mundial diversificado, Alwaleed detém participações através da Kingdom Holding no Citigroup, na News Corp., na Apple e na gestora do Hotel Fairmont, entre outros investimentos. 

A Opinião:

O tamanho e o poderio econômico impressionam, ainda chamamos de edifício algo que poderá abrigar uma população superior a de alguns bairros. Qual será o limite? Que riscos os moradores, turistas e trabalhadores que frequentarem essa torre enfrentarão?
São perguntas que só o tempo será capaz de responder, mas pode ser que tudo corra bem, a torre seja capaz de gerar lucro, acidentes não aconteçam e o problema da falta de espaço seja resolvido.
Talvez esse seja até o futuro das cidades, ainda que um futuro extremamente distante. Pessoas aglomeradas em um local coberto, com vigilância total monitoramento por câmeras de segurança 24 horas por dia.
Uma obra como essa faz a nossa imaginação ir longe, alguns ficarão eufóricos aguardando a próxima torre gigante, outros ficarão aterrorizados, pensando que tudo pode cair a qualquer momento, imaginando se um dia terão que morar no último andar de um prédio como esse.

O Debate:

Você acha que essa torre será um sucesso ou um fracasso? Por que?

terça-feira, 19 de julho de 2011

Petróleo da Venezuela


Venezuela tem a maior reserva de petróleo do mundo

As reservas provadas de óleo cru da Venezuela somaram 296,5 bilhões de barris em 2010, ultrapassando as da Arábia Saudita, de 264,5 bilhões de barris. A estimativa atual é 40% superior à de 2009, quando se calculava em 211,17 bilhões de barris a quantidade de petróleo em terras venezuelanas. Os dados constam no boletim de estatística anual da Opep, divulgado nesta segunda-feira (18/7).
O Brasil permaneceu na 14ª posição, com 12,8 bilhões de barris de óleo cru, alta de 0,4% em relação aos números do ano anterior. O Irã ocupa a terceira posição, com 151 bilhões de barris, seguido por Iraque (115 bilhões de barris) e Kwait (101 bilhões de barris). As reservas mundiais totalizam 1,467 trilhões de barris.
No gás natural, a Rússia lidera com a maior reserva provada: 46 trilhões de m³. O Irã ocupa a segunda posição, com 33,1 trilhões de m³. O Brasil aparece na 40ª posição, com 358 bilhões de m³ do energético. As reservas mundiais somam 192,54 trilhões de m³, segundo a Opep.


A Opinião:
Desde a Segunda Revolução Industrial, o petróleo se tornou a principal fonte de energia do mundo, pela facilidade de transporte e pelo múltiplo uso. Com isso, nações detentoras de grandes reservas tendem a gerar riquezas. 
A Venezuela possui a maior reserva de petróleo do mundo e essa descoberta faz com que e torne um dos mais importantes países da América Latina. Ao falar em Petróleo, os olhos do mundo que antes se voltavam praticamente apenas para o Oriente Médio, passam a se voltar também para a América do Sul, graças ao Brasil e principalmente a Venezuela.
A cada ano novas jazidas de petróleo são descobertas, mas ainda são insuficientes para alimentar um mercado faminto pelo petróleo e seus  derivados, o que justifica a preocupação com a sua escassez e a necessidade de investimentos em fontes alternativas que poderia diminuir a emissão de gases estufa e diminuir o risco de guerras.

O Debate:

O que acha que aconteceria com o mundo se o petróleo acabasse?