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domingo, 14 de outubro de 2012

Dilma pretende criar cota para negros nos serviços públicos


O Fato:

Dilma estaria se preparando para anunciar a criação de cotas para negros no 

serviço público federal. Segundo a Folha de São Paulo, a medida faria com que pelo menos 30% das vagas fossem preenchidas por afro descendentes. A ação iria afetar tanto os cargos comissionados quanto os concursados.
O plano do Palácio do Planalto é fazer o anúncio em novembro, mês quando é comemorado o Dia da Consciência Negra, após o julgamento do mensalão e o segundo turno das eleições municipais
O documento que a Folha de São Paulo teve acesso também propõe a criação de incentivos fiscais para a iniciativa privada ficar metas de preenchimento de vagas por negros.
Outras medidas que vão ser divulgadas são na educação e na cultura. Para a educação, são três propostas: monitorar a situação de negros cotistas após a graduação, oferecer auxílio financeiro durante o curso e reservar parte das bolsas do Ciências sem Fronteira para afro-brasileiros. Já para cultura, a medida iria criar incentivos para produtores culturais negros.
Fonte: ne10.Uol



A Opinião:

As cotas são, sem dúvida, uma das medidas mais conflitantes de nosso país.
Se por um lado ela garante o direito dos negros, índios e até dos deficientes, por outro, a meu ver, ela inferioriza esse grupo de pessoas.
Pense comigo: O Brasil, que se diz um país de todos, deveria ser conhecido exatamente por essa igualdade entre seus cidadãos. Quando, porém, colocamos cotas, estamos – repito, a meu ver – dizendo que não há essa igualdade se não com o uso de leis.
É sabido que as leis são criadas para assegurar direitos, mas daí a termos que usá-las como única solução...
Cotas, também, são medidas paliativas, criadas (e usadas) para garantir a esses grupos de pessoas um espaço maior junto aos outros concorrentes, seja da vaga de emprego ou da universidade.
Mas fica, ao menos para mim, a seguinte pergunta: De que adiantam essas cotas se, ao invés de usá-las como medidas paliativas, usamos como medidas duradouras, não oferecendo base alguma aos cotistas, seja em escolas públicas, seja em universidades?
É confuso, mas é a (triste) realidade brasileira.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Brasil e o combate a fome


O Fato:

Brasil líder em ranking de combate a fome

É a terceira vez que o Brasil lidera o levantamento da organização não governamental (ONG) ActionAid que lista os países que mais combatem a fome. O levantamento foi divulgado nessa segunda-feira (10) e o anúncio de mais investimentos para a agricultura familiar foi o que provavelmente levou o Brasil ao topo.

A posição do Brasil também tem muita influência do Programa Fome Zero, que segundo os dados levantados pelo relatório, levou à redução da desnutrição infantil em 73% entre 2002 e 2008. Aponta também a inclusão do direito à alimentação na Constituição Federal em fevereiro de 2010.

O País tem investido continuamente nesse setor. O anúncio do investimento de R$ 16 bilhões para o Plano Safra de Agricultura Familiar 2011/2012. Tudo isso para a produção de alimentos, geração de renda no campo e organização econômica de agricultores familiares, assentados da reforma agrária e povos e comunidades tradicionais.

A ONG ainda declarou que apesar dos resultados, o Brasil ainda precisa avançar na distribuição de terras, uma das mais desiguais do mundo. O relatório aponta que 56% da terra agricultável estão nas mãos de 3,5% dos proprietários rurais. Os 40% mais pobres, têm apenas 1% dessas terras. As cinco primeiras posições ocupadas juntamente com o Brasil são Malauí, Ruanda, Etiópia e Tanzânia.

Fonte: Notícias Br 

A Opinião:

Uma boa notícia, saber que o país está avançando no combate a fome, torço para que continuemos evoluindo para que no futuro nenhum brasileiro passe fome. 
Critiquei muito o programa Fome Zero porque não via resultados, acreditei inclusive que era um programa abandonado pelo Governo Federal.
Vale a pena agora reconhecer o valor do programa e elogiar, precisamos esquecer essa história de apenas cobrar e criticar, quando uma medida é correta ela precisa ser elogiada.

 

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Os governos devem gastar com publicidade?


O Fato:

Lula critica imprensa e defende gastos do governo com publicidade

Durante sua visita nesta quinta-feira a Paraíba do Sul, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu gastos do governo com publicidade e justificou-se dando uma alfinetada na imprensa, já que para ele, notícias ruins têm mais espaço no noticiário.
"Normalmente o que é ruim tem preferência no noticiário sobre o que é bom. Raramente você vê uma reportagem elogiando um hospital. O que é bom parte-se do pressuposto que é obrigação", disse o ex-presidente, que continou a criticar a imprensa:
"Um hospital que salvar mil vidas não é notícia, mas se morrer um é. Vocês - se dirigindo ao governador Sérgio Cabral - têm a obrigação política com o povo do Rio e com quem não mora aqui de dizer o que estão fazendo aqui. Acho que isso é uma falta de opção nossa. Tem muita gente que fala: ′Ah, você vai gastar dinheiro com publicidade?` Enquanto você não gasta para fazer publicidade das coisas boas, gasta para fazer nota reexplicando aquilo que foi equivocadamente denunciado", completou Lula.
O ex-presidente também deu um “recado” para o governador Sérgio Cabral: “Sabemos que ainda tem fila. Mas se o que melhorou, a gente não colocar para o povo saber, o povo vai ficar sabendo apenas aquilo que os outros querem que eles saibam. Segundo ele, tem muita coisa errada, mas tem que mostrar o que foi feito:
"Numa escada de 16 degraus, vocês chegaram a 8, 9. Tem que mostrar. A gente aprendeu com Chacrinha a muito tempo atrás: `Quem não se comunica, se trumbica".



A Opinião:

Por um lado o ex-presidente Lula está certo, o noticiário prioriza as piores notícias dando a sensação de que tudo está mal, não dando destaque as coisas boas feitas pelos governos municipais, estaduais e pelo próprio Governo Federal.
Porém, isso não justifica os gastos exorbitantes dos governos com publicidade, até porque muitas vezes a publicidade sobrevaloriza o que foi feito, não informando o povo sobre o que os governos fazem de bom e sim ludibriando, fazendo o que é regular ou apenas bom parecer sensacional. O vídeo abaixo é um exemplo disso.



Os gastos exagerados são uma tentativa de se perpetuar no poder, trazer o povo para o seu lado e diminuir as críticas da imprensa, afinal não é bom criticar um "bom cliente", pois grande parte das propagandas em diversos meios de comunicação são feitas pelos governantes, sendo lucrativo para as grandes empresas de comunicação.
O dinheiro público gasto com publicidade (ou seja, os seus impostos vão servir também para enaltecer os políticos que muito deixam a desejar) poderiam ser utilizados para melhorias nas áreas sociais. O povo enxerga as melhorias, o que não estão enxergando e nem se revoltando é com a farra do gasto com propagandas.

O Debate:

Você considera justo que o governo gaste com publicidade? 

O jornalismo brasileiro deveria dar mais espaço para boas notícias?

domingo, 12 de junho de 2011

Trabalho infantil no Brasil


O Fato:


Até 2014, Brasil quer retirar do trabalho infantil 1,2 milhão de crianças

O Brasil quer retirar do trabalho infantil 1,2 milhão de crianças até 2014, por meio da ampliação do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), informou a secretária nacional de Assistência Social do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Denise Colin, em entrevista à Agência Brasil.  Essa ampliação está dentro do Programa Brasil sem Miséria, lançado este mês pela presidenta Dilma Rousseff.
Denise Colin disse que hoje o programa atende mais de 800 mil crianças em todo o país. Elas foram encontradas em situação de trabalho no campo, de trabalho doméstico, exploração sexual, entre outros. Segundo a secretária, quando é feita a identificação de trabalho infantil, as crianças são inseridas no Programa Bolsa Família e é anotada na inscrição do programa a situação de trabalho infantil. “As famílias recebem o benefício do Programa Bolsa família. Essa criança tem a oportunidade de ser atendida em serviços que possam retirá-la da situação de exploração no trabalho”, disse.
A secretária acrescentou que “os pais são encaminhados a vários serviços, como de qualificação profissional, de documentação, de intermediação de mão de obra. Isso é feito pela política do trabalho e os técnicos orientam essas pessoas, mantêm contato com a equipe do Ministério do Trabalho e fazem toda essa mediação para encaminhamento”.
A secretaria disse ainda desde que o Peti foi integrado ao Bolsa Família, em 2006, houve maior garantia da transferência de renda, o que ajuda a família a manter as crianças longe do trabalho. “Foi um grande avanço a integração do Peti com o Programa Bolsa Família porque possibilitou a garantia da transferência de renda para a família, o que passou a não justificar o uso das crianças nessas situações”.
No Piauí, um dos estados onde há o maior número de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil, a  coordenadora da Gerência de Enfrentamento ao Trabalho Infantil, Rosângela Lucena, informou à Agência Brasil que mais de 34 mil que estavam em situação de trabalho infantil são atendidas hoje pelos núcleos do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos do Sistema Único de Assistência Social (Suas). Esses núcleos recebem recursos do Peti.
De acordo com Rosângela, a maioria dessas crianças estava trabalhando com os pais na agricultura familiar. Hoje, o estado está priorizando a questão do trabalho infantil escravo, que registra alto índice no Piauí. “Queremos fazer um estudo sobre o trabalho infantil escravo no estado e, para isso, estamos contratando faculdades para nos ajudar. Há 34 mil menores atendidos que estavam em situação de trabalho infantil, tanto que o Piauí está na lista dos estados brasileiros com os mais altos índices de crianças nesse tipo de atividade”, informou. A intenção é que o diagnóstico esteja concluído no próximo ano.
A Opinião:

Se o objetivo for de fato alcançado, será um golaço do Governo Federal. Nenhuma nação alcança o desenvolvimento sem pensar no futuro. Mas não basta apenas acabar com o trabalho infantil. É necessário ainda permitir que as crianças possam se preparar adequadamente para o futuro, precisam ser inseridas no mercado de trabalho.
É preciso pensar também nessas famílias, conhecer a realidade, para que o trabalho infantil seja "desnecessário" nesses lares.
Também é importante que o Bolsa Família não seja uma esmola, a fiscalização precisa ser séria, marcação cerrada, para que pessoas que não precisam receber, não tenha acesso a esses recursos, e que os que precisam, de alguma forma façam por merecer, não apenas troquem esse "benefício" por votos.

O Debate:

Você é a favor de programas como o Bolsa Família?

Você vê algum problema no Trabalho Infantil?