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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Separatistas curdos na Turquia


O Fato:

Rebeldes curdos matam 24 soldados turcos e Ancara anuncia represália

Vinte e quatro soldados turcos morreram em ataques de rebeldes curdos executados de maneira simultânea na madrugada desta quarta-feira contra postos militares na fronteira com o Iraque e o governo de Ancara já anunciou represálias, com bombardeios aéreos e operações terrestres.
"Vinte e quatro soldados morreram e 18 ficaram feridos", anunciou o primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdogan, que revisou assim o balanço anterior de 26 vítimas fatais.
Os ataques de vários grupos armados do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, ilegal) aconteceram em oito pontos das localidades de Cukurca e de Yüksekova, na província de Hakkari, onde ficam vários postos de fronteira da polícia turca.
Os combates prosseguiram durante várias horas e as Forças Armadas turcas executaram operações terrestres e aéreas para perseguir os criminosos.
Tropas entraram por dois pontos no Iraque para perseguir rebeldes curdos. As unidades de comando têm o tamanho de um batalhão, o que na Turquia compreende entre 600 e 1.000 soldados.
Um porta-voz do PKK no Iraque, Dozdar Hammo, declarou à AFP que unidades terrestres turcas tentavam cruzar a fronteira na região de Hakkari.
O coronel Hussein Tamer, comandante da força de proteção da fronteira iraquiana na província de Dohuk, afirmou não dispor de informações sobre a entrada de soldados turcos em território iraquiano.
A aviação turca bombardeou refúgios dos rebeldes curdos na região norte do Iraque, em particular na região de Qandil, principal base de retaguarda do PKK nas montanhas iraquianas.
Analistas destacaram que este o balanço dos ataques desta quarta-feira é o segundo mais grave para o Exército turco em apenas um dia desde que o PKK iniciou a luta armada pela independência, em 1984.
Em 1993, os rebeldes mataram 33 soldados desarmados durante uma operação de transferência.
O primeiro-ministro Erdogan cancelou uma visita de três dias ao Cazaquistão que começaria nesta quarta-feira e convocou uma reunião com conselheiros, ministros e o diretor do serviço secreto (MIT).
O ministro das Relações Exteriores, Ahmet Davutoglu, adiou uma visita programada à Sérvia.
O comandante do Estado-Maior, general Necdet Ozel, e outras autoridades militares viajaram à região para fazer um balanço da situação, anunciou o presidente Abdullah Gül.
"Vamos lutar até o fim contra o terrorismo. A Turquia está decidida a acabar com o PKK", declarou, a respeito do movimento que alega lutar pelos direitos de 15 milhões de curdos da Turquia, mas que é considerado terrorista por diversos países.
"Nossa vingança será terrível, vamos responder a estas pessoas que nos fazem sofrer", completou.
Ancara acredita que 2.000 rebeldes do PKK estão entrincheirados no norte iraquiano e que a partir desta região eles entram no território iraquiano para executar ataques.
Depois de um período de calma, no último verão (hemisfério norte), o PKK intensificou consideravelmente os ataque e a Turquia ameaçou com uma intervenção militar contra os refúgios dos rebeldes no Curdistão iraquiano.
A aviação turca bombardeia de maneira regular os esconderijos do PKK nas montanhas iraquianas. O Parlamento acaba de renovar a autorização ao governo para efetuar operações no Iraque contra os rebeldes
Fonte: AFP




A Opinião:


Os curdos representam um dos maiores povos sem pátria do mundo. São aproximadamente 30 milhões de pessoas espalhadas pelo território de cinco países.
O sonho de criar o Curdistão parece quase impossível de realizar e apelar para o terrorismo torna-o ainda mais difícil, além de proporcionar motivo para sofrer contra-ataques e represália.
Desde que o mundo é mundo ocorrem disputas por territórios, quando se acredita que as fronteiras já estão definidas, surgem novos países, através de guerras ou acordos.
Seria interessante se surgissem apenas através de acordos, pena que este é o caminho menos comum. É como se os homens preferissem as guerras.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Duplo atentado no Iraque



O Fato:

ONU condena onda de "atrozes" atentados no Iraque

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou nesta segunda-feira com firmeza a onda de atentados que deixou pelo menos 62 mortos e 251 feridos em diversas cidades do Iraque, naquele que já é considerado o dia mais sangrento que o país árabe viveu nas últimas semanas.

"O secretário-geral condena energicamente a onda de ataques a bomba cometidos nesta segunda-feira em diversas cidades do Iraque. São atos particularmente atrozes por ocorrerem durante o mês sagrado do Ramadã", assinalou o porta-voz de Ban, Martin Nesirky, em comunicado divulgado na sede da ONU em Nova York.
A liderança máxima da ONU pediu ao povo do Iraque a "rejeitar essas tentativas de incitação a mais violência no país" e recomendou a "todos os líderes políticos iraquianos que continuem trabalhando unidos para conseguir a paz através do diálogo e da reconciliação nacional".
Ban transmitiu também suas "mais sinceras condolências" às famílias das vítimas e desejou uma "rápida recuperação" aos feridos durante a jornada mais sangrenta no Iraque desde 29 de março, quando 65 pessoas morreram em uma ofensiva na cidade de Tikrit, ao noroeste de Bagdá.
A onda de atentados desta segunda-feira ocorreu em diversas cidades do Iraque, mas o mais grave aconteceu em um mercado de Kut, ao sudeste de Bagdá, onde uma bomba e um carro-bomba explodiram e causaram a morte de 34 pessoas, informaram à Agência Efe fontes do Ministério do Interior do Iraque.
Além disso, 65 iraquianos, entre eles mulheres e crianças, ficaram feridos em consequência das explosões.
Entre os demais atentados, destacaram-se também vários ocorridos na província de Diyala, ao nordeste de Bagdá, onde 13 pessoas morreram e 33 ficaram feridas em uma série de ataques que ocorreram em diversos povoados.
Além disso, entre outros, ao sul de Bagdá, nove policiais morreram e outras 99 pessoas ficaram feridas em três atentados nas cidades de Najaf e Karbala, consideradas santuários para os xiitas, que obrigaram as autoridades da região a decretar o toque de recolher. 

 

A Opinião: 

Mais um atentado, milhares de inocentes morrendo pela ideologia ou mesmo pela ganância de alguns. A invasão dos Estados Unidos ao território iraquiano mostrou-se até agora sem nenhum propósito. 

Afinal, se queriam petróleo, não conseguiram ainda e se o objetivo era pacificar a região está aí a resposta. Fica então a questão: Pra que manter as tropas lá? Por que não respeitar a soberania do Iraque e buscar uma solução através das vias diplomáticas?

É fundamental que o mundo busque logo fontes alternativas de energia para amenizar pelo menos três problemas de uma só vez:

1- Diminuiria a emissão de gases estufa.

2- Poderia baratear o custo da energia e evitar o esgotamento das jazidas petrolíferas

3- Diminuiria as guerras por petróleo.

 

O Debate:

Você acha útil a ocupação das tropas no Iraque?