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terça-feira, 3 de abril de 2012

Sarkozy X Islâmicos


Os Fatos:



Protesto contra lei antiburca acaba com 3 detidas

Três mulheres que vestiam longos lenços islâmicos foram detidas ontem, em Paris, no primeiro dia de vigência da lei que proíbe o uso da burca na França. As prisões temporárias foram realizadas na frente da Catedral de Notre-Dame, a mais importante da capital, durante um protesto não autorizado pela polícia.
Segundo o Ministério do Interior, porém, a detenção ocorreu porque as três muçulmanas não tinham informado as autoridades sobre a manifestação, e não porque usavam os véus. Convocadas pela associação Touchez pas à ma Constitution (Não toque na minha Constituição, em tradução livre), as muçulmanas tinham como intenção provocar a primeira ação policial contra o uso da burca na França.
Pela lei, elas seriam multadas em 150 euros e obrigadas a participar de um "curso de cidadania" patrocinado pelo Ministério do Interior. "Há 12 anos eu a uso e continuarei a usá-la. É a França e o Estado laico que me dão o direito de ser muçulmana praticante", afirmou Kenza Drider, de 32 anos. "Essa lei é um atentado aos direitos europeus. Estou apenas defendendo a minha liberdade de ir e vir e minha liberdade religiosa", argumentou.
O protesto, o assédio dos jornalistas - incluindo de uma rede de TV iraniana, a Al-Alan - e as discussões com franceses que decidiram opinar sobre a lei chamaram a atenção da polícia. Dezenas de agentes e um ônibus foram mobilizados para a intervenção. As três muçulmanas foram, então, obrigadas a embarcar no veículo.
Além de enfrentar a polêmica, o governo do presidente Nicolas Sarkozy, autor da proposta de proibição da burca, terá de enfrentar outro problema. Ontem, o secretário-geral adjunto do Sindicato de Comissários de Polícia, Emmanuel Roux, afirmou que a lei é "extremamente difícil de ser aplicada" e, por essa razão, será "muito pouco aplicada". Contribui para o pouco impacto prático da legislação o fato de que não mais de 2 mil a 3 mil mulheres usam burca em todo o país, segundo levantamentos independentes.
Cruzada francesa
150 euros
é o valor da multa para quem for flagrado com o rosto coberto nas ruas da França

2 mil
é o número estimado de mulheres que usam burca no país

5 milhões
de muçulmanos vivem na França

PARA ENTENDER
Sarkozy alega preservar raiz cultural do país
A proibição do uso de véus que cubram o rosto inteiro na França entra em vigor depois de um ano de debates e campanhas pró e contra a medida. Apoiadores do governo de Nicolas Sarkozy consideram a lei um passo necessário para a preservação da cultura francesa e para o combate do que eles consideram tendências separatistas entre os muçulmanos da França. Considerada difícil de aplicar, a legislação não menciona o Islã em texto. Segundo as novas regras, porém, os policiais franceses não têm o direito de mandar as muçulmanas tirarem os véus no meio da rua e são obrigados a acompanhá-las a uma delegacia para que elas sejam identificadas. Os muçulmanos criticam a medida, alegando que ela fere a liberdade religiosa. Os principais movimentos islâmicos franceses calaram-se ontem, mas muitas muçulmanas têm planos de continuar usando os véus.
Fonte: Estadão
Advogada da família de Mohamed Merah defende que ele foi "liquidado"
Zahia Mokthari, advogada contratada pelo pai de Mohamed Merah, para processar o corpo de elite da polícia francesa RAID pela morte do jovem franco-argelino, autor confesso de sete mortes em Toulouse e em Montauban, segundo versão das forças de segurança francesas. 

Zahia Mokthari afirmou, no domingo, em conferência de imprensa, em Argel, que tem provas de que o alegado jiadista foi "liquidado" pela corpo de elite da polícia e assegura, segundoelpais.es, que tem "dois vídeos idênticos de 20 minutos cada um, nos quais se ouve Mohamed Merah dizer aos polícia ‘por que me matais’ e ‘estou inocente’"

Segundo a mesma fonte, a advogada sustenta ainda que esses vídeos são autênticos e que lhe foram entregues por "pessoas que participaram nos fatos e que querem que a verdade seja conhecida". Recorde-se que os RAID afirmaram que foi dada, até ao fim, oportunidade a Mohamed Merah de se render, mas que se viram obrigados a disparar contra ele, por ele os terem recebido em "atitude de combate", quando entraram no apartamento onde se tinha entrincheirado. 

A advogada defende ainda que Mohamed Merah "foi manipulado pelos serviços secretos franceses e que, depois, foi liquidado para nunca se soubesse a verdade". Mas esta versão – recorda o elpaís.es - foi firmemente desmentida na semana passada pelo chefe da Direção Central de Informações Internas, Bernard Squarcini. Merah, disse Squarcini, "não trabalha para os serviços franceses nem para os serviços estrangeiros".

Zahia Mokhtari afirmou ainda, durante a referida conferência de imprensa, que enviou à Justiça francesa "uma primeira lista com nomes de um responsável dos serviços secretos franceses e de outras pessoas com diferentes nacionalidades que trabalharam com Merah para fossem ouvidas durante o processo".

O governo francês não reagiu para já às declarações de Zahia Mokthari e tinha anteriormente rejeitado uma moção do Partido Socialista Francês que pedia para que Squacini e outros chefes dos serviços secretos fossem ouvidos sobre o caso em comissão do Senado.

Segundo revelou a autópsia, Mohamed Merah morreu em resultado de um tiro na cabeça e outro no abdomen, e o seu corpo foi cravado com 20 balas durante o assalto do RAID. A polícia alega que ele confessou ter assassinado sete pessoas em Montauban e em Toulouse, nos dias 11 e 19 de Março. 
Fonte: A bola.pt

Sarkozy: islâmicos presos tramariam ataques


O presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse nesta terça-feira a um grupo de islâmicos detidos na semana passada que havia a possibilidade de eles estarem preparando ataques contra o país.
A polícia francesa prendeu na semana passada 19 pessoas que têm ligações com extremistas muçulmanos em toda a França, e na ocasião também apreendeu armas. Sarkozy disse que aqueles presos constituíam uma ameaça à segurança do país.
"Há uma investigação judicial em curso e existem sérios elementos nesse sentido", afirmou o presidente francês em uma entrevista à TV "station Canal Plus".
"As autoridades francesas vão deportar todos os estrangeiros que defenderem o ódio e a violência", acrescentou Sarkozy.
Fonte: Diário do Grande ABC




A Opinião:
Essa questão não é franceses e muçulmanos, trata-se de uma estratégia política de um homem que vê sua popularidade cair e que busca resgatar o prestígio próximo das eleições.
A estratégia utilizada pelo Nicolas Sarkozy é a mesma utilizada por governantes dos Estados Unidos. Primeiro o George W. Bush, que ao se ver perdido no governo, encontrou uma solução após o 11 de setembro ao declarar guerra ao terror. Depois Barack Obama, visto como uma solução e desapontando muitos pelo mundo, buscou se reerguer ao assassinar Osama Bin Laden.
Eleger um inimigo comum, fazer com que pareça uma ameaça nacional e até mundial e aparecer como herói funcionou no passado e pode funcionar novamente no presente. E depois os muçulmanos é que são os terroristas.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Cigarros com sabor


O Fato:



Souza Cruz lamenta decisão sobre cigarros com sabor


A Souza Cruz lamentou, em comunicado à imprensa, a decisão ontem da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de restringir o uso de ingredientes nos produtos derivados de tabaco. "A Anvisa demonstrou não ter levado em conta os argumentos da cadeia produtiva do setor", informa a empresa.
 "Acreditamos que as autoridades locais no Brasil devem tratar o assunto com mais profundidade como o FDA, nos Estados Unidos, que está analisando proposta semelhante através de uma Câmara de Estudos técnicos estabelecido para esta finalidade", diz a Souza Cruz.
De acordo com a empresa, medidas restritivas como as apresentadas pela Anvisa ampliariam a participação do mercado ilegal de cigarros, que implicaria em riscos ao consumidor uma vez que esses produtos não passam por fiscalização ou registro nos órgãos sanitários. "Hoje, o comércio ilegal responde por 30% no mercado brasileiro e sonega o pagamento de cerca de R$ 3 bilhões de impostos por ano ao Brasil", afirma a Souza Cruz no comunicado, ressaltando que irá se pronunciar com mais detalhes sobre a decisão da Anvisa assim que tiver acesso aos termos da resolução.
Fonte: Diário do Grande ABC


A Opinião:
Não sei o que é mais impressionante, a ignorância dos fumantes ou a cara de pau das empresas produtoras de cigarro.
Como a maioria das pessoas sabe, o cigarro é um produto comprovadamente nocivo à saúde (como muitos outros, diga-se de passagem) e as empresas produtoras estão querendo ampliar o número de consumidores jovens tornando atraentes através de diferentes sabores e cores.
O pior é a ameaça camuflada de continuar vendendo o produto mesmo sem aprovação da Anvisa e culpar o mercado ilegal de cigarros, além de argumentarem que o Brasil perderia muito dinheiro pois arrecadaríamos menos impostos. 
Desculpem, mas a vida tem mais valor que o dinheiro e o único sabor que o cigarro possui é a morte.



terça-feira, 23 de agosto de 2011

Amizade entre professor e alunos na web


O Fato:

Professores americanos lutam contra lei que proíbe amizade com alunos na web

A Lei 54 foi criada com o objetivo de proteger as crianças de abusos sexuais, impedindo que professores e alunos troquem mensagens particulares pela internet, ou até mesmo pelo celular, por meio de mensagens de texto. A Associação Estadual dos Professores do Missouri afirma que a nova lei infringe os direitos dos educadores de se comunicarem livremente. O grupo está pedindo à corte que aguarde a implementação da lei até que a sua constitucionalidade seja determinada.
De acordo com informações do jornal americano The Huffington Post, muitos dos membros da associação estão convencidos de que a lei é sem propósito. Os professores dizem que ela fere o direito constitucional de livre expressão, associação e religião.
O governador Jay Nixon assinou a lei no último mês, mas ela só entra em vigor em 28 de agosto.

A regra foi criada depois que um levantamento mostrou que 87 professores do Missouri perderam suas licenças entre 2001 e 2005 por causa de má conduta sexual, inclusive envolvendo troca de mensagens pela web com alunos.
Ainda não está claro como as redes sociais serão fiscalizadas. A lei não explica se os sites terão controle aos dados de usuários ou se o governo vai ter acesso a contas do Facebook e até aos computadores dos cidadãos. 
Por essas e outras razões, muitos professores do Estado consideram que a lei é pouco específica. A senadora que elaborou o projeto, Jane Cunningham, diz que os críticos entenderam a proposta de forma errada e que os educadores não serão banidos do Facebook.
Os professores ainda poderão criar páginas para entrar em contato com seus alunos, desde que o acesso seja aberto a todos. A página é diferente de um perfil e funciona apenas para divulgar informações. 
Fonte: Diárioonline
Com a colaboração do Lucas Alves


A Opinião:

Para que uma lei não perca o propósito e consiga de fato alcançar o objetivo, é necessário que seja preparada avaliando todas as possibilidades. Uma lei para proibir a amizade entre alunos e professores é simplesmente absurda devido alguns aspectos.
Primeiro, essa lei está criminalizando o professor e classificando-o como pedófilo. Segundo, em uma rede social não existem amizades forçadas, logo, se alunos e professores são amigos é porque houve interesse das duas partes, do contrário basta que um dos dois não aceite a solicitação de amizade. Terceiro, cabe aos responsáveis pelos alunos monitorar a forma como o mesmo utiliza a internet, impedindo assim a real ação de pedófilos ou a exposição dos alunos a conteúdos inapropriados. Quarto, a fiscalização é muito difícil de ser realizada, pois os mau intencionados podem usar perfis falsos para se aproximar dos alunos, assim, a lei pode estar restringindo apenas as amizades sadias.
Acredito que a preocupação maior não deveria ser com a amizade entre alunos e professores, que torna o ambiente escolar mais agradável. O professor sente mais prazer de trabalhar com a turma e a turma se sente bem na aula do professor. A preocupação maior deveria ser sim com a hostilidade entre eles. Como é possível observar abaixo:




O professor deve ter a liberdade para ser amigo dos alunos, mas o respeito e a consideração sempre devem existir.

O Debate:

Você acha que professores e alunos podem ser amigos na web?

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Proibição do uso dos celulares


Os Fatos:

Aprovada lei que proíbe uso de celular em bancos de São Paulo

São Paulo pode tornar-se a terceira cidade do Estado a proibir o uso de celulares dentro de agências bancárias. Em votação simbólica com apoio dos 14 líderes de bancada, a Câmara Municipal aprovou ontem projeto da vereadora Sandra Tadeu (DEM) que restringe o uso do telefone móvel no interior dos bancos. Essa proibição já é lei municipal em Franca e Campinas. Entre as capitais, Curitiba, Belo Horizonte e Salvador também têm legislação semelhante.

O objetivo da restrição é evitar o golpe da "saidinha" de banco. Normalmente, nesses casos um bandido dentro do banco informa o comparsa, via celular, sobre clientes que estão saindo com grandes quantias. Perto do banco ou nas ruas no entorno, a vítima costuma ser atacada pelos ladrões - avisados por quem está dentro da agência. Entre janeiro e julho, pelo menos 12 pessoas foram baleadas na capital nesses golpes.
A lei ainda precisa ser sancionada pelo prefeito Gilberto Kassab (sem partido). Mas, caso alguma entidade ligada aos bancos conteste a lei na Justiça, a chance de os efeitos da medida serem suspensos é grande. Pode-se alegar que é tarefa somente dos governos estaduais legislar sobre assuntos relacionados à segurança pública, conforme prevê o artigo 144 da Constituição Federal de 1988 - lei nesse sentido foi aprovada por Minas, em janeiro; pelo Rio, em abril, e pelo Ceará, em julho
 
Campanha alerta: é preciso atenção 

O trânsito de Porto Velho foi alvo de mais uma ação integrada da prefeitura com o governo do Estado, no último final de semana, quando os 30 cruzamentos considerados mais perigosos foram alvo de campanha educativa. Com panfletos e faixas, as equipes procuraram sensibilizar os motoristas para que respeitem as leis, como o uso do cinto de segurança, a proibição do celular ao volante e as cadeirinhas para crianças no banco de trás dos veículos. Uma equipe formada por cerca de 320 pessoas foi envolvida no trabalho que compreendeu blitz e pit-stop. 
 

Som no transporte coletivo, ou desliga, ou desce

Dizem que cada um tem seu gosto musical, no entanto, no transporte coletivo de Cascavel tem passageiro que resolve compartilhar seu som com os demais. O ônibus inteiro precisa conviver com “popozudas” e “vidas lokas”, músicas que não agradam todo tipo de ouvido. 
A situação chegou a tal ponto que o vereador Airton Camargo, resolveu interferir e quer acabar com a festa nos ônibus. Entrou em discussão e votação no dia 02/08 um projeto de lei que quer proibir o uso de aparelhos sonoros nos veículos do transporte coletivo. “Muitas pessoas que moram nos bairros e utilizam o transporte coletivo entraram em contato comentando que se incomodam com a situação. Mulheres casadas, moças que estudam, ficam constrangidas com letras que falam palavrões, além do desconforto da música alta”, explica o vereador. Os principais vilões são os celulares potentes e caixinhas de som portáteis, com entrada para cartão de memória que comportam centenas de músicas. 
No geral, os passageiros aprovam a iniciativa. Liliane Marins Faustino usa o transporte coletivo diariamente e comenta que ouvir música alta no ônibus virou moda. “Principalmente em grupos de jovens que estão indo ou voltando da escola. E são aquelas músicas... funk, rap, muitas vezes as letras são constrangedoras, para mim a proibição está mais que aprovada”, comenta a passageira. Ela conta que já chegou a pedir para os jovens abaixarem o som, mas o pedido só fez com que eles aumentassem ainda mais o volume.

Celular ou papel: o que distrai nas aulas

Uma ampla discussão toma conta dos bancos escolares: A tecnologia veio para auxiliar no ensino ou está atrapalhando as aulas e distraindo os alunos? Educadores analisam e buscam alternativas para conciliar o fácil e rápido acesso aos recursos tecnológicos, às práticas pedagógicas. O objetivo: minimizar os efeitos e fazer com que o aluno ainda preste atenção naquela aula onde quadro, giz e um bom livro ainda merecem comparecer.
Mas a grande questão é: será que a distração na escola surgiu apenas com o advento das novas tecnologias da informação e da comunicação? Controlar as conversas paralelas, as risadas e a troca de bilhetinhos é um exercício diário de domínio da classe. E não é de hoje. O problema é que a tecnologia é atraente, e mesmo quando não permitida oficialmente em sala de aula, é a grande promotora da distração entre os estudantes. Um bom celular permite ao aluno acessar seus e-mails, frequentar redes sociais, ‘twittar’ durante aquela explicação na aula considerada por esse aluno menos interessante.
 

Meris Bertin é professora de História e Psicopedagoga, no Colégio Marista e no Colégio Sepam, em Ponta Grossa
“Não acredito que antigamente era mais fácil dar aula, porque apesar de hoje o estudante ter uma carga muito grande de informações, isso não quer dizer que ele tenha o conhecimento, porque esse conhecimento tem que ser construído. Eu percebo que o aluno vem para aula se ele está curioso por o que vai aprender, e é o professor quem precisa mediar o conhecimento desse aluno, mediação essa que pode ser feita através de objetos, pessoas, meios de comunicação, livros, um projeto. Isso vai fazer com que esse aluno não se distraia em sala de aula.
Todas as teorias de aprendizagem que surgiram nos ajudam e dão suporte para dar uma aula melhor. Hoje, o professor tem mais conhecimento, porque ele passou daquele estágio de uma aula tradicional para uma aula mais dinâmica, mais interessante. A tecnologia está aí não só para o aluno utilizar, mas para o professor também. A partir do momento que você cativa os alunos, que você traz coisas interessantes, que dá uma aula interessante, o retorno vai o ser o empenho do aluno. Ele vai querer fazer a tarefa, realizar bem um trabalho porque vai estar interessado.
Como lidar com o celular na sala de aula? Eu acho que é muito simples: basta o professor fazer um ‘contrato pedagógico’ e esclarecer aos alunos, no começo do ano escolar, que o celular precisa estar desligado durante as aulas, e na atividade onde ele pode ser utilizado, quem vai direcionar é o professor. Eles entendem essa linguagem. É só explicar.”
 
 
 
 
A Opinião:

Os aparelhos de telefone celular ou telefones móveis tem como principal função agilizar a comunicação e permitir mobilidade do usuário. Mas sempre encontram um jeito de fazer mau uso de uma boa ideia.
A proibição nos bancos, nas escolas e no trânsito já foram aprovadas, a continuar nesse ritmo devem ser acompanhadas da proibição no teatro, no cinema, nos shows e nas bibliotecas.
Ou seja, o celular está ganhando um "status" semelhante aos cigarros no tocante às proibições, será que o incômodo provocado pelo fumante à sociedade é o mesmo incômodo provocado pelo usuário de um celular? Crê-se que não, porém a capacidade de causar estrago a outras pessoas é tão grande quanto, pois pode levar a acidentes no trânsito causando mortes, pode levar ao aumento dos assaltos na "saidinha" dos bancos, pode desconcentrar um aluno durante as aulas fazendo perder informações importantes.
A pergunta que fica então é: Será que a sociedade não estava preparada para ter em mãos um aparelho com tantas funções? Provavelmente não, a necessidade de restringir o uso prova isso, seja pelo simples incômodo que causa a outros, seja para proteger a vida do usuário e daqueles que estão ao seu redor. Tomara que essas medidas tenham mesmo efeito positivo sobre a população, mas que elas venham acompanhadas de campanhas que conscientizem a sociedade para um uso adequado, que traga benefícios e não prejuízos.

O Debate:

Você é a favor da proibição do uso do celular em bancos?

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O uso de álcool e drogas pelos jovens


O Clube de Geografia


O (preocupante) Fato:

Por dia, 21 jovens são internados por uso de álcool e droga

A porta de entrada para a dependência química no Brasil acontece aos 13 anos. O início do consumo exagerado de entorpecentes acarreta outra estatística precoce à saúde do adolescente brasileiro. Entre janeiro e maio deste ano, todos os dias, 21 pessoas com menos de 19 anos foram internadas por transtornos mentais acarretados pelo abuso de álcool e drogas.
Em dois anos, foi registrado um aumento de 29,5% nestas hospitalizações, passando de 2.426 casos nos primeiros cinco meses de 2009 para 3.142 registros em 2011. Os meninos são maioria com 75,6%, e a faixa etária mais vulnerável é a entre 15 e 19 anos. A prefeitura do Rio de Janeiro e o governo de São Paulo lançaram dois planos de ação que mudam a abordagem de ação governamental.
No Estado paulista, o governo encaminhou nesta segunda-feira (1/8), um projeto de lei à Assembleia Legislativa – que ainda precisa ser aprovado pelos deputados para entrar em vigor – para aumentar o rigor de fiscalização em bares, restaurantes e outros tipos de comércios que vendem bebida alcoólica a menores de 18 anos. Pelo texto sugerido, o estabelecimento infrator pode receber multas de até R$ 87,2 mil, além de interdição por 30 dias e fechamento definitivo das portas.
Já no município carioca, a Secretaria Municipal de Assistência Social, desde maio, tem aval para internar adolescentes e crianças em situação de rua que são usuários crônicos de drogas, mesmo contra a vontade deles. Desde que o programa foi instalado, 94 meninos foram internados no regime de internação chamado de compulsório.

Para Elisaldo Carilini, coordenador do Centro Brasileiro de Informações Sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), da Unifesp, a escolha de São Paulo para brigar contra o consumo de álcool é acertada.
“Não há dúvidas de que as bebidas alcoólicas são o principal problema de saúde pública na dependência química juvenil”, afirma.
Para justificar a afirmação veemente, Carlini recorre aos mais recentes dados – ainda não publicados – da pesquisa nacional feita pelo Cebrid, que colheu informações de 108 mil estudantes de escolas públicas e privadas de todo País: enquanto 60,5% dos pesquisados afirmaram já ter usado álcool na vida, 0,6% disseram ter experimentado crack.É uma diferença comparativa de quase cem vezes entre crack e álcool. Para começar a reverter estes números absurdos é preciso que o comerciante e a pessoa que frequenta o bar participe deste processo”, diz o pesquisador.
“O comerciante não vendendo a pinga ou cerveja ao menor de idade e, caso o faça, tendo a noção e a sensação de que será punido. E o frequentador do bar, contribui denunciando o estabelecimento caso testemunhe a venda inadequada.”

O psiquiatra da Associação Brasileira de Estudo do Álcool e Outras Drogas (Abead), Sérgio de Paula Ramos, concorda que a punição mai severa aos comerciantes de São Paulo pode contribuir para reverter o curso da dependência instalada antes dos 18 anos.
“A neurociência já demonstrou que o cérebro demora 21 anos para amadurecer plenamente. A última parte a ficar pronta é a que controla a impulsividade”, diz Ramos.
“O beber precoce detona o percurso de amadurecimento cerebral. Se a pessoa tem o primeiro contato com o álcool aos 21 anos, o risco de tornar-se alcoolista é de 9%. Se o início é aos 13 de idade – a média de início ao acesso dos brasileiros ao álcool, conforme atestou uma pesquisa do Ibope feita no ano passado – a chance de virar um dependente é ampliada para 50%”, diz.
Para o pesquisador da Abead a internação compulsória dos que desenvolvem esta dependência – aos moldes do programa já em curso no Rio de Janeiro – é outra medida consistente.
“É preciso que o jovem conte com cérebros auxiliares já maduros, como o dos seus pais, professores, profissionais de saúde", acredita Ramos.O recurso (da internação involuntária) é importante, pois facilita a ação do médico com este dependente. Hoje, para internar a pessoa dependente crônica é preciso aprovação do juiz. Tenho 37 anos de experiência com dependentes químicos e, até hoje, nunca recebi uma negativa judicial. Autorizar este trabalho do médico é facilitar o caminho.”

No início de junho, a decisão da prefeitura do Rio de Janeiro de internar involuntariamente os meninos e meninas em situação de rua abriu polêmica entre especialistas no tema.
Seja com o consentimento ou não do dependente, os médicos e estudiosos da dependência química não discordam que a internação é a última alternativa no tratamento médico, que é preciso existir uma rede de ambulatórios que dê conta de atender os casos menos graves e que uma fiscalização efetiva do exercícios dos profissionais de saúde coibiria abusos de hospitalizações desnecessárias.
“Acabamos de conversar sobre as novas diretrizes da política de enfrentamento de álcool e drogas. Temos de reorganizar os serviços de saúde para enfrentar essa situação. Precisamos ter uma rede que tenha serviços diferentes para situações diferentes. Qualquer proposta de organização do serviço que proponha um enfrentamento único está fadada ao fracasso.”
 

 A Opinião:

Bola dentro da prefeitura do Rio de Janeiro e do governo de São Paulo, as boas iniciativas dos nossos políticos precisam ser valorizadas, precisamos criticar quando erram, mas precisamos elogiar as medidas acertadas.

O combate aos vícios em álcool e drogas começa impedindo, ou pelo menos dificultando, o acesso dos mais jovens à bebida alcoólica e às drogas. Espero que a fiscalização atue firme para que esse combate funcione, afinal, já está virando uma questão de saúde pública, pois os hospitais recebem muitos jovens com a saúde debilitada devido ao contato com álcool e drogas.

Além disso, esse consumo também se torna uma questão de segurança pública, ao financiar o tráfico e aumentar o caso de violência pelas ruas da cidade.

O Debate:

A partir de que idade o jovem está apto a comprar e consumir bebidas alcoólicas?