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domingo, 4 de março de 2012

Governo não fiscaliza as obras da Copa


O Fato:



Governo não fiscaliza obras da Copa, diz jornal


O governo federal não inspeciona, há dois meses, as obras dos estádios para a Copa do Mundo de 2014 desde o término do contrato com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), que era responsável pela fiscalização. Segundo reportagem do jornal "Folha de São Paulo" deste domingo, não houve substituição para a execução da inspeção e administradores teriam informado que não estão recebendo membros do Consórcio Copa-2014.
A questão acontece em meio as críticas feitas pelo secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke. O segundo homem mais forte da entidade disse nesta sexta-feira que os organizadores brasileiros precisavam levar "um chute no traseiro" por causa do atraso das obras. O ministro do Esporte, Aldo Rebelo anunciou neste sábado que pedirá a Fifa que afaste Valcke das negociações envolvendo a Copa do Mundo de 2014.
"O secretário-geral da Fifa não pode ser nosso interlocutor. As declarações do secretário da Fifa são inaceitáveis", afirmou Rebelo, dizendo que as críticas foram infundadas. "Não podemos receber um comentário de ofensa pessoal. Imagina alguém dizer que vai fazer isso com sua família, com seu clube, com sua sociedade", ressaltou.
O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, rebateu neste sábado a resposta do ministro do Esporte brasileiro, Aldo Rebelo, afirmando que o governo brasileiro é "infantil". O principal homem da Fifa para a organização da Copa do Mundo de 2014 está em Londres e reagiu com deboche e ironia à declaração de que o Brasil não vai mais considerá-lo como interlocutor.
Ao ser questionado sobre a resposta também dada neste sábado, Valcke não hesitou em dar a tréplica. O secretário questionou a forma com que o ministro brasileiro lidou com a crítica e afirmou que Rebelo não tem capacidade para tratar de seus problemas. "Se a resposta para minhas declarações é que não querem mais falar comigo, se não sou mais a pessoa com quem querem trabalhar, então, como dizemos em francês, é um pouco infantil", atacou.
Fonte: Sidney Rezende



A Opinião:

A expectativa do povo brasileiro em relação a copa de 2014 pode ser frustrada, vai depender apenas do que os brasileiros vão valorizar nessa copa. Se quiserem valorizar a festa e os jogos, tem tudo para ser um sucesso, afinal de festa e futebol a gente entende.
Porém, quem vai aproveitar a festa? De onde está saindo tanto dinheiro? O que vai sobrar de legado para o povo brasileiro? O Brasil vai permitir a violação de sua soberania?
A maioria das perguntas sobre a Copa de 2014 estão sem resposta. O Brasil pode estar perdendo uma grande oportunidade de resolver problemas em grandes metrópoles por pura falta de planejamento. 
Em vez de obras planejadas que resolvam o problema por anos e anos, teremos uma maquiagem mal feita e superfaturada.
A lei geral da copa não pode ser mais vantajosa para a FIFA do que para os brasileiros, um país como o Brasil não pode se encolher diante de uma entidade esportiva, já passou da hora de deixarmos de ser o país onde vale tudo. É preciso se fazer respeitar. Se tem alguém que precisa e merece um chute no traseiro é o Jerome Valcke. 
Viveremos durante o mês da Copa um Brasil de fantasia, onde tudo deve funcionar. Resta torcer para que o fim da Copa não seja como um furacão, deixando um país esfacelado, pois vamos gastar o que temos e o que não temos para agradar o mundo inteiro sem olhar para o Brasil.

sábado, 16 de julho de 2011

Itaquerão (Fielzão) e Tevez


O Fato número 1:

Comitê aceita garantias financeiras para construção do Itaquerão

As 12 cidades que serão sede da Copa do Mundo de 2014 já provaram ao Comitê Organizador Local (COL) que têm os recursos para construir ou modernizar os estádios que ofereceram para a competição, após a aceitação das garantias financeiras oferecidas por São Paulo, a única que faltava.
Após as finanças para a construção do Itaquerão terem sido aprovadas, "ficou resolvida a última dúvida em relação ao financiamento dos estádios para a competição em 2014", segundo comunicado emitido pelo COL.
O Comitê, no entanto, esclareceu que anunciará apenas em outubro quais serão as cidades nas quais serão realizados o jogo de abertura e a final da Copa. Contudo, há um acordo para que o Maracanã sedie a decisão, enquanto São Paulo, Belo Horizonte e Brasília pleitam a primeira partida.
O COL, no entanto, destacou o empenho tanto das autoridades regionais e municipais de São Paulo quanto do Corinthians, que será dono do estádio, para obter os recursos necessários para assegurar que a maior cidade do país também será sede do Mundial.
"Essa aprovação em tempo recorde (menos de um ano) é fruto do empenho do Corinthians e do poder público de São Paulo, especialmente do governador Geraldo Alckmin e do prefeito Gilberto Kassab", afirmou o presidente do COL e da CBF, Ricardo Teixeira, citado na nota.
As garantias financeiras foram apresentadas na segunda-feira, depois que o Corinthians chegou a um acordo para que a construtora Odebrecht, que se encarregará da construção, também será responsável pela captação dos recursos.
Conforme o acordo, as obras serão garantidas por um fundo de investimentos imobiliários a ser criado e que venderá participações no mercado. Tal fundo terá a Odebrecht em sua estrutura, o que garante que a construtora ajudará a financiar a obra.
O clube paulista obterá parte dos recursos para financiar seu estádio de um crédito de R$ 400 milhões oferecido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Além disso, o Corinthians também se beneficiará de uma lei aprovada no mês passado pelo Conselho Municipal de São Paulo e que lhe garante isenções fiscais de R$ 420 milhões para a obra.
Em março, a Fifa chegou a ameaçar excluir São Paulo da Copa pela demora em definir o estádio que será utilizado na competição e em apresentar as respectivas garantias financeiras.
A entidade, além disso, retirou a capital paulista da lista de cidades que organizarão a Copa das confederações, que será disputada em 2013.


O Fato número 2:

Jornais ingleses dizem que Corinthians subiu proposta por Tevez

Na quinta-feira, Andrés Sanchez assegurou que o Corinthians não aumentaria "um centavo" da proposta de 40 milhões de euros (cerca de R$ 89 milhões) que fez ao Manchester City para contratar Carlos Tevez. Menos de 24 horas após a declaração, porém, os jornais ingleses apontam uma nova oferta de 40 milhões de libras (R$ 101,4 milhões) do clube brasileiro.
De acordo com o Daily Mail, os corintianos fizeram a nova proposta, equivalente a 45,5 milhões de euros nesta sexta. Já o The Telegraph informa que Andrés Sanchez ofereceu os mesmos 40 milhões de euros, mas com 4 milhões de euros adicionais, totalizando a oferta em 44 milhões de euros (R$ 98 milhões).
De qualquer forma, a confirmação de Tevez como reforço do Corinthians está próxima de acontecer de maneira oficial. O provável aumento na proposta explica a proximidade do acerto oficial da negociação.
O Manchester City gostaria de receber 50 milhões de libras (quase R$ 127 milhões) para se desfazer de Tevez, mas o forte desejo do jogador em deixar o futebol europeu deve convencer os ingleses. O clube ainda negou uma oferta de 52 milhões de euros (quase R$ 116 milhões) da Juventus, da Itália, comentada por Andrés Sanchez. 

A Opinião:


Algo cheira muito mal nessa história. Analisando os dois fatos, de um lado temos a construção de um estádio privado com precioso e generoso auxílio de recursos públicos e isenção fiscal e de outro o mesmo clube, que depende desse auxílio, disposto a gastar em torno de R$ 100 MILHÕES  para contratar apenas um jogador.
Vejo muitos louvando o poder aquisitivo dos clubes brasileiros que passam a repatriar craques, mas não vejo ninguém falando em investigar essas cifras milionárias em um país que pretende erradicar a pobreza.
Essa série de eventos no Brasil não podem servir para aumentar a maracutaia, do contrário, em vez de lucro e destaque internacional, estaremos mergulhados em dívidas e crise. Precisamos ter senso crítico e analisar friamente cada notícia.
Acho estranho um clube se reestruturar a esse ponto em apenas 3 anos, basta lembrar que em 2008, o mesmo Corinthians estava na série B do campeonato brasileiro e em crise.
Mas o futebol é um negócio extremamente complexo, acho que até demais para a cabeça do povo brasileiro que prefere continuar batendo palmas para maluco dançar.


O Debate:

Você é a favor da isenção fiscal para o Itaquerão?

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Trem Bala


O Fato (preocupante):

Prazo para leilão do trem-bala acaba sem propostas de empreiteiras

O período para a apresentação das propostas era das 9h às 14h desta segunda-feira na BM&FBovespa, em São Paulo. A abertura dos envelopes deveria ocorrer no dia 29 deste mês.

Projetado para conectar Campinas (SP), São Paulo e Rio de Janeiro, o trem-bala tem sua viabilidade econômica questionada por especialistas e construtoras.
Com cerca de 500 km de extensão, o trem deverá passar por cerca de 40 municípios, ter oito paradas e velocidade de no mínimo 250 km/h.
O sucesso do leilão já havia sido posto em xeque na semana passada, quando as cinco maiores empreiteiras brasileiras (Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, OAS, Odebrecht e Queiroz Galvão) anunciaram que só entrariam com R$ 3 bilhões na construção (5% do total), exigindo maior participação do governo.
As empresas analisaram o projeto em conjunto e chegaram à conclusão de que o trem-bala deverá custar cerca de R$ 60 bilhões, acima dos R$ 38 bilhões estimados pelo governo.
Para participar do empreendimento, segundo reportagem da Folha de S.Paulo, elas queriam que a União aumentasse o valor aplicado na estatal criada para gerenciar o empreendimento, a Etav (Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade), para R$ 12 bilhões, o triplo do previsto anteriormente.
Alem disso, as empreiteiras queriam uma ampliação do financiamento público à obra.
O governo, porém, diz que aceita entrar com participação de cerca de R$ 4 bilhões e emprestar R$ 22 bilhões por meio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social). Outros R$ 5 bilhões poderiam ser alocados na obra por fundos de pensão e empresas públicas.
No total, a União arcaria com metade do valor da obra estimado pelas construtoras, entre empréstimos e investimentos.
Nos últimos dias, outro obstáculo ao leilão surgiu quando foi noticiado que o TCU (Tribunal de Contas da União) preparava uma proposta para mudar o edital do trem-bala.
Uma das mudanças seria a exigência de que o vencedor do leilão usasse no mínimo 10% das receitas extraordinárias (advindas de publicidade, restaurantes em suas instalações, entre outras fontes) para reduzir o preço máximo das passagens, hoje limitado a R$ 0,49 por quilômetro.
A medida, prevista na resolução 2.552/2008 da ANTT, não consta do edital do trem-bala.
Além das ponderações do TCU, que ainda precisam ser votadas pelos ministros do órgão para serem apresentadas, ocorreram três pedidos formais por uma nova postergação do leilão, entre eles o de um consórcio integrado pela empresa sul-coreana Hyundai, tida como a mais interessada no empreendimento.
Inicialmente marcado para dezembro de 2010, o leilão do trem-bala já havia sido adiado para abril e, em seguida, para julho, depois que as empresas pediram mais tempo para analisar o projeto. 

A Opinião:



Mais uma vez a falta de planejamento atrapalha o andamento de uma obra importante no Brasil e aproveitando a bagunça instalada, as grandes empresas deitam e rolam. Não será surpresa se mais uma vez mamarem nas tetas do governo e construírem o trem bala com o dinheiro dos nossos impostos entregando-o depois para a iniciativa privada.
Enquanto o povo precisa de escolas de qualidade e hospitais, vê indignado a gastança superar o previsto, em uma malandragem disfarçada de incompetência.

O Debate:

Com todos os problemas que vem ocorrendo, você acredita que o Brasil corre o risco de não ser sede da Copa de 2014?