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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Dengue


O (Preocupante) Fato:


Registros de dengue no Estado cresceram 550% este ano, afirma subsecretária

A subsecretária de Estado de Vigilância em Saúde, da Secretaria de Estado de Saúde, Hellen Miyamoto, afirmou que os registros de casos de dengue no Estado, este ano, cresceram 550% em relação a 2010. O anúncio foi feito durante audiência pública da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), realizada nesta segunda-feira. O estado já registra mais de 160 mil casos e 133 óbitos.

“Os principais fatores para esse grande aumento são o aumento populacional, o abastecimento irregular de água e o significativo aumento de produção de lixo urbano. Temos estimulado todas as prefeituras do estado a trabalharem a mobilização, principalmente agora, no período pré-verão. Precisamos reduzir o número de criadouros de mosquitos”, alertou a subsecretária.
O presidente da comissão, o deputado Bruno Correia (PDT) defende que é preciso se preocupar também com o combate, em vez de somente com a prevenção à doença. “O combate não pode parar por aqui. Pelo que foi apresentado aqui, muito se trabalha para a prevenção e pouco para o combate à dengue. É importante investir na mobilização, mas é primordial investir na qualidade dos agentes de saúde”, explicou.
A subsecretária também informou que o município de Niterói, na Região Metropolitana do Rio, possui o maior número de casos de dengue tipo 4, com 11 ocorrências, o que aumenta a chance da doença se tornar hemorrágica. Oriunda da região amazônica, o vírus ainda é incipiente no Rio de Janeiro, mas pode se proliferar. Por conta das enchentes, Hellen disse que a Região Serrana pode ser facilmente infectada.
Dados da Subsecretaria de Vigilância em Saúde apontam que a vacina contra a dengue ficará pronta somente em cinco ou seis anos. De acordo com Miyamoto, testes já estão sendo feitos na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio, e no Instituto Butantã, em São Paulo, mas os resultados atuais mostram que a vacina ofereceria imunidade por até três meses. Testes em seres humanos começarão a ser feitos no ano que vem. No início do mês de outubro, a Secretaria de Saúde lançou a campanha ’10 minutos contra a dengue’, que incentiva moradores a gastarem 10 minutos de seu dia no combate aos focos do mosquito Aedes Aegypti.
Fonte: O dia on-line
A Opinião:

O primeiro surto da doença em que houve isolamento viral, aconteceu em fins de 1981, em Boa Vista-Roraima, obtendo-se 13 amostras positivas para o tipo 1 e quatro para o tipo 4, não detectando-se sinais de gravidade entre os casos notificados.
No período de 1986/87, iniciaram-se extensas epidemias pelo sorotipo 1 nas regiões Sudeste e Nordeste, sendo a maior parte das notificações de casos, provenientes dos Estados do Rio de Janeiro, Alagoas e Ceará. Foram ainda afetados neste período, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e São Paulo. No Rio de Janeiro, foram descritos 5 casos fatais, confirmados posteriormente por estudos anátomo-patológicos.
Em abril de 1990 é detectada a circulação do sorotipo 2 na cidade de Niterói. Em junho/90, em um caso fatal de dengue hemorrágico, é isolado o vírus Dengue 2. Os isolamentos virais revelam a co-circulação de DENV-1 e DENV-2 no Rio de Janeiro, sendo que em 1991, este último, foi o único sorotipo isolado. As manifestações clínicas então observadas, foram mais graves, e são notificados à Secretaria Estadual de Saúde 462 casos de dengue hemorrágico com 8 óbitos.
A partir da epidemia de 1994 no Ceará, em que foi detectada a co-circulação de DENV-1 e de DENV-2, são notificados casos de febre hemorrágica do dengue nos seguintes Estados do Nordeste: Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Maranhão, Piauí e Bahia.
Em 2000, chama a atenção o registro de casos de Febre Hemorrágica do Dengue (FHD)/ Síndrome do Choque do Dengue (SCD) no Estado do Amazonas, Em dezembro/2000 é isolado no município Nova Iguaçu-RJ, o vírus dengue tipo 3 (DENV-3).
Após um aumento do número de casos durante o ano de 2001, ocorre no primeiro semestre de 2002, a maior epidemia observada no Estado e Rio de Janeiro-RJ, são notificados 255.493 casos, incluindo 1895 casos de FHD/SCD e 91 casos fatais.
Texto produzido por Rogério Vals no site do IVD (Instituto Virtual da Dengue - www.ivdrj.ufrj.br)

Começo a falar sobre a dengue com esse texto para mostrar que essa doença não assola o nosso país há pouco tempo. São 30 anos desde o primeiro registro e mais de 20 anos desde a primeira epidemia.

Desde então, ano após ano temos visto muita propaganda sobre prevenção que não têm surtido tanto efeito. 

Onde estão as melhorias nas condições de saúde? Estamos diante de um risco grande de uma nova epidemia de dengue, mas o que revolta é que em todos os verões acontece a mesma coisa. E tem gente que está mais preocupada com a imagem do Brasil há poucos anos da copa.

O mosquito tem menos de 1 cm e já sabemos em que condições ele se reproduz. O que falta para a erradicação dessa doença?


domingo, 30 de outubro de 2011

Epidemias


A Ficção inspirada na realidade:

Ficção inspirada na realidade

O filme Contágio, do diretor Steven Soderbergh, estreou ontem nos cinemas brasileiros. O longa-metragem conta a história da rápida propagação mundial de um novo vírus transmissível pelo ar e que mata em poucas horas e dos esforços das autoridades de saúde e dos cientistas para identificar as causas e conter a pandemia. Em meio a fatos e boatos sobre a gravidade da situação, o pânico acaba se espalhando na sociedade mais rapidamente que o próprio vírus.
Diante da sinopse, impossível não lembrar da recente pandemia de gripe A provocada pelo vírus H1N1, que causou a morte de cerca de 18 mil pessoas, segundo estatísticas da Organização Mundial da Saúde (OMS). A vacina para a doença foi aprovada em setembro de 2009 (cinco meses após o surgimento do vírus) e gerou polêmica a respeito de sua segurança e de seus possíveis efeitos colaterais.
Apesar dos boatos, as autoridades de saúde do Brasil consideram que houve uma boa taxa de vacinação da população brasileira. Em agosto de 2010, a OMS anunciou o fim da pandemia do H1N1.
De volta à ficção, Contágio tem elementos que permitem ao espectador entender alguns dos processos envolvidos na investigação de uma epidemia e na corrida em busca da cura ou da prevenção de uma doença.
Segundo especialistas da área de saúde, presentes em uma sessão especial de lançamento do filme realizada ontem (28/10), muito do que é apresentado em Contágio guarda relação com a realidade, como o pânico instaurado na população. “Vivenciamos isso na pandemia da gripe H1N1”, disse Marilda Siqueira, chefe do Laboratório de Vírus Respiratório e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).
O infectologista Mauro Schechter, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e um dos fundadores da Fundação para Pesquisa de Vacina, explicou que o patógeno do filme é inspirado em um vírus real presente em morcegos e inofensivo a esses animais, mas capaz de infectar porcos. No entanto, sua taxa de transmissão é muito maior que a do vírus real. “Além disso, o prazo [de dias] em que ocorre o desenvolvimento científico e a produção e aplicação da vacina no filme é irreal”, destacou.
Fonte: Ciência Hoje
A Opinião:

Será que o Brasil está preparado para enfrentar epidemias? 
Ano após ano sofremos com a dengue, o causador da doença é conhecido, porém apesar de todo o conhecimento está sendo difícil conter a doença.
A rede pública de hospitais sofre com a falta de investimentos. Os pesquisadores sofrem com a falta de verba visando a prevenção e cura de inúmeras doenças. E a educação, que permitiria maior eficácia nas campanhas de prevenção, está sempre em primeiro plano nos discursos políticos, mas nunca em primeiro plano nas ações governamentais.
Com tudo isso, não creio que o Brasil esteja preparado para uma situação como a descrita pelo filme. 
O caos não ficaria apenas por conta da falta de estrutura, mas também pela histeria coletiva do nosso povo subsidiada pela parte da mídia sensacionalista.