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sábado, 10 de novembro de 2012

Futuro da economia global


O Fato? (Na verdade melhor seria dizer, a teoria):


Futuro da economia global até 2060 é explicado em 3 minutos


Em pouco mais de 3 minutos, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) se propôs a explicar os principais destaques nos rumos da economia global até 2060.
A organização produziu um vídeo a partir de um relatório de projeções divulgado nesta semana e trouxe nas imagens os destaques para as principais economias do globo.
Segundo a organização, a economia global deve crescer anualmente cerca de 3% pelos próximos anos, mas com uma expansão muito mais acelerada nas economias emergentes do que nas desenvolvidas.
O vídeo também explica que o PIB dos Estados Unidos, que hoje corresponde a 23% da economia global, deve encolher sua participação e ser ultrapassado pelo da China até 2030.
Fonte: Exame.com
Assistam ao vídeo abaixo:
A Opinião:
É extremamente complicado prever o que acontecerá nas próximas décadas, seria até leviano dizer que eles estão corretos. O estudo da OCDE aponta algumas tendências e serve de alerta para as nações desenvolvidas.
Deve-se lembrar também que não basta ser a principal potência econômica para ser a nação hegemônica mundial. A influência política, cultural e o poderio militar também contam. Assim, não adianta afirmar que a China será a nova potência mundial e os Estados Unidos ficarão para trás, é preciso mais do que uma economia mais forte, é preciso influência.
Alguns detalhes não podem passar despercebidos, são eles:
1- Os países com população numerosa tem atraído muitos investimentos devido a mão de obra barata, assim, o excesso de pessoas que era visto como um desastre no passado acabou se tornando um importante fator de atração de empresas. Quanto maior a população, maior o cadastro de reserva, por conseguinte, maior o número de desempregados e menores serão os salários.
2- Os países com população envelhecida estão sendo apontados como os que enfraquecerão as suas economias nos próximos anos, mas parece que o estudo está esquecendo de analisar as possíveis mudanças nas políticas migratórias desses países. Em muitos, o imigrante que antes era detestado pode passar a ser necessário, para suprir a carência da mão de obra jovem.
3- Os conflitos (manipulados ou não) podem ter influência decisiva no futuro quadro econômico, a Primavera Árabe foi importante para os países desenvolvidos, afinal, os países do norte da África controlam parte do Mar Mediterrâneo, importante para o escoamento da produção de petróleo do Oriente Médio para a Europa e Estados Unidos. Pelo mesmo motivo, a Síria se torna a bola da vez por estar no caminho entre o petróleo do Iraque e os sedentos mercados europeu e norte americano. Vejam o mapa abaixo:
4- Os programas assistencialistas do governo brasileiro (Bolsa Família, Brasil Carinhoso e outros) acabam incentivando a natalidade entre os mais pobres, podendo ser benéfico para o Brasil no futuro, pois não permitirá a escassez de mão de obra jovem.
Por esses e por outros motivos impossíveis de prever ou mesmo de listar é que previsões como essa são furadas. Mas vale a pena a reflexão e o debate.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Brasil usa crise mundial para ganhar espaço político


A Análise da Reuters:

Brasil usa crise mundial para ganhar espaço político

Por Jeferson Ribeiro e Tiago Pariz
BRASÍLIA (Reuters) - A crise europeia está abrindo uma janela de oportunidade diplomática para o Brasil e o governo sabe disso.
Diante dos apelos que vêm da zona do euro para que os emergentes auxiliem na recuperação da região, a decisão dentro do Palácio do Planalto é de que, sim, o país pode ajudar, mas quer contrapartidas que o fortaleça diante do cenário político-econômico global.
O alvo vai desde ampliar poderes dentro de organismos internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), até ganhar status maior dentro do cenário externo.
Fontes do governo e especialistas ouvidos pela Reuters concordam que o momento é bom para fortalecer o país lá fora, e ressaltam que o caminho econômico é o mais adequado.
"A atitude brasileira é legítima e justificada. As nações e as economias se fortalecem neste tipo de situação (de crise internacional)... Acho legítimo que o país busque ocupar o espaço que lhe cabe", afirmou uma importante fonte da equipe econômica à Reuters.
A intenção já tem ficado clara em discursos de importantes autoridades brasileiras. A própria presidente Dilma Rousseff afirmou que uma eventual ajuda à Europa poderia ocorrer via FMI, mas desde que respeitadas as reformas aprovadas em 2010, que elevaram a fatia dos emergentes no Fundo. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, também faz coro.
Na próxima semana, Dilma e Mantega vão participar da reunião do G20 --grupo com as vinte mais importantes economias do mundo--, onde vai ser discutida a situação global.
Em um encontro prévio, nesta semana, autoridades europeias chegaram a um acordo sobre medidas para enfrentar a crise de dívida soberana no continente e solicitaram ajuda dos emergentes.
Um assessor próximo à Dilma argumenta que o G20 já representa melhor o desenho da nova geopolítica mundial, mas isso ainda não se transferiu para estruturas formais como a Organização das Nações Unidas (ONU), o FMI, o Banco Mundial e outros organismos. Isso poderia acontecer agora.
MEDIDAS NÃO RECESSIVAS
Na avaliação do governo brasileiro, o receituário de demissões em massa de funcionários públicos, adotado nas economias com maiores dificuldades na Europa, não soluciona o problema. Esse deve ser o tom do discurso de Dilma na reunião do G20 e nas conversas bilaterais que terá antes da cúpula.
Em Bruxelas, no início de outubro, Dilma já havia se posicionado contra "ajustes fiscais recessivos" para enfrentar as turbulências.
Especialistas também concordam que o Brasil tem de aproveitar o momento para fortalecer sua posição na cena externa.
"É um momento propício para uma guinada na história, já que os países emergentes estão saindo em socorro da Europa", disse o embaixador Roberto Abdenur, que ocupou o comando da diplomacia nos Estados Unidos e na China.
O professor Antonio Jorge Ramalho, do Departamento de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB), ressalta que o atual governo tem adotado uma política externa mais discreta, com uma atuação mais de bastidor do que a vista na administração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nem por isso a estratégia é menos eficiente.
Para ele, a crise tem dado ao país oportunidade de ganhar terreno também na área de cooperação internacional. Com os países ricos sofrendo restrições orçamentárias, o Brasil tem aumentado presença em lugares como África e Haiti por meio de acordos de cooperação, muitas vezes em articulação com outros emergentes.
"O governo está conseguindo ocupar espaços",  afirmou o professor.
Para diplomatas de representações estrangeiras, nas questões políticas o Brasil ainda tem posição frágil e até agora não conseguiu estar à frente das discussões. No entanto, o pedido dos líderes europeus mostra que o país está em outro patamar nas questões econômicas da arena internacional.
"Têm algumas coisas que o Brasil não faz e deveria fazer. Por exemplo, tomar iniciativa de ajudar países não só com dinheiro, mas remédio, alimento --e não esperar uma coordenação internacional", disse um dos diplomatas, sob condição de anonimato.
Segundo uma fonte do Itamaraty, o Brasil quer ter papel de protagonista, participando de detalhes das discussões, e não ficar escanteado. "Não queremos ser chamados para assinar o acordo e posar para a foto", disse.
(Colaboraram Patrícia Duarte, em São Paulo, e Isabel Versiani, em Brasília)

 

sábado, 28 de maio de 2011

Está chegando a vez do Brasil

O vídeo abaixo mostra um programa de TV dos Estados Unidos falando sobre o Brasil. O blog não se responsabiliza pelas legendas que possuem alguns erros de português, mas o vídeo é bastante interessante, vale a pena ver.


O Brasil de fato tem potencial para se tornar uma das maiores potências mundiais, mas para isso se tornar realidade é imperativo que a educação seja levada a sério em nosso país.