Leitura sem fronteiras - Tradutor

Mostrando postagens com marcador tráfico. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tráfico. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Homicídios

O Fato:

ONU: homicídios caem em São Paulo, mas permanecem altos no Rio

Um relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, Unodc, sugere que o número de homicídios no Rio de Janeiro permaneceu alto entre 2001 e 2009.
No documento “Estudo Global sobre Homicídios 2011”, a cidade aparecia com 105 assassinatos para cada 100 mil habitantes em 2001; e em 2009, o número baixou em apenas cinco assassinatos por ano, passando a 100 homicídios por 100 mil pessoas.
O estudo, divulgado nesta quinta-feira pela ONU, também analisou as taxas de homicídio de São Paulo, que registraram uma queda de 120 para 40 assassinatos.
A média nacional se manteve estável. Na América Latina, o Brasil é o terceiro país com o maior número de homicídios, atrás da Colômbia e da Venezuela.
De acordo com o Unodc, a disparidade nas taxas de homicídios entre São Paulo e Rio tem a ver com as políticas aplicadas pelos dois estados. No caso paulista, ações de prevenção e repressão ao crime conseguiram frear a onda de criminalidade.
Uma outra medida de sucesso de campanhas de desarmamento é a apreensão de armas de fogo, que são usadas em 74% dos homicídios na América Latina.
Os dados do Brasil foram analisados com base em informações da justiça. Em 2009, o país registrou 43.909 homicídios.
O resultado das medidas de repressão ao tráfico de drogas e de pacificação de favelas cariocas não foi refletido na pesquisa, cujos dados foram somente até 2009.

Fonte: Jornal do Brasil 


A Opinião:

O Brasil é um país que consegue melhorar a imagem internacional ano após ano. Nos orgulhamos por ser uma nação com muitas belezas naturais, uma nação que não sofre com terremotos e não tem vulcões ativos.
Um paraíso onde existe liberdade religiosa, onde há uma grande mistura de raças, com um povo receptivo, alegre e que faz piada com a própria desgraça.
Mas infelizmente, a violência impera, e tudo por causa do que mais temos vergonha...a desigualdade social e poucos investimentos em educação.
Esses dois fatores somados acabam por levar muitos adolescentes a ingressar num caminho praticamente sem volta que é o tráfico de drogas. 
E o que mais irrita é que a guerra que eles vivem é pelo prazer de consumir, pelo prazer de poder ostentar um luxo que sempre sonharam. Se perguntarem a dez adolescentes o motivo pelo qual entraram para o tráfico, tenho certeza de que pelo menos nove responderão que é para poder comprar roupas de marca ou para ser respeitado. São forçados a acreditar que armas e dinheiro dão poder.
Como virar o jogo? 
A sociedade brasileira precisa parar de lutar por "benefícios" e passar a lutar pelos direitos. Temos que parar de nos perguntar "E o que vamos ganhar com isso?" pensando apenas em valores financeiros ou materiais. Precisamos pensar em valores humanos: vamos ter paz, segurança, liberdade, futuro...
Investimentos em educação são fundamentais, mas não podemos tratar os alunos com a frieza dos números e sim como seres humanos que buscam um lugar ao sol como cada um de nós um dia buscou ou continua buscando. 
Já em relação a desigualdade social, sabemos que sempre vai existir, não podemos ter um pensamento tão infantil. Mas sabe-se também que é possível minimizar, e o pontapé inicial precisa ser dado pelo poder público.
Dentro do funcionalismo público o maior salário não pode ser mais de 10 vezes maior do que o menor salário, o governo sempre fala em diminuir o fosso da desigualdade social, mas ela começa pelo setor público. 
Essa proposta não é absurda, o salário mínimo sim. Pensem! Se é possível para alguém viver com um salário mínimo, podem também viver com 10 salários. Mas o que vemos? Salários monstruosos em uma ponta e salários ridículos em outra. É justo? Não e onde há injustiça não há paz.
Gostaria muito de estar vivo para ver um Brasil pacificado. 
Como já dizia o "Profeta Gentileza":


 

 

domingo, 25 de setembro de 2011

UPP



O Irremediável Fato:

Traficantes mandavam em patrulhas, escala e transferiam PMs em UPP

Escutas de investigação da Polícia Militar do Rio que identificaram um esquema de pagamento semanal de propina de traficantes a policiais militares na UPP da Coroa, Fallet e Fogueteiro revelam que os criminosos restringiam o patrulhamento nas favelas, mudavam a escala de trabalho dos PMs e exigiam a transferência de agentes que não entravam no esquema, mostrou o jornal O Dia.
No total, 30 policiais foram afastados e três continuam presos por suposta participação na corrupção. Os criminosos criaram áreas de exclusões de PMs, onde não haveria patrulhas de quinta-feira a domingo e cobravam de seus interlocutores, em especial do sargento Rinaldo do Desterro Santos, que havia PMs “desrespeitando” o acordo. A maior parte dos contatos era feito por um traficante identificado apenas como Alan.
De acordo com O Dia, o então comandante da unidade – agora afastado –, capitão Elton Costa Gomes, e o subcomandante, tenente Rafael Medeiros, aparecem nas gravações com o sargento, aparentemente o principal operador do esquema. Elton diz que vai passar “no bingo para pegar o ‘negócio’”. O tenente recebe ligação do praça sobre reclamação dos criminosos em relação a dois PMs que atrapalham a venda de drogas e os transfere de escala.
O suborno era pago toda segunda-feira à noite, totalizando R$ 53.000 no mês e variando entre R$ 100 e R$ 500 por PM.
O traficante cobra do sargento ainda que alguns PMs patrulhavam áreas dos criminosos, “atrapalhando o movimento” e atirando em criminosos e ameaça retaliar. Um sargento atuante do Morro da Coroa também é transferido, pelo subcomandante Medeiros, da rua para serviços internos da UPP.
Para tirar soldados “inconvenientes” da escala o sargento Rinaldo Santos ainda cobrava uma propina extra de R$ 100, como mostram 17 gravações.
Em dois dos quatro plantões da UPP, a corrupção garantia a tranqüilidade dos traficantes. A investigação revelou, ainda, que alguns PMs se recusavam a receber propina.
Em 6 de setembro, três PMs foram presos em flagrante com R$ 13.600, após receberem o pagamento semanal.

Fonte: Portal IG




A Opinião:

Infelizmente a postura corrupta de alguns policiais joga o nome de todos na lama, isso porque muitas pessoas cometem o erro infantil de generalizar colocando no mesmo saco policiais corruptos e policiais honestos que sacrificam a vida pela segurança da população deixando as próprias famílias angustiadas dia após dia.
A ideia das UPPs na teoria é fantástica, mas no Brasil parece que teoria e prática são como água e óleo, para o nosso azar.
Os políticos precisam aparecer para conseguir a reeleição ou para eleger o sucessor e manter o partido no poder, não pensam a longo prazo e realizam apenas as melhorias que ganham visibilidade, motivo pelo qual toda grande obra ou política pública passa a ter nome e logotipo nos inundando de "Fome Zero", "Bolsa Família", "Minha casa, minha vida", "Leve Leite", "UPAs", "UPPs" e outros que ainda vão surgir com nomes belos, teorias e propagandas lindas, mas analisando a fundo, apenas placebos.
Alguém ficou surpreso com a notícia acima? O tempo faz com que as máscaras caiam, ninguém engana para sempre. 
Outra coisa que parece que não vai mudar é a criminalização da pobreza, os países ricos produzem as armas, os principais usuários de drogas estão nas classes A e B, mas quando o problema aparece a culpa é do pobre. É a filosofia do Homer Simpson: "A culpa é minha e eu coloco ela em quem eu quiser".