Sade - Why can't we live together
Tradução da música:
Por Que Não Podemos Viver Juntos?
Diga-me por quê, diga-me por quê
Por que não podemos viver juntos?
Diz pra mim por quê
Por que não podemos viver juntos?
Todo mundo quer viver junto
Por quê não podemos estar juntos?
Sem guerra, sem guerra, sem guerra
só um pouquinho de paz
Nós só queríamos que as guerras acabassem
e um pouco de paz no mundo
Todo mundo quer viver junto
Por que não podemos viver juntos?
Não importa qual a tua cor
você é meu irmão
É como eu disse, não importa a tua raça
você é meu irmão
Todos querem viver juntinhos
Por que não podemos viver juntos?
Todo mundo quer viver
Todos chegaram a estar juntos
todos querem viver
Todos chegaram a estar juntos
Todo mundo chegou a unir-se
Todo mundo quer estar unido
Não importa a tua cor
você é meu irmão
Não importa mesmo a tua raça
Você é meu irmão
Todos querem viver unidos
Por que não podemos viver juntos?
viver juntos
Juntos!
Um dos muitos fatos:
Moda volta a discutir cota racial em desfiles
Após declarar dificuldades para montar um elenco 100% negro e reacender a polêmica da inclusão racial na moda, Oskar Metsavaht, da Osklen, levou ontem 11 modelos negros, do total de 37 de seu desfile, à passarela da São Paulo Fashion Week. "Não encontrei número suficiente de negros com o perfil da Osklen. Este não é um desfile panfletário e muito menos de protesto."
Metsavaht soube que este é o Ano Internacional da Afrodescendência no Mundo e resolveu comemorar a data na SPFW. "Queria só modelos negros por questão estética. Ficaria lindo na passarela", disse.
Não completou todo o casting, mas chegou a 30% - bem mais do que os 10% que o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado pela São Paulo Fashion Week em 2009, exigia. E ainda um pouco mais do que os 20% que a ONG Educafro reivindica. Mas a Osklen está longe de representar a realidade.
O TAC tinha validade de dois anos e expirou há menos de um mês. Determinava que, se estilistas não levassem ao menos 10% de negros aos desfiles, a SPFW pagaria multa de R$ 250 mil. O manifesto que a Educafro fez na porta da Bienal na segunda-feira pedia que o TAC fosse renovado e a "cota" dobrasse.
"Queremos abrir mercado a brasileiros afrodescendentes. A SPFW não está na Suíça, mas em um país de maioria negra", diz Frei David Santos, diretor da ONG. Oskar não fala em porcentagem, mas defende a cota. "Antes era contra, pois não acho que isso deveria ser imposto. Hoje, sou a favor. Se para trabalhar pela inclusão e pelo fim da discriminação é necessário impor a cota, então que haja cotas."
Paulo Borges, organizador do evento, argumenta que são as marcas que escolhem seus modelos e a SPFW não tem poder para cobrar que incluam negros, índios ou qualquer outro tipo de profissional. Por meio da assessoria, disse que, embora o TAC tenha expirado, ele voltou a recomendar a cota. E sua posição sobre o tema é clara, inclusive por ter adotado um filho negro
