Leitura sem fronteiras - Tradutor

Mostrando postagens com marcador Covardia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Covardia. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Hiroshima e Nagasaki


O Fato:

EUA representados pela primeira vez em Nagasaki em memória das vítimas da bomba atômica

Pela primeira vez em 66 anos, os Estados Unidos marcaram presença na cerimônia que assinala do dia em que a cidade japonesa de Nagasaki foi bombardeada por uma bomba atômica norte-americana, e que acabou por ditar o fim da II Guerra Mundial, em 1945
À hora exata, 23:02 horas em Brasília do dia 08/08, 11:02 do dia 09/08 horário em Nagasaki, do bombardeamento fez-se um minuto de silêncio, em memória das cerca de 70.000 pessoas que morreram.
Três dias antes em Hiroshima, tinha sido atingida por uma bomba atômica semelhante que causou a morte de 140.000 pessoas. A imagem abaixo é da atual Hiroshima.



O líder do município de Nagasaki, Tomihisa Taue, apelou na ocasião a uma mudança da política japonesa, que nas últimas décadas o país se tem sustentado muito na energia nuclear, e apelou ao desenvolvimento de outros tipos de energia mais seguros. 



A Opinião:

Após sofrer esses ataques, muitos no Japão passaram a defender os três princípios não nucleares do Japão (não possuir, produzir ou introduzir armas atômicas no país), ao tempo que destacou o compromisso da nação asiática para liderar os debates globais que buscam acabar com a proliferação nuclear.
Após os terremotos que abalaram Fukushima, passam a pensar também em abandonar a produção de energia nuclear.
Esse é um exemplo de uma nação que relembra os erros do passado e lutam para evitar cometer os mesmos no presente ou ainda no futuro.
Investimentos em educação em vez de armas transformaram esse país em uma potência respeitada pelo mundo e admirada por muitos brasileiros, pela organização, luta e respeito ao próximo.
Se as nações abandonarem de vez as armas nucleares, o mundo agradece

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Rebeldes na Líbia são armados pela OTAN



O Fato:

França lança armas de pára-quedas para rebeldes líbios

O Estado-Maior das Forças Armadas de França confirmou desta forma uma informação publicada esta quarta-feira pelo jornal Le Figaro que, citando uma "fonte francesa bem colocada", noticiou a largada de lança-mísseis, espingardas de assalto, metralhadoras e mísseis anti-tanque, entre outras armas. 
No início de Junho, a situação humanitária naquela zona era muito precária, pelo que aviões franceses lançaram "ajuda humanitária - víveres, água e material médico", segundo o porta-voz do Estado-Maior, coronel Thierry Burkhard.
"Durante as operações, a situação dos civis no terreno degradou-se. Também largamos armas e meios para lhes permitir defender-se, essencialmente munições", acrescentou.Tratou-se, segundo o porta-voz, de "armas que podem ser manejadas por civis, armamento ligeiro de infantaria, tipo espingardas".           
"Como a situação humanitária se degradou, completamos as entregas humanitárias com algumas armas", insistiu, acrescentando que foram "algumas largadas pontuais, durante vários dias, para evitar que os civis fossem massacrados". 
Uma fonte citada pela France Presse indicou por seu lado que França enviou armas, tanto lançadas de pára-quedas como através das fronteiras terrestres com os países vizinhos. Segundo essa fonte, 40 toneladas de armas foram enviadas para a região, nomeadamente "tanques ligeiros".
A decisão terá sido tomada na sequência de uma reunião em meados de Abril entre o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e o chefe do estado-maior dos rebeldes líbios, o general Abdelfatah Younes.
Fonte citada pelo Figaro indicou por seu lado que o envio de armas foi decidido com base no interesse de França em dar apoio aos rebeldes naquela frente sul do combate contra o regime de Muammar Kadhafi.

A Opinião:

É assim que a OTAN promove a paz? O Envio de armas tinha o "nobre" objetivo de impedir que os rebeldes fossem massacrados. Agora a pergunta que não quer calar: Se o objetivo era esse por que não falaram ao mundo inteiro através de nota oficial? 

Vive-se em um mundo dominado pelo medo, onde os vilões são colocados como heróis e as vítimas como culpados. O que está acontecendo em vários países africanos parece muito com o que aconteceu durante a colonização das Américas, quando colocavam tribos indígenas rivais para lutar por países europeus. Alguns séculos depois, algo parecido acontece: Em vez da OTAN assumir o confronto, armam os rebeldes e aparecem como salvadores, afinal os pobres rebeldes seriam massacrados pelo cruel e sanguinário ditador. 

 

As "fronteiras artificiais" definidas pelos europeus (que pensaram apenas nos próprios interesses) colocaram tribos inimigas dentro de um mesmo território e com um vácuo de poder com o fim do neocolonialismo. É obvio que essa medida levaria a confrontos.

E é essa covardia que revolta, criam o problema, culpam as vítimas pelo problema e aparecem como solução. 

 

O Debate:

Qual é o real objetivo da OTAN?