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domingo, 6 de novembro de 2011

Cartão de crédito pré-pago


O Fato:

Cartão de crédito também na opção pré-pago

Uma forma de crédito lançada desde o primeiro semestre deste ano está se consolidando no Brasil e vem, agora, focar principalmente as cerca de 50 milhões de pessoas as quais o Banco Central estima que não possuem conta bancária e também os 55% da população economicamente ativa brasileira que ainda recebem mensalmente o salário em espécie. Trata-se do cartão de crédito pré-pago.
Com ele, a partir da contratação e o pagamento de algumas taxas, o consumidor poderá fazer uso de um sistema semelhante ao do celular pré-pago, ou seja, contratar uma quantia por determinado tempo para que dela sejam descontadas as compras realizadas com o dinheiro de plástico.
Neste semestre, no entanto, na busca por atingir as camadas mais baixas da sociedade, aquelas que ainda não são bancarizadas, os cartões private labels, ou cartões de loja, também estão sendo trabalhados como pré-pagos pela Mastercard.
E uma das vantagens evidenciadas pela nova forma de compra é a não obrigatoriedade da avaliação da situação do crédito do consumidor, possibilitando as pessoas que estão com o "nome sujo" de também se utilizar da ferramenta.
"Estamos em um momento propício para isso: o mercado de pré-pagos está em plena expansão na América Latina, onde atualmente representa US$ 12 bilhões em oportunidades e poderá chegar a US$ 80 bilhões em 2017", afirma Alexandre Magnani, vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios da MasterCard Brasil e Cone Sul.
A empresa na qual trabalha é responsável pelo primeiro cartão pré-pago no Brasil, concretizado em conjunto com o banco PanAmericano, no fim de abril deste ano.
Em termos percentuais, o diretor de cartões do PanAmericano, Eliel Teixeira de Almeida, aponta uma rejeição de 40% para os pedidos de cartão no Brasil, o que seria praticamente anulado com o uso do pré-pago.
Outro destaque dado pelos executivos é em relação ao controle de despesas proporcionada pelo novo tipo de cartão, pois o usuário dele acerta a quantia a ser gasta com antecedência.
Eliel ainda explicou que o cartão é protegido por senha e em caso de perda ou roubo pode ser bloqueado e o saldo contratado mantido. "O Cartão Pré-pago é uma oportunidade de automação das compras desta parcela da população e uma alternativa para o pagamento de salários de indústrias e a transferência entre cartões pré-pagos também será uma solução atraente para remessa de dinheiro para outro portador", finalizou o diretor de Cartões do banco PanAmericano.
 

Fonte: Diário do Nordeste

A Opinião:

O mercado arrumou um novo jeito de "deitar e rolar", um cartão de crédito onde quem coloca o crédito é o cliente. Se vai fazer sucesso? Certamente

Motivos: 

Quem não possui conta em banco pode preferir pagar as taxas do cartão de crédito pré-pago do que as taxas de manutenção de conta nas agências bancárias.

Pode ser a "mesada do futuro", uma vez que assim é possível controlar os gastos no cartão.

Os brasileiro preferem que algo controle as suas ações do que simplesmente sentar e montar um orçamento, com o cartão pré-pago vai ser possível transferir a responsabilidade.

É a circulação do capital se tornando mais complexa a cada dia.


 

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Poluição do ar e problemas para a saúde


O (preocupante) Fato:

Estudo sueco relaciona poluição com endurecimento das artérias

Os contaminantes químicos presentes no meio ambiente foram vinculados pela primeira vez ao endurecimento das artérias, condição que pode provocar ataques cardíacos e apoplexias, segundo um estudo sueco publicado esta terça-feira nos Estados Unidos.
Há tempos se sabe que substâncias tóxicas cujo efeito no ambiente é de longa duração, como as dioxinas, os bifenis policlorados (PCB) e os pesticidas se acumulam no tecido adiposo do corpo e no interior das paredes dos vasos sanguíneos.
Mas o estudo publicado na revista americana Environmental Health Perspectives é o primeiro a analisar a relação entre o tipo de exposição aos poluentes e a probabilidade de sofrer de arteriosclerose.
O estudo mediu os níveis destes componentes químicos em 1.000 suecos residentes na cidade de Upsala (sudeste) e os níveis de arteriosclerose na artéria carótida, utilizando tecnologia de ultrassom.
Os cientistas descobriram que aqueles com maiores níveis de contaminantes circulando no sangue eram mais propensos a sofrer um endurecimento das artérias e a ter sinais de acúmulo de gordura nas paredes dos vasos sanguíneos.
"Estas descobertas indicam que os tóxicos ambientais de vida longa orgânica podem estar implicados no aparecimento de arteriosclerose e, portanto, levar no futuro à morte devido a doenças cardiovasculares", explicou Lars Lind, professor do departamento de ciências médicas da Universidade de Upsala.
Os países industrializados tendem a ter o maior número de casos de doenças cardiovasculares, cuja causa principal é o endurecimento das artérias.
Os fatores de risco incluem dietas ricas em gordura, tabagismo, diabetes e pressão alta.
Apesar de muitos contaminantes atualmente serem regulamentados ou proibidos em todo o mundo, eles podem permanecer no ambiente por décadas, explicou Monica Lind, co-autora do estudo e professora associada de Medicina Ambiental do Instituto Karolinska.
"Na Suécia e em muitos países do mundo muitas destas substâncias são proibidas hoje, mas porque sua vida é longa ainda persistem no nosso ambiente", disse Lind.
"Nós ingerimos estas substâncias tóxicas com os alimentos que comemos e enquanto são armazenadas no nosso corpo, seus níveis aumentam à medida que envelhecemos", acrescentou.
A equipe planeja analisar em breve a existência de algum vínculo entre a presença dos contaminantes no sangue e a incidência de apoplexias e ataques cardíacos.
Fonte: AFP
A Opinião:

"Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde.
E por pensarem ansiosamente no futuro esquecem do presente de forma que acabam por não viver nem no presente nem no futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido." (Dalai Lama)

Não tive como encontrar outra forma para começar a falar sobre os riscos que a poluição traz para a saúde. A frase do Dalai Lama sintetiza bem o que está acontecendo, vários alertas foram dados, mas a produção e o consumo sequer diminuem e os que produzem ou mesmo os consumistas não estão nem um pouco preocupados com isso.

  
Acima é possível observar quantas doenças podem ser causadas e/ou agravadas pela poluição atmosférica. Mas quem se importa? Afinal, poluindo é que se ganha dinheiro para poder comprar a saúde que perdemos com o excesso de poluentes. Parece que o Homo Sapiens está dando lugar ao Homo Ignorants.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Cartão de débito



O Fato:


Turistas gastam US$ 1,3 bilhão com bandeira Visa no exterior 

Os gastos dos turistas brasileiros em compras no exterior superaram as despesas com hospedagem e somaram US$ 1,3 bilhão apenas com cartões da bandeira Visa no ano passado, um crescimento de 73% em relação a 2009.
Os segmentos com maior crescimento foram lojas de eletrônicos, alta de 90% e gastos de US$ 307 milhões, lojas de departamentos, com elevação de 78%, para R$ 290 milhões, e lojas de material esportivo, acréscimo de 69%. Os gastos com hospedagem atingiram US$ 565 milhões, alta de 53%, segundo pesquisa "Perspectivas do Turismo: Brasil".
Ao todo, os brasileiros gastaram no exterior um volume de US$ 4,8 bilhões em cartões da Visa em 2010, 58% a mais do que no ano anterior. Os Estados Unidos foram o destino preferido dos brasileiros, onde os turistas gastaram US$ 1,9 bilhão, um crescimento de 63%. A Argentina aparece em segundo lugar, com US$ 410 milhões, um crescimento de 109% em relação ao volume de 2009. Em seguida aparecem França (US$ 289 milhões), Paraguai (US$ 217 milhões) e Itália (US$ 207 milhões).
Os estrangeiros, por sua vez, gastaram no Brasil 12% a mais no ano passado, comparativamente a 2009: ao todo, US$ 2,1 bilhões em cartões da Visa. Mais da metade desse valor (US$ 1,2 bilhão) foi gasto no Rio de Janeiro e em São Paulo. No ano passado, as despesas dos estrangeiros em hospedagem somaram US$ 282 milhões, um crescimento de 24% em relação a 2009.
Também se destacaram os gastos com varejo (US$ 256 milhões, alta de 5%) e restaurantes (US$ 137 milhões, alta de 20%).
Entre os estrangeiros, os que mais gastaram no Brasil foram os americanos, com US$ 480 milhões, um crescimento de 5%, seguidos pelos franceses, com US$ 165 milhões, britânicos, com US$ 152 milhões, portugueses, com US$ 129 milhões, e italianos, com US$ 126 milhões. Na sexta posição, aparecem os angolanos, que gastaram US$ 113 milhões, alta de 94% em relação a 2009.
De acordo com a presidente do Conselho de Turismo e Negócios da Fecomércio-SP, Janine Pires, o estudo evidencia as diferenças. "A viagem do brasileiro ainda é vinculada ao consumo de bens, beneficiado pelo câmbio favorável. Já o estrangeiro tem seu gasto muito ligado a restaurantes, hotéis e bens culturais."
Para Janine, o estudo mostra a necessidade de desenvolver programas para aumentar os gastos dos estrangeiros no Brasil. "Vendemos muito pouco para os estrangeiros, que possuem pouca informação e conteúdo sobre o que fazer aqui", afirmou.

Fonte: Dci

A Opinião:

As trocas comerciais estão cada vez mais complexas ao mesmo tempo em que surgem cada vez mais facilidades para comprar. O que parece um paradoxo nada mais é do que o capitalismo conseguindo meios de ampliar os gastos e a maleabilidade da moeda.

A cada ano que passa é possível ver o crescimento do uso dos cartões, tanto o de crédito, quanto o de débito, passando pelo vale transporte eletrônico e até mesmo pelo cartão telefônico. Tudo é dinheiro, as funções são as mesmas, ou seja, oferecer crédito aqueles que estão sem papel moeda ou níqueis no momento.

No começo as pessoas tinham vergonha de pagar pequenas compras com o cartão de débito, agora vejo pessoas comprando até mesmo doces, gastando menos de um real e usando o cartão de débito. Será mesmo mais prático e mais seguro. 

O fato é que existem coisas que não voltam atrás, uma delas é o cartão de débito, cada vez mais utilizado. Não acredito no fim do dinheiro em papel moeda, dos níqueis e nem mesmo dos cheques. Acredito sim que no futuro surgirão ainda novas formas de oferecer crédito. 

E vamos as compras