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quinta-feira, 10 de maio de 2012

Suposto racismo?


O Fato:

A polêmica envolvendo a participação de Neymar no clipe da música "Kong", de Alexandre Pires, pode não ter passado de um mal-entendido. Na tarde desta quarta-feira, o procurador da República Frederico Pellucci informou que o Ministério Público Federal (MPF) não irá intimar o craque santista para prestar esclarecimentos.
Segundo denúncia do MPF, o clipe contribui a pratica de racismo por conta da participação de homens transvestidos de macacos - entre eles, o camisa 11 do Peixe - e por trechos da música que intensificam o suposto preconceito: "É no pelo do macaco que o bicho vai pegar".
O cantor de funk Mr. Catra também deve ficar livre da acusação. “Neymar e Mr. Catra não serão intimados. O procedimento é de Uberlândia e desconheço o fato. Eu ouvi apenas um lado da história, que foi o autor da música e agora o Ministério Público Federal vai colher mais informações de representantes das classes, que em tese são vítimas do resultado do clipe, para poder chegar a alguma conclusão”, disse Pellucci.
O ouvidor nacional da Igualdade Racial e denunciante, Carlos Alberto Silva Júnior, relatou ainda que o clipe leva a crer que os negros estão em "condição de ser inferior" e que "não se desenvolveu a ponto de se tornar ser humano".
O cantor e compositor do hit, Alexandre Pires, já prestou esclarecimentos ao Ministério Público no último dia 3 de maio.
Fonte: Band




A Breve Opinião (porque de hipocrisia estamos cansados):

Tem gente procurando chifres em cabeça de cavalo. O clipe acima nada tem de racista e nem de menosprezo de uma raça. Mas no Brasil está cada vez mais corriqueiro surgirem os defensores dos menos favorecidos, mesmo em casos onde não há necessidade de defesa.
Músicas como Lôra Burra (sic) do Gabriel, o pensador são mais ofensivas a um grupo do que esta e mesmo assim não há motivos para demonizar. Isso sempre acontece quando alguém está querendo aparecer e levantar discussões inúteis que em nada contribuem para resolver a questão.
No mundo estamos cada vez mais pisando em ovos para nos expressarmos, nossa fala não pode arranhar ninguém. A pergunta que fica é: O mundo melhorou por causa disso ou estamos indo de mal a pior?

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Influência da cor ou raça no cotidiano

O Fato:

Maioria dos brasileiros considera que cor ou raça influencia vida cotidiana

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada nesta sexta-feira constata que 63,7% da população brasileira considera que a raça ou a cor da pele influenciam na vida cotidiana.

Segundo o estudo, essa avaliação aparece em primeiro lugar no "trabalho", categoria citada por 71% dos entrevistados, enquanto "relação com Justiça/Polícia" é a segunda mais mencionada (68,3%) e "convívio social" fica em terceiro lugar (65%).
A "Pesquisa das Características Étnico-Raciais da População: um Estudo das Categorias de Classificação de Cor ou Raça" baseou-se em um estudo qualitativo com entrevistas em 15 mil residências no Amazonas, Paraíba, São Paulo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Distrito Federal.
Por unidades federativas, o Distrito Federal (77%) foi a que registrou maior proporção de pessoas que acreditam que raça ou cor influenciam nas relações cotidianas foi Distrito Federal, enquanto o Amazonas (54,8%) ficou em último entre as pesquisadas.
Por gênero, a percepção de que raça e cor têm efeitos foi maior entre as mulheres (66,8%) que entre os homens (60,2%).
Além disso, 96% dos entrevistados dizem estar cientes de sua própria cor e raça: branca (49%), preta (1,4%), parda (13,6%), amarela (1,5%) e indígena (0,4%), além dos termos "morena" (21,7%, incluindo variantes "morena clara" e "morena escura") e "negra" (7,8%).
A pesquisadora Ana Saboia, uma das autoras do estudo e chefe da Divisão de Indicadores do Instituto, esclareceu que os dados não permitem dizer se os brasileiros consideram que há discriminação por cor ou raça no Brasil.
"Não podemos afirmar isso. A pergunta foi direta: se a cor ou a raça influenciam na vida. Não perguntamos se essa influência era positiva ou negativa", explicou. 



A Opinião:

O primeiro vídeo é extremamente forte e mostra que, para acabarmos com essa discriminação é preciso que as crianças aprendam desde muito novas que não existe uma raça boa e uma ruim, que somos todos iguais.

Hoje a maioria dos brasileiros acredita que a raça influencia o cotidiano, ou seja, uma raça seria favorecida em diversos aspectos da vida. Isso mostra que no Brasil existe um racismo camuflado. Até aí nenhuma surpresa, afinal a sociedade brasileira é bastante hipócrita.

Seria interessante ver uma pesquisa semelhante, para saber até que ponto a classe social influencia o cotidiano, acredito que os números seriam ainda mais marcantes, porque ainda vivemos em uma sociedade que valoriza muito o ter em detrimento do ser.

Finalizo com a frase estampada no fim da belíssima propaganda contra o racismo: "Não deixe a cor da pele ser mais importante que o brilho dos olhos"

O Debate:

O que fazer para que todos entendam que racismo é estupidez?