O Fato:
A polêmica envolvendo a participação de Neymar no clipe da música "Kong", de Alexandre Pires, pode não ter passado de um mal-entendido. Na tarde desta quarta-feira, o procurador da República Frederico Pellucci informou que o Ministério Público Federal (MPF) não irá intimar o craque santista para prestar esclarecimentos.
Segundo denúncia do MPF, o clipe contribui a pratica de racismo por conta da participação de homens transvestidos de macacos - entre eles, o camisa 11 do Peixe - e por trechos da música que intensificam o suposto preconceito: "É no pelo do macaco que o bicho vai pegar".
O cantor de funk Mr. Catra também deve ficar livre da acusação. “Neymar e Mr. Catra não serão intimados. O procedimento é de Uberlândia e desconheço o fato. Eu ouvi apenas um lado da história, que foi o autor da música e agora o Ministério Público Federal vai colher mais informações de representantes das classes, que em tese são vítimas do resultado do clipe, para poder chegar a alguma conclusão”, disse Pellucci.
O ouvidor nacional da Igualdade Racial e denunciante, Carlos Alberto Silva Júnior, relatou ainda que o clipe leva a crer que os negros estão em "condição de ser inferior" e que "não se desenvolveu a ponto de se tornar ser humano".
O cantor e compositor do hit, Alexandre Pires, já prestou esclarecimentos ao Ministério Público no último dia 3 de maio.
Fonte: Band
A Breve Opinião (porque de hipocrisia estamos cansados):
Tem gente procurando chifres em cabeça de cavalo. O clipe acima nada tem de racista e nem de menosprezo de uma raça. Mas no Brasil está cada vez mais corriqueiro surgirem os defensores dos menos favorecidos, mesmo em casos onde não há necessidade de defesa.
Músicas como Lôra Burra (sic) do Gabriel, o pensador são mais ofensivas a um grupo do que esta e mesmo assim não há motivos para demonizar. Isso sempre acontece quando alguém está querendo aparecer e levantar discussões inúteis que em nada contribuem para resolver a questão.
No mundo estamos cada vez mais pisando em ovos para nos expressarmos, nossa fala não pode arranhar ninguém. A pergunta que fica é: O mundo melhorou por causa disso ou estamos indo de mal a pior?


