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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Brasil Carinhoso


O Fato:



Brasil Carinhoso investirá R$ 10 bi para tirar crianças até 6 anos da extrema pobreza

Mais de dois milhões de famílias brasileiras que vivem na extrema pobreza e têm filhos com até seis anos de idade serão beneficiadas com a nova ação da Agenda de Atenção Básica à Primeira Infância - Brasil Carinhoso, lançada nesta segunda-feira (14/05), pela presidenta Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto.
O plano reúne iniciativas voltadas para a primeira infância nas áreas social, com a ampliação do Bolsa Família; da educação, com o aumento da oferta de vagas nas creches; e da saúde, oferecendo suplementação de vitamina A, ferro, e medicação gratuita contra asma. A previsão de investimento é de R$ 10 bilhões entre 2012 e 2014.
A expectativa do governo é reduzir em 62% a extrema pobreza na faixa de 0 a 6 anos. O impacto generalizado previsto em todas as faixas é a redução da extrema pobreza em até 40%, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
Durante o lançamento das novas medidas, a presidenta disse que a iniciativa reduz de fato a extrema pobreza onde ela se concentra, quando se olha pela distribuição etária. "A pobreza se concentra nas faixas de idade mais baixa da população. Essa é, infelizmente, uma das características da nossa distribuição de renda. Chegou a hora de centrarmos o nosso foco e o nosso olhar para essa faixa etária", enfatizou.
Dilma destacou ainda que a ação representa a primeira porta de acesso a uma vida melhor, com cidadania. De acordo com ela, esse é um governo que não tem medo de enfrentar o duplo desafio de crescer e enfrentar a pobreza. "Queremos ser um país rico e sem pobreza, quanto mais rápido, melhor", afirmou.
Sobre a distribuição de medicação, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que, de cada cinco mulheres, uma tem anemia. E 20% das crianças brasileiras têm falta de vitamina A. Ele adiantou que será feita uma busca ativa das crianças, para que elas tomem suplementação de vitamina A pelo menos duas vezes por ano, a cada seis meses. E lembrou, ainda, que a asma é a segunda principal causa de internação de crianças de até cinco anos no SUS.
A distribuição de vitamina A será feita durante as campanhas nacionais de vacinação. O suplemento de ferro será garantido por meio das Unidades Básicas de Saúde para quem tiver indicação médica. Os remédios para o tratamento da asma serão distribuídos de graça, na rede Aqui tem Farmácia Popular.
O Bolsa Família será ampliado para garantir a todas as famílias que tenham, pelo menos, uma criança de zero a seis, uma renda mensal de no mínimo R$ 70,00 por pessoa. Esse dinheiro será pago no cartão do Bolsa Família no mesmo dia em que as famílias já recebem o benefício.
A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, lembrou os resultados do último Censo 2010, divulgados em abril pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mostraram os indiscutíveis avanços sociais do País na última década. Ela destacou a queda no indicador de mortalidade infantil, que, em uma década, caiu praticamente pela metade, e o aumento da frequência escolar, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, as mais pobres.
"Todos os preconceitos com os pobres e os questionamentos sobre políticas de transferência de renda ruíram com os últimos números do IBGE", comemorou ela.
Na área da educação, o governo vai aumentar o número de vagas nas creches. Durante o lançamento do Brasil Carinhoso, foi assinado um acordo com as prefeituras para a construção de mais 1.500 creches em todo o País. O governo federal vai repassar para as prefeituras os recursos para custear cada nova vaga aberta nas creches públicas ou conveniadas.
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse que, além disso, para cada criança do Bolsa Família matriculada, o município vai receber 50% a mais do valor que já é repassado pelo governo federal. Com isso, o governo quer estimular a matrícula de crianças do Bolsa Família nas creches de todo o País.
Outra ação prevista no Brasil Carinhoso é o aumento em quase 70% do valor que o governo federal repassa aos municípios para reforçar a alimentação nessas creches.
A presidenta Dilma enfatizou que vai buscar, "por todos os meios possíveis", implantar, conveniar e incentivar a implantação de creches no País, em especial para os mais pobres. Isso porque, lembrou ela, a creche é uma forma de se atacar pela raiz a desigualdade - que é sempre uma desigualdade de oportunidades -, para que a criança possa, mais tarde, disputar seu lugar na sociedade.

Fonte: cenariomt


A Opinião:

Vou começar olhando o lado positivo, acredito que o Governo Federal está atirando no que vê e acertando no que não vê. Isso porque os projetos sociais do governo estão facilitando a vida das pessoas mais pobres e incentivando os casais mais pobres a terem filhos, evitando assim o envelhecimento da população e a futura quebra da previdência social. Se formos analisar friamente, isso é bom para o país e não para o povo.
Agora, infelizmente o crescimento do Brasil está ocorrendo em cima da superexploração da classe média, os mais pobres são "embalados" pelo governo paternalista (agora maternal) e os mais ricos obtém vantagens por fazerem parte de uma elite que se articula o tempo todo para continuar no comando. Sobra para a classe média subsidiar todo esse "crescimento".
Estamos produzindo uma população de pedintes, um grupo mal acostumado que espera tudo na mão e que não está disposto a se esforçar para conquistar os seus objetivos. Tudo pautado em um falso discurso moralista de oferecer oportunidades a todos.

 

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Aumenta a pobreza nos EUA


O Fato:

Número de pobres bate recorde nos EUA: 46 milhões

O número de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza nos Estados Unidos aumentou para 15,1% da população em 2010, chegando ao recorde de 46,2 milhões de pessoas. Os dados são do censo norte-americano, divulgado nesta terça-feira (13/09). É o maior contingente de pessoas abaixo da linha da pobreza dos últimos 52 anos, desde que os dados começaram a ser coletados. Em 2009, 14,3% da população norte-americana vivia abaixo da linha da pobreza.
O índice de aumento no número de pobres foi registrado pelo terceiro ano consecutivo e é o maior desde 1993. Atualmente, um em cada seis americanos vive na pobreza. Os Estados Unidos passam por um dos seus piores momentos econômicos. O governo tenta buscar meios para reduzir os impactos da crise, mas há também dificuldades políticas envolvendo as negociações.
Ontem, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu ao Congresso que aprove, o mais rápido o possível, sem postergações ou manobras, o projeto de lei que propõe medidas para a geração de empregos. O pacote prevê a criação de postos de trabalho a partir de cortes de impostos, gastos em projetos sociais e ajuda para governos locais e estaduais.
No último dia 8, Obama anunciou cortes de impostos para pequenos negócios e a classe média e o aumento da tributação sobre as grandes empresas e os mais ricos, como fundamentos da proposta de US$ 447 bilhões destinados a reativar a criação de empregos nos Estados Unidos.

Fonte: Diário Liberdade
Nota de Diário Liberdade: Uma amiga leitora estadunidense de Diário Liberdade alertou que este índice não reflete a realidade factual da pobreza nos Estados Unidos, que provavelmente este número é muito maior, dado que a medida utilizada para o cálculo é muito antiga.


A Opinião:

Outras nações aprenderam a jogar o "jogo do capitalismo" e os Estados Unidos fizeram algumas apostas erradas, continuam na frente mas a vantagem para os demais diminui a cada rodada. A crise, somada com as medidas tomadas pelo governo para elevar o teto da dívida, multiplicado pelo aumento do número de pobres no país é igual a um futuro marcado por revoltas populares. É esperar para ver.

sábado, 9 de julho de 2011

Sudão do Sul, o mais novo (e pobre) país

O Fato:

Na África, nasce hoje o Sudão do Sul, país mais pobre do globo

O globo terrrestre tem, a partir de hoje, 193 países. Devastado por décadas de guerras civis, o Sudão do Sul partilhará com Somália e Afeganistão os piores indicadores sociais do planeta.
"É um momento histórico, mas os desafios são gigantescos", afirma Erwin van der Borght, diretor para África da Anistia Internacional.
O país é o lugar no mundo onde mais morrem grávidas e recém-nascidos, e 90% das mulheres são analfabetas.
"Levará anos para o Sudão do Sul deixar de depender da assistência", diz Borght.
Falta tudo no novo país: hospitais, escolas, esgoto, iluminação, polícia. Estradas são poucas e precárias. Na capital, Juba, há apenas uma rua asfaltada. No lugar de táxis, garotos levam estrangeiros na garupa de motos, as "boda-bodas".
Só não faltam Coca-Cola e esperança. As garrafinhas vermelhas eram vendidas quentes, mesmo no precário posto da alfândega na fronteira com Uganda.
"As pessoas estão tão otimistas que é até assustador", conta Jane Some, funcionária da ONU no Quênia.
"Os jovens esperam que a vida vá melhorar da noite para o dia, que vão conseguir emprego, estudo. A geração mais velha está radiante em testemunhar a independência depois de duas décadas de guerra", acrescenta.
A cerimônia de independência contará com a presença do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, representantes de vários países vizinhos e celebridades, como o ator George Clooney.
Segurança
Crucial para a construção da nova nação, porém, é superar a insegurança. Em 2011, 1.800 sul-sudaneses morreram e 150 mil foram deslocados após renovados conflitos na fronteira, segundo a ONU.
Este é o ano mais inseguro no Sudão desde o fim da guerra civil de duas décadas, em 2005, quando rebeldes do sul (negros) e o norte (árabe) assinaram acordo de paz.
Disputas por terras e reservas de petróleo nas regiões fronteiriças de Abyei e Kordofan do Sul, porém, ainda trazem instabilidade, apesar de o sul ter legitimado sua secessão em referendo em janeiro.
O sul abriga 80% do petróleo sudanês, mas depende das refinarias do norte para exportar.
"É preciso estabilidade para explorar este petróleo", diz Jon Temin, diretor do think-thank USIP, em Washington.
Os EUA são o principal ator internacional no país e investem em infraestrutura, para fazer frente à presença chinesa no norte. Ontem, a ONU aprovou nova força de paz para o Sudão do Sul, com 7.900 homens.
 
A Opinião:

De todos os continentes do mundo, a África é o que ainda não definiu completamente as questões fronteiriças. Um continente ainda pouco explorado economicamente diante do potencial imenso que possui, esquecido no jogo da maioria das grandes empresas (a Coca-Cola está por lá).
Surge um novo país, um povo com esperança de uma vida melhor após o fim (?) de um conflito que durou cerca de 20 anos. 
Resta aguardar a estabilidade no continente africano para que o povo dos países mais pobres da África possam começar a se estruturar e melhorar as próprias condições de vida, que são bastante sofridas.

 

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Erradicação da pobreza


O Fato:

Para Dilma, pobreza é crise mais permanente do país


A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira, ao lançar o seu prometido plano para erradicar a miséria, que a pobreza crônica é "a crise mais permanente" que assola o Brasil.
"Não podemos nos esquecer da crise mais permanente, mais desafiadora e mais angustiante, que é termos a pobreza crônica neste país", disse a presidente durante lançamento do programa Brasil sem Miséria.
Promessa de campanha de Dilma, o plano tem o objetivo ousado de retirar cerca de 16,2 milhões de pessoas da extrema pobreza e pretende reunir transferência de renda e acesso a serviços públicos nas áreas de educação, saúde, assistência social, saneamento e energia elétrica.
Durante a cerimônia, Dilma mencionou as políticas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para reduzir as desigualdades, como o Bolsa Família, e seu impacto na economia do país.
"A ascensão social desses milhões de brasileiros diminuiu a desigualdade, sem sombra de dúvida, mas também ampliou o nosso mercado interno, tornou o nosso país mais sustentável, e acelerou nosso desenvolvimento econômico", disse Dilma a uma plateia de centenas de convidados, entre eles ministros, governadores, prefeitos e o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick.
Segundo Dilma, o Brasil provou que a melhor forma de crescer é com a distribuição de renda.
"E provou também que a melhor política de desenvolvimento é o combate à pobreza", disse.
Fonte: Reuters Brasil (Reportagem de Jeferson Ribeiro e Hugo Bachega)

A opinião:

Dar o peixe sempre foi mais fácil do que ensinar a pescar. O Brasil sempre pensou a curto prazo, assim, além do povo brasileiro ser um povo sem memória, também é sem paciência. O povo quer respostas rápidas, ainda que sejam apenas paliativos e não soluções definitivas.
Resolver o problema da pobreza através da ampliação do acesso a serviços públicos. Na teoria é lindo, ninguém discorda dessa afirmação, todos somos  iguais perante a lei (?).
Mas pena que o que vale são números e as preciosas estatísticas, que podem até ser reais, mas são extremamente tendenciosas. O Brasil quer mostrar ao mundo uma evolução, ainda que para isso precise colocar uma gigantesca cortina de fumaça para encobrir os menos favorecidos.
Parece que a única pobreza que se quer resolver no Brasil é a falta de dinheiro, esquecem que antes é necessário solucionar a pobreza de espírito. A falta de caráter daqueles que desviam verbas destinadas a saúde e educação de milhares de brasileiros para poder manter uma vida de luxo e serem paparicados e idolatrados por pessoas enfeitiçadas com o que o dinheiro pode comprar.
Assim, o Bolsa Família será suficiente para garantir dignidade? O sistema de cotas resolve o problema de acesso às Universidades do Brasil? Os livros com erros de português acaba com o preconceito aos que não conseguem falar um português correto? 
Apesar dessas questões, queremos e temos que acreditar que o Brasil vai erradicar a pobreza um dia. Sim, juntos vamos conseguir, mas não sem antes valorizar o próximo pelo que ele é e não pelo que possui.

"A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte."

O debate:

Você acredita que "Brasil sem Miséria" terá o mesmo fim do "Fome Zero"?