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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Mercado de trabalho mundial


O Fato:



Não há sinal de recuperação no mercado de trabalho mundial-OIT


A austeridade fiscal e as reformas trabalhistas severas não conseguiram criar empregos, levando a uma "situação alarmante" no mercado mundial do trabalho, que não mostra sinais de recuperação, disse a Organização Internacional do Trabalho (OIT), no domingo (29/04).
Em países avançados, especialmente na Europa, o emprego não deve voltar aos níveis pré-crise de 2008 até o final de 2016 - dois anos mais tarde do que se havia previsto - , em consonância com a desaceleração da produção.
A América Latina está mais saudável, marcada por melhorias no Brasil, na Argentina e no México.
De acordo com o Relatório do Mundo do Trabalho 2012, divulgado pela OIT - agência das Nações Unidas -, cerca de 196 milhões de pessoas estavam desempregadas em todo o mundo no final do ano passado, número que a entidade prevê que passará a 202 milhões de pessoas em 2012, ou a uma taxa de 6,1 por cento.
"A austeridade não produziu mais crescimento econômico", disse Raymond Torres, diretor do Instituto de Estudos Internacionais do Trabalho da OIT, em coletiva de imprensa.
"Nem as reformas mal concebidas do mercado de trabalho podem funcionar no curto prazo. Estas reformas, em situações de crise, tendem a levar a mais destruição de empregos e muito pouca criação de vagas, pelo menos no curto prazo", declarou Torres, principal autor do relatório.
Aqueles que buscam trabalho há bastante tempo estão desmoralizados, e uma média de 40 por cento dos que estão em seu auge produtivo (25-49 anos) nos países avançados estão desempregados há mais de um ano, revelou o estudo.
A taxa de desemprego entre os jovens disparou, aumentando o risco de distúrbios sociais, especialmente em partes da África e do Oriente Médio.
O mercado de trabalho em geral se deteriorou nos últimos seis meses, com uma desaceleração significativa no caso dos países europeus, afirmou Torres. O desemprego está crescendo em um número relevante de países, incluindo mais de dois terços de nações europeias no último ano.
"O foco estreito de muitos países da zona do euro na austeridade fiscal está aprofundando a crise de empregos e pode até levar a outra recessão na Europa", disse ele. "Ademais, há menos progresso em outras partes do mundo, por exemplo, nos Estados Unidos, onde o avanço na redução do desemprego parece estar diminuindo, e isso parece uma tendência".
A recuperação do mercado de trabalho também estagnou no Japão, afirma o estudo. A taxa de emprego estacionou ou deu um "duplo mergulho" na China, Índia e Arábia Saudita.
Somente seis economias avançadas viram aumento na taxa de emprego desde 2007: Áustria, Alemanha, Israel, Luxemburgo, Malta e Polônia.
O relatório afirma que os países fariam melhor promovendo a qualidade dos empregos e reforçando suas instituições, ao invés de desregular o mercado de trabalho.
Também sugere um melhor uso dos Fundos Estruturais Europeus e um aumento do salário mínimo nos países europeus como forma de "colocar um piso na recessão europeia".
Fonte: Portal R7
O vídeo abaixo é de 2006 e já mostrava a preocupação com o desemprego crescente.

A Opinião:
A Europa tem dito para a América ao longo dos anos: "Eu sou você amanhã!". Vimos o que aconteceu em relação a industrialização, a urbanização e a dinâmica populacional. Assim, se não quisermos ter o mesmo futuro em relação a economia, é fundamental compreendermos as causas dessa crise para não repetirmos os seus erros.
Há tempos que se fala em investir em educação para qualificação da mão-de-obra, mas o importante é saber se o mercado será capaz de absorver essa mão-de-obra que se tornará, em breve, abundante e qualificada. Com a competitividade acirrada pela globalização, onde a competição alcança uma escala mundial, a luta pela sobrevivência das empresas é feroz e não poupam esforços para aumentar a acumulação e aniquilar a concorrência.
No mundo atual, a palavra protecionismo é praticamente um crime, deixando as maiores empresas mundiais livres para dominar as empresas de menor porte em diversos países. 
Com a busca por redução de gastos para ampliar a acumulação de capital em um mundo rodeado por tecnologia, a mão-de-obra humana não precisa mais ser numerosa. As empresas investem em qualidade e buscam funcionários criativos, capacitados e flexíveis. 
O desemprego cresce junto com o crescimento da ganância dos grandes empresários, a tendência é aumentar os focos de insatisfação e os partidos de esquerda ganharem força. O socialismo pode ressurgir repaginado, embora não seja a solução para os problemas mundiais, será uma alternativa adotada por muitos países. Pode-se observar líderes de esquerda (ainda que com muitas atitudes de direita) ganhando espaço na América do Sul e recentemente na França. 
Porém, não é a primeira crise enfrentada pelo capitalismo e não será a última.    Assim como o socialismo, o capitalismo buscará uma repaginação. O poder que já esteve nas mãos dos Estados, das grandes empresas e das instituições financeiras, agora deve ser dividido também com grupos como o BRICS e enquanto o caos está formado, salve-se quem puder.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

China X EUA


O Fato:

EUA: Senado abre caminho para votar sanções comerciais contra a China

O Senados dos Estados Unidos abriu caminho para votar esta semana um projeto de lei com sanções comerciais contra a China pela manutenção da cotação do yuan abaixo do seu valor real estar a prejudicar as exportações americanas.

O Senado, com uma votação de 79 contra 19, aceitou esta segunda-feira debater o projeto, que conta com o apoio de republicanos e democratas naquela câmara, pelo que se prevê que seja aprovado até ao final da semana.
Porém, não é ainda certo que o projeto seja debatido também na Câmara dos Representantes, e apesar do Governo de Barak Obama concordar que o yuan está subvalorizado, até agora não adotou sanções unilaterais contra a China, sobretudo porque as consequências da decisão vão além do âmbito comercial.

Fonte: SIC

Sanções dos EUA à China podem causar "guerra comercial"

O banco central chinês manifestou hoje "profundo desagrado" pela intenção dos Estados Unidos punirem a China por alegada "manipulação cambial", e alertou para a possibilidade de «uma guerra comercial» entre os dois países.
O senado norte-americano pondera a imposição de sanções comerciais à China por considerar que o yuan, a moeda chinesa, está "artificialmente subavaliada".
A ser aprovado, o diploma "poderá afectar gravemente a reforma da política cambial da China e provocar uma guerra comercial entre as duas economias", revelou hoje o banco central da China num comunicado.
Ao longo dos últimos 15 anos, o yuan valorizou-se sete por cento em relação ao dólar, mas mesmo assim este valor é considerado insuficiente pelos Estados Unidos.
 

Fonte: A bola. pt 

A Opinião:

O confronto comercial entre China e Estados Unidos deixa o mundo em alerta, porém existe uma possibilidade de muitas nações serem privilegiadas por esse confronto comercial. Pois os preços podem ser derrubados em uma tentativa de enfraquecer o concorrente, ou ainda as alianças podem ser mais vantajosas para os países que pretenderem fazer acordos com a China ou com os EUA.

Embora muitos apontem a China como a nova potência hegemônica, não consigo enxergar dessa forma. O mundo é muito grande e complexo para ter apenas uma nação como modelo. Acredito sim na força de blocos como o G-7 ou ainda os BRICS.

É esperar e ver o que acontece.

 

terça-feira, 13 de setembro de 2011

BRICS podem ajudar a União Europeia




O Fato:

Mantega: Brics vão discutir como ajudar UE a sair da crise

 

O Brasil deve discutir com outros países emergentes na semana que vem ideias para ajudar a Europa a sair da atual crise da dívida, disse nesta terça-feira o ministro da Fazenda, Guido Mantega. "A gente vai se reunir semana que vem em Washington e vai discutir como fazer para ajudar a União Europeia a sair dessa situação", disse. O Brics é formado pelo Brasil, pela Rússia, pela Índia, pela China e pela África do Sul e tem se destacado pela maneira como tem conseguido, desde 2008, enfrentar a crise. A alternativa que poderá ser discutida no encontro em Washington é a elevação da participação de títulos em euros nas reservas internacionais desses países. Na semana que vem, entre os dias 23 e 25, presidentes de bancos centrais e ministros de Finanças estarão reunidos em Washington para a reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. Eles vão discutir a crise global, principalmente a situação da Europa, com destaque para a Grécia. Na segunda-feira, técnicos do FMI admitiram que previsões mais bem elaboradas poderiam ter alertado com maior antecedência para a crise da dívida grega. Segundos os técnicos do fundo, os estudos devem levar em conta a preocupação com a sustentabilidade dos débitos - se os países têm condições de arcar com o endividamento.
No auge da crise de crédito, que se agravou em 2008, a saúde financeira dos bancos no mundo inteiro foi colocada à prova. Os problemas em operações de financiamento imobiliário nos Estados Unidos geraram bilhões em perdas e o sistema bancário não encontrou mais onde emprestar dinheiro. Para diminuir os efeitos da recessão, os países aumentaram os gastos públicos, ampliando as dívidas além dos tetos nacionais. Mas o estímulo não foi suficiente para elevar os Produtos Internos Brutos (PIB) a ponto de garantir o pagamento das contas. A primeira a entrar em colapso foi a Grécia, cuja dívida pública alcançou 340,227 bilhões de euros em 2010, o que corresponde a 148,6% do PIB. Com a luz amarela acesa, as economias de outros países da região foram inspecionadas mais rigorosamente. Portugal e Irlanda chamaram atenção por conta da fragilidade econômica. No entanto, o fraco crescimento econômico e o aumento da dívida pública na região já atingem grandes economias, como Itália (120% do PIB) e Espanha. Um fundo de ajuda foi criado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelo Banco Central Europeu (BCE), com influência da Alemanha, país da região com maior solidez econômica. Contudo, para ter acesso aos pacotes de resgates, as nações precisam se adaptar a rígidas condições impostas pelo FMI. A Grécia foi a primeira a aceitar e viu manifestações contra os cortes de empregos públicos, programas sociais e aumentos de impostos. Os Estados Unidos atingiram o limite legal de endividamento público - de US$ 14,3 trilhões (cerca de R$ 22,2 trilhões) - no último dia 16 de maio. Na ocasião, o Tesouro usou ajustes de contabilidade, assim como receitas fiscais mais altas que o previsto, para seguir operando normalmente. O governo, então, passou por um longo período de negociações para elevar o teto. O acordo veio só perto do final do prazo (2 de agosto) para evitar uma moratória e prevê um corte de gastos na ordem de US$ 2,4 trilhões (R$ 3,7 trilhões). Mesmo assim, a agência Standard & Poor's retirou a nota máxima (AAA) da dívida americana. 

Fonte: Portal Terra com informações da Agência Brasil.


A Opinião:

 

Realmente o mundo dá voltas, as nações hegemônicas começam aos poucos a precisar do auxílio das nações emergentes. Caso os BRICS consigam de fato auxiliar a União Europeia, marcarão de forma definitiva a sua importância para o mundo atual.

O que impressiona é ver que o mundo luta para ajudar os países europeus e abandona de vez os países africanos. Em vários países africanos vemos crianças morrerem de fome, mas não há uma reunião, nem um plano sequer para minimizar os problemas desses países. Mas ao primeiro sinal de crise, todos correm para salvar os EUA, o Japão e a Europa.

Será que a desigualdade de tratamento sempre vai existir?