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quarta-feira, 9 de maio de 2012

Portugal cancela 4 feriados


O Fato:



Portugal cancelou quatro de seus 14 feriados como forma de combater a crise econômica.
Duas festas religiosas - o Dia de Todos os Santos, em 1º de novembro, e Corpus Christi, 60 dias após a Páscoa - e outros dois feriados - em 5 de outubro, dia que comemora a formação da República portuguesa em 1910, e o dia 1º de dezembro, que marca a independência de Portugal da Espanha em 1640 - foram suspensos por cinco anos a partir de 2013.
A decisão sobre quais feriados católicos seriam cortados foi negociada com o Vaticano.
O governo português já havia reduzido os salários dos funcionários públicos e elevado os impostos para diminuir o déficit orçamentário do país e lidar com a crise.
Portugal fechou um acordo, no ano passado, para receber um pacote de 78 bilhões de euros da União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional.
O país espera agora que a suspensão dos feriados aumente a competitividade e impulsione a atividade econômica.
Fonte: BBC Brasil


A Opinião:

Será que o corte dos feriados pode amenizar a Crise na Europa? O governo português está tentando solucionar a crise com aumento de impostos, corte de gastos e agora com aumento de trabalho. São tentativas válidas e se obtiverem êxito poderão ser copiadas por outros países europeus.
É importante notar que os feriados religiosos "comerciais" não foram abolidos por aquecerem a economia, ninguém é louco de cancelar, por exemplo, o Natal. 

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Mercado de trabalho mundial


O Fato:



Não há sinal de recuperação no mercado de trabalho mundial-OIT


A austeridade fiscal e as reformas trabalhistas severas não conseguiram criar empregos, levando a uma "situação alarmante" no mercado mundial do trabalho, que não mostra sinais de recuperação, disse a Organização Internacional do Trabalho (OIT), no domingo (29/04).
Em países avançados, especialmente na Europa, o emprego não deve voltar aos níveis pré-crise de 2008 até o final de 2016 - dois anos mais tarde do que se havia previsto - , em consonância com a desaceleração da produção.
A América Latina está mais saudável, marcada por melhorias no Brasil, na Argentina e no México.
De acordo com o Relatório do Mundo do Trabalho 2012, divulgado pela OIT - agência das Nações Unidas -, cerca de 196 milhões de pessoas estavam desempregadas em todo o mundo no final do ano passado, número que a entidade prevê que passará a 202 milhões de pessoas em 2012, ou a uma taxa de 6,1 por cento.
"A austeridade não produziu mais crescimento econômico", disse Raymond Torres, diretor do Instituto de Estudos Internacionais do Trabalho da OIT, em coletiva de imprensa.
"Nem as reformas mal concebidas do mercado de trabalho podem funcionar no curto prazo. Estas reformas, em situações de crise, tendem a levar a mais destruição de empregos e muito pouca criação de vagas, pelo menos no curto prazo", declarou Torres, principal autor do relatório.
Aqueles que buscam trabalho há bastante tempo estão desmoralizados, e uma média de 40 por cento dos que estão em seu auge produtivo (25-49 anos) nos países avançados estão desempregados há mais de um ano, revelou o estudo.
A taxa de desemprego entre os jovens disparou, aumentando o risco de distúrbios sociais, especialmente em partes da África e do Oriente Médio.
O mercado de trabalho em geral se deteriorou nos últimos seis meses, com uma desaceleração significativa no caso dos países europeus, afirmou Torres. O desemprego está crescendo em um número relevante de países, incluindo mais de dois terços de nações europeias no último ano.
"O foco estreito de muitos países da zona do euro na austeridade fiscal está aprofundando a crise de empregos e pode até levar a outra recessão na Europa", disse ele. "Ademais, há menos progresso em outras partes do mundo, por exemplo, nos Estados Unidos, onde o avanço na redução do desemprego parece estar diminuindo, e isso parece uma tendência".
A recuperação do mercado de trabalho também estagnou no Japão, afirma o estudo. A taxa de emprego estacionou ou deu um "duplo mergulho" na China, Índia e Arábia Saudita.
Somente seis economias avançadas viram aumento na taxa de emprego desde 2007: Áustria, Alemanha, Israel, Luxemburgo, Malta e Polônia.
O relatório afirma que os países fariam melhor promovendo a qualidade dos empregos e reforçando suas instituições, ao invés de desregular o mercado de trabalho.
Também sugere um melhor uso dos Fundos Estruturais Europeus e um aumento do salário mínimo nos países europeus como forma de "colocar um piso na recessão europeia".
Fonte: Portal R7
O vídeo abaixo é de 2006 e já mostrava a preocupação com o desemprego crescente.

A Opinião:
A Europa tem dito para a América ao longo dos anos: "Eu sou você amanhã!". Vimos o que aconteceu em relação a industrialização, a urbanização e a dinâmica populacional. Assim, se não quisermos ter o mesmo futuro em relação a economia, é fundamental compreendermos as causas dessa crise para não repetirmos os seus erros.
Há tempos que se fala em investir em educação para qualificação da mão-de-obra, mas o importante é saber se o mercado será capaz de absorver essa mão-de-obra que se tornará, em breve, abundante e qualificada. Com a competitividade acirrada pela globalização, onde a competição alcança uma escala mundial, a luta pela sobrevivência das empresas é feroz e não poupam esforços para aumentar a acumulação e aniquilar a concorrência.
No mundo atual, a palavra protecionismo é praticamente um crime, deixando as maiores empresas mundiais livres para dominar as empresas de menor porte em diversos países. 
Com a busca por redução de gastos para ampliar a acumulação de capital em um mundo rodeado por tecnologia, a mão-de-obra humana não precisa mais ser numerosa. As empresas investem em qualidade e buscam funcionários criativos, capacitados e flexíveis. 
O desemprego cresce junto com o crescimento da ganância dos grandes empresários, a tendência é aumentar os focos de insatisfação e os partidos de esquerda ganharem força. O socialismo pode ressurgir repaginado, embora não seja a solução para os problemas mundiais, será uma alternativa adotada por muitos países. Pode-se observar líderes de esquerda (ainda que com muitas atitudes de direita) ganhando espaço na América do Sul e recentemente na França. 
Porém, não é a primeira crise enfrentada pelo capitalismo e não será a última.    Assim como o socialismo, o capitalismo buscará uma repaginação. O poder que já esteve nas mãos dos Estados, das grandes empresas e das instituições financeiras, agora deve ser dividido também com grupos como o BRICS e enquanto o caos está formado, salve-se quem puder.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Brasileiro pode chegar ao padrão de vida europeu em 20 anos


O Fato:

Brasileiro pode levar 20 anos para ter padrão de vida europeu, diz Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, comentou nesta sexta-feira um estudo que aponta o Brasil como a sexta economia do mundo, dizendo que os brasileiros podem demorar entre 10 e 20 anos para ter um padrão de vida semelhante ao europeu.
"Isso significa que vamos ter que continuar crescendo mais do que esses países, aumentar o emprego e a renda da população. Temos um grande desafio pela frente", disse.
A afirmação foi feita após a divulgação de uma análise do Centro de Pesquisa Econômica e de Negócios (CEBR, na sigla em inglês), indicando que o Brasil deve ultrapassar a Grã-Bretanha e se consolidar a sexta posição no ranking das maiores economias ao fim de 2011.
Para o ministro, o Brasil tende a consolidar essa posição porque o continuará com um ritmo de crescimento maior do que outros países, devido a crise que afeta, principalmente, as economias avançadas.
"Os países que mais vão crescer são os emergentes como o Brasil, a China, a Índia e a Rússia. Dessa maneira, essa posição vai ser consolidada e a tendência é de que o Brasil se mantenha entre as maiores economias do mundo nos próximos anos", disse.
Mantega afirmou ainda que o Brasil atualmente é "respeitado e cobiçado", citando o fato de que os investimentos estrangeiros diretos devem somar US$ 65 bilhões esse ano.
O executivo-chefe da CEBR, Douglas McWilliams, disse, em entrevista à BBC, que esta mudança de posições entre Brasil e Grã-Bretanha faz parte de uma tendência mundial.
"Acho que isto é parte da grande mudança econômica, onde não apenas estamos vendo uma mudança do Ocidente para o Oriente, mas também estamos vendo que países que produzem commodities vitais - comida e energia, por exemplo - estão se dando muito bem, e estão gradualmente subindo na 'tabela do campeonato econômico'", afirmou.
A entidade prevê ainda que a economia britânica supere a francesa até 2016. Além disso, o estudo aponta que a economia da zona do euro encolherá 0,6% em 2012, "se o problema do euro for resolvido", ou 2%, caso a crise financeira que assola os países que adotam a moeda não encontre solução.
O estudo repercutiu na mídia britânica. O jornal The Guardian atribui a perda de posição à crise bancária de 2008 e à crise econômica que persiste em contraste com o boom vivido no Brasil na rabeira das exportações para a China.
O Daily Mail, outro jornal que destaca o assunto nesta segunda-feira, diz que a Grã-Bretanha foi "deposta" pelo Brasil de seu lugar de sexta maior economia do mundo, atrás dos Estados Unidos, da China, do Japão, da Alemanha e da França.
Segundo o tabloide britânico, o Brasil, cuja imagem está mais frequentemente associada ao "futebol e às favelas sujas e pobres, está se tornando rapidamente uma das locomotivas da economia global" com seus vastos estoques de recursos naturais e classe média em ascensão.
Fonte: BBC Brasil
A Opinião:

A notícia é boa? Aparentemente sim, mas essas previsões de longo prazo analisam o mundo de acordo com o que temos hoje e não levam em consideração o que pode surgir no futuro. 
O Brasil passa por um momento bom, a conjuntura lhe é favorável. Mas o crescimento desprezando investimentos em educação é sustentável? Até quando seremos o país da moda?
Nosso país precisa acordar para manter esse crescimento de maneira sólida e constante. Estamos nos aproveitando do mau momento de outras nações para crescer, mas essas nações podem e devem dar a volta por cima e quando isso acontecer em que patamar estaremos?
O país acerta ao investir em pesquisas no campo da biotecnologia, pouco se fala no impacto que esse setor causará a nível mundial, porém acredito que em um curto espaço de tempo terá um impacto semelhante ao das Revoluções Industriais.
O Brasil também acerta ao buscar reduzir as desigualdades sociais e combater a corrupção. Além de realizar uma política econômica responsável, sem se deixar envolver pela euforia do mercado.
O único pecado é a falta de investimentos na educação básica. É imperativo dar um salto qualitativo nesse quesito.
Respondendo a pergunta: A notícia é boa? Só depende do Brasil.


 

terça-feira, 12 de julho de 2011

Crise na Europa


O Fato:

Situação na Europa está grave

A situação na Europa é tão grave que Herman Van Rompuy, presidente do Conselho Europeu, convocou para hoje uma reunião de emergência com a presença de Jean Chaude Triched, presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, o chefe dos ministros das Finanças da zona do euro, Jean-Claude Juncker, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, e o comissário da União Europeia para Assuntos Econômicos, Olli Rehn: tudo por causa do risco de default de Grécia e dos riscos de contaminação da Itália e do agravamento da situação de Portugal, Irlanda e, mesmo, da Espanha.
A percepção do mercado financeiro é de que a Itália – terceira maior economia da zona do euro – seria a provável próxima vítima da contaminação da crise na zona do euro. Ao final da semana passada, o principal índice da Bolsa de Valores de Milão caiu 3,5%. Também as ações do maior banco do país, Unicredit Spa, caíram 7,9%.
Para piorar o quadro, o retorno extra exigido pelos investidores para manter bônus da Itália e da Espanha aumentou nesta manhã para os níveis mais altos desde a criação do euro. Segundo a Agência Estado, no começo da manhã, o spread (prêmio) do yield (retorno ao investidor) dos bônus de 10 anos da Itália subia 23 pontos-base sobre os títulos alemães, para o recorde de 266 pontos-base.
Esse aumento dá-se às vésperas, esta semana, da venda programada pela Itália de até 7,5 bilhões de euros em diferentes séries de bônus, com vencimentos entre 5 e 15 anos. O problema é comum a Grécia, Irlanda e Portugal, países que também tiveram dificuldades em levantar fundos no mercado com os yields dos bônus de 10 anos a 7%.
Sem me ater mais a detalhes, quero insistir, aqui, na avaliação sobre a Europa. O quadro não diz respeito apenas a uma crise conjuntural e nem ela se limita ao “velho” continente, como era conhecido. O que está em pauta, hoje, atinge principalmente os Estados Unidos. Não vê isso quem não quer.
E o quadro atual significa que o Brasil precisa adotar medidas para se proteger e evitar o contágio, que é inevitável hoje. Na prática, nada indica que a crise vá diminuir. Hoje, na Itália as manchetes dizem tudo: “Dia do Medo”. Medo de que as bolsas italianas sejam contaminadas pela crise Portuguesa e que Espanha e não resista à falta de confiança generalizada. 

Para entender melhor a crise:



A Opinião:

Por enquanto o que fica é um grande ponto de interrogação, muito se especula mas enquanto não houver um rearranjamento das lideranças tudo fica confuso. Uma coisa é certa, o terror na ficção é infinitamente maior do que a realidade no momento para a maioria dos países.