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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Parceria Brasil e Bélgica


O Fato:

Brasil e Bélgica potencializarão cooperação em pesquisa e educação

A presidente Dilma Rousseff e o primeiro-ministro da Bélgica, Yves Leterme, acertaram nesta segunda-feira aprofundar a cooperação nos âmbitos da pesquisa científica e educação universitária entre os dois países, durante uma cúpula bilateral realizada em Bruxelas.

A governante, que esta noite iniciará a quinta cúpula União Europeia-Brasil com um jantar de trabalho com os líderes do bloco europeu, destacou após a reunião a importância de "investir fortemente em educação, pesquisa e tecnologia".
Dilma compareceu ao encontro com o governo belga acompanhada dos ministros das Relações Exteriores, Antonio Patriota; Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel; Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante; Cultura, Ana de Hollanda, e Comunicação Social, Helena Chagas.
A presidente destacou o bom funcionamento da economia da Bélgica, país que desde junho do ano passado é governado por um Executivo interino, visto que suas forças políticas não conseguiram formar uma nova coalizão devido à falta de um acordo em assuntos relativos à reforma do Estado.
Durante a reunião, as partes abordaram assuntos regionais, multilaterais e bilaterais, como cooperação em temas como ciência, tecnologia, inovação e educação.
Nesse sentido, acertaram potencializar os programas de pesquisa em áreas que grande interesse para o Brasil, como química, farmacêutica e biotecnologia.
Além disso, a Bélgica manifestou sua disposição de seguir recebendo estudantes brasileiros dentro do programa "Ciências Sem Fronteiras".
Dilma e Leterme também revelaram sua intenção de intensificar a colaboração no âmbito da pesquisa sobre tratamento de resíduos nucleares.
A associação com a Bélgica também contribuiu no processo de modernização do setor portuário brasileiro, assim como na informatização, infraestrutura e formação de pessoal nos portos de Santos, Itaguaí, Porto Açu, Itajaí e Rio Grande, destacaram fontes brasileiras.
No campo político, os líderes abordaram a reforma do Conselho de Segurança da ONU e a possibilidade de que a organização ceda espaço ao multilateralismo. 

Fonte: Portal Terra
A Opinião:

Toda e qualquer parceria que visa melhorar a educação brasileira deve ser vista com bons olhos. Com a Bélgica pode haver uma parceria muito interessante, pois trata-se de uma nação desenvolvida que pode resultar em boas trocas de ideias.
Mas é fundamental ressaltar que embora a troca de ideias seja interessante, nem uma nação e nem a outra devem procurar copiar o modelo educacional. Cada nação deve buscar um modelo que funcione segundo a sua realidade. Não é possível aplicar técnicas e modelos educacionais idênticos em realidades diferentes.
Tomando apenas esse cuidado, é mais um ponto positivo para o Governo. Ótima notícia!

 

terça-feira, 13 de setembro de 2011

BRICS podem ajudar a União Europeia




O Fato:

Mantega: Brics vão discutir como ajudar UE a sair da crise

 

O Brasil deve discutir com outros países emergentes na semana que vem ideias para ajudar a Europa a sair da atual crise da dívida, disse nesta terça-feira o ministro da Fazenda, Guido Mantega. "A gente vai se reunir semana que vem em Washington e vai discutir como fazer para ajudar a União Europeia a sair dessa situação", disse. O Brics é formado pelo Brasil, pela Rússia, pela Índia, pela China e pela África do Sul e tem se destacado pela maneira como tem conseguido, desde 2008, enfrentar a crise. A alternativa que poderá ser discutida no encontro em Washington é a elevação da participação de títulos em euros nas reservas internacionais desses países. Na semana que vem, entre os dias 23 e 25, presidentes de bancos centrais e ministros de Finanças estarão reunidos em Washington para a reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. Eles vão discutir a crise global, principalmente a situação da Europa, com destaque para a Grécia. Na segunda-feira, técnicos do FMI admitiram que previsões mais bem elaboradas poderiam ter alertado com maior antecedência para a crise da dívida grega. Segundos os técnicos do fundo, os estudos devem levar em conta a preocupação com a sustentabilidade dos débitos - se os países têm condições de arcar com o endividamento.
No auge da crise de crédito, que se agravou em 2008, a saúde financeira dos bancos no mundo inteiro foi colocada à prova. Os problemas em operações de financiamento imobiliário nos Estados Unidos geraram bilhões em perdas e o sistema bancário não encontrou mais onde emprestar dinheiro. Para diminuir os efeitos da recessão, os países aumentaram os gastos públicos, ampliando as dívidas além dos tetos nacionais. Mas o estímulo não foi suficiente para elevar os Produtos Internos Brutos (PIB) a ponto de garantir o pagamento das contas. A primeira a entrar em colapso foi a Grécia, cuja dívida pública alcançou 340,227 bilhões de euros em 2010, o que corresponde a 148,6% do PIB. Com a luz amarela acesa, as economias de outros países da região foram inspecionadas mais rigorosamente. Portugal e Irlanda chamaram atenção por conta da fragilidade econômica. No entanto, o fraco crescimento econômico e o aumento da dívida pública na região já atingem grandes economias, como Itália (120% do PIB) e Espanha. Um fundo de ajuda foi criado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelo Banco Central Europeu (BCE), com influência da Alemanha, país da região com maior solidez econômica. Contudo, para ter acesso aos pacotes de resgates, as nações precisam se adaptar a rígidas condições impostas pelo FMI. A Grécia foi a primeira a aceitar e viu manifestações contra os cortes de empregos públicos, programas sociais e aumentos de impostos. Os Estados Unidos atingiram o limite legal de endividamento público - de US$ 14,3 trilhões (cerca de R$ 22,2 trilhões) - no último dia 16 de maio. Na ocasião, o Tesouro usou ajustes de contabilidade, assim como receitas fiscais mais altas que o previsto, para seguir operando normalmente. O governo, então, passou por um longo período de negociações para elevar o teto. O acordo veio só perto do final do prazo (2 de agosto) para evitar uma moratória e prevê um corte de gastos na ordem de US$ 2,4 trilhões (R$ 3,7 trilhões). Mesmo assim, a agência Standard & Poor's retirou a nota máxima (AAA) da dívida americana. 

Fonte: Portal Terra com informações da Agência Brasil.


A Opinião:

 

Realmente o mundo dá voltas, as nações hegemônicas começam aos poucos a precisar do auxílio das nações emergentes. Caso os BRICS consigam de fato auxiliar a União Europeia, marcarão de forma definitiva a sua importância para o mundo atual.

O que impressiona é ver que o mundo luta para ajudar os países europeus e abandona de vez os países africanos. Em vários países africanos vemos crianças morrerem de fome, mas não há uma reunião, nem um plano sequer para minimizar os problemas desses países. Mas ao primeiro sinal de crise, todos correm para salvar os EUA, o Japão e a Europa.

Será que a desigualdade de tratamento sempre vai existir?

 

domingo, 7 de agosto de 2011

Protestos em Londres






O Fato:

Londres acorda para as consequências do pior tumulto em anos

Mais de 40 pessoas foram presas e 26 policiais ficaram feridos devido a uma série de manifestações que aconteceu desde a noite deste sábado (06/08) na região norte de Londres.  Dezenas de pessoas foram às ruas e atearam fogo em prédios e veículos para protestarem contra a morte de Mark Duggan, de 29 anos, baleado pela Polícia na quinta-feira (04/08). Pai de quatro filhos, ele estava em um táxi e morreu em um incidente que também deixou um policial ferido, em circunstâncias ainda não esclarecidas.
Tudo começou com uma manifestação pacifista de aproximadamente 300 pessoas às 20h20 (horário local) de sábado, perto da delegacia da região de Tottenham. Segundo a Polícia Metropolitana de Londres, um pequeno número de jovens provocou cenas de caos e inúmeros episódios de vandalismo.
A polícia divulgou que pelo menos 26 policiais ficaram feridos no tumulto. Nove tiveram que ser levados ao hospital e dois policiais continuam hospitalizados, assim como três civis. Quarenta e duas pessoas foram presas e algumas áreas do bairro continuam com cordões de isolamento.
Um porta-voz do primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse que a violência em Tottenham é "inaceitável'. A ministra do Interior, Theresa May, afirmou que a polícia metropolitana tem o seu total apoio para restaurar a ordem no bairro.
O vice-prefeito de Londres, Kit Malthouse, afirmou não imaginar qualquer desculpa para o ocorrido. "É totalmente revoltante ver isso nas ruas de Londres. Nós faremos todo o possível para evitar que isso se repita", disse. "Eu entendo que haja impaciência das pessoas [com a investigação sobre o caso Duggan], mas essas investigações demoram", completou.
Durante a madrugada, a Polícia Metropolitana, que vai ser responsável pela segurança dos Jogos Olímpicos de Londres no próximo ano, enfrentou perguntas sobre como permitiu que os tumultos atingissem tal escala.
O tumulto só foi controlado neste domingo, horas após confrontos esporádicos. Fumaça ainda saía de alguns prédios, tijolos cobriam as ruas e alarmes continuavam soando.
Em uma galeria nas redondezas, lojas de celulares e de produtos eletrônicos foram saqueadas, e caixas de televisores foram deixadas no lado de fora, junto com CDs e vidro das vitrines destruídas.
Os tumultos também aconteceram em meio a uma crescente inquietação na Grã-Bretanha, com a economia lutando para se recuperar, e em meio a profundos cortes nos gastos públicos e aumento dos impostos para eliminar um deficit orçamentário que atingiu mais de 10 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).



A Opinião:
Essa notícia traz alguns fatos à tona. 
1- Ano que vem teremos os Jogos Olímpicos em Londres. Nota-se então a falta de parcialidade na divulgação das notícias. Observem: no verão aqui do Rio de Janeiro, a cidade enfrentou enchentes e os meios de comunicação colocavam em dúvida a capacidade do Brasil de sediar um evento importante como os jogos olímpicos daqui a cinco anos. Ocorre então um protesto violento em Londres, há menos de um ano dos jogos olímpicos, mas não se questiona a capacidade para realizar o evento.
Acredito que ambas as cidades possuem capacidade para sediar os jogos, mas como a maioria das cidades do mundo, enfrentam problemas variados. O que se questiona aqui é o tratamento diferenciado oferecido as duas cidades.
2- Relacionam de maneira equivocada a falta de educação com a violência. Sabe-se que o povo Londrino possui uma boa educação, mas ainda assim foi possível ver atos de vandalismo. A falta de educação é uma das causas da violência sim, mas a principal causa é a revolta causada por injustiças.
3- O momento econômico de muitas nações protagonistas não é bom, e a maior parte do povo dessas nações não está acostumado a isso e não têm reagido bem a essas mudanças.
4- Protestos violentos ganham muito mais destaque na mídia do que protestos pacíficos, o que o tornam mais eficazes. Chamaram a atenção do mundo para um problema e, assim, os governantes da região vão precisar trabalhar para reverter esse quadro, antes que novos protestos violentos ocorram.
5- A União Europeia pode ter se precipitado ao incluir novos países no bloco, enfraquecendo assim o seu poderio.  

O Debate:

Será que a União Europeia está fracassando? 

terça-feira, 12 de julho de 2011

Crise na Europa


O Fato:

Situação na Europa está grave

A situação na Europa é tão grave que Herman Van Rompuy, presidente do Conselho Europeu, convocou para hoje uma reunião de emergência com a presença de Jean Chaude Triched, presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, o chefe dos ministros das Finanças da zona do euro, Jean-Claude Juncker, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, e o comissário da União Europeia para Assuntos Econômicos, Olli Rehn: tudo por causa do risco de default de Grécia e dos riscos de contaminação da Itália e do agravamento da situação de Portugal, Irlanda e, mesmo, da Espanha.
A percepção do mercado financeiro é de que a Itália – terceira maior economia da zona do euro – seria a provável próxima vítima da contaminação da crise na zona do euro. Ao final da semana passada, o principal índice da Bolsa de Valores de Milão caiu 3,5%. Também as ações do maior banco do país, Unicredit Spa, caíram 7,9%.
Para piorar o quadro, o retorno extra exigido pelos investidores para manter bônus da Itália e da Espanha aumentou nesta manhã para os níveis mais altos desde a criação do euro. Segundo a Agência Estado, no começo da manhã, o spread (prêmio) do yield (retorno ao investidor) dos bônus de 10 anos da Itália subia 23 pontos-base sobre os títulos alemães, para o recorde de 266 pontos-base.
Esse aumento dá-se às vésperas, esta semana, da venda programada pela Itália de até 7,5 bilhões de euros em diferentes séries de bônus, com vencimentos entre 5 e 15 anos. O problema é comum a Grécia, Irlanda e Portugal, países que também tiveram dificuldades em levantar fundos no mercado com os yields dos bônus de 10 anos a 7%.
Sem me ater mais a detalhes, quero insistir, aqui, na avaliação sobre a Europa. O quadro não diz respeito apenas a uma crise conjuntural e nem ela se limita ao “velho” continente, como era conhecido. O que está em pauta, hoje, atinge principalmente os Estados Unidos. Não vê isso quem não quer.
E o quadro atual significa que o Brasil precisa adotar medidas para se proteger e evitar o contágio, que é inevitável hoje. Na prática, nada indica que a crise vá diminuir. Hoje, na Itália as manchetes dizem tudo: “Dia do Medo”. Medo de que as bolsas italianas sejam contaminadas pela crise Portuguesa e que Espanha e não resista à falta de confiança generalizada. 

Para entender melhor a crise:



A Opinião:

Por enquanto o que fica é um grande ponto de interrogação, muito se especula mas enquanto não houver um rearranjamento das lideranças tudo fica confuso. Uma coisa é certa, o terror na ficção é infinitamente maior do que a realidade no momento para a maioria dos países.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

A União Europeia e os brasileiros

O Fato:

Brasileiros foram os mais barrados em aeroportos da UE em 2010

 

Os brasileiros são os estrangeiros que mais tiveram a entrada recusada, em 2010, nos aeroportos de países que integram a União Europeia, além de ser o sexto grupo com mais permanências ilegais detectadas, informa a BBC.
De acordo com a agência europeia de controle de fronteiras (Frontex), no ano passado, 6.072 brasileiros foram barrados pelas autoridades europeias ao tentar entrar no bloco por via aérea, o equivalente a 12% do total de entradas recusadas.
Quase 30% dos casos envolvendo brasileiros ocorreu na Espanha, onde 1.813 pessoas foram enviadas de volta ao Brasil, principalmente por não poder justificar o motivo da viagem ou as condições de estadia no país. Os brasileiros também foram os mais barrados nos aeroportos da França em 2010, com 673 casos.
O Brasil mantém a primeira posição entre as entradas negadas nos aeroportos europeus desde que a Frontex começou a contabilizar o dado, em 2008, mas a agência destaca que o número de casos caiu 24% no ano passado em relação a 2009.
Em segundo lugar, muito atrás do Brasil, estão os Estados Unidos, com 2.338 cidadãos barrados às portas da UE em 2010, o equivalente a 4,8% do total, seguidos de Nigéria, com 1.717 barrados, e China, com 1.610.
Apenas outros dois países latino-americanos estão entre as dez nacionalidades mais recusadas nas fronteiras aéreas europeias: Paraguai, em sexto lugar, com 1.495 entradas negadas, e Venezuela, em décimo, com 1.183.
De maneira geral, considerando também fronteiras terrestres e marítimas, os brasileiros foram a quarta nacionalidade mais recusada pela UE no ano passado, com 6.178 negativas – o equivalente a 5,7% do total.
Em primeiro lugar ficaram os ucranianos, que responderam por 17% do total, com 18.743 negativas, seguidos de russos, com 9.165 negativas, e sérvios, com 6.990.
No ano passado, a Frontex também detectou 13.369 brasileiros vivendo ilegalmente em algum país da União Europeia – a maioria deles em Portugal, Espanha e França.
O número representa 3,8% do total de residentes ilegais identificados no bloco em 2010 e coloca o Brasil na sexta posição da lista, liderada por Marrocos, com 6,3% do total. Na frente dos brasileiros, também ficaram os cidadãos do Afeganistão, Albânia, Sérvia e Argélia.
Nenhum outro país da América Latina figura está na lista dos dez primeiros entre as nacionalidades com mais ilegais detectados.

 

A Opinião:

Resta saber de quem é a culpa. Será que os brasileiros estão tentando entrar de maneira ilegal nos principais países europeus ou a xenofobia está cada vez mais aflorada no velho continente?
Parece que a parceria Brasil-União Europeia vai muito bem no campo econômico apenas. Seria interessante que houvesse um intercâmbio cultural e turístico também. Que os europeus sejam muito bem vindos no Brasil e que os brasileiros sejam bem tratados quando forem à Europa, lógico sempre respeitando às leis e não na base do "jeitinho brasileiro".

O Debate:

Vocês acham que a culpa dessas barrações é dos turistas brasileiros ou da má vontade dos europeus?