Leitura sem fronteiras - Tradutor

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Jogos Mundiais Militares







O Fato:

EMBRATUR marca presença nos jogos mundiais militares

Para Jogos Mundiais Militares são esperadas cerca de seis mil atletas de mais de 100 países, e será o primeiro de uma série de grandes eventos que precedem a realização da Copa do Mundo FIFA 2014 e das Olimpíadas no Brasil. A cerimônia de abertura está marcada para amanhã, 16, às 18h. O evento prossegue até o dia 24.
O Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), estará com um espaço durante todo o evento para atendimento ao público e serão distribuídos kits de boas-vindas aos atletas além de material das 12 cidades-sedes da Copa do Mundo FIFA 2014. Estarão presentes na cerimônia de abertura, o diretor de Produtos e Destinos da Embratur, Marco Lomanto, e a gerente de Congressos, Negócios e Incentivo, Maria Katavatis.
A Embratur trabalhou como parceira na captação do evento dentro do Comitê Rio 2011, para que a 5° edição dos Jogos Mundiais Militares fosse realizada pela primeira vez no país. O Brasil concorreu com a Turquia e sua escolha foi definida em maio de 2007, durante reunião do Conselho Internacional do Esporte Militar (CISM), em Burkina Faso, na África. Na ocasião, a Embratur atuou por meio da produção de material promocional sobre o Rio de Janeiro, exposição da cidade em seu estande e diversas ações de marketing para dar visibilidade à candidatura brasileira.

A Opinião:
É um grande evento para se curtir durante as férias escolares e uma grande oportunidade para o Rio de Janeiro ensaiar para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos, é o primeiro de uma enxurrada de grandes eventos que irão ocorrer no Brasil pelo menos nos próximos 5 anos.
Provavelmente o evento não ganhará tanto destaque na mídia, mais será um espetáculo e tanto para o público.

Outras opções superinteressantes para essas férias:

Anima Mundi 2011 - Um excelente festival de animação, veja o link abaixo:


Cinema - Com destaque para o desfecho da saga Harry Potter e para os nacionais Cilada.com e Qualquer gato vira lata. Veja onde assistir abaixo:




É isso aí galera, as férias começaram mas o blog continua com novidades diariamente, não deixem de acompanhar. 

quinta-feira, 14 de julho de 2011

A importância da fotografia

A invenção da fotografia permitiu a humanidade registrar para sempre momentos interessantes que antes ficariam guardados apenas na memória das testemunhas oculares, veja agora uma série de momentos interessantes registrados pelas lentes de máquinas fotográficas.

Primeira fotografia da história - Tirada na França

Primeiro Mc Donald's - detalhe para o preço do hamburger

O jovem Silvio Santos

Bob Marley no Brasil

Che Guevara e Fidel Castro

O Morro do Corcovado antes do Cristo Redentor

Brasília sendo construída ainda

O Papa e Hitler juntos

Elvis Presley no exército

Beatles no comecinho da carreira

Família Bin Laden, Osama aparece destacado pelo círculo vermelho

O verdadeiro Titanic

Os atores de "Chaves"

Hollywood antigamente

Pão de Açúcar antigamente

Construção da Disney

O Muro de Berlim sendo derrubado

A evolução da Coca-Cola

Bob Marley e Mick Jagger juntos

A rua 25 de Março em São Paulo antigamente

Chuck Norris e Bruce Lee

Copacabana e o domínio dos Fusquinhas

A construção do Cristo Redentor

Albert Einstein no Brasil

Boletim escolar de Albert Einstein

O primeiro computador do mundo

A construção do Empire State

O criador do Orkut

A Google em 1999, quando ainda era uma microempresa

Marilyn Monroe na Playboy

Titanic antes de zarpar

Lula e Fernando Henrique Cardoso panfletando juntos

São imagens marcantes da história mundial, mostra muitos personagens antes mesmo de fazer história e mata a curiosidade dos mais jovens.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Mudanças no Estatudo da Criança e do Adolescente (ECA)


O Fato:

Novas medidas do Código Penal podem inspirar mudanças no ECA

As recentes alterações das medidas cautelares do Código de Processo Penal (com a Lei nº 12.403/2011) podem inspirar mudanças no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que completa nesta quarta-feira (13/07) 21 anos.
A possibilidade é considerada pelo vice-presidente da Comissão Nacional da Criança e do Adolescente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ariel de Castro Alves. Segundo o advogado, as mudanças do Código de Processo Penal “podem inspirar possíveis modificações, adaptações e adequações do ECA”.
Para o defensor público da Vara da Infância e Juventude do Distrito Federal, Sérgio Domingos, “essas novidades trazem algum alento para desafogar a internação”. De acordo com dados da Secretaria de Direitos Humanos, em 2010 havia 17.703 adolescentes cumprindo medidas socioeducativas que restringem a liberdade de ir e vir (internação, internação provisória ou semiliberdade).
Em números absolutos, São Paulo é a unidade federativa com mais adolescentes nessa situação (6.814). Em termos relativos, o Distrito Federal é a que tem mais adolescentes internados: são 29,6 jovens reclusos a cada grupo de 10 mil adolescentes, enquanto a média nacional é 8,8 internados a cada grupo de 10 mil.
Entre as novas medidas cautelares previstas no Código de Processo Penal estão o recolhimento à noite; restrições à circulação em determinados locais; a obrigação de comparecimento diante do juiz; a proibição de sair da área de jurisdição da comarca ou Vara da Infância e da Juventude; e a internação domiciliar. Para Ariel de Castro Alves, a extensão dessas ações a jovens pode ser estudadas, com a vantagem de “o adolescente não precisa ficar dentro de uma unidade de internação sujeito inclusive a situações, em alguns casos, degradantes e nada socioeducativas”.
O advogado, no entanto, faz ressalvas à aplicação do monitoramento eletrônico, conforme estabelecido no código. “O adolescente tem que ser protegido de qualquer forma de constrangimento e humilhação. Ele pode até aderir”, avalia salientando que os “adolescentes são inimputáveis, não respondem diante da legislação penal”.
Para a advogada Eloísa Machado, da organização não governamental (ONG) Conectas, as “analogias” entre o Código de Processo Penal e o ECA são difíceis de se sustentarem juridicamente porque o estatuto é regido pelo Código de Processo Civil. Ela lamenta que o ECA ainda não “é uma lei que não tem sua plena observância” garantida pelos órgãos públicos. “Ainda lutamos pela plena implementação”, diz.
Para o defensor público Sérgio Domingos faltam, por exemplo, recursos materiais e pessoais para efetivar a liberdade assistida estabelecida no ECA, que prevê medidas socioeducativas como a prestação de serviços à comunidade, o tratamento psicológico e o comparecimento escolar – medidas que exigem acompanhamento.
Além da não implantação total do ECA, a advogada Eloísa Machado acrescenta que há diversas propostas que ameaçam o estatuto, como o aumento do prazo de cumprimento de medida socioeducativa (hoje três anos) e a redução da maioridade penal. Em 2007, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal aprovou a redução da maioridade para 16 anos. No próximo mês, o Senado deve votar o Projeto de Lei 1.627/2007 (do Executivo) que institui o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase). 


A Opinião:

O mundo muda a cada momento e está mais integrado e dinâmico, daí a importância de se preservar ainda mais nossas crianças e adolescentes. Hoje o acesso as informações é imediato e os mais jovens possuem maior intimidade com as novas tecnologias do que os adultos.
Por esse motivo, é necessário que haja uma orientação para que crianças e jovens, possam saber utilizar as informações recebidas para que os valores humanos não sejam substituídos por valores econômicos.
Não é censurando ou coibindo que essa mudança ocorrerá, mas monitorando, acompanhando de perto todas as informações recebidas pelas crianças e adolescentes e conversando com elas sobre todos os temas, ajudando-os na preparação para o mundo. Não adianta fechá-los em uma redoma de vidro, até porque o vidro é transparente e permite que se enxergue o exterior. 
É aí que mora o perigo, no acesso sem acompanhamento, na falta de debate e informação de qualidade, que fará com que os menores tenham uma interpretação própria e muitas vezes distorcida da realidade.
Quando isso ocorre, é comum que cometam delitos, que precisam ser corrigidos. As medidas socioeducativas precisam ser bem pensadas para, de fato, recuperarem o jovem infrator. É necessário observar também o contexto onde este vive para compreender as causas que o levaram a agir assim. 
Espero que essas mudanças não venham apenas para "passar a mão na cabeça" dos infratores, pois assim ficará mais difícil diferenciar o certo e o errado. 

O Debate:

Você é a favor da redução da maioridade penal?

terça-feira, 12 de julho de 2011

Crise na Europa


O Fato:

Situação na Europa está grave

A situação na Europa é tão grave que Herman Van Rompuy, presidente do Conselho Europeu, convocou para hoje uma reunião de emergência com a presença de Jean Chaude Triched, presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, o chefe dos ministros das Finanças da zona do euro, Jean-Claude Juncker, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, e o comissário da União Europeia para Assuntos Econômicos, Olli Rehn: tudo por causa do risco de default de Grécia e dos riscos de contaminação da Itália e do agravamento da situação de Portugal, Irlanda e, mesmo, da Espanha.
A percepção do mercado financeiro é de que a Itália – terceira maior economia da zona do euro – seria a provável próxima vítima da contaminação da crise na zona do euro. Ao final da semana passada, o principal índice da Bolsa de Valores de Milão caiu 3,5%. Também as ações do maior banco do país, Unicredit Spa, caíram 7,9%.
Para piorar o quadro, o retorno extra exigido pelos investidores para manter bônus da Itália e da Espanha aumentou nesta manhã para os níveis mais altos desde a criação do euro. Segundo a Agência Estado, no começo da manhã, o spread (prêmio) do yield (retorno ao investidor) dos bônus de 10 anos da Itália subia 23 pontos-base sobre os títulos alemães, para o recorde de 266 pontos-base.
Esse aumento dá-se às vésperas, esta semana, da venda programada pela Itália de até 7,5 bilhões de euros em diferentes séries de bônus, com vencimentos entre 5 e 15 anos. O problema é comum a Grécia, Irlanda e Portugal, países que também tiveram dificuldades em levantar fundos no mercado com os yields dos bônus de 10 anos a 7%.
Sem me ater mais a detalhes, quero insistir, aqui, na avaliação sobre a Europa. O quadro não diz respeito apenas a uma crise conjuntural e nem ela se limita ao “velho” continente, como era conhecido. O que está em pauta, hoje, atinge principalmente os Estados Unidos. Não vê isso quem não quer.
E o quadro atual significa que o Brasil precisa adotar medidas para se proteger e evitar o contágio, que é inevitável hoje. Na prática, nada indica que a crise vá diminuir. Hoje, na Itália as manchetes dizem tudo: “Dia do Medo”. Medo de que as bolsas italianas sejam contaminadas pela crise Portuguesa e que Espanha e não resista à falta de confiança generalizada. 

Para entender melhor a crise:



A Opinião:

Por enquanto o que fica é um grande ponto de interrogação, muito se especula mas enquanto não houver um rearranjamento das lideranças tudo fica confuso. Uma coisa é certa, o terror na ficção é infinitamente maior do que a realidade no momento para a maioria dos países.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Trem Bala


O Fato (preocupante):

Prazo para leilão do trem-bala acaba sem propostas de empreiteiras

O período para a apresentação das propostas era das 9h às 14h desta segunda-feira na BM&FBovespa, em São Paulo. A abertura dos envelopes deveria ocorrer no dia 29 deste mês.

Projetado para conectar Campinas (SP), São Paulo e Rio de Janeiro, o trem-bala tem sua viabilidade econômica questionada por especialistas e construtoras.
Com cerca de 500 km de extensão, o trem deverá passar por cerca de 40 municípios, ter oito paradas e velocidade de no mínimo 250 km/h.
O sucesso do leilão já havia sido posto em xeque na semana passada, quando as cinco maiores empreiteiras brasileiras (Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, OAS, Odebrecht e Queiroz Galvão) anunciaram que só entrariam com R$ 3 bilhões na construção (5% do total), exigindo maior participação do governo.
As empresas analisaram o projeto em conjunto e chegaram à conclusão de que o trem-bala deverá custar cerca de R$ 60 bilhões, acima dos R$ 38 bilhões estimados pelo governo.
Para participar do empreendimento, segundo reportagem da Folha de S.Paulo, elas queriam que a União aumentasse o valor aplicado na estatal criada para gerenciar o empreendimento, a Etav (Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade), para R$ 12 bilhões, o triplo do previsto anteriormente.
Alem disso, as empreiteiras queriam uma ampliação do financiamento público à obra.
O governo, porém, diz que aceita entrar com participação de cerca de R$ 4 bilhões e emprestar R$ 22 bilhões por meio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social). Outros R$ 5 bilhões poderiam ser alocados na obra por fundos de pensão e empresas públicas.
No total, a União arcaria com metade do valor da obra estimado pelas construtoras, entre empréstimos e investimentos.
Nos últimos dias, outro obstáculo ao leilão surgiu quando foi noticiado que o TCU (Tribunal de Contas da União) preparava uma proposta para mudar o edital do trem-bala.
Uma das mudanças seria a exigência de que o vencedor do leilão usasse no mínimo 10% das receitas extraordinárias (advindas de publicidade, restaurantes em suas instalações, entre outras fontes) para reduzir o preço máximo das passagens, hoje limitado a R$ 0,49 por quilômetro.
A medida, prevista na resolução 2.552/2008 da ANTT, não consta do edital do trem-bala.
Além das ponderações do TCU, que ainda precisam ser votadas pelos ministros do órgão para serem apresentadas, ocorreram três pedidos formais por uma nova postergação do leilão, entre eles o de um consórcio integrado pela empresa sul-coreana Hyundai, tida como a mais interessada no empreendimento.
Inicialmente marcado para dezembro de 2010, o leilão do trem-bala já havia sido adiado para abril e, em seguida, para julho, depois que as empresas pediram mais tempo para analisar o projeto. 

A Opinião:



Mais uma vez a falta de planejamento atrapalha o andamento de uma obra importante no Brasil e aproveitando a bagunça instalada, as grandes empresas deitam e rolam. Não será surpresa se mais uma vez mamarem nas tetas do governo e construírem o trem bala com o dinheiro dos nossos impostos entregando-o depois para a iniciativa privada.
Enquanto o povo precisa de escolas de qualidade e hospitais, vê indignado a gastança superar o previsto, em uma malandragem disfarçada de incompetência.

O Debate:

Com todos os problemas que vem ocorrendo, você acredita que o Brasil corre o risco de não ser sede da Copa de 2014?

domingo, 10 de julho de 2011

Homens brancos são maioria dos transplantados


O Fato:

Homens brancos são maioria dos transplantados. Negros e mulheres são minoria

Estudo inédito do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que os efeitos das desigualdades sociais brasileiras se estendem às cirurgias de transplantes de órgãos como coração, fígado, rim, pâncreas e pulmão. A maioria dos transplantados são homens da cor branca.
De acordo com o estudo, de quatro receptores de coração, três são homens; e 56% dos transplantados tem a cor de pele branca. No transplante de fígado; 63% dos receptores são homens e 37% mulheres. De cada dez transplantes de fígado, oito são para pessoas brancas.
Segundo a análise do Ipea, homens e mulheres são igualmente atendidos nos transplantes de pâncreas; mas 93% dos atendidos são brancos. A maioria absoluta de receptores de pulmão também são homens (65%) e pessoas brancas (77%). O mesmo fenômeno ocorre com o transplante de rim: 61% dos receptores são homens; 69% das pessoas atendidas têm pele clara.
“Verificamos que o conjunto de desigualdades brasileiras acaba chegando no último estágio de medicina”, aponta o economista Alexandre Marinho, da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, um dos autores da pesquisa. Ele e outras duas pesquisadoras analisaram dados de 1995 a 2004, fornecidos pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO).
O economista não estudou as causas do fenômeno, mas disse à Agência Brasil que a preparação para o transplante pode explicar as razões da desigualdade. Para fazer a cirurgia de transplante, o receptor deve estar apto: eventualmente mudar a alimentação, tomar medicamentos e fazer exames clínicos – procedimentos de atenção básica.
Segundo Marinho, quem depende exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS) - cerca de três quatros da população brasileira - sai em desvantagem, porque tem dificuldade para receber remédios, fazer consultas e exames clínicos. “A situação onera quem tem menos condições de buscar alternativas.”
“O sistema é desigual na ponta [cirurgia de alta complexidade] porque é desigual na entrada”, assinala o economista, ao dizer que quando o SUS tem excelência no atendimento o acesso não é para todos: “Na hora que funciona, quem se apropria são as pessoas mais bem posicionadas socialmente”.
Conforme Marinho, os planos de saúde são resistentes a autorizar procedimentos de alta complexidade, como as cirurgias de transplantes, por causa dos custos. “Os hospitais privados preferem atender por meio do SUS porque sabe que paga”.
O estudo sobre a desigualdade de transplantes de órgãos está disponível no site do Ipea. Segundo Marinho, o documento foi postado ontem (7) e ainda não é do conhecimento do Ministério da Saúde.
De acordo com os dados do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), há 1.376 equipes médicas autorizadas a realizar transplantes em 25 estados brasileiros (548 hospitais).

A Opinião:

A desigualdade social é vista de maneira mais cruel quando se compara indicadores nas áreas de educação e saúde. Em relação a educação, tenta-se resolver o problema através do remendo torto das cotas. Em relação à saúde a situação fica mais complicada, afinal não se pode criar cotas para transplantes, por uma série de motivos.
O que precisa ser resolvido no Brasil com urgência é a questão da distribuição da renda. O setor público poderia auxiliar distribuindo melhor a renda dentro do próprio funcionalismo público. O maior salário não pode ser mais de dez vezes maior do que o menor salário. Mas observe quanto ganha um deputado e quanto ganha um enfermeiro, a desigualdade começa pelo governo que deveria zelar pela igualdade de condições.
Ao chegar na esfera da saúde, a desigualdade mostra sua face mais cruel, onde os que possuem melhores condições financeiras, também possuem maiores chances de receberem os órgãos ou o sangue a ser transplantado. Aos menos favorecidos, resta apenas contar com a sorte.
Infelizmente a falta de sorte acompanha muitos desde o nascimento.

O Debate:

Existe alguma solução para resolver essa disparidade nos transplantes?

sábado, 9 de julho de 2011

Sudão do Sul, o mais novo (e pobre) país

O Fato:

Na África, nasce hoje o Sudão do Sul, país mais pobre do globo

O globo terrrestre tem, a partir de hoje, 193 países. Devastado por décadas de guerras civis, o Sudão do Sul partilhará com Somália e Afeganistão os piores indicadores sociais do planeta.
"É um momento histórico, mas os desafios são gigantescos", afirma Erwin van der Borght, diretor para África da Anistia Internacional.
O país é o lugar no mundo onde mais morrem grávidas e recém-nascidos, e 90% das mulheres são analfabetas.
"Levará anos para o Sudão do Sul deixar de depender da assistência", diz Borght.
Falta tudo no novo país: hospitais, escolas, esgoto, iluminação, polícia. Estradas são poucas e precárias. Na capital, Juba, há apenas uma rua asfaltada. No lugar de táxis, garotos levam estrangeiros na garupa de motos, as "boda-bodas".
Só não faltam Coca-Cola e esperança. As garrafinhas vermelhas eram vendidas quentes, mesmo no precário posto da alfândega na fronteira com Uganda.
"As pessoas estão tão otimistas que é até assustador", conta Jane Some, funcionária da ONU no Quênia.
"Os jovens esperam que a vida vá melhorar da noite para o dia, que vão conseguir emprego, estudo. A geração mais velha está radiante em testemunhar a independência depois de duas décadas de guerra", acrescenta.
A cerimônia de independência contará com a presença do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, representantes de vários países vizinhos e celebridades, como o ator George Clooney.
Segurança
Crucial para a construção da nova nação, porém, é superar a insegurança. Em 2011, 1.800 sul-sudaneses morreram e 150 mil foram deslocados após renovados conflitos na fronteira, segundo a ONU.
Este é o ano mais inseguro no Sudão desde o fim da guerra civil de duas décadas, em 2005, quando rebeldes do sul (negros) e o norte (árabe) assinaram acordo de paz.
Disputas por terras e reservas de petróleo nas regiões fronteiriças de Abyei e Kordofan do Sul, porém, ainda trazem instabilidade, apesar de o sul ter legitimado sua secessão em referendo em janeiro.
O sul abriga 80% do petróleo sudanês, mas depende das refinarias do norte para exportar.
"É preciso estabilidade para explorar este petróleo", diz Jon Temin, diretor do think-thank USIP, em Washington.
Os EUA são o principal ator internacional no país e investem em infraestrutura, para fazer frente à presença chinesa no norte. Ontem, a ONU aprovou nova força de paz para o Sudão do Sul, com 7.900 homens.
 
A Opinião:

De todos os continentes do mundo, a África é o que ainda não definiu completamente as questões fronteiriças. Um continente ainda pouco explorado economicamente diante do potencial imenso que possui, esquecido no jogo da maioria das grandes empresas (a Coca-Cola está por lá).
Surge um novo país, um povo com esperança de uma vida melhor após o fim (?) de um conflito que durou cerca de 20 anos. 
Resta aguardar a estabilidade no continente africano para que o povo dos países mais pobres da África possam começar a se estruturar e melhorar as próprias condições de vida, que são bastante sofridas.