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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Marcha contra a corrupção



O Fato:


Marcha contra corrupção quer reunir 30 mil no dia da Independência

 

Uma semana depois do arquivamento do pedido de cassação da deputada Jaqueline Roriz, flagrada recebendo dinheiro em um esquema conhecido como "mensalção do DEM", um grupo de entidades organiza para hoje, 7 de setembro, feriado da Independência do Brasil, uma marcha contra a corrupção e a impunidade. Os organizadores esperam reunir cerca de 30 mil manifestantes em Brasília e em outras 21 cidades do País. “Nosso objetivo já foi alcançado, que era ter mais inscrições que a Corrida da Cerveja. Temos 22 mil pessoas confirmadas pelas redes sociais, e acreditamos que mais pessoas irão aparecer na hora”, diz o organizador da marcha, Rodrigo Montezuma.

O movimento conta com o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), além de parlamentares.
Para o presidente da OAB, Ophir Cavalcante, o importante é chamar a atenção para temas de combate à corrupção que ainda geram baixo engajamento popular. Entre esses temas estão o fim do voto secreto no Congresso Nacional, a celeridade no julgamento de casos de corrupção, o fim de emendas parlamentares individuais, a redução de cargos comissionados, a transparência nos gastos públicos e a declaração imediata da constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa, que aguarda julgamento definitivo no Supremo Tribunal Federal (STF).
O senador Pedro Taques (PDT-MT), um dos apoiadores da iniciativa, lembrou que várias das reformas que estão sendo reclamadas pela sociedade já tramitam pelo Congresso, mas que não há interesse político em votá-las. “Nosso grande desafio é descobrir formas de despertar a sociedade para que ela pressione por mudanças”. A ideia é que essas demandas componham uma carta de princípios que deve ser elaborada pelo grupo.
Para o senador Pedro Simon (PMDB-RS), esse é o momento ideal para tentar combater a corrupção no Brasil. "Ao contrário dos governos anteriores, onde os fatos aconteciam e os governos não faziam nada, a presidenta Dilma Rousseff foi muito objetiva e clara. Demitiu o chefe da Casa Civil, o ministro do Transporte e está deixando claro que não vai aceitar corrupção no governo. Esse movimento visa a dar cobertura à presidenta. Não é a favor, nem contra, mas achamos que temos que dar força", diz.
No próximo dia 20 de setembro, no Rio de Janeiro, haverá uma nova manifestação envolvendo sociedade e empresários contra a corrupção e a impunidade na Cinelândia, no centro da capital fluminense.

Veja onde acontece a marcha contra a corrupção nesta quarta-feira:

São Paulo (SP): Av. Paulista, Em Frente Ao Masp
Campinas (SP): Centro De Convivência, Na Av. José De Souza Campos
Santos (SP): Praça Da Independência
Matão (SP): Praça Alfredo De Paiva Garcia
Itu (SP): Praça Souza
Brasília (DF): Museu da República
Belém (PA): Av. Presidente Vargas
Marabá (PA): Avenida Antônio Maia
Rio de Janeiro (RJ): Av. Rio Branco
Petrópolis (RJ): Praça Rui Barbosa
Belo Horizonte (MG): Praça da Liberdade
Uberlândia (MG): Praça Tubal Vilela
Goiânia (GO): Praça Cívica
Recife (PE): Praça Rio Branco
Salvador (BA): Câmara dos Vereadores (antiga Prefeitura)
Vitória (ES): Av. Getúlio Vargas
Cuiabá (MT): Praça Alencastro
Campo Grande (MS): Praça Ari Coelho
Porto Alegre (RS): Av. Loureiro da Silva
Curitiba (PR): Praça Santos Andrade
Jaraguá do Sul (SC): Praça Angelo Piazera
Londrina (PR): Calçadão de Londrina


A Opinião:
Movimento interessante, mas precisa continuar e se tornar cada vez mais frequente até que cada uma das reformas necessárias saia do papel. 
O povo não quer comemorar a Independência do Brasil, quer que ela se torne uma realidade. Esse movimento precisa acontecer semanalmente, sei que todos estão muito ocupados, daí a importância do apoio maciço dos estudantes.
Chegou a hora dos estudantes voltarem a fazer história, saírem as ruas e erradicarem essa doença chamada corrupção. Com certeza receberão apoio e aplausos de uma sociedade massacrada pela corrupção e pelos altos impostos necessários ao funcionamento dessa máquina nojenta.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O MST está se perdendo




O Fato: 

Grupo do MST invade sede do Incra em Campo Grande

Quase 200 trabalhadores rurais ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) invadiram na manhã de hoje a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Campo Grande. Eles estão com colchões, cobertores e agasalhos para permanecerem vários dias no local. A procuradoria do Incra informou que pediu reintegração de posse do prédio e aguarda as providências.
A manifestação é contra a paralisação do processo de assentamento de sem-terra no Estado, que ocorre desde agosto do ano passado quando o superintendente local na época, Waldir Cipriano Rabelo, foi exonerado depois ser preso pela Polícia Federal (PF), por envolvimento em denúncias de irregularidade praticadas contra o órgão. Os invasores estão reivindicando também a nomeação do superintendente.
Em Itaquiraí, extremo sul de Mato Grosso do Sul, sem-terra do MST que habitam o maior acampamento da região saquearam 38 toneladas de pacotes de arroz, feijão, farinha de trigo, além de guloseimas como pipoca, amendoim e bolo.
O ataque aconteceu no início da noite de ontem, quando um caminhão da empresa Zaeli foi parado em uma barreira formada por sem-terra armados com facões e foices. O motorista foi obrigado a levar o veículo até o acampamento, situado na rodovia MS-487, onde vivem 400 famílias de sem-terra do MST. A empresa confirmou o ataque, que é o segundo do gênero neste ano ocorrido no local.
Fonte: Diário do grande ABC
A Opinião:

A Reforma Agrária é necessária no Brasil e o MST foi muito importante para chamar a atenção para esse fato. Começou como um movimento social, que cresceu e começou a se perder.
A causa é justa e é correta, mas o movimento fez questão de perder a razão devido a um grupo dentro do próprio MST que decidiu agir de maneira irresponsável e precipitada, acirrando os conflitos, perdendo apoio de grande parte da opinião pública e deixando se envolver pela corrupção.
Infelizmente, as boas pessoas que precisam de terras acabam sendo prejudicados pelas maracutaias que começaram a surgir nesse movimento, assim como as boas pessoas que possuem grandes terras produtivas começam a ser ver ameaçadas. Os maus de ambos os lados estão aproveitando a baderna para se beneficiar, ou seja, tanto os donos de latifúndios improdutivos, pois a Reforma Agrária se torna mais lenta, quanto os que aproveitam o movimento fazendo dele uma profissão.
A Reforma Agrária é fundamental, mas precisa ser discutida e realizada de maneira correta. Esse grupo do MST, que está agindo contra a lei, realizando inclusive saques, precisa ser investigado e punido, para que os componentes sérios do movimento, que querem apenas trabalhar e viver com dignidade possam retomar e acelerar as negociações com o governo.
Sou favorável a desapropriação dos latifúndios improdutivos, mas desde que haja seriedade e justiça.