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Leitura sem fronteiras - Tradutor

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Pinheirinho


O Fato:



PM prende 30 durante reintegração de posse em São José dos Campos


Trinta pessoas já foram presas durante operação para reintegração de posse do acampamento Pinheirinho, na zona sul de São José dos Campos (SP), desde domingo (22/01). Houve confronto e, segundo a Polícia Militar, nove veículos foram incendiados. Entre os últimos presos, 10 pessoas, entre elas um menor, ocupavam uma casa de família no bairro vizinho de Campo dos Alemães há três dias.
Outros três presos estavam em duas residências, no mesmo bairro. Todos são traficantes e confessaram à policia que migraram do Pinheirinho para o Campo dos Alemães. Foram apreendidos 1.100 invólucros de maconha e 338 kg de cocaína. Outras duas pessoas foram detidas quando tentavam jogar coquetel molotov em um depósito de gás, no Campo dos Alemães.
Além de nove veículos que foram incendiados durante o domingo (22/01), entre eles o da TV Vanguarda, afiliada da Rede Globo, uma padaria, do vereador Robertinho da Padaria (PPS), também pegou fogo. Alguns moradores, que não estavam em casa ontem durante a distribuição de senhas, já faziam filas nesta manhã para se cadastrar e receber um número que permite recolher os objetos pessoais, que devem ser retirados ainda hoje.
Representantes de entidades sindicais e de movimentos social e estudantil da região de São José dos Campos prometem realizar nesta manhã nova uma manifestação contra a desocupação do acampamento Pinheirinho. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, o ato deve ser feito também em outras cidades do País ao longo do dia. Em São José, manifestantes devem se encontrar na praça Afonso Pena a partir das 9h.
As famílias, em grande maioria idosos, mulheres e crianças, estão alojadas, segundo o sindicato, em abrigos improvisados e sem estrutura da prefeitura, que sequer conseguiu atender a todos. Cerca de mil moradores se abrigaram na Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e chegaram a ser atacados com bombas pela PM, por volta das 23h.
Na semana passada, as famílias que ocupam desde 2004 o terreno de mais de 1 milhão de metros quadrados disseram que iriam resistir à operação de reintegração. A decisão pela desocupação da área é da juíza estadual Márcia Loureiro, a pedido da massa falida da empresa Selecta S/A, do investidor libanês Naji Nahas. Cerca de 1,5 mil pessoas, segundo a prefeitura, e 9,6 mil, segundo os moradores, viviam no lugar.
Os moradores declararam que a empresa Selecta deve cerca de R$ 10 milhões em Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) a São José dos Campos, relativo ao terreno. O Ministério das Cidades assinou um protocolo de intenções para solucionar a questão, o que levou a juíza Roberta Monza Chiari, da Justiça Federal, a suspender a decisão da desocupação na terça-feira.
No entanto, horas depois, outro juiz federal, Carlos Alberto Antônio Júnior, substituto da 3ª Vara Federal, cassou a liminar que suspendia a reintegração de posse. Para ele, apesar do interesse da União, deve prevalecer a decisão estadual já tomada. Neste domingo, os advogados dos moradores entraram com uma petição no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para fazer valer a liminar que suspende a reintegração de posse e requisitaram também uma diretriz para o conflito de competência existente entre a Justiça Estadual e Federal.
O Ministério Público Federal ingressou na quinta-feira com uma ação civil pública contra a Prefeitura de São José dos Campos devido à omissão do município em promover a regularização fundiária e urbanística do assentamento Proposta pelo procurador Ângelo Augusto Costa, a ação também tem quatro pedidos liminares para assegurar o direito à moradia dos ocupantes do terreno.
Fonte: Portal G1




A Breve Opinião:
Não preciso falar muito sobre o assunto, a reportagem e os vídeos explicam detalhadamente o problema. Pela lei do usucapião, as pessoas não precisam mais sair de lá, por isso os poderosos estão tentando reconquistar o terreno na marra. 

domingo, 22 de janeiro de 2012

Vistos para os Estados Unidos


O Fato:


EUA aumenta em 40% a capacidade de emissão de vistos

Em um reconhecimento à grande presença de turistas dos países emergentes, especialmente os brasileiros, e numa manobra política importante em ano eleitoral, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou ontem um pacote de medidas para agilizar a emissão de vistos para Brasil e China. O local escolhido pelo líder para fazer o pronunciamento não poderia ser mais emblemático: a Walt Disney World, em Orlando. Além de ser o destino favorito dos visitantes, a Flórida – sede do famoso parque – é um dos chamados swing-states da política norte-americana, estados que podem decidir uma eleição presidencial no último momento. De acordo com Obama, o pacote dará fôlego à indústria do turismo nos EUA, capaz de fomentar mais de 1 milhão de empregos nos próximos 10 anos. Em uma campanha eleitoral fundada na recuperação da economia do país, os números soam como música para o eleitorado. 

O presidente anunciou o que chamou de projeto-piloto, que prevê – entre outros aspectos – um prazo máximo de três semanas para a realização da entrevista para a obtenção de vistos e a isenção dela em alguns casos. Pessoas que já tenham passado pelo processo previamente e integrantes de determinados grupos que não apresentam “riscos” poderão ser liberados de nova entrevista. Jovens ou visitantes mais velhos que requisitam o documento pela primeira vez também estão livres da exigência. Os perfis ou idades exatos não foram definidos. As medidas fazem parte de um esforço para atingir a meta fixada pelo presidente de aumentar em 40% a capacidade de processamento de emissão de vistos no Brasil e na China. 

Os requisitos para os turistas e homens de negócios estrangeiros têm sido motivo de queixas por parte de alguns países emergentes, que não pertencem ao chamado programa de isenção de vistos, o qual beneficia a maioria dos países europeus e as nações ricas e aliadas dos norte-americanos. Ontem, Taiwan passou a fazer parte deste grupo, como anunciou Obama. O número de funcionários nas embaixadas de Brasil e China será reforçado em 2012.

Do castelo da Cinderela, na Disney, Obama afirmou que seu objetivo de fazer dos EUA o primeiro destino turístico mundial é impulsionar a criação de empregos. “Todos os anos, milhares de turistas de todo o mundo vêm visitar os Estados Unidos. Quanto mais amigos recebemos, mais norte-americanos ganham empregos”, disse o presidente. O interesse do presidente não é à toa. Este mês, a Organização Mundial do Turismo (OMT) revelou que os turistas dos países emergentes são os que mais gastam dinheiro em viagens internacionais. 

A quantidade de brasileiros que vão os EUA aumenta a cada ano. Segundo as mais recentes estatísticas divulgadas pelo Ministério do Turismo, em 2010, cerca de 1,1 milhão desembarcaram em território norte-americano, contra 800 mil do ano anterior – um aumento de 28%. Em média, cada consumidor gasta US$ 5 mil por viagem. Com isso, o brasileiro passou a valer ouro no cenário internacional. Vice-presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagens (Abav), Leonel Rossi acredita que a decisão de facilitar a entrada de pessoas no país será positiva para ambos. “A maior dificuldade encontrada por aqueles que pretendem embarcar para os EUA é a emissão de vistos. A agilidade do processo burocrático deve aumentar o fluxo de viajantes para o país”, disse. 

Ele destacou que o número de brasileiros que trabalha ilegalmente nos EUA diminuiu e, em consequência, o número de vistos negados sofreu redução. “Menos de 5% são rejeitados, enquanto há alguns anos, esse índice chegava a 25%. Assim, o setor de turismo está pressionando para que o documento seja extinto para nós”, explicou o vice-presidente da Abav.

Fonte: O diário de Pernambuco.


A Breve Opinião:

Essa é uma boa notícia, mostra que o Brasil está sendo respeitado e que o poder aquisitivo do povo brasileiro realmente está melhorando.
Além disso, mostra que o governo americano pode começar a pensar em uma mudança na sua política externa, se tornando menos agressiva e mais flexível. 
As negociações podem se tornar mais bilaterais, porque agora os Estados Unidos começam a perceber que dependem tanto dos emergentes quanto os emergentes dependem dos Estados Unidos.
  

sábado, 21 de janeiro de 2012

Aumento na venda de antidepressivos


O (Preocupante) Fato:



Antidepressivos estão entre remédios mais consumidos pela população


Apesar de serem de uso controlado, os ansiolíticos, ou antidepressivos, estão entre os medicamentos mais consumidos no país nos últimos anos. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), esses inibidores do sistema nervoso central têm sido mais utilizados no Brasil do que muitos medicamentos que não exigem receitas médicas.
Responsável por fiscalizar a produção e a comercialização de produtos e serviços submetidos à vigilância sanitária, a Anvisa divulgou hoje (20/01) boletim técnico contendo uma série de informações a respeito do consumo de medicamentos controlados.
De acordo com o Boletim do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados, desde 2007 os antidepressivos feitos a partir de substâncias como o clonazepam, bromazepam e alprazolam são os mais consumidos entre os 166 princípios ativos listados na Portaria SVS/MS nº 344, que inclui também as substâncias usadas em outros medicamentos de uso controlado, como emagrecedores e anabolizantes.
Recomendados para o tratamento de casos diagnosticados de ansiedade, depressão e bipolaridade, os ansiolíticos estão entre os remédios conhecidos por “tarja preta”, que só poderiam ser comprados em farmácias registradas e autorizadas pela Anvisa a comercializar os medicamentos listados na Portaria 344. Não é difícil, contudo, encontrar na internet quem os ofereça como solução para curar a tristeza – qualquer que seja a causa – e até a insônia.
De acordo com a Anvisa, a venda legal de Rivotril – nome com o qual é comercializado o antidepressivo produzido a partir do clonazepam – saltou de 29,46 mil caixas em 2007 para 10,59 milhões em 2010. A Anvisa estima que só em 2010 os brasileiros gastaram ao menos R$ 92 milhões com Rivotril.
Entre os ansiolíticos, o segundo mais comercializado, o Lexotan (bromazepan), vendeu, em 2010, 4,4 milhões de unidades. Já o Frontal (alprazolam) registrou 4,3 milhões de unidades.
Os técnicos chamam a atenção para o grande volume de receitas prescritas por dentistas e médicos veterinários, percentualmente maior que a quantidade aviada por médicos.
Fonte: Correio do Estado



A Opinião:

O ritmo alucinado de vida, marcado pelo excesso de compromissos, a extrema competitividade nos dias atuais, o excesso de notícias ruins e a falta de diálogo e contato humano tornam as pessoas mais ansiosas e/ou tristes.
Essa tristeza e essa ansiedade muitas vezes são confundidas com depressão. E hoje as pessoas estão cada vez mais informadas, acerca de medicamentos por  exemplo, e se entregam mesmo aos antidepressivos e estes se tornaram um negócio bastante lucrativo.
Vivemos em um período onde há farmácias em grande parte das esquinas das grandes cidades e onde qualquer coisa é diagnosticado como um problema sério a ser combatido com remédios. Está indo mal na escola? Deve ser déficit de atenção ou hiperatividade. Vai comer? Cuidado, o que você vai comer pode te fazer mal. Vai sair? Cuidado, estão assaltando e sequestrando. Tem um novo amigo? Tome cuidado, ele pode ser apenas um interesseiro. Quer relaxar? Cuidado, você pode perder o seu emprego. Tempo é dinheiro!
Precisamos cuidar mais uns dos outros, usar as palavras mágicas: "Bom dia, por favor, obrigado, com licença, fico feliz por você". Precisamos reorganizar as nossas prioridades: Deus, família, amigos, saúde, carreira e por fim dinheiro.
O dinheiro é importante, sim, mas sem pessoas ao seu redor por exemplo, você perde a saúde e não consegue sucesso na carreira, restando apenas apelar  para Deus.
É claro que algumas pessoas sofrem realmente de depressão e estas sim devem fazer uso de medicamentos, há momentos em que sofremos muita pressão de uma vez só, ficando mesmo difícil de suportar.
O que sou contra é essa banalização do uso dos ansiolíticos, que causam um verdadeiro "Efeito Zumbi" na população. Não podemos nos convencer que somos problemáticos. O consumismo não pode chegar nas farmácias.




sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Projetos SOPA e PIPA


O Fato:



Projetos SOPA e PIPA perdem força nos EUA após protestos


Proeminentes congressistas americanos retiraram, nesta quarta-feira, o apoio aos projetos de lei antipirataria discutida no Senado dos Estados Unidos após forte pressão de sites como Google e Wikipedia.
Entre os que mudaram de posição estão dois dos propositores dos projetos de lei, os senadores Marco Rubio, da Flórida, e Roy Blunt, do Missouri. Vários outros senadores e deputados também retiraram o apoio às propostas.
Nesta quarta-feira, a enciclopédia eletrôncia Wikipédia tirou do ar sua versão em inglês por 24 horas, deixando na página inicial os dizeres: "Imagine um mundo sem conhecimento". O Google não saiu do ar, mas inicialmente colocou uma tarja preta na homepage de seu site americano; depois, postou, abaixo da linha de busca, o link "Diga ao Congresso: Por favor, não censure a internet!".
O protesto é direcionado aos projetos de lei Sopa (Stop Online Piracy Act, ou Lei para Parar com a Pirataria Online) e Pipa (Protect Intellectual Property Act, ou Lei para Proteger a Propriedade Intelectual), que estão sendo debatidos, respectivamente, na Câmara dos Representantes (deputados federais) e no Senado dos Estados Unidos.
As propostas opõem produtores de conteúdo - como emissoras de TV, gravadoras de músicas, estúdios de cinema e editoras de livros, que se sentem lesadas pela pirataria - às empresas de tecnologia do Vale do Silício, que alegam que os projetos ferem a liberdade inerente à internet e dão excessivo poder para quem quiser tirar websites de circulação.
Outros sites, como o o blog tecnológico Boing Boing, também participaram do "apagão", o maior em envergadura de que se tem notícia no mundo digital. O portal de notícias Politico estima que 7 mil sites participaram do protesto. No outro lado, o presidente Motion Picture Association of America (MPAA), Chris Dodd, classificou o protesto como "irresponsável".
"Empresas de tecnologia estão recorrendo a manobras que punem seus usuários para transformá-los em seus peões corporativos, ao invés de vir para a mesa a fim de encontrar soluções para um problema que todos agora parecem concordar que é real e muito prejudicial ", disse Dodd.
Os projetos seriam examinados pelo Senado na próxima semana. O presidente da Câmara dos Representantes (equivalente à Câmara dos Deputados), o republicano John Boehner, já reconheceu, no entanto, que “falta consenso” nesse momento para os projetos terem seguimento no Congresso.
O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, admitiu que o problema da pirataria viritual precisa ser encaminhado, mas “de forma que não infrinja a liberdade e a internet aberta”. A ONG Repórteres Sem Fronteiras se juntou ao protesto, dizendo que tais leis “sacrificam a liberdade de expressão online em nome de combater a pirataria”.
Outros gigantes da internet como a rede social Facebook e o microblog Twitter também manifestaram sua oposição. O cofundador do Twitter, Jack Dorsey, pediu a seus 1,8 milhão de seguidores para dizer “Não ao Congresso”. O cofundador do Facebook, Mark Zuckerberg, disse que “continuará a se opor a qualquer lei que fira internet”.
Os projetos, que tentam combater especialmente a proliferação de cópias piratas de filmes e programas de TV e outras formas de pirataria de conteúdo midiático em servidores internacionais, propõem penas de até cinco anos de cadeia para pessoas que sejam condenadas por compartilhar material pirateado dez ou mais vezes ao longo de seis meses.
As propostas também preveem punições para sites acusados de "permitir ou facilitar" a pirataria. Estes podem ser fechados e banidos de provedores de internet, sistemas de pagamento e anunciantes, em nível internacional.
Em tese, um site pode ser fechado, a pedido do governo dos EUA ou de geradores de conteúdo, apenas por manter laços com algum outro site suspeito de pirataria. Além disso, o Sopa, se aprovado, também exigiria que ferramentas de busca removessem os sites acusados de pirataria de seus resultados
Analistas dizem que o "apagão" desta quarta é o primeiro grande teste das empresas do Vale do Silício em uma batalha contra uma indústria muito mais organizada, a de mídia e entretenimento.
Para o New York Times, a amplitude do protesto desta quarta marca uma "maturidade política" de um setor - o de internet - que é "relativamente novo e desorganizado e que em geral se manteve distante de lobbies e outros jogos políticos de Washington".
"Pela primeira vez, está claro que a legislação pode ter um impacto direto na habilidade da indústria (de internet) em funcionar", disse ao jornal nova-iorquino a diretora-gerente da organização New York Tech Meetup, Jessica Lawrence. "Foi um chamado de alerta."
Ao mesmo tempo, o senador Patrick J. Leahy, democrata e autor de projetos de proteção de direitos autorais na web, acusou os opositores do Pipa e do Sopa de tentarem "criar (clima de) medo" ao realizar o "apagão digital".
"Proteger criminosos internacionais (em referência aos piratas de conteúdo) em vez de proteger os direitos autorais americanos é irresponsável e custará empregos", afirmou em comunicado.
Fonte: Portal IG


A Opinião:

Muitos acreditam que o dinheiro traz poder, outros acreditam que o poder vem pelas armas, mas creio que ao analisar o século XXI a grande maioria consegue perceber que o poder é conquistado através da informação.
O surgimento dos computadores pessoais, das redes ponto a ponto (peer-to-peer) e das redes sociais, permitiram aos cidadãos poder trocar informações e confrontá-las com o que obtinham a partir da grande mídia.
Os projetos SOPA e PIPA não estão preocupados apenas com pirataria (olha aí o discurso de paladinos da justiça). Estão preocupados também com o movimento dos indignados, como estes podem se articular através da grande rede e com o repentino acesso das pessoas a informações que antes eram discutidas apenas no âmbito governamental. (Julian Assange que o diga, quem não sabe quem é procura no google e viva a internet).
A questão da pirataria tem uma semelhança com o tráfico de drogas. 
Os governos tentam acabar com as drogas, utilizando para isso um discurso de proteção  aos cidadãos de bem, e focando principalmente no combate aos traficantes dos países subdesenvolvidos. Não se fala sobre os usuários dos países desenvolvidos, não se fala em fechar as fábricas de armas e esquecem que o tráfico de drogas é nada mais nada menos do que um mercado muito lucrativo. Quero deixar claro que sou contra as drogas, acredito que o combate precisa existir, porém de maneira eficiente e não camuflada como existe hoje.
O combate a pirataria, assim como acontece em relação as drogas, nada mais é do que uma bandeira política, que luta pela ordem, pela moral e pela decência. Mas nunca pensaram em fechar uma fábrica de gravadores de CD quando estas começaram a surgir. A própria definição de pirataria é confusa, por exemplo: A pessoa que compra um filme e faz uma cópia de segurança, possui uma cópia pirata em casa? Essas cópias já existiam desde as fitas VHS e K-7 e só agora estão incomodando?
É o país que se orgulha da liberdade de expressão apoiando a censura. Se conseguirem podem desencadear leis semelhantes em diversos países do mundo, mantendo os governos seguros, mesmo diante das crises financeiras.
Parece que está chegando a hora de vincularem os IPs as identidades tornando cada um responsável pelo  seu PC. A vigilância, que já existe mas é velada, poderá se tornar explícita. Cabe aos internautas não permitirem. A censura tem que partir do bom senso de cada um, sabemos o que é certo e o que é errado.
O governo precisa sim pensar em um jeito de recompensar os artistas, para que o trabalho deles não seja em vão. Que se levante algum político e crie a CHAMA (Combate a Hipocrisia que Assola o Mundo...Ainda).





quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Mais de 40 milhões de pessoas se prostituem no mundo


O Triste Fato:



Mais de 40 milhões de pessoas se prostituem no mundo

O mundo tem entre 40 milhões e 42 milhões de pessoas vivendo da prostituição, segundo um relatório da organização francesa Fondation Scelles, publicado pelo Le Figaro.
De acordo com o documento, 80% das pessoas prostituídas são mulheres ou meninas e três quartos estão na faixa estária dos 13 aos 25. Nove em cada dez estão vinculadas a um cafetão.
Somente na Europa Ocidental, há entre 1 milhão e 2 milhões de pessoas envolvidas na prostituição, na sua maioria imigrantes, vítimas de tráfico humano.
O relatório aponta ainda para uma tendência preocupante para o Brasil: países que sediam grandes eventos esportivos internacionais, como as Olimpíadas e a Copa do Mundo, tendem a verificar um aumento na prostituíção.
Na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, a instalação de "centros de sexo" perto de estádios, autorizada pelas autoridades, causou uma polêmica, diz o relatório.
Já na África do Sul, em 2010, estima-se que houve um aumento de 40 mil no número de prostitutas do país, somando-se às 100 mil que já viviam lá.
"Futebol e os Jogos Olímipicos são os mais famosos teatros de exploração sexual. Corridas de Fórmula 1 não são exceção ", destaca o relatório.
Fonte: Exame
A Opinião:
Só a pessoa que vende o próprio corpo sabe o motivo que a leva a fazer isso, mas na grande maioria dos casos são pessoas que não tem perspectiva de futuro e infelizmente quando não se tem nada a perder fica difícil pensar nas consequências.
Ninguém planeja ver o filho ou a filha nessa situação, perdendo totalmente a dignidade em troca de dinheiro, mas é complicado julgar sem conhecer as causas.
Você que tem a oportunidade de estudar e construir o seu futuro com dignidade, aproveite! Não caia nessa glamourização do sexo e do dinheiro e não se engane pensando que essa é uma vida fácil.
E não se venda nem o corpo e nem as atitudes, afinal a prostituição moral é tão ruim quanto a do corpo.



quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Bônus do Sisu e a educação pública


O Fato:



Apenas 3 entre 1.748 aprovados na UFF pelo Sisu passaram sem bônus


A Universidade Federal Fluminense (UFF) divulgou em seu site oficial, nesta terça-feira (17/01), uma lista com 1.748 nomes de candidatos aprovados na primeira chamada da instituição por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Segundo o documento, apenas três deles conseguiram a aprovação sem contar com o bônus de 20% aplicado na nota final do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011 para egressos de escola pública.
A instituição, que ofereceu vagas no Sisu em 98 cursos, confirmou que "uma grande maioria" dos aprovados teve sua nota incrementada pela política de ação afirmativa da UFF, mas afirmou que todos esses estudantes deverão comprovar, com documentos, que estudaram todos os anos do ensino médio na rede pública estadual ou municipal de ensino. "Caso contrário eles serão eliminados do concurso."
Ainda segundo as regras da instituição, quem estudou em colégios federais ou militares não têm direito ao benefício.
De acordo com Neliton Ventura, que coordena o vestibular da Federal Fluminense, a instituição bonifica os candidatos egressos de escola pública há cinco anos porque "é uma forma de incentivá-los, mas de uma maneira que o esforço e o mérito precisam ser considerados". Segundo ele, é por isso que a UFF não reserva cotas para os candidatos.
Os três aprovados na primeira chamada do sistema do Ministério da Educação que não receberam bônus se inscreveram nos cursos de engenharia de recursos hídricos e do meio ambiente, letras - português e cinema e audiovisual.
Segundo Ventura, na edição de 2011 do Sisu, o resultado foi parecido: uma grande maioria dos aprovados recebeu o bônus. Ele não soube informar a porcentagem desses candidatos que efetivou a matrícula na instituição.
"É uma política de inclusão social com um lado democrático muito acentuado", afirmou.
Nos primeiros quatro anos da política, o bônus era de 10% na nota final dos vestibulandos beneficiados. Isso fez com que, de acordo com Ventura, a porcentagem de estudantes que se formaram no ensino médio na rede pública e foram aprovados na UFF subisse de 12 a 15% para entre 20 e 25%, com aumento principalmente entre os cursos mais concorridos.
Ainda segundo ele, aumentar o bônus para 20% foi a maneira que a instituição encontrou para que essa porcentagem subisse para cerca de 30 a 35% no processo seletivo de 2012.
Neste ano, 80% das cerca de 9.500 vagas da UFF serão preenchidas pelo vestibular tradicional, e 1.748 estão em disputa por meio do Sisu. Ventura afirma que, como o processo seletivo da universidade exige que todos os candidatos passem na primeira fase sem bônus - aplicado apenas na nota final -, a porcentagem de egressos de escola pública aprovados por esse sistema será diferente.
Porém, esse é o último vestibular realizado pela instituição, que, a partir de 2013, utilizará apenas a nota do Enem. "Se houver necessidade de ter gradação desse bônus, vamos estudar."
O resultado final do vestibular 2012 da UFF sai no dia 30 de janeiro.

Fonte: Portal G1
Esse vídeo é de 2010 e fala sobre o ENEM:

A Opinião:
O erro absurdo da UFF de bonificar a nota dos alunos oriundos de escolas da rede pública serve ao menos para percebermos a defasagem do ensino público em relação a rede privada. 
O ensino público está, no momento atual, no mínimo 20% pior do que o ensino particular. Digo no mínimo porque quando o bônus de 10% vigorava ainda assim não era suficiente para garantir o acesso de alunos da rede pública.
A injustiça é imensa, porque tem muitos alunos da rede particular que se dedicaram, lutaram, perderam finais de semana e estariam aprovados se não fosse por esse disparate. Há um nivelamento por baixo e assim o governo foge de um problema que deveria enfrentar desde a década de 1980. 
A educação pública era  elogiada, os alunos disputavam vagas para estudar em instituições públicas, hoje a evasão escolar é absurda, os alunos estudam para garantir o Bolsa Família. O salário do professor era equiparado ao de um coronel e hoje está menor do que o do cabo. 
Alguns vão falar que os alunos precisam tirar a diferença na hora da prova porque já sabiam dos bônus e no futuro vão ter que enfrentar bônus para serem aprovados em concursos públicos. Mas, em concursos públicos o bônus é para quem se esforçou e conseguiu concluir um mestrado ou um doutorado, privilegia-se aquele que já batalhou. Pelo Sisu, privilegia-se aqueles que estudaram em escolas públicas simplesmente porque essas não preparavam suficientemente e o governo não foi competente para oferecer a esse aluno condições de igualdade.
A punição então é para os alunos da rede particular e para as escolas particulares que realizam um trabalho muito sério e são julgadas pela quantidade de alunos que conseguem aprovar no vestibular. Se aprova menos a busca tende a ser menor e para sobreviver precisam aprovar bastante, com isso algumas escolas passam a preparar o aluno para fazer provas e não para a vida.Conciliar a preparação para a vida e para as exigências do vestibular é o grande desafio das escolas hoje.
Pergunto: De que maneira o ensino público vai melhorar com essa medida? 
Essa medida mostra que estão pensando os alunos como número, como estatística e não como seres humanos. Essa atitude eu repudio, me enoja, porque educar está além da tentativa de atrair dinheiro ou votos através de uma estatística manipulada. Educar é se envolver, acreditar em um futuro melhor, mais justo, ensinar aos SERES HUMANOS que estão em sala de aula a diferença entre o certo e o errado, a importância da solidariedade, da verdade, da honestidade, do amor ao próximo. Além, é claro, de oferecer conhecimentos nas mais diversas disciplinas.
Por favor, parem de fazer o que é errado parecer certo, parem de justificar o injustificável, parem de prejudicar aqueles que lutam para conquistar o seu lugar ao sol. E vamos todos juntos lutar sim para melhorar a educação de base do ensino público brasileiro, valorizar o professor, a escola e todos os que se preocupam com a educação brasileira e com o futuro do nosso país.