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Leitura sem fronteiras - Tradutor

domingo, 29 de maio de 2011

Amamentação pode reduzir riscos de obesidade

O Fato:



Uma análise de dados de 118 adolescentes obesos entre 14 e 19 anos atendidos pelo Grupo de Estudos da Obesidade da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostra que quem recebeu exclusivamente leite materno até os seis meses de idade – uma recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) – apresenta hoje menor índice de massa corporal (IMC), taxa de gordura e circunferência da cintura.

A nutricionista Débora Masquio, que apresentou o estudo no 14º Congresso Brasileiro de Obesidade e Síndrome Metabólica, na capital paulista, entrevistou os pais desses jovens para saber o peso deles ao nascer e o período de amamentação exclusiva (nunca, de 1 a 5 meses ou até 6 meses). O trabalho serviu como dissertação de mestrado, a ser defendida até o fim do ano.

Segundo Débora, dados da literatura médica apontam que crianças desmamadas precocemente podem, ainda, ter um maior consumo de proteínas. Além disso, os adolescentes que nunca receberam apenas leite materno tiveram menor concentração de um hormônio chamado adiponectina, que facilita a perda de peso e melhora a sensibilidade à insulina, entre outras funções. Essa deficiência foi observada também entre aqueles (18 no total) que nasceram com peso insuficiente (abaixo de 2,9 kg, segundo parâmetros da OMS).
O baixo peso no nascimento vem sendo associado à obesidade, hipertensão e a outras doenças durante a vida adulta. Na literatura científica, esses bebês também costumar apresentar ganho de peso excessivo nos primeiros meses e alterações no pâncreas e nos rins.
Concluída a primeira fase do estudo, Débora pretende avaliar outros fatores, como consumo alimentar e hormônios desses adolescentes.

Veja como funciona o benefício da licença-maternidade em outros países:
  • Austrália: licença de 52 (cinqüenta e duas) semanas não remuneradas, ou seja, 1 (um) ano;
  • Argentina: licença de 3 meses (90 dias) remunerada pelo governo e 3 meses (90 dias) opcionais sem remuneração;
  • China: licença de 3 meses (90 dias) não remunerada;
  • Cuba: 18 semanas (126 dias) de licença pagas pelo governo;
  • Espanha: licença de 16 semanas (112 dias) paga pelo governo;
  • Estados Unidos: licença de até 12 semanas (84 dias) paga pelo governo;
  • França: 3 meses (90 dias) de licença em caso de parto normal e 4 meses (120 dias) em caso de cesariana. Os custos são pagos pelo governo;
  • Índia: para o setor privado, não há previsão legal específica e a licença varia de acordo com a empresa. Funcionários públicos têm direito a 4 meses e meio (135 dias);
  • Itália: 5 cinco meses (150 dias) de licença. O governo paga 80% do salário;
  • Japão: licença de até 14 semanas (98 dias). Dependendo da empresa, 60% da remuneração é coberta por seguradoras ou governo;
  • Portugal: 4 meses (120 dias) de licença remunerada pelo governo;
  • Uruguai: licença de 12 (84 dias) semanas paga pelo governo.
A Opinião:

Qual seria a relação entre a obesidade e a geografia?
A obesidade é hoje um problema de saúde pública e afeta milhões de pessoas pelo mundo. Os humanos são seres multifatoriais, logo, todo e qualquer problema relacionado ao funcionamento do organismo humano deve ser estudado sob diversas óticas. 
Uma dessas óticas é relacionada a amamentação. Estudos revelam que crianças amamentadas até os seis meses tendem a apresentar menos problemas com obesidade. Porém nos Estados Unidos a licença-maternidade dura apenas 84 dias, ou seja, as mães que precisam trabalhar têm mais dificuldade em amamentar por todo o período recomendado pela Organização Mundial de Saúde. E não há o combate a essas empresas. Nesse ponto o Brasil avançou e está gradativamente aderindo a licença maternidade de 6 meses.
O fator amamentação por tempo insuficiente aliado a outros, como o ritmo intenso de vida e a sedução da indústria alimentícia, pode gerar adultos com problemas como hipertensão e diabetes. 

O Debate:

As empresas deveriam ser obrigadas a conceder seis meses de licença maternidade?
Acredita que o corpo humano será capaz de no futuro se adaptar a esse ritmo de alimentação?



 

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