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Leitura sem fronteiras - Tradutor

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Como a extinção de pássaros coloca toda a Mata Atlântica em risco


O Fato:

Como a extinção de pássaros coloca toda a Mata Atlântica em risco

O que acontece quando uma espécie de pássaro desaparece de uma área de floresta? Um estudo publicado nesta sexta-feira (31/05) na revista Science mostra que, além de perdermos em biodiversidade e em beleza, colocamos em risco a própria reprodução da floresta.
O estudo foi conduzido por vários pesquisadores internacionais e liderado por Mauro Galetti, da Universidade Estadual Paulista, em São Paulo. Os pesquisadores analisaram sementes de palmeiras-juçara em 22 locais diferentes de remanescentes da Mata Atlântica. Algumas dessas áreas estão fragmentadas, resultado de desmatamento antigo, da época da implantação dos cafezais no século XIX. Nessas áreas, os pássaros de bico grande, como tucanos, praticamente já desapareceram. Outras áreas ainda têm a floresta bem preservada e conta com uma populações de aves no local.
O estudo mostra que, nos locais onde os pássaros já desapareceram, o tamanho das sementes mudou. As sementes das palmeiras-juçara ficaram menores, mais fracas e com menor capacidade de germinação. Além disso, elas não ficaram pequenas o suficiente para servir de alimento aos pássaros de bico pequeno. O resultado é que, sem os tucanos para espalhar as sementes, a reprodução das palmeiras fica comprometida.
Segundo Galetti, os resultados mostram que a ação humana pode desencadear mudanças evolucionárias em populações naturais. Foi a interferência do homem, ao desmatar a Mata Atlântica, que reduziu a população de pássaros nos remanescentes de florestas. O impacto dessa mudança é sentido por outras espécies, que tentam se adaptar – mas nem sempre com sucesso, correndo o risco de extinção. Para piorar, a situação da palmeira-juçara já não é a das melhores. A palmeira está ameaçada pela extração ilegal de palmito.
Fonte: Blog do Planeta da Revista Época. Texto de Bruno Calixto


A Opinião:

Pior do que os danos que causamos à natureza é o fato de fazermos isso de maneira consciente. Essa consciência que nos mostra inclusive que destruindo o planeta estamos também em um processo de autodestruição.
Os avisos não começaram ontem e muito menos são pautados apenas em emoção. A razão fala muito alto, muitos testes e comprovações científicas estão à disposição de qualquer ser humano em praticamente todos os países do mundo.
Na natureza a luta pela sobrevivência é cruel, há confrontos violentos entre seres da mesma espécie sim, porém esses confrontos possuem uma escala reduzida e uma vez que o vencedor alcança um objetivo, a paz reina até que o ciclo recomece.
Entre os seres humanos a luta pela sobrevivência não é apenas cruel. É surreal!!! Muitos enxergam os outros como obstáculos ao sucesso, como uma escada onde é necessário pisar para subir.  Os confrontos possuem uma escala planetária e envolvem várias outras espécies de maneira direta e indireta, a biosfera sofre com a disputa travada pelos humanos na busca pelo poder. E o pior, quando o objetivo é alcançado, tem início um vale tudo para evitar que um novo ciclo recomece. Dessa forma, não basta chegar no topo, é necessário eliminar completamente todos os concorrentes.
Capitalismo ou socialismo, não importa!!! O problema não é o sistema e sim os seres humanos que tornam qualquer sistema infernal. Resta agora continuar lutando pela conscientização e torcendo para que sejamos menos humanos e mais animais.

terça-feira, 21 de maio de 2013

A guerra da medicina antienvelhecimento

O Fato:


A batalha da medicina antienvelhecimento

A prática foi recentemente proibida no Brasil por falta de comprovação científica mas, para seus adeptos, é apenas uma questão de tempo até que novas pesquisas atestem sua eficácia

Desde a publicação de uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) que proíbe a prática da chamada medicina antienvelhecimento no Brasil, no dia 19 de outubro de 2012, a discussão sobre a terapia de reposição hormonal ganhou força. Está vetada a prescrição de qualquer tipo de hormônio ou outras substâncias com finalidade de reduzir os efeitos do envelhecimento.  A terapia hormonal é permitida apenas em caso de deficiência comprovada da substância e os médicos que não seguirem a resolução estão sujeitos a punições. De acordo com o relatório do CFM, uma revisão dos estudos publicados sobre o assunto nos últimos seis anos concluiu que “encontram-se evidências claras de riscos e prejuízos à saúde e nenhuma ou pouca evidência de benefícios para a capacidade funcional, qualidade de vida, cognição e para prevenir doenças crônicas associadas à idade”.
A resolução causou descontentamento em parte da classe médica, seja praticante ou simpatizante dessa técnica. Foi nesse cenário que o médico americano Jeffry Life, ícone da medicina antienvelhecimento, voltou ao Brasil promover um evento sobre o assunto, no dia 21 de outubro de 2012, em um luxuoso hotel de São Paulo. 
História de vida - Aos 59 anos, Dr. Life tinha problemas cardíacos e estava acima do peso. A mudança em sua vida teve início quando ele resolveu participar de um concurso chamado Body for Life, destinado a pessoas que desejavam transformar seu corpo e estilo de vida em apenas 12 semanas. Ele entrou em uma dieta rigorosa e num elaborado programa de exercícios e, em 1998, aos 60 anos, se tornou o vencedor do concurso.
Satisfeito com a mudança em seu estilo de vida, o médico continuou a rotina de dieta e exercícios, mas aos 63 anos, percebeu que os efeitos alcançados já não eram os mesmos. Jeffry decidiu então adicionar um tratamento com suplementação hormonal a sua rotina e, segundo ele, os resultados foram ainda melhores.
Life se tornou uma espécie de ícone do antienvelhecimento. Suas fotos de "antes e depois", sem camisa, aos 59 anos e, atualmente, aos 74, aparecem em diversos programas de televisão e matérias de jornal. "Eu sinto que me tornei um exemplo vivo do que os homens podem fazer para manter a qualidade de vida, evitar doenças. Considero isso uma grande responsabilidade, porque impacta na saúde e bem estar de milhões de pessoas nos Estados Unidos e outros países, como o Brasil, apenas por mostrar às pessoas o que eu posso fazer, por ser um exemplo", disse Life ao site de VEJA.
Evidências científicas — Nos Estados Unidos, a medicina anti-aging, como é chamada, também não é reconhecida pelo American Board of Medical Specialties (Conselho Americano de Especialidades Médicas, organização sem fins lucrativos que ajuda a desenvolver e implementar parâmetros para avaliação de especialistas), mas a regulamentação da prática fica a cargo de cada estado, como é comum no país. No Brasil, a resolução do CFM e a alegação de falta de evidências científicas é contestada por adeptos da prática. O próprio Dr. Life, quando questionado sobre quais estudos comprovam a eficácia da terapia hormonal, não hesita em mostrar a extensa bibliografia ao final de seu livro, The Life Plan. A maior parte dos estudos citados, porém, foram realizados em um número reduzido de pessoas e publicados em periódicos de menor impacto.
Um dos estudos citados por Life, publicado em 1992 no periódico Journal of Obesity and Related Metabolic Disorders, foi realizado apenas com 23 homens obesos de meia-idade. Metade deles foi tratada com testosterona e os demais com placebo. Os resultados encontrados no grupo que utilizou testosterona foram bons: houve redução da gordura abdominal, dos níveis de açúcar no sangue, da pressão arterial e do colesterol. O estudo também relatou um pequeno aumento no volume da próstata dos participantes, mas os níveis de antígeno protático específico (PSA, considerado um marcador tumoral) não sofreram alterações.
Já um estudo dos pesquisadores Nicole Nigro e Mirjam Christ-Crain, publicado este ano no periódico Swiss Medical Weekly, concluiu que o uso de testosterona em idosos pode trazer benefícios como o aumento de massa muscular e densidade óssea, mas outros efeitos, como força muscular e aumento da qualidade de vida, ainda apresentam dados contraditórios. Os autores afirmam que mais estudos são necessários, uma vez que nem mesmo sobre os riscos há um consenso, e por enquanto a terapia hormonal com testosterona deve ser restrita àqueles que apresentam deficiência do hormônio.
Nem tão distantes assim - Mesmo em um assunto controverso como a medicina antienvelhecimento, parte dos argumentos tanto dos médicos que são contra e quanto dos que são a favor de tal prática coincidem em muitos pontos.
O primeiro deles tem relação com o próprio nome da prática. "Não é antienvelhecimento, é envelhecimento saudável", defende Life. Edson Peracchi, presidente da Academia Brasileira de Medicina Antienvelhecimento, compartilha a visão de Jeffry: "O termo medicina antienvelhecimento dá a impressão de que os médicos tem o poder de parar o relógio e fazer as pessoas voltarem no tempo. Isso não existe. O que existe é o seguinte: a pessoa pode envelhecer com doença ou envelhecer com saúde." A prática também tem sido chamada de age management medicine (medicina de gerenciamento do envelhecimento) nos Estados Unidos. 
O segundo ponto em comum se refere à realização de exercícios físicos e alimentação adequada. Quando questionado sobre qual a parte mais importante da medicina antienvelhecimento, Jeffry Life não tem dúvidas: "Faça exercícios de forma inteligente e tenha uma alimentação saudável, o que eu chamo de 'alimentação limpa'. Isso é mais importante do que os hormônios."  Ruth Clapauch, diretora da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, tem restrições em relação a terapia antienvelhecimento. "Não há nada que possa retardar o envelhecimento, o que você pode fazer é ter o envelhecimento o mais saudável possível. E o que a gente sabe é que dieta e atividade física são práticas essenciais que levam à promoção da saúde."
Terapia hormonal — O principal causador de divergências a respeito da medicina antienvelhecimento é o uso da terapia hormonal. A resolução do Conselho Federal de Medicina deixa claro que a terapia hormonal é um tratamento reconhecido, mas só deve ser utilizado quando há uma deficiência comprovada no paciente e que acarreta sintomas para ele. É na interpretação do que vem a ser "deficiência" e "sintomas" que recai a grande dissidência entre os dois lados.
Para Ruth Clapauch, a terapia hormonal é útil em casos de deficiência, ou seja, ausência incomum da substância. Quanto utilizada em jovens, ela pode restaurar todas as características de uma condição hormonal normal. "No idoso existem outros fatores, não é só a reposição que vai anular todas as consequências. Existe uma diminuição da função cardíaca, da função renal, artrofia muscular, diminuição da massa óssea, as articulações vão ficando mais rígidas. Em uma pessoa idosa [a reposição hormonal] não vai ter o mesmo efeito do que num organismo jovem", diz Ruth. Ela explica que um nível normal de testosterona é aquele que fica dentro de uma faixa que vai de em torno de 220 até 800 nanogramas por decilitro de sangue, com pequenas variações dependendo do laboratório. Isso significa que, mesmo que um indivíduo sofra uma redução nos níveis de testoterona com o passar dos anos, desde que ele continue acima do valor mínimo, ele não é considerado deficiente.
Com o passar dos anos, os níveis de hormônio presentes no organismo vão sendo reduzidos. De acordo com Ruth, uma das hipóteses para explicar essa redução seria a necessidade dos níveis hormonais acompanharem a desaceleração do metabolismo que ocorre com o envelhecimento, de modo que o organismo teria dificuldades de lidar com a mesma quantidade de hormônios que tinha antes.
Do ponto de vista da medicina antienvelhecimento, porém, essa redução de níveis hormonais não deve ser encarada com naturalidade. "Um homem de 70 anos deveria ter um nível de testosterona de um homem de 35, 40 anos. A razão é que isso melhora sua saúde, reduz os riscos de câncer, até câncer de próstata, reduz os riscos de ataque cardíaco, derrame, diabetes e outras doenças. Nós sabemos hoje que homens com níveis baixos de testosterona têm baixa qualidade de vida, perdem massa muscular e força e vão custar para a sociedade mais dinheiro do que se nós cuidarmos deles e colocarmos seus níveis hormonais onde devem estar para pessoas mais novas e saudáveis", afirma Jeffry Life.
Riscos x benefícios — Os pontos em comum e variações de interpretação vão chegando ao fim quando o assunto são os riscos e os benefícios da utilização de hormônios. Enquanto diversos médicos apontam para os riscos dessa prática, seus adeptos afirmam que eles podem ser controlados quando o acompanhamento adequado é realizado. "Existem riscos, sim. E eles devem ser monitorados muito de perto, por meio de acompanhamento médico, exames de rotina periódicos. Mas hormônio não é um bicho de sete cabeças, não é mais um mistério, já se tem o domínio científico sobre as vantagens e as desvantagens dele", diz Edson Peracchi. 
Para a endocrinologista Ruth Clapauch, a testosterona, hormônio principalmente masculino mas também presente nas mulheres, quanto utilizada em indivíduos que não apresentam deficiência, eleva o risco de câncer de próstata, aumento de glóbulos vermelhos e tumores do fígado (se administrado por via oral).
O mesmo ocorre com o hormônio do crescimento, que pode elevar os riscos do aparecimento de diabetes, doenças articulares e até alguns tipos de câncer. Jeffry Life explica que o uso do hormônio do crescimento é bastante regulamentado pelas autoridades americanas, mas pode ser utilizado depois que o paciente é submetido a alguns testes que comprovam a necessidade do hormônio.
Menopausa — O tratamento com hormônios, indicado para algumas mulheres na menopausa, é um capítulo à parte na discussão da terapia hormonal. Ela não faz parte das práticas vetadas pelo CFM, pois sua finalidade principal não é o antienvelhecimento. "Nesse caso, trata-se de um problema de saúde, causado pela deficiência de um hormônio que não só está em falta, mas também está causando sintomas", afirma Salo Buksman, diretor da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Ele explica que se for realizada uma medição hormonal em mulheres na menopausa, todas apresentarão níveis baixos mas, mesmo assim, nem todas são indicadas para o tratamento. 
"Tem que haver sintomas muito sérios, que justifiquem o risco dela desenvolver essas doenças que são provocadas pela ingestão do hormônio. É preciso pesar o risco, pesar o benefício e ver se vale a pena. É bem diferente de dar hormônios para qualquer mulher, mesmo que ela não tenha sintoma nenhum de menopausa. Seria expô-la a riscos desnecessariamente", diz Buksman. 
Os principais sintomas ligados à menopausa são ondas de calor, ressecamento vaginal, incontinência urinária e até osteopenia (um caso mais leve de osteoporose). Além disso, a terapia hormonal só pode ser indicada para pacientes que não apresentam contraindicações: histórico pessoal de trombose e histórico pessoal ou de pelo menos dois parentes próximos de câncer relacionado a hormônios (mama, endométrio e ovários). "Se não tiver contraindicação ela é elegível para fazer a terapia hormonal, mesmo assim acompanhada muito de perto pelo ginecologista, com exames bem frequentes", afirma Buksman.
Outro ponto importante desse tipo de tratamento é o momento de início. A reposição hormonal deve começar a ser feita no início da menopausa, e de seus sintomas, que ocorre por volta dos 50 anos. "Se a mulher começou o tratamento no inicio da menopausa, ela pode continuar após os 60 anos, mas não é uma terapia para ser feita a partir da idade idosa. Trabalhos atuais mostram que esse início em torno dos 50 anos é fundamental", diz Ruth Caplauch
Bioidênticos – A resolução do Conselho Federal de Medicina também se refere aos hormônios bioidênticos. A prescrição desses hormônios com finalidade antienvelhecimento fica proibida, de acordo com o documento, por falta de evidências que comprovem sua eficácia.
O termo "bioidêntico" se refere ao fato de que esses hormônios têm a constituição química exatamente igual ou o mais próximo possível aos hormônios que o organismo produz. "O estradiol, por exemplo, é um hormônio produzido pelo ovário. Ele é fabricado por indústrias farmacêuticas há muitos anos e sua estrutura química é idêntica ao feito pelo ovário. A versão produzida pela natureza mais próxima possível do estradiol é um fitoestrogênio denominado isoflavona, encontrado em diversas espécies vegetais, principalmente a soja. Ela tem uma ação no organismo semelhante à do estradiol, mas como eles não são bioidênticos, têm efeitos um pouco diferentes. As isoflavonas podem ter um efeito mais fraco ou provocar alguma coisa que o estradiol não provoca", explica Ruth Clapauch.
De acordo com a endocrinologista, os bioidênticos podem ser utilizados, desde que com a mesma finalidade da terapia hormonal permitida no país atualmente: suprir carências do organismo. Para ela, a questão problemática é que alguns médicos, adeptos do antienvelhecimento, utilizam-se do termo para se referir apenas a hormônios feitos em farmácias de manipulação, o que é incorreto. "Os bioidênticos apresentam os mesmos riscos dos demais, caso utilizados de forma não-indicada", diz Ruth.
Abusos – A discussão sobre a medicina antienvelhecimento tem início em uma etapa anterior à prática clínica. Trata-se de um debate que ainda está sendo travado no campo da pesquisa científica. Edson Peracchi, presidente da Academia Brasileira de Medicina Antienvelhecimento, acredita que novos trabalhos científicos levarão a uma revisão nas determinações do CFM. Para ele, essa proibição tem caráter mais preventivo, para evitar os abusos que vinham ocorrendo em relação à medicina antienvelhecimento: "Infelizmente, no processo de implantação de qualquer técnica, tem a fase inicial que gera um deslumbramento e só depois vem uma sedimentação." Por enquanto, e pelo menos até uma nova revisão dos trabalhos científicos sobre o assunto, o que vale é a resolução do CFM.
Fonte: Veja

A Breve Opinião:
Atualmente, esse tipo de tratamento não é mais proibido, mas essa guerra está longe de acabar. As minhas dúvidas são: Será que o CFM está realmente preocupado com os efeitos nocivos da "medicina antienvelhecimento"? Será que consideram um placebo? e por fim será que o CFM está sendo utilizado pelo governo que preocupa-se com uma população que envelhece com saúde e pode aumentar consideravelmente a expectativa de vida quebrando assim a previdência social?
Se realmente fizer mal ou não for eficaz, caberá a população processar esses médicos por charlatanismo e nesse caso o CFM terá prestado um excelente serviço a sociedade.
Mas, se de fato o CFM estiver apenas servindo os interesses do governo, vão prejudicar e muito a sociedade. Alguns dirão: "Se a população viver com saúde por mais tempo, o governo mudará as regras para aposentadoria para manter esse grupo contribuindo por mais tempo". Nesse caso, outro problema surge, pois o aumento da concorrência achatará ainda mais os salários e também o número de desempregados. Continua sendo interessante para o governo que não haja investimentos nesse tipo de medicina.
As respostas somente o tempo nos dará, no momento cabe seguir o próprio coração para decidir em quem ou no que acreditar e seguir o principal dos conselhos médicos: Prevenir é melhor do que remediar.

domingo, 19 de maio de 2013

Fim do bolsa família?


O Fato (na verdade, o boato):


Onda de boatos sobre fim do Bolsa Família tumultua agências da Caixa


Uma boataria que não se sabe de onde partiu e que se multiplicou rapidamente, provocou pânico, tumulto e correria em agências da Caixa Econômica Federal na noite deste sábado (18/05), em Maceió. O falso alarme era de que o programa federal Bolsa Família seria extinto e que os seus beneficiários teriam até a meia-noite deste sábado para sacar o dinheiro. De acordo com a Superintendência da Caixa em Alagoas, outras agências do banco no Nordeste também foram alvo dos boatos.
Na agência da Caixa na Gruta de Lourdes, em Maceió, pelo menos 200 pessoas lotaram o banco para tentar tirar o dinheiro. Como cada beneficiário tem sua data específica para receber o valor, muitos passavam o cartão no terminal e, ao ver que não havia saldo na conta, se desesperavam. Outros tentaram e o sistema, sobrecarregado, dava erro.
“Minha data para receber o Bolsa Família era hoje, mas passei o cartão e só deu erro. Não sei o que está acontecendo”, disse José Viana. Já a dona de casa Ana Cristina Fortunato, 36, esteve na agência para tentar tirar o dinheiro que a mãe dela, Sônia Fortunato, recebe há quase 10 anos. Ela contou que estava em casa e uma vizinha “deu o recado” – ou seja, repassou o boato.
“A mulher disse que a gente tinha de ir a uma agência da Caixa porque o Bolsa Família acaba hoje e só podemos sacar o dinheiro até meia-noite. Foi um boato que ninguém sabe de onde surgiu, mas causou medo porque minha mãe recebe e depende desse dinheiro do programa e ficou desesperada. Tomara que seja mesmo só um boato”, disse Ana Fortunato.
O superintendente da Caixa em Alagoas, Herbert Buenos Aires de Carvalho, negou enfaticamente que o Bolsa Família esteja ameaçado de acabar. Ele afirmou que também não sabe de onde surgiu o boato e disse que as pessoas precisam esperar para receber o benefício somente nas datas estabelecidas pelo cronograma do governo federal.
“Infelizmente, ainda vivemos uma situação como essa, que leva centenas de pessoas a sair de casa, à noite, e vir a uma agência por conta de um boato. Também não sei de onde saiu a informação falsa, e fiquei sabendo que outros estados do Nordeste também passaram por isso. Mas as pessoas podem ficar tranquilas porque o governo federal não vai acabar com o Bolsa Família. O benefício é pago por etapa e em dias determinados”, explicou Herbert Buenos Aires.
Fonte: TNH

A Opinião:
Alguém, em sã consciência, acredita mesmo que um dia o bolsa família vai acabar? 
Agora que os políticos descobriram o mapa da mina, ou seja, uma forma de manter os miseráveis (esses precisam, é um dinheiro que cai do céu, pena que em alguns casos acomoda) e os corruptíveis (isso mesmo, nem todos os que recebem o bolsa família estão precisando do auxílio) caladinhos e obedecendo as ordens do governo. Será que teriam uma crise de consciência e acabariam com o bolsa família, substituindo esse programa paliativo por políticas públicas que resolvam de fato a má distribuição de renda no Brasil, o desemprego, a fome e consequentemente a violência?
Não mesmo, desistam dessa ideia. Ainda mais agora vendo o tumulto causado por um simples boato. A tendência é que o programa seja ampliado em um dos modelos de governo mais contraditórios do mundo: o tal social-liberal.
Como atender os desejos das elites? Com o neoliberalismo. E o povo? Com programas demagógicos e populistas. E a classe média? Esta precisa se virar como pode no Brasil, tiveram um bom momento durante o governo militar e o "milagre econômico brasileiro", mas era algo efêmero e se desfez. Agora é a hora e a vez de assistencialismo.
Está na moda ser pobre desde que favela virou comunidade, mantenha os miseráveis satisfeitos e assim é fácil conter as revoltas populares. No Brasil, o povo só se revoltaria em 3 situações: 
1- caso o país desistisse de sediar a copa ou as olimpíadas;
2- caso resolvessem que o único feriado durante o período do carnaval fosse a própria terça feira;
3- caso acabassem com o bolsa família.
De resto: a educação pública pode ser um lixo e os professores podem fazer greve; podem continuar morrendo várias pessoas nos corredores dos hospitais por falta de atendimento; a violência e a corrupção podem superar a criatividade dos cineastas e serem mais absurdas do que filmes. Nada muda! Nessa hora o que reina é o conformismo de um povo que desistiu de lutar pela qualidade, pela igualdade e pela justiça.


domingo, 12 de maio de 2013

Licenças médicas do Senado


O Fato:


Licenças médicas do Senado somam 87,5 mil dias em 2 anos, diz jornal


Apesar dos discursos por moralização e transparência dos gastos públicos, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), não tem citado a concessão de licenças médicas aos colegas de Congresso. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, entre 2011 e 2012, servidores e funcionários comissionados do Senado tiraram 87,5 mil dias de licenças. Dados inéditos apontam que, desde o início da atual legislatura, cada trabalhador da Casa afastou-se por motivo de saúde em média por 14 dias.
O levantamento aponta que a maioria das licenças entre 2011 e 2012 foram tiradas por servidores efetivos. Considerando o salário médio desses servidores em abril – de R$ 19 mil -, o Senado gastou no período cerca de R$ 50 milhões por dias não trabalhados por seus servidores efetivos nos últimos dois anos. Após 15 dias de afastamento, os servidores do Senado continuam recebendo o salário normalmente, após passar por uma avaliação médica. Já o “trabalhador comum” é encaminhado para uma perícia do INSS, que pode ou não liberar o auxílio-doença.
Fonte: Jornal do Brasil

A Opinião:
Antes dos senadores serem eleitos, eles fazem parte da nossa sociedade e assim como na sociedade existem os bons e existem os maus. Mas independente disso, já passou da hora de tornarmos o legislativo brasileiro menos deficitário e nocivo aos cofres públicos e aos interesses da nação.
Notícias como essa sujam a imagem de uma instituição que deveria primar pela honestidade e pelo trabalho. Além disso, colocam no mesmo saco senadores honestos e trabalhadores e aqueles que só querem saber de "se dar bem".
Na nossa sociedade não é diferente. Quando uma notícia como essa surge, é muito comum ouvir comentários do tipo: "Por isso que vou ser senador", ou seja, poucos querem lutar por um Brasil melhor e muitos querem apenas "garantir o seu".
Os bons (senadores e civis) precisam cada vez mais levantar a voz para que essa mamata acabe ou pelo menos chegue a níveis toleráveis, afinal o egoísmo é uma característica muito comum entre os seres humanos e seríamos inocentes demais se acreditássemos que um dia seremos todos honestos e lutaremos pelo bem comum.