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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Supervia lotada


O Fato:

Supervia e polícia do Rio encontram a solução para os trens: prender os passageiros

A situação dos trens da Supervia é caso de polícia, e disso já se sabe desde que os passageiros foram tratados na base da chibata por funcionários. A novidade, nesta terça-feira, véspera do Feriado de Finados, é que os policiais encontraram uma solução rápida para resolver problemas como superlotação, falta de segurança, calor excessivo e portas abertas indevidamente durante a viagem. O remédio, aplicado pelas polícias Civil e Militar, é a prisão de passageiros. Quatro foram detidos, quatro levados para a delegacia do bairro de São Cristóvão.
A Polícia Civil informou que agentes da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD), atuando com funcionários da Supervia, detiveram quatro pessoas na Estação de Madureira, na zona norte. “A ação visava combater a prática de pessoas que impedem o fechamento das portas dos trens”, esclareceu a Polícia.
O delegado Tarcísio Jansen, da DDSD, explicou o problema: os detidos usavam os próprios corpos para travar as portas, impedindo a livre circulação dos trens. A nota da Polícia Civil informa que os detidos “foram autuados no art. 132 (expor a vida e a saúde de ontrem a perigo direto e eminente), que prevê pena de detenção de três meses a um ano”.
O artigo 132 é lei, e lei não se discute. Expor a vida de alguém ao risco é crime. O que pode se discutir é quem deve ser preso. Certamente não é o prazer que leva o passageiro a usar o corpo para abrir a porta do trem.
 
Fonte: Veja on-line



A Opinião:

A polícia será severamente criticada, mas estão cumprindo a lei. O grande problema é que muitas coisas no Brasil não são ilegais e sim imorais.
O cidadão acorda muito cedo e precisa dos trens para trabalhar. Um país sério teria uma rede de transportes eficiente, permitindo que os trabalhadores saíssem de casa despreocupados e viajassem confortavelmente até o trabalho.
No Brasil não. Para que resolver um problema se podemos simplesmente maquiar? Se os trens estão superlotados, basta prender quem tentar entrar, mesmo que se atrase para o trabalho, precisa esperar por outro.
A mobilidade urbana será problema para a copa? Não mais, afinal agora em dias de jogos há a possibilidade de decretar feriado, assim os turistas não precisarão passar por situações desconfortáveis e acharão tudo uma maravilha.
Legado? Pra que? Viva o hoje, o amanhã não importa!


 

domingo, 25 de setembro de 2011

UPP



O Irremediável Fato:

Traficantes mandavam em patrulhas, escala e transferiam PMs em UPP

Escutas de investigação da Polícia Militar do Rio que identificaram um esquema de pagamento semanal de propina de traficantes a policiais militares na UPP da Coroa, Fallet e Fogueteiro revelam que os criminosos restringiam o patrulhamento nas favelas, mudavam a escala de trabalho dos PMs e exigiam a transferência de agentes que não entravam no esquema, mostrou o jornal O Dia.
No total, 30 policiais foram afastados e três continuam presos por suposta participação na corrupção. Os criminosos criaram áreas de exclusões de PMs, onde não haveria patrulhas de quinta-feira a domingo e cobravam de seus interlocutores, em especial do sargento Rinaldo do Desterro Santos, que havia PMs “desrespeitando” o acordo. A maior parte dos contatos era feito por um traficante identificado apenas como Alan.
De acordo com O Dia, o então comandante da unidade – agora afastado –, capitão Elton Costa Gomes, e o subcomandante, tenente Rafael Medeiros, aparecem nas gravações com o sargento, aparentemente o principal operador do esquema. Elton diz que vai passar “no bingo para pegar o ‘negócio’”. O tenente recebe ligação do praça sobre reclamação dos criminosos em relação a dois PMs que atrapalham a venda de drogas e os transfere de escala.
O suborno era pago toda segunda-feira à noite, totalizando R$ 53.000 no mês e variando entre R$ 100 e R$ 500 por PM.
O traficante cobra do sargento ainda que alguns PMs patrulhavam áreas dos criminosos, “atrapalhando o movimento” e atirando em criminosos e ameaça retaliar. Um sargento atuante do Morro da Coroa também é transferido, pelo subcomandante Medeiros, da rua para serviços internos da UPP.
Para tirar soldados “inconvenientes” da escala o sargento Rinaldo Santos ainda cobrava uma propina extra de R$ 100, como mostram 17 gravações.
Em dois dos quatro plantões da UPP, a corrupção garantia a tranqüilidade dos traficantes. A investigação revelou, ainda, que alguns PMs se recusavam a receber propina.
Em 6 de setembro, três PMs foram presos em flagrante com R$ 13.600, após receberem o pagamento semanal.

Fonte: Portal IG




A Opinião:

Infelizmente a postura corrupta de alguns policiais joga o nome de todos na lama, isso porque muitas pessoas cometem o erro infantil de generalizar colocando no mesmo saco policiais corruptos e policiais honestos que sacrificam a vida pela segurança da população deixando as próprias famílias angustiadas dia após dia.
A ideia das UPPs na teoria é fantástica, mas no Brasil parece que teoria e prática são como água e óleo, para o nosso azar.
Os políticos precisam aparecer para conseguir a reeleição ou para eleger o sucessor e manter o partido no poder, não pensam a longo prazo e realizam apenas as melhorias que ganham visibilidade, motivo pelo qual toda grande obra ou política pública passa a ter nome e logotipo nos inundando de "Fome Zero", "Bolsa Família", "Minha casa, minha vida", "Leve Leite", "UPAs", "UPPs" e outros que ainda vão surgir com nomes belos, teorias e propagandas lindas, mas analisando a fundo, apenas placebos.
Alguém ficou surpreso com a notícia acima? O tempo faz com que as máscaras caiam, ninguém engana para sempre. 
Outra coisa que parece que não vai mudar é a criminalização da pobreza, os países ricos produzem as armas, os principais usuários de drogas estão nas classes A e B, mas quando o problema aparece a culpa é do pobre. É a filosofia do Homer Simpson: "A culpa é minha e eu coloco ela em quem eu quiser".