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Leitura sem fronteiras - Tradutor

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Envelhecimento da população


O Fato:



Brasil (e outros emergentes) envelhece mais rápido que países ricos


O Brasil e outros países de menor renda média per capita terão bem menos tempo que as nações europeias para se preparar para o envelhecimento de suas populações. O alerta é da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Se na França demorou mais de 100 anos para que o número de pessoas idosas (com 65 anos ou mais) passasse de 7% para 14% do total da população, no Brasil isso deve acontecer em no máximo 20 anos.
Países como China e Tailândia também devem levar 20 anos para alcançar esse patamar, afirma a OMS em estudo divulgado nesta semana para marcar o Dia Mundial da Saúde – que será no próximo sábado, dia 7 de abril.
“Esses países têm muito menos tempo para criar infraestrutura para atender às necessidades desta população mais velha”, diz o relatório.
O principal desafio, segundo a OMS, é estabelecer sistemas de saúde que consigam, efetivamente, prevenir e tratar doenças crônicas comuns na terceira idade, como problemas cardíacos, derrame, demência, perda de visão e audição.
Embora o processo de envelhecimento populacional tenha tido seu início em países mais ricos da Europa, América do Norte e Japão, hoje as principais mudanças ocorrem em regiões de menor renda.
Em 2050, esses países vão abrigar 80% dos idosos do mundo, estima a OMS. Chile, China e Irã terão uma proporção de idosos maior que os Estados Unidos.
A longevidade também será maior: em 2050, o mundo terá aproximadamente 400 milhões de pessoas com 80 anos ou mais. Cem anos antes, em 1950, esse grupo tinha só 14 milhões de pessoas.
Fonte: Exame.com
A Opinião:
Ao que parece, os países emergentes tendem a copiar o comportamento demográfico dos países desenvolvidos, porém em uma velocidade bem maior. Ou seja, a tendência é que os casais tenham menos filhos e a população viva mais aumentando o número de idosos e reduzindo o número de jovens levando obviamente ao envelhecimento da população.
A questão demográfica preocupava demais os atuais emergentes, pois muitos estudiosos associam o excesso de população ao subdesenvolvimento. Campanhas anti-natalistas em vários países e até o extremo de uma "Lei do Filho Único" na China foram tentativas de conter o crescimento acelerado da população, mas a "vida moderna" tratou de amenizar esse "problema".
Bem, o melhor método de controle demográfico é o aumento da urbanização. Isso porque o comportamento da população urbana é diferente da população rural, as preocupações são outras (violência, poluição e drogas por exemplo), as metas são outras (construir uma carreira, obter estabilidade no emprego) e o custo de vida é mais elevado. Aliado a isso, melhorias na educação permitem que se faça planejamento familiar e que se tenha conhecimento sobre métodos contraceptivos.
É nítido também que houveram melhorias nas condições de vida e na medicina. E esse é um dos motivos que nos fazem entender que, apesar do aumento da violência em várias esferas da vida social e do aumento do risco de infarte e outras doenças decorrentes do stress gerado pelas pressões do mundo atual, as pessoas vivem por mais tempo.
Agora, temos um quadro nítido para os próximos anos, sendo necessário começar com ações que apontem para esse futuro, afinal as necessidades dos idosos e dos jovens são diferentes.

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