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Leitura sem fronteiras - Tradutor

domingo, 22 de janeiro de 2012

Vistos para os Estados Unidos


O Fato:


EUA aumenta em 40% a capacidade de emissão de vistos

Em um reconhecimento à grande presença de turistas dos países emergentes, especialmente os brasileiros, e numa manobra política importante em ano eleitoral, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou ontem um pacote de medidas para agilizar a emissão de vistos para Brasil e China. O local escolhido pelo líder para fazer o pronunciamento não poderia ser mais emblemático: a Walt Disney World, em Orlando. Além de ser o destino favorito dos visitantes, a Flórida – sede do famoso parque – é um dos chamados swing-states da política norte-americana, estados que podem decidir uma eleição presidencial no último momento. De acordo com Obama, o pacote dará fôlego à indústria do turismo nos EUA, capaz de fomentar mais de 1 milhão de empregos nos próximos 10 anos. Em uma campanha eleitoral fundada na recuperação da economia do país, os números soam como música para o eleitorado. 

O presidente anunciou o que chamou de projeto-piloto, que prevê – entre outros aspectos – um prazo máximo de três semanas para a realização da entrevista para a obtenção de vistos e a isenção dela em alguns casos. Pessoas que já tenham passado pelo processo previamente e integrantes de determinados grupos que não apresentam “riscos” poderão ser liberados de nova entrevista. Jovens ou visitantes mais velhos que requisitam o documento pela primeira vez também estão livres da exigência. Os perfis ou idades exatos não foram definidos. As medidas fazem parte de um esforço para atingir a meta fixada pelo presidente de aumentar em 40% a capacidade de processamento de emissão de vistos no Brasil e na China. 

Os requisitos para os turistas e homens de negócios estrangeiros têm sido motivo de queixas por parte de alguns países emergentes, que não pertencem ao chamado programa de isenção de vistos, o qual beneficia a maioria dos países europeus e as nações ricas e aliadas dos norte-americanos. Ontem, Taiwan passou a fazer parte deste grupo, como anunciou Obama. O número de funcionários nas embaixadas de Brasil e China será reforçado em 2012.

Do castelo da Cinderela, na Disney, Obama afirmou que seu objetivo de fazer dos EUA o primeiro destino turístico mundial é impulsionar a criação de empregos. “Todos os anos, milhares de turistas de todo o mundo vêm visitar os Estados Unidos. Quanto mais amigos recebemos, mais norte-americanos ganham empregos”, disse o presidente. O interesse do presidente não é à toa. Este mês, a Organização Mundial do Turismo (OMT) revelou que os turistas dos países emergentes são os que mais gastam dinheiro em viagens internacionais. 

A quantidade de brasileiros que vão os EUA aumenta a cada ano. Segundo as mais recentes estatísticas divulgadas pelo Ministério do Turismo, em 2010, cerca de 1,1 milhão desembarcaram em território norte-americano, contra 800 mil do ano anterior – um aumento de 28%. Em média, cada consumidor gasta US$ 5 mil por viagem. Com isso, o brasileiro passou a valer ouro no cenário internacional. Vice-presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagens (Abav), Leonel Rossi acredita que a decisão de facilitar a entrada de pessoas no país será positiva para ambos. “A maior dificuldade encontrada por aqueles que pretendem embarcar para os EUA é a emissão de vistos. A agilidade do processo burocrático deve aumentar o fluxo de viajantes para o país”, disse. 

Ele destacou que o número de brasileiros que trabalha ilegalmente nos EUA diminuiu e, em consequência, o número de vistos negados sofreu redução. “Menos de 5% são rejeitados, enquanto há alguns anos, esse índice chegava a 25%. Assim, o setor de turismo está pressionando para que o documento seja extinto para nós”, explicou o vice-presidente da Abav.

Fonte: O diário de Pernambuco.


A Breve Opinião:

Essa é uma boa notícia, mostra que o Brasil está sendo respeitado e que o poder aquisitivo do povo brasileiro realmente está melhorando.
Além disso, mostra que o governo americano pode começar a pensar em uma mudança na sua política externa, se tornando menos agressiva e mais flexível. 
As negociações podem se tornar mais bilaterais, porque agora os Estados Unidos começam a perceber que dependem tanto dos emergentes quanto os emergentes dependem dos Estados Unidos.
  

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