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Leitura sem fronteiras - Tradutor

domingo, 5 de junho de 2011

Educar a torcida para 2014





O Fato:

Mano pretende educar a torcida brasileira para a Copa de 2014


Chamado de "professor" por muitos jogadores da seleção brasileira, Mano Menezes não quer ter apenas os seus convocados como alunos. O técnico ficou incomodado com as vaias da torcida que foi ao Serra Dourada assistir ao empate sem gols com a Holanda e espera ensinar outro comportamento ao público brasileiro até 2014.
"Precisamos educar a torcida para a Copa do Mundo. Não que eu pretenda saber mais e tudo, mas teremos problemas se os torcedores ficarem do outro lado. Eles precisam nos empurrar, e não passar para lá. É nação contra nação. Temos que estar unidos", discursou Mano.
Em Goiânia, os torcedores brasileiros fizeram festa para a seleção durante toda a semana. Já no primeiro tempo, no entanto, jogadores como Elano e Fred passaram a ser vaiados. Antes do intervalo, os gritos de "timinho" ecoaram para todo a delegação no Serra Dourada. Os insultos aumentaram no final da partida.
Para Mano, a grande expectativa da torcida local pelo primeiro jogo de sua seleção no Brasil justificou as vaias. "A atitude do torcedor foi compreensível. Às vezes, nós vendemos a ideia de que o jogo vai ser fácil. Mas não havia a mínima chance de isso acontecer. A Holanda é um grande time, com bom retrospecto recente. Mas estamos trabalhando para que seja possível jogar de maneira convincente", comentou.
Mano Menezes substituiu Dunga com a missão de resgatar um futebol mais vistoso na seleção brasileira. Agora, ele prefere ser bem comedido: "Essa é uma caminhada que precisa ser conduzida com inteligência e responsabilidade. A seleção é um patrimônio que temos".
Fonte: Portal Pop

A Opinião:

A torcida brasileira se encheu de expectativas, para todos parecia que era a revanche contra a Holanda, era a chance de mostrar que Dunga errou ao não levar Neymar e Ganso, mas nada disso aconteceu e a torcida frustrada, vaiou.
As vaias incomodam? Acredito que sim, mas assim como uma febre mostra que algo não vai bem. E é aí que entra a questão principal: O que não está indo bem: a seleção ou a educação do povo brasileiro?
O brasileiro tem um grande problema na hora de eleger as suas prioridades e depois de escolhas mal feitas ainda reclamam. Não é de hoje que o consenso sobre o descaso com a educação brasileira existe, também não é novidade a falta de hospitais, de infraestrutura nos transportes públicos, a criminalidade.
A prioridade agora são os eventos esportivos, não podemos mostrar ao mundo os defeitos do país. Estamos parecendo algum morador que deixa a própria casa em um caos constante e que ao saber, com bastante antecedência, de uma visita importante, espera para arrumar tudo apenas uma hora antes da chegada do visitante, se comporta como se tudo acontecesse sempre daquela maneira e assim que o visitante deixa o local as coisas voltam a ser como antes, ou seja, um caos.
Não temos que educar a torcida brasileira para a Copa de 2014, temos que educar a sociedade brasileira de uma vez por todas. Nenhuma nação que tenha investido na educação do seu povo se arrependeu, porém muitas se arrependem de não terem aproveitado todo investimento realizado para grandes eventos mundiais, é só observar o que aconteceu em várias cidades da África do Sul.
Não precisamos preparar uma rede hoteleira, de transportes e de saúde e melhorar a segurança pública apenas para os eventos e sim para permitir que os impostos pagos pela população brasileira retornem de fato para a população. Não é favor, é direito! Os contemplados por todas as obras realizadas precisa ser o povo brasileiro e não nossos ilustres visitantes. 
A educação é fundamental nesse processo porque, além de todos os benefícios que serão incorporados ao cotidiano brasileiro, precisamos tratar bem aos turistas. Não porque vão trazer dinheiro, mas simplesmente porque precisamos mostrar ao mundo um país que respeita ao próximo, mesmo com diferenças culturais.
 
O Debate:

Que legado a Copa de 2014 deixará para o Brasil?

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