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Leitura sem fronteiras - Tradutor

terça-feira, 28 de junho de 2011

Jogos Violentos









O Fato:

Corte dos EUA derruba lei que proíbe venda de jogos violentos a menores

De acordo com o site VG247, a Corte Suprema dos Estados Unidos acaba de vetar uma lei da Califórnia que queria proibir a venda de jogos violentos a menores de idade (jogadores abaixo dos 17 anos) do país. A decisão da comissão julgadora pôs fim à tentativa do governo do estado em promulgar uma nova legislação, assegurando os direitos constitucionais da produtoras de games.    

Segundo a nota oficial liberada pela Corte, os jogos eletrônicos foram classificados como meios de propagação de ideias e mensagens sociais, e somente os usuários é que devem julgar o que é potencialmente maléfico ou perigoso para eles.
"Assim como os livros, os filmes e os brinquedos, os videogames comunicam ideais e mensagens sociais através de muitos ramos literários familiares (personagens, diálogos, enredo e música) e através de características diversas das mídias (como a interação com o mundo virtual). Sob nossa Constituição, julgamentos sobre a moral e a estética  na arte e na literatura podem ser feitos apenas para os indivíduos que as utilizam e não por decreto obrigatório de um Governo e sua cúpula julgadora", informou a nota.
Esta é, sem dúvida, uma ocasião bastante positiva para a indústria dos jogos eletrônicos. Ainda mais quando decisões como estas vêm de um país cujo mercado do nicho é considerado o maior do planeta.


A Opinião:

Culpar os jogos pela violência da sociedade é menosprezar a capacidade de discernimento de toda uma geração. Desde muito jovens assistimos a desenhos como Tom e Jerry que se pararmos para analisar são muito violentos, porém desde novos aprendemos que é apenas um desenho e que não devemos copiar tal comportamento, até rimos pelo exagero na dose da violência.
Filmes também mostram um mundo violento, o que não quer dizer, por exemplo, que ao assistir Velozes e Furiosos você deva pegar um carro e acelerar absurdamente na Ponte Rio-Niterói.
Em todas as artes é possível observar a violência, nas pintura, na música, no cinema e outras, porém não é isso que torna a sociedade violenta. Muitas vezes e para muita gente ver violência é entretenimento, mesmo aqueles que não querem o mal de ninguém. Prova disso é o sucesso dos "favela movies" brasileiros.
O que é preciso tomar cuidado é com a ideologia, com as mensagens passadas pelos jogos, que as crianças saibam que é apenas um jogo e não um exemplo a ser seguido. 
A proibição nas vendas funciona? Claro que não, na verdade a proibição apenas coloca os jogos mais em evidência, atiça a curiosidade, as crianças arrumam um jeitinho para jogar. Se fosse para proibir, teria que ser feito durante a produção do jogo, para não deixar sequer entrar em circulação, mas isso não foi feito.
A sociedade precisa saber que violência não tem consequências positivas, o mais importante é ter diálogo.

O Debate:
Você acredita que os jogos violentos são responsáveis pela violência nas cidades?


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