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Leitura sem fronteiras - Tradutor

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Tensão na Síria


O Fato:

Suspensão da Síria pode não ser suficiente, dizem analistas

A decisão da Liga Árabe de suspender a Síria isolou ainda mais o regime do presidente Bashar al-Assad e estimulou a oposição, mas pode não ser suficiente para acabar com o derramamento de sangue, segundo analistas.
A Síria se tornou a segunda nação da "Primavera Árabe" a enfrentar este tipo de sanção este ano pela Liga Árabe - criticada há muito tempo por sua postura impotente frente aos déspotas da região -, depois da suspensão da Líbia em fevereiro.
"Esta é uma decisão muito importante. Pela primeira vez, a Síria perde a proteção árabe", disse Joseph Bahout, especialista sírio da universidade Sciences-Po em Paris, observando que 18 dos 22 membros da Liga votaram pela suspensão.
"Quando se trata dos trabalhos de ordem política árabe, esta é uma nova e inesperada decisão", disse ele.
Em um encontro extraordinário de ministros das Relações Exteriores no Cairo, a Liga decidiu no sábado suspender a Síria de todas as suas atividades até Damasco implementar o plano de paz firmado com o grupo árabe.
O governo sírio reagiu nesta segunda-feira, considerando a iniciativa árabe "vergonhosa".
"A decisão da Liga Árabe de suspender a Síria representa um perigoso passo", disse o chanceler sírio Walid Muallem em uma coletiva de imprensa em Damasco.
Uma declaração, lida pelo primeiro ministro do Qatar Hamad bin Jassem al-Thani, também disse que a Liga deve implementar "sanções econômicas e políticas" contra Damasco, sem mais explicações.
Sheikh Hamad disse que a suspensão vai durar "até a implementação total (pela Síria) do plano árabe para resolver a crise, que Damasco aceitou no dia 2 de novembro."
A Liga convidou "todos atualmente na oposição da Síria a se reunirem nas instalações da Liga Árabe no Cairo em três dias para esboçar uma visão conjunta para o período de transição que se aproxima".
"É o começo do reconhecimento oficial" da oposição, disse Bahout à AFP.
Apesar da suspensão, a Síria ainda é um membro da Liga Árabe, ao contrário do Egito, que perdeu seu assento em 1979, depois de assinar um acordo de paz com Israel.
A suspensão, entretanto, é vista como uma poderosa ação dentro da região, que pode enfraquecer o apoio da Rússia e da China ao regime sírio no Conselho de Segurança da ONU.
"Agora que a Liga Árabe tomou uma ação crucial, é hora de o Conselho de Segurança da ONU finalmente tomar posição e fornecer uma resposta internacional efetiva à crise de direitos humanos da Síria", disse Philip Luther, chefe da Anistia Internacional para o Oriente Médio e o Norte da África.
"A questão é se aqueles países que têm bloqueado uma ação internacional efetiva na Síria - em particular Rússia e China - reconhecerão o quanto eles se tornaram isolados", declarou Luther.
Pelo acordo da Liga Árabe, o regime sírio concordou em libertar prisioneiros, retirar o Exército de áreas urbanas, permitir a livre movimentação de observadores e da mídia e negociar com a oposição.
"Conhecendo este regime, ele provavelmente ficará mais firme e a opção pela segurança será expandida", previu Bahout.
"Tentaremos enviar observadores civis para a proteção da população, mas, obviamente, não está claro se o governo sírio aceitará, provavelmente recusará", disse um diplomata árabe na Liga à AFP.
Se não há progresso político, também há o medo de radicalização entre manifestantes contra o regime. "Há temores que as manifestações se transformem em um conflito armado", disse o diplomata, que pediu para não ser identificado.

Fonte: AFP


A breve Opinião:


O cenário está armado. Depois do Irã será a vez da Síria ser atacada e o caminho ficará livre desde o Afeganistão até o Mar Mediterrâneo. Não basta tomar os poços de petróleo se não conseguirem retirar de lá e exportar aos países interessados. 

Notem que o Irã ainda não foi atacado, mas é tudo questão de tempo, estão criando um cenário para justificar os ataques. Não sei se depois da Primavera Árabe virá mesmo o Verão.

Olhem o mapa abaixo e vão enxergar o caminho que levará o petróleo do Oriente Médio para a Europa via Mar Mediterrâneo: Irã, Iraque, Síria ou Irã, Iraque, Arábia Saudita, Egito e Líbia. Compare com as áreas que estão ou estiveram em conflito recentemente e se perguntem: Coincidência?


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