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Leitura sem fronteiras - Tradutor

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Bullying e Ciberbulllying


O Fato:

Um a cada cinco adolescentes é vítima de bullying pela internet

Quase um em cinco adolescentes já foi vítima de bullying pela internet, segundo um estudo divulgado nesta segunda-feira (01/08) no Reino Unido. A maior parte das vítimas é de meninas. Os jovens que sofreram bullying pela internet, redes sociais ou celular, afirmam que sua confiança ficou abalada e deixaram de ir à escola para fugir dos comentários maldosos dos colegas.
O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade Anglia Ruskin, entrevistou 500 adolescentes com idades entre 11 e 19 anos.
Entre os entrevistados, 18,4% (quase um quinto) admitiu ter sofrido bullying pela internet ou pelo celular, com fotos e mensagens passadas entre conhecidos.
Das 273 garotas ouvidas, 22% (60) disseram que haviam tido problemas com bullying, enquanto 13,5% dos 200 meninos (27) admitiram o problema.
A situação se mostrou mais complicada quando os pesquisadores perguntaram quantos já haviam presenciado cyber-bullying ou conheciam uma vítima. As respostas aumentaram para 66% (dois terços).
Questionados sobre o impacto dessa prática em suas vidas, mais de 30% dos jovens que passaram por bullying pela internet ou pelo celular disseram que sua confiança havia sido "muito abalada". Já 52% disseram que isso havia afetado sua saúde mental e emocional. Cerca de 29% chegaram a faltar na escola e 39% simplesmente pararam de participar de atividades extra-curriculares, como encontros fora da sala de aula.
Para os pesquisadores, entretanto, o fato mais preocupante é que apenas 45% dos jovens afirmaram que procurariam ajuda para lidar com as consequências de bullying. Dos que pediram ajuda, a maioria procurou os pais e os amigos.
"A maioria das interações pela internet são positivas ou neutras, mas há sempre novas maneiras de se praticar bullying", disse Steven Walker, responsável pela pesquisa. Segundo ele, a maioria dos jovens deixou claro que quem pratica esse tipo de bullying não pensa que está fazendo mal a alguém. "Eles enxergam a prática como uma brincadeira, uma piada", afirmou.
"Com o aumento do uso de redes sociais entre os jovens, essa prática só tende a crescer, enquanto o governo não enfrentar o problema de frente", disse Walker.
 
A Opinião:
 
Antes de tudo é fundamental que o termo bullying não sirva para generalizar, colocando no mesmo pacote, comportamentos que não possuem relação. Outra medida fundamental é trazer esse termo para o português, para que faça mais sentido para as crianças aqui no Brasil.
Seria interessante traduzir o termo bullying para "provocação sem limites", acredito que assim os mais jovens entenderiam do que se trata e ainda haveria a diferenciação entre o bullying e uma provocação sadia e até certo ponto gostosa, que brinca com o colega, mas respeita os seus limites.
Por exemplo: O dia após uma partida de futebol, é legal poder zoar os amigos, mas é algo que fica ali, não permanece martelando eternamente. Ou ainda, quando um amigo "paga um mico", com certeza será zoado no dia seguinte, mas sem exageros, apenas pela diversão, sem ferir os sentimentos da "vítima".
Agora sobre o combate ao bullying, até o momento parece que está somente a cargo da escola e da imprensa, não vejo os governos encarando ainda esse problema de frente.
Cabe também aos atingidos procurar auxílio sempre e nunca ficar esperando o tormento acabar.

O Debate:

Que tipo de punição uma pessoa deveria receber por provocar outra de maneira exagerada?

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