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Leitura sem fronteiras - Tradutor

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Legalização dos jogos de azar


O Fato:



Cabral defende legalização do jogo com aplicação de recursos em áreas sociais

 

Durante a inauguração da nova sede da Loteria do Estado do Rio de Janeiro – Loterj, no Centro da cidade, o governador Sérgio Cabral defendeu a legalização do jogo no país. Ele ressaltou que seria importante utilizar o dinheiro que gira em torno desses eventos e aplicá-lo em setores como a saúde, cultura ou em obras sociais.
"Acho que no Brasil, se aberto e legalizado, ele (o jogo) poderia ser uma fonte de financiamento importante para tanta coisa. Cada país usa um modelo de aplicação desses recursos. Mas todos aplicam em áreas nobres dos serviços públicos. É um lamento que a gente não possa modificar isso, e ter jogos legalizados, organizados, controlados e com o dinheiro bem aplicado", afirmou.
O governador também ressaltou a importância da organização da Loterj, que realizará concurso público, o que não acontecia desde 1944. "É algo que impressiona pela falta de zelo na qualidade do serviço, da falta de zelo com a gestão pública no estado do Rio de Janeiro. Mas estamos nos recuperando. A Loterj, hoje, é superavitária, faz um trabalho extraordinário no repasse de recursos para entidades sociais e isso é muito importante", garantiu.

Sérgio Cabral, o vice-governador e secretário de Obras, Luiz Fernando Pezão, e o secretário da Casa Civil, Régis Fichtner, visitaram, na manhã desta quinta-feira, as instalações da sede da Loteria do Estado do Rio de Janeiro – Loterj. A primeira-dama e presidente de honra do Riosolidario – Obra Social do Estado do Rio, Adriana Ancelmo Cabral, também estava presente à inauguração.
Em seguida, eles participaram da cerimônia de inauguração da reforma do prédio, que recebeu investimento de R$ 1,4 milhão, proveniente do fundo de reserva - composto por 30% dos lucros - para modernização do sistema de tecnologia de informação e do mobiliário. A Loterj deu posse aos oito concursados aprovados na seleção pública do ano passado, a primeira em mais de 60 anos.
A instituição realizou ainda a maior doação única voltada para o fomento de projetos sociais: a entrega simbólica de um cheque no valor de R$ 1.596.250 para aquisição de um tomógrafo, que será doado ao Hospital Pro Criança Cardíaca. Outros três cheques - um de R$ 1.841.737 para os projetos do RioSolidário, um de R$ 307.517,69 para a Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR) e outro de R$ 156.350,76 para a Casa Santa Ana (Fechando Feridas) também serão entregues pela Loterj.
A quantia doada à ABBR será aplicada na compra de insumos e na melhoria da fábrica de produtos ortopédicos da associação, que produz cerca de 12 mil próteses de membros superiores e inferiores, calçados e palmilhas.

Fonte: O Dia on-line

A Opinião:


Esse tema, embora não pareça, é tão difícil de ser discutido quanto a legalização das drogas. Tratam-se de dois vícios, altamente nocivos e que recebem o tratamento na base dos "dois pesos e duas medidas".
Bem, as drogas são ilegais, porém o cigarro e o álcool são legalizados e qualquer um desses faz mal, leva a dependência e a morte. No caso dos jogos de azar, tem-se um tratamento semelhante, pois os jogos de azar são proibidos no Brasil, mas o Governo pode organizar jogos de azar.
Qual é a diferença entre a Mega sena, a quina, a lotomania, as raspadinhas e os caça-níqueis? A pessoa viciada em jogo vai perder tudo de qualquer maneira. E o que dizer do "Jogo do Bicho"? É proibido mas todo mundo sabe onde apostar, que horas sai o resultado, onde buscar o resultado, enfim, "é proibido mas tá valendo".
A ideia de legalizar o jogo e reverter os recursos para a saúde é boa, ainda mais se essa ideia vier acompanhada da rigidez nas investigações de corrupção. Afinal, o vício de desviar dinheiro público ainda é mais nocivo do que o vício nos bingos.

 

 

2 comentários:

  1. Bem, joga quem quer, certo? A pessoa tem consciência de que pode perder tudo, mas mesmo assim joga. A escolha é dela, então, por que não legalizar logo? Mas é claro, é só ter fiscalização rígida. E a ideia de pegar o dinheiro dos jogos e investir em coisas para o bem do povo é realmente boa, mas será que na prática seria assim, ou seria só mais um meio de corrupção?

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  2. Concordo, joga quem quer!

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