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Leitura sem fronteiras - Tradutor

sábado, 24 de setembro de 2011

Bolsa Família


O Fato:

Bolsa família é exemplo para África, diz representante da ONU

A estratégia brasileira para reduzir a pobreza despertou o interesse de outros países que querem saber qual a receita usada no País. Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, o diretor do Grupo de Redução da Pobreza do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Selim Jahan, citou algumas nações, como Índia, Turquia e Botsuana, que estão atentas às ações brasileiras, entre elas, o Bolsa Família.
Para o diretor, o ponto positivo do programa é exigir que as famílias pobres assumam compromissos em troca de receber a transferência de renda. Para ter direito ao benefício, as famílias devem vacinar os filhos, matriculá-los em uma escola e as mulheres grávidas precisam fazer o exame pré-natal.
"O benefício está aí. Não estamos falando apenas de transferência de dinheiro, mas estamos falando em dar educação e outros benefícios", disse Jahan, que trabalha na sede do Pnud, nos Estados Unidos, e veio ao Brasil para participar de reuniões no Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), uma parceria do Pnud com o governo brasileiro.
De acordo com Selim Jahan, grande número de países africanos pode usar a experiência brasileira.
Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado em julho, aponta que 18 milhões de brasileiros saíram da pobreza extrema e 39,5 milhões entraram na classe C nos últimos 10 anos. Mas o Censo de 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou que 16,2 milhões de pessoas ainda estão em situação de miséria, foco do plano Brasil sem Miséria, lançado pela presidente Dilma Rousseff, no início de julho. O plano pretende retirar essas pessoas da extrema pobreza até 2014.

A Opinião: 

O Brasil se transforma em um país especialista em acabar com a pobreza, sim, o nosso modelo começa a ser copiado por outras nações. De fato houve redução da miséria no país, muitas pessoas foram beneficiadas e agora possuem uma vida melhor (ainda não é uma vida digna, mas é inegavelmente uma vida melhor).

Mas, algumas questões surgem sempre em políticas públicas polêmicas. Eis algumas: 

1- A dificuldade de fiscalizar, que pode levar pessoas que não se enquadram no perfil necessário a receber o auxílio ou mesmo facilita o desvio de dinheiro público.

2- O fato do Bolsa Família servir como uma espécie de compra de votos.

3- Para ter direito ao benefício, as famílias precisam vacinar os filhos, matricula-los em uma escola e as grávidas precisam fazer o pré-natal, ou seja, basta cumprir com as suas obrigações para receber. Muitas pessoas fazem o mesmo e não recebem por isso, algo está errado.

É um programa paliativo, que vai maquear um problema em vez de solucioná-lo e agora esse paliativo será exportado como uma solução milagrosa. até que os governos encontrem coragem para discutir de verdade a questão da desigualdade social

  

2 comentários:

  1. boa noite, sugiro ler Segurança nas escolas, goncalezjl.wordpress.com. Lá existe uma proposta de controle das famílias, leia.

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  2. Nossa, esses são seus argumentos contra um programa que comprovadamente retirou milhões de pessoas da extrema pobreza? "pode levar pessoas que não se enquadram no perfil necessário a receber o auxílio"; "servir como uma espécie de compra de votos" e "Muitas pessoas fazem o mesmo e não recebem por isso, algo está errado". Isso o faz menosprezar o Programa ou achá-lo desnecessário? Caro colega, assim você me envergonha! É óbvio que o Bolsa Família é apenas um pequeno passo, mas não dá pra negar que é um Programa bem sucedido!
    Faltou coragem para realizar um análise séria?!

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