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Leitura sem fronteiras - Tradutor

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Médicos X Planos de Saúde


O Fato:

Médicos não vão atender planos de Saúde nesta quarta

Como forma de protesto, os médicos de Mato Grosso não atenderão, nesta quarta-feira (21/09), pacientes com planos de saúde do Grupo Unidas. No Estado, são 12 os participantes deste grupo: Cassi, Assefaz, Afemat, Embratel, Fassincra, Petrobrás, Eletronorte, Caixa Econômica Federal, Sambemat, Geap, Conab e Correios.
A paralisação tem caráter nacional, porém cada Estado definiu, de forma autônoma, os planos de saúde que não serão atendidos.
Conforme a presidente do Conselho Regional de Medicina, Dalva Neves, o critério de escolha do Grupo Unidas foi por falta de negociação com a categoria e por postura considerada abusiva e antiética.
"A Comissão de Honorários Médicos, entidade que representa a categoria, em reuniões realizadas durante este ano, chamou todos os planos de saúde e o Grupo Unidas não compareceu e sequer mandou representantes em nenhuma das vezes. O que parece é que eles não se importam com as reivindicações", afirmou.
Entre os pedidos da classe, o principal deles é por uma equiparação na relação entre operadoras e médicos.
Dados da Comissão de Honorários Médicos de Mato Grosso, por exemplo, mostram que o Grupo Unidas paga entre R$ 38 e R$ 47 por consulta, em um prazo de até 90 dias. Já a Unimed, segundo a presidente do CRM uma das melhores no quesito, paga em média R$ 52, em um prazo de 30 dias.
Outro ponto é que não é raro que os médicos que atendem pelo Grupo tenham pouca ou nenhuma autonomia em pedido de exames, muitas vezes, excluídos do plano sem total explicação do motivo.
De acordo com a presidente, o objetivo é que, até o fim deste mês, a categoria negocie com todos os planos um teto de R$ 80, no pagamento das consultas, com possibilidade de negociação para até R$ 60. Caso não haja acordo, no dia 1º de outubro os médicos paralisarão novamente, desta vez sem atender nenhum plano de saúde.
"Será o prazo final e estamos abertos a negociação. O que não dá mais é que os planos cada vez mais aumentem suas tarifas para o usuário e queira permanecer com as mesas para os médicos", disse Dalva.
Segundo números das próprias operadoras, o faturamento no primeiro trimestre de 2011 foi de R$ 18,4 bilhões, 3,8% a mais que no mesmo período de 2010.
Analisando os dados de 2010, as operadoras médico-hospitalares tiveram uma receita de R$ 72,7 bilhões, 13% a mais que em 2009.
Comparado-se as mensalidades cobradas pelos planos com o aumento que os médicos tiveram, os resultados são gritantes. Em 2010, pagava-se em média R$ 127 e, em 2009, este número era de R$ 116,37 per capita por mês; um aumento de 9,1% no ano.
Já a consulta médica, em 2007, valia R$ 37 e, em 2010, subiu, em média, para R$ 40. O reajustes é considerado irrisório pela categoria.
Apesar da paralisação, a Comissão de Honorários Médicos informou que os atendimentos de urgência e emergência dos planos do Grupo Unidas serão atendidos normalmente.

Fonte: Mídia News

A Opinião:

Não é de hoje que os planos de saúde estão deixando os médicos doentes, algo precisa ser feito contra o sucateamento da saúde no Brasil. Sempre se fala que com saúde não se brinca, que prevenir é melhor do que remediar, mas ainda assim, alguns acreditam que vale a pena tratar como negócio, aumentando os lucros sem se importar com o resultado final.

Enfim, atualmente mesmo quem tem planos de saúde precisam enfrentar filas gigantescas, com médicos atendendo o máximo de pessoas possível com consultas de menor qualidade. Que os médicos consigam o aumento e que os planos de saúde pensem mais nas vidas que podem salvar do que no próprio bolso.

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